sexta-feira, 15 de junho de 2012

Antes Arte do Que Nunca


foto: Larissa Rangel

Neste Vídeo, com imagens captadas por Larissa Rangel, aluna do IFF Campus Guarus e finalizado no Laboratório de Cinema do IFF Campus Campos Centro,  além de você poder ouvir esta belíssima canção de Edvaldo Santana, você pode ver também a alegria de uma criançada linda presente ao II Encontro Agro Ambiental na UPEA. Além de ainda ficar sabendo para que servem as minhocas.


arturgomes
www.tvfulinaima.blogspot.com

Liberado para o mundo, viralata do ocidente
Sem coleira, sem dinheiro, com um coração bem quente
Meu cabelo no outono toma sol pelo poente
Pra entrar sou clandestino, pra sair fico doente
Vou atrás atalho afora, do que tem a luz intensa
Que motiva meu desejo, que me faz pedir sua benção
Me dedico se possível sem pensar na recompensa
Sou daqueles que acreditam na paixão e na ciência
Vou beber mel pela fonte por onde meu faro alcança
Pra entender o que se passa entre a paz e a vingança
Minha arte não tem preço minha busca não se cansa
Eu sou bicho do mato com olhar de criança, aaaah...
Nessa vida eu agradeço os desenganos, aaaaah...
Meu violão tem a poeira dos ciganos, aaaah...
Nessa vida eu agradeço os desenganos, aaaaah...
A minha voz traz a franqueza dos hermanos
Atravesso a fronteira, meu amor, uma luz tá me chamando
Rosa, Dália, Alecrim, espalhados no jardim
Afro-tupi-guarani, esta história não tem fim...

Edvaldo Santana
www.edvaldosantana.com.br

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Um Dia na UPEA


Um Dia na UPEA - Semana do Meio Ambiente - II Encontro Agroambiental
filme produzido pelo Laboratório de Cinema do IFF - Campus Campos Centro
 com imagens captadas por Larissa Rangel aluna do IFF Campus Guarus - trilha sonora: Madan


DO RUBAYAT DE OMAR KHAYYAM (I)


IX

Em Naishapur ou Babilônia, alguma
Taça, ou amarga ou doce, sempre espuma,
Verte o Vinho da Vida, gota a gota,
Vão-se as Folhas da Vida, uma a uma.


XXV

Ah, vem, vivamos mais que a Vida, vem,
Antes que em pó nos deponham também,
Pó sobre pó, e sob o pó, pousados,
Sem Cor, sem Sol, sem Som, sem Sonho — sem.


LXV

Inferno ou Céu, do beco sem saída
Uma só coisa é certa: voa a Vida,
E, sem a Vida, tudo o mais é Nada.
A Flor que for logo se vai, flor ida.


(Traduções: Augusto de Campos) - musicado por Madan

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Semana do Meio Ambiente II Encontro Agroambiental


Local: UPEA - Unidade de Pesquisa e Extensão Agroambiental/IFF.
Data: 13 de junho de 2012 – quarta-feira.
Horário: 08:00 às 12:00h e das 14:00 às 18:00h.
Público alvo: Estudantes da Escola Municipal Elysio de Magalhães e da Escola Estadual Raimundo de Magalhães

Objetivo: Realizar o II Encontro Agroambiental atendendo estudantes da rede pública de Barcelos em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente.
Apoio: Prefeitura Municipal de São João da Barra

Programação:
Oficinas previstas Descrição Vagas Responsável

1-Criação de pequenos animais Orientação básica sobre a criação de pequenos animais (carneiros, galinhas e outros) 20 Antônio Gesualdi

2-Energia Renováveis Fornecer conhecimentos básicos sobre Geração de Energia Elétrica por painéis Fotovoltaicos. 25 Rodrigo Martins

3-Estação de tratamento de água e laboratório Princípios básicos sobre o funcionamento de estação de tratamento de água 20 Willians Sales Cordeiro
Monique Curcio

4-Informática Orientação sobre a criação de facebook 20 Solange da Silva Figueiredo

5-Mecatrônica (robôs e outros equipamentos) Apresentação de protótipos e invenções em robótica 30 Cedric Solotto

