sexta-feira, 24 de agosto de 2012

mãos que tecem redes e enfrentam o mar


Pontal Atafona Mar de Búzios


Mãos Que Tecem Redes e enfrentam o mar


Você já viu comon anda on nosso litoral de Barra do Furado a Barra do itabapoana? Então veja antes que acabe.

Em 1975 escrevi o meu primeiro poema sobre o Pontal, nesta época o mar ainda não se revoltava com que o homem havia tirado dele, mas questões ambientais já afligiam um bom número de pessoas perocupados com a devastação do planeta Terra. Desde o início das década de 1980 a situação começou a mudar, e o mar, começou a mostrar os seus primeiros sinais de revolta, e a tomar o território que lhe pertencia. 

Hoje num simples olhar, que não precisa ser muito aprofundado, podemos contastar a degradação do nosso litoral na faixa que compreende de Barra do Furado a Barra do Itabapona. São esgotos despejados nos manguezais, restingas invadidas por fazendas para criação de gado bovino, manguezais dando lugar a condomínios privados, e todo tipo de situação que não só agride ao meio-ambiente como ao ambiente inteiro. 

De 1990 para cá começaram a ase estingnuir todos os manguezaas desta área, e hoje praticamente apenas em Gargaú existem manguezais com vida e nada é feito por nenhum órgão governamental para mudar este quadro de devastação.

Hoje vivemos um tempo num país em que os homens que com suas mãos tecem redes e enfrentam o mar em busca do sustento dos eu pão de cada dia, vivem entregues a sorte que algum deus dará, e se não houver deus não terá sorte nenhuma, morrerá entregue a sua própria solidão e não terá país nenhum. 

Em 1993 escrevi o poema Pontal Foto Grafia, numa linguagem hiper realista mostrando telhados, tijolos, concretos afundand0 naúfragos boiando nas ondas de um mar em fúria. No poema abaixo um ode não apenas ao pontal mas ao Mar e toda a sua plenitude. 


Mar de Búzios 

vaza sob meus pés 
um rio das ostras 
enquanto minha mãos em conchas 
passeiam o mangue dos teus seios 
e provocam o fluxo do teu sangue 
os caranguejos olham admirados 
a volúpia dos teus cios 
quando me entregas o que traz 
por entre as praias e permites desatar 
todos os nós do teu umbigo 
transbordando mar de búzios 
- oceanos 
atrlântico pulsar entre dois corpos 
que se descobrem peixes 
e mergulham profundezas 
qualquer que seja  a hora 
em que se beijam num pontal 
em comunhão total com a natureza

                                                                     Artur Gomes 
www.artur-gomes.blogspot.com
www.youtube.com/fulinama

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