segunda-feira, 28 de maio de 2012

Rio + 20



vejo o Rio aqui de cima
copacabana ali em frente
botafogo lá em baixo
pão de açúcar do lado
os carros na avenida
andam quase parados
barquinhos na enseada
peixes morrendo afogados

arturgomes

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Barra da Poesia


 em 1972 a barra
não era assim barra bonita
muito menos de barro
a barra era de chumbo
a barra era de ferro
tudo estranho falso escuro
de concreto apenas o muro
à nossa frente
e rente outro que invisível
se erguia às nossas costas
ao lado um cão de guarda
pronto para matar
qualquer palavra ainda vida
em nossos dentes
e a língua amordaçada
podia apenas soletrar
a palavra: M O R T E

artur gomes
no link abaixo matéria sobre a Barra da Poesia

segunda-feira, 21 de maio de 2012

O algoz quer equivalência com as vítimas



Nesta terça-feira, dia 22, a Comissão da Anistia julgará um dos casos mais
desconcertantes do ciclo da ditadura militar brasileira: o caso do Cabo Anselmo. José Anselmo dos Santos foi um dos líderes da mobilização dos marinheiros nos anos 60. Em 25 de março de 1964 emprestou sua voz a um dos discursos mais inflamados da crise que levaria ao golpe de 64. Depois tornou-se um traidor convicto;um membro do aparato repressivo que admite ter sido responsável pela prisão ou morte de cerca de 200 militantes políticos, inclusive a morte da própria companheira, Soledad Barrett Viedma --que denunciou ao delegado torturador Sergio Fleury, grávida de sete meses. Soledad seria executada então com mais cinco militantes em Pernambuco, em janeiro de 1973. O braço-auxiliar de Fleury quer agora uma reparação do Estado brasileiro. 

Anselmo reivindica o direito à aposentadoria militar pela Marinha. No momento em que o governo instala uma Comissão da Verdade e algumas vozes na mídia - e na própria comissão - tentam vaporizar a história brasileira, dissolvendo-a em uma fornalha de suposta equivalência entre opressão e resistência nos marcos de uma ditadura militar, esse pode ser um julgamento referencial. 

A Comissão de Anistia tem a responsabilidade de delimitar claramente o campo histórico e dentro dele distinguir as forças que perfilaram como algozes, daquelas que tombaram como vítimas, na resistência à opressão e à injustiça. 

Órgãos de imprensa que cederam viaturas à repressão nos anos de chumbo ecoam a tese da diluição em causa própria. Infelizmente, não foram os únicos a acolchoar a infra-estrutura dentro da qual gritos foram sufocados, corpos foram moídos e a democracia asfixiada. 

Em entrevista ao programa Roda-Viva, da TV Cultura, em outubro de 2011, Anselmo afirmou que não se arrepende de nada. Mas reclamou da situação financeira, só mitigada, disse, pela ajuda que recebe até hoje de um grupo de empresários --solidariedade espontânea ou compra de silêncio de outros elos da mesma engrenagem? 

A entrevista ao Roda-Viva: http://www.youtube.com/watch?v=iNf2M8c4gXs&list=PLF0D2EE2C06F1B3CF&feature=plpp_play_all

Abaixo, o discurso de Cabo Anselmo, proferido em 25 de março de 1964, como presidente da Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Navais do Brasil. A fala contundente --e o motim que provocou-- teria sido um dos pretextos para unir os militares no golpe contra Jango, seis dias depois. 

“Aceite, Senhor Presidente, a saudação dos marinheiros e fuzileiros navais do Brasil, que são filhos e irmãos dos operários, dos camponeses, dos estudantes, das donas de casa, dos intelectuais e dos oficiais progressistas das nossas Forças Armadas;

Aceite, Senhor Presidente, a saudação daqueles que juraram defender a Pátria, e a defenderão se preciso for com o próprio sangue dos inimigos do povo: latifúndio e imperialismo;

Aceite, Senhor Presidente, a saudação do povo fardado que, com ansiedade, espera a realização efetiva das reformas de base, que libertarão da miséria os explorados do campo e da cidade, dos navios e dos quartéis.

Brasileiros civis e militares! Meus companheiros!

A Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Navais do Brasil completa, neste mês de março, o seu segundo aniversário. E foram as condições históricas, a fome, as discriminações, os anseios de liberdade, as perseguições e as injustiças sofridas, que determinaram a criação de uma sociedade civil, realmente independente, com a finalidade de unir, através da educação, da cultura e da recreação, os marinheiros e fuzileiros navais do Brasil.