6-Piscicultura (criação de peixes em cativeiro) Orientação sobre o cultivo de peixes em cativeiro para consumo e comercialização 20 Rogério Burla / Amaro Gonçalves

7-Plantas medicinais (uso e manejo correto) Orientação cultivo, uso e manejo de plantas medicinais 20 Rose Mara Soares Corrêa

8-Produção de mudas nativas e minhocário Orientação sobre coleta de sementes e produção de mudas de plantas em viveiros 20 Milton Erthal

9 –Química do Lixo (reciclagem) Discussão sobre a composição do lixo residencial e possibilidades de reciclagem 20 Pedro Castelo Branco / Rodrigo Garret

10 – Oficina de Fotografia (uso de máquinas digitais) Orientação sobre o uso de máquinas digitais em fotos em diferentes ambientes 10 Diomarcelo Pessanha

11 – Oficina de Vídeo (uso de celulares com vídeo) Orientação sobre a criação de vídeo com uso de celulares. 10 Artur Gomes 
215

Metodologia:
As oficinas serão realizadas integralmente nas dependências da Unidade de Pesquisa e Extensão Agroambiental no período da manhã e tarde.
Serão oferecidas 11 oficinas, em diferentes áreas. Cada Estudante da Escola Municipal Elysio de Magalhães e da Escola Estadual Raimundo de Magalhães poderá se inscrever em até duas oficinas.

As oficinas têm por objetivo despertar os estudantes para novos conhecimentos, que possam ajudá-los na escolha de sua formação técnica e profissional. As inscrições para as oficinas serão realizadas nas próprias escolas atendidas pelo evento por bolsistas de iniciação científica Jr. e Jovens Talentos da UPEA, em data a ser definida junto a direção das escolas. Serão disponibilizadas de 10 a 30 vagas por oficina, perfazendo um total de 215 estudantes por turno e 430 no evento.

No período da manhã, os estudantes deverão chegar na UPEA por volta das 8:00h. Eles serão reunidos na Tenda da organização, instalada no gramado da Unidade, para serem orientados para os locais de realização das oficinas. As primeiras oficinas se iniciarão às 8:30h e se encerrarão às 10:00h. Será oferecido um lanche para os estudantes entre 10:00 e 10:30h na tenda da organização. A segunda rodada de oficinas ocorrerá no período de 10:30 às 12:00h. No período da tarde as oficinas ocorrerão nos horários das 14:00 às 15:30h e das 16:00 às 17:30h. O intervalo para o lanche será das 15:30 às 16:00h.

Em reunião com a Sra. Carla Machado ficou definido que a Prefeitura Municipal de São João da Barra se responsabilizará pelo transporte dos estudantes (cerca de 215 em cada turno) para o evento, além da cessão da tenda de 15 x 15 metros, 50 jogos de mesas com cadeiras e sistema de som. Os lanches e toda estrutura necessária para realização das atividades serão de responsabilidade da UPEA/IFF. Ao término das atividades de cada turno os estudantes receberão certificado de participação nas oficinas da UPEA/IFF.

Organização:
Vicente de Paulo Santos de Oliveira
Milton Erthal Junior
Amaro Gonçalves Batista
Evelyn Rueb Lacerda de Araújo
Camila Ferreira de Souza
Wilza Carla do Couto Martins


terça-feira, 5 de junho de 2012

Gargaú onde o tempo não tem presa

Aqui vive-se da sorte do mar e do mangue. Cerca de 2 mil pescadores e catadores de caranguejos e suas famílias sobrevivem da pesca. Boa parte deste contingente são pescad0res artesanais, com sua pequenas embarcações vão até a boca da barra, entre o rio Paraíba do Sul e o oceano Atlântico, pescar de redes de arrastão, tarrafa ou anzol, ou navegar pelos 3 alqueires de manguezais aqui existente a cata de caranguejo. Pelo que pudemos registrar, há a necessidade urgente de um trabalho de educação ambiental na região, para a preservação das espécies da fauna  e da  flora ali existente, pois uma quantidade enorme de lixo pode ser vista as margens dos canais e braços de rio  que irrigam os manguezais, além do impacto provocado pela construção do porto do açu.

artur gomes

O dedo do Lula


Emir Sader - no blog do Emir  www.cartamaior.com.br

A sociedade brasileira teve sempre a discriminação como um dos seus pilares. A escravidão, que desqualificava, ao mesmo tempo, os negros e o trabalho – atividade de uma raça considerada inferior – foi constitutiva do Brasil, como economia, como estratificação social e como ideologia.

