segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Possibilidades na língua dos PPPês



Jomard Muniz de Britto, jmb*
01. Papéis como este na tela ou na mão.
02. Personas de caráter social, funcional,
multiplicador.
03. Primeiridade não é origem, começo ou
fundamento, mas percepção imediata,
intencional e espontânea.
04. Pathos: emoção impactante na duração
do desamparo aos pertencimentos.
05. Pulsões, carências, participações.
06. Paráfrases dialogando com paródias:
palmeiras românticas, palmares em
quilombolos palavrações paulofreireanas.
07. Pense com pensamentos pensantes.
08. Polimorfismos da infância à madureza.
09. Partículas de Deus para outros Orf’eus.
10. Pulsações da errante poeticidade.
11. Parabólicas pelos sertões, serões,
servidões audiovisuais.
12. PAUPÉRIA, todos os dias de:
Torquato Neto potencialmente interpretado
pelo ensaista-historiador Edwar de Alencar
Castelo Branco. (Annablume: ed. esgotada).
13. Perigar: necessária ousadia.
14. Paralelas ao infinito das intervenções.
15. Pedras rolando de Ouricuri aos abismos.
16. Paciência para encarar o precipício
nas velozes leituras dos internautas.
17. Provocar IMpacientes nas sessões PSI,
psicanalistas em arte processo.
18. Priorizar o tempo lógico desmontando
tempos cronológicos e até analógicos.
19. Perambular em procissões distribuindo
santinhos em louvor da poeta Cida Pedrosa
com INTERPOÉTICA.
20. Perspectivas de um dicionário para
os descontroles do imaginário mais
simbólico do real e das realidades.
21. Perguntar, dentro e fora das didáticas,
por ofício desejante e participativo.
22. POTÊNCIA sem dominadores
nem dominados.
23. POESIA, POLÍTICA, PEDAGOGIA,
língua dos três PPPês ocupando
entrelugares da fala aos escrevivendos,
dos corpos libertários às corporações
burocráticas, das contradições linguageiras
aos fragmentos de uma totalidade por vir.
Recife, julho 2012.
atentadospoeticos@yahoo.com.br

* Síntese curricular de Jomard Muniz de Britto, que ele me enviou:

Jomard Muniz de Britto e o inseparável chapéu – Foto capturada em O Literático
Nasceu na cidade do Recife em 8 de abril de 1937, portanto 25+25+25.
Também cidadão pessoense e natalense. Graduado e licenciado em Filosofia pela Universidade do Recife, atual UFPE.
Iniciou sua carreira docente  nos Colégios das Damas e São José, com aulas de História e Linguagem do Cinema. Professor de Filosofia em cursos secundários. Integrou a equipe inicial do Sistema Paulo Freire de Educação de Adultos;tendo sido aposentado aos 27 anos pelo regime de 1964.
Enquanto ativista do tropicalismo manteve-se na UFPB até o AI-5. Na década  de 70 somente conseguiu lecionar na Escola Superior de Relações Públicas, entidade privada. Com a anistia em 1980 retornou simultaneamente às UFPE e UFPB nos
Departamentos de Arte e Comunicação. Professor titular e emérito da UFPB. Aposentado. Autor de livros e produtos audiovisuais.
Seu primeiro ensaio - Contradições do Homem Brasileiro - foi impedido de circular no fatídico 1964. Com toda sua radicalidade provinciana/pernambucana, mesmo assim, não pertence a qualquer uma das famosas Escolas do Recife: de Tobias Barreto ao Mangue Beat. Seu projeto autoral arrisca-se entre o escrevivendo e a pop filosofia. No entrelugar da psicanálise selvagem e das conversações analítico-analógicas. Segue o lema de todas as precariedades do pós-tudo contemporâneo.
O texto O Brasil É Meu Abismo, na atual exposição do multi artista Daniel Santiago, no  MAMAM, foi editado em 1982 no livro Terceira Aquarela do Brasil.
Não se considera poeta, mas co-autor de atentados poéticos.

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