Autoridades reacionárias, aliadas ao antipovo, escudadas nos regulamentos arcaicos e em decretos inconstitucionais, a qualificam de entidade subversiva. Será subversivo manter cursos para marinheiros e fuzileiros? Será subversivo dar assistência médica e jurídica? Será subversivo visitar a Petrobrás? Será subversivo convidar o Presidente da República para dialogar com o povo fardado?

Quem tenta subverter a ordem não são os marinheiros, os soldados, os fuzileiros, os sargentos e os oficiais nacionalistas, como também não são os operários, os camponeses e os estudantes.

A verdade deve ser dita.

Quem, neste País, tenta subverter a ordem são os aliados das forças ocultas, que levaram um Presidente ao suicídio, outro à renúncia, e tentaram impedir a posse de Jango e agora impedem a realização das reformas de base; quem tenta subverter são aqueles que expulsaram da gloriosa Marinha o nosso diretor, em Ladário, por ter colocado na sala de reuniões um cartaz defendendo o monopólio integral do petróleo; quem tenta subverter a ordem são aqueles que proibiram os marujos do Brasil, nos navios, de ouvir a transmissão radiofônica do comício das reformas.

Somos homens fardados. Não somos políticos. Não temos compromissos com líderes ou facções partidárias. Entretanto, neste momento histórico, afirmamos o nosso entusiástico apoio ao decreto da Supra, ao da encampação da Capuava e demais refinarias particulares, e ao do tabelamento dos aluguéis. Aguardamos, aliados ao povo, que o Governo Federal continue a tomar posições em defesa da bolsa dos trabalhadores e da emancipação econômica do Brasil. Na data de hoje comemoramos o nosso segundo aniversário, isto é, o aniversário da Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Navais do Brasil.

Ao nosso lado estão os irmãos das outras armas: sargentos do Exército e da Aeronáutica, soldados, cabos e sargentos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. Estão, também, companheiros da mesma luta, os sargentos da nossa querida Marinha de Guerra do Brasil. Aqui, sob o teto libertário do Palácio do Metalúrgico, sede do glorioso e combativo Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos do Estado da Guanabara, que é como o porto em que vem ancorar o encouraçado de nossa Associação, selamos a unidade dos marinheiros, fuzileiros, cabos e sargentos da Marinha com os nossos irmãos militares do Exército e da Aeronáutica, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, e com os nossos irmãos operários. Esta unidade entre militares e operários completa-se com a participação dos oficiais nacionalistas e progressistas das três armas na comemoração da data aniversária de nossa Associação.

Nós, marinheiros e fuzileiros, que almejamos a libertação de nosso povo, assinalamos que não estamos sozinhos. Ao nosso lado, lutam, também, operários, camponeses, estudantes, mulheres, funcionários públicos e a burguesia progressista; enfim, todo o povo brasileiro.

Nosso empenho é para que sejam efetivadas as reformas de base, Reformas que abrirão largos caminhos na redenção do povo brasileiro. Eis por que, do alto desta tribuna do Palácio do Metalúrgico, afirmamos à Nação que apoiamos a luta do Presidente da República em favor das reformas de base. Aplaudimos com veemência a Mensagem Presidencial enviada ao Congresso de nossa Pátria.

Clamamos aos deputados e senadores que ouçam o clamor do povo, exigindo as reformas de base. Ainda esperamos que o Congresso Nacional não fique alheio aos anseios populares. E com urgência reforme a Constituição de 1946, ultrapassada no tempo, a fim de que, extinguindo o § 16 do art. 141, possa realmente, no Brasil, se fazer uma reforma agrária. Dizemos que somos contrários à indenização prévia em dinheiro para desapropriações. O bem-estar social não pode estar condicionado aos interesses do Clube dos Contemplados. É necessário que se reforme a Constituição para estender o direito de voto aos soldados, cabos, marinheiros e aos analfabetos. Todos os alistáveis deverão ser elegíveis, para que novamente não ocorra a injustiça como a cometida contra o sargento Aimoré Zoch Cavalheiro.