Uma sociedade que nunca foi majoritariamente branca, teve sempre como ideologia dominante a da elite branca, Sempre presidiram o país, ocuparam os cargos mais importantes nas FFAA, nos bancos, nos ministérios, na direção das grandes empresas, na mídia, na direção dos clubes – em todos os lugares em que se concentra o poder na sociedade, estiveram sempre os brancos.

A elite paulista representa melhor do que qualquer outro setor, esse ranço racista. Nunca assimilaram a Revolução de 30, menos ainda o governo do Getúlio. Foram derrotados sistematicamente pelo Getulio e pelos candidatos que ele apoiou. Atribuíam essa derrota aos “marmiteiros”- expressão depreciativa que a direita tinha para os trabalhadores, uma forma explicita de preconceito de classe.

A ideologia separatista de 1932 – que considerava São Paulo “a locomotiva da nação”, o setor dinâmico e trabalhador, que arrastava os vagões preguiçosos e atrasados dos outros estados – nunca deixou de ser o sentimento dominante da elite paulista em relação ao resto do Brasil. Os trabalhadores imigrantes, que construíram a riqueza de Sao Paulo, eram todos “baianos” ou “cabeças chatas”, trabalhadores que sobreviviam morando nas construções – como o personagem que comia gilete, da música do Vinicius e do Carlos Lira, cantada pelo Ari Toledo, com o sugestivo nome de pau-de-arara, outra denominação para os imigrantes nordestinos em Sao Paulo.

A elite paulista foi protagonista essencial nas marchas das senhoras com a igreja e a mídia, que prepararam o clima para o golpe militar e o apoiaram, incluindo o mesmo tipo de campanha de 1932, com doações de joias e outros bens para a “salvação do Brasil”- de que os militares da ditadura eram os agentes salvadores.

Terminada a ditadura, tiveram que conviver com o Lula como líder popular e o Partido dos Trabalhadores, para o qual canalizaram seu ódio de classe e seu racismo. Lula é o personagem preferencial desses sentimentos, porque sintetiza os aspectos que a elite paulista mais detesta: nordestino, não branco, operário, esquerdista, líder popular.

Não bastasse sua imagem de nordestino, de trabalhador, sua linguagem, seu caráter, está sua mão: Lula perdeu um dedo não em um jet-sky, mas na máquina, como operário metalúrgico, em um dos tantos acidentes de trabalho cotidianos, produto da super exploração dos trabalhadores. O dedo de uma mão de operário, acostumado a produzir, a trabalhar na máquina, a viver do seu próprio trabalho, a lutar, a resistir, a organizar os trabalhadores, a batalhar por seus interesses. Está inscrito no corpo do Lula, nos seus gestos, nas suas mãos, sua origem de classe. É insuportável para o racismo da elite paulista. 

Essa elite racista teve que conviver com o sucesso dos governos Lula, depois do fracasso do seu queridinho – FHC, que saiu enxotado da presidência – e da sua sucessora, a Dilma. Tem que conviver com a ascensão social dos trabalhadores, dos nordestinos, dos não brancos, da vitória da esquerda, do PT, do Lula, do povo.

O ódio a Lula é um ódio de classe, vem do profundo da burguesia paulista e de setores de classe média que assumem os valores dessa burguesia. O anti-petismo é expressão disso. Os tucanos são sua representação política.
Da discriminação, do racismo, do pânico diante das ascensão das classes populares, do seu desalojo da direção do Estado, que sempre tinham exercido sem contrapontos. Os Cansei, a mídia paulista, os moradores dos Jardins, os adeptos do FHC, do Serra, do Gilmar, dos otavinhos – derrotados, desesperados, racistas, decadentes.