Em nossos corações de jovens marujos palpita o mesmo sangue que corre nas veias do bravo marinheiro João Cândido, o grande Almirante Negro, e seus companheiros de luta que extinguiram a chibata na Marinha. Nós extinguiremos a chibata moral, que é a negação do nosso direito de voto e de nossos direitos democráticos. Queremos ver assegurado o livre direito de organização, de manifestar o pensamento, de ir e vir. Defendemos intransigentemente os direitos democráticos e lutamos pelo direito de viver como seres humanos. Queremos, na prática, a aplicação do princípio constitucional: "Todos são iguais perante a lei". Nós, marinheiros e fuzileiros navais, reivindicamos: reforma do Regulamento Disciplinar da Marinha, regulamento anacrônico que impede até o casamento; não interferência do Conselho de Almirantado nos negócios internos da Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Navais do Brasil; reconhecimento pelas autoridades navais da AMFNB; anulação das faltas disciplinares que visam apenas a intimidar os associados e dirigentes da AMFNB; estabilidade para os cabos, marinheiros e fuzileiros; ampla e irrestrita anistia aos implicados no movimento de protesto de Brasília.
Iniciamos esta luta sem ilusões. Sabemos que muitos tombarão para que cada camponês tenha direito ao seu pedaço de terra, para que se construam escolas, onde os nossos filhos possam aprender com orgulho a História de uma Pátria nova que começamos a construir, para que se construam fábricas e estradas por onde possam transitar nossas riquezas. Para que o nosso povo encontre trabalho digno, tendo fim a horda de famintos que morrem dia a dia sem ter onde trabalhar nem o que comer. E sobretudo para que a nossa Bandeira verde e amarela possa cobrir uma terra livre onde impere a paz, a igualdade e a justiça social.”
Postado por Saul Leblon às 21:21

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Festival Curta Santos abre inscrições para Mostras Competitivas

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Ao completar 10 anos de existência, o Festival homenageia o Futebol Arte

Curta Santos – Festival de Cinema de Santos completa uma década de existência dedicada às produções audiovisuais brasileiras, em especial àquelas produzidas no litoral de São Paulo. Este ano o tema que norteia as homenagens realizadas durante o evento é o Futebol Arte: Centenário do Santos Futebol Clube. 

As inscrições para as oito mostras competitivas já estão abertas somente pela internet, no site www.curtasantos.com.br.

Sempre alinhado ao contexto caiçara, típico do litoral, este ano o Festival presta homenagem aos 100 anos do Santos Futebol Clube, peça mais do que importante na divulgação da escola do futebol brasileiro pelo mundo. O tema da nossa 10ª edição já estava definido há dois anos. 

Mostras competitivas

As mostras de filmes voltadas à competição dobraram este ano, quando o Curta Santos – Festival de Cinema de Santos, completa 10 edições. De quatro, agora são, ao todo, oito. Olhar Caiçara, Videoclipe Caiçara, Novos Olhares, Mostra Curta Santos F.C. e Mostra Minuto são as nacionais

As mostras direcionadas aos realizadores do Litoral de São Paulo são a Olhar Caiçara, Videoclipe Caiçara Curta Escola.

Mostra Olhar Brasilis e Mostra Videoclipe Brasilis, são nacionais e de livre temática

A Mostra Curta Santos F.C. e Mostra Minuto, são, por sua vez, comemorativas e voltadas ao Santos Futebol Clube: a primeira para produções com duração de até 10 minutos e a segunda é para o torcedor fanático que quer expressar a paixão pelo time em até 60 segundos (um minuto).

Já a Mostra Novos Olhares, ainda nacional, aceita somente produções realizadas por meio de captação digital (câmeras, celulares, tablets e semelhantes - em alta ou baixa resolução), com duração máxima de 5 minutos.

As regionais são a Mostra Olhar Caiçara e Mostra Videoclipe Caiçara. Elas são voltadas a realizadores de todo o litoral de São Paulo. E com o intuito de encontrar novos e promissores talentos no audiovisual, chega a nova Mostra Curta Escola, destinada a produções de até 10 minutos (sem tempo limite) realizadas por alunos doEnsino Fundamental de Escolas da região. Para todos, nesta categoria, a temática é livre.

Sobre o tema

Dos gramados para as telas dos cinemas. A história do Santos F.C. se mistura com a sétima arte desde a fundação  do clube, ocorrida em 14 de abril de 1912. Desde que Pelé chegou à Vila Belmiro, na década de 60, o Santos F.C. pintou sua marca de ‘time de ouro’ na história do futebol brasileiro e mundial. Com o Rei e Coutinho na linha de frente, o Santos apresentava seus gols e jogadas, como se estivesse obedecendo a roteiros cinematográficos.

Como o próprio Rei do Futebol gosta de dizer, o Santos parou uma Guerra. Em 1967, a equipe comandada pelo técnico Lula fez uma excursão para África: foi em Lagos (Nigéria), que o time de Pelé jogou e causou um cessar fogo de 48 horas na Guerra Civil daquele País. Enredo para diretor nenhum botar defeito.

O reconhecimento do Santos time e do Santos Cidade se consolidaram ao longo dos anos, cada qual pela sua história. Mais jovem, porém não menos importante, é o Festival Curta Santos, que decidiu reunir em sua 10ª edição, produções audiovisuais sobre o Clube que tantas alegrias deu à sua terra Natal e aos brasileiros. Antes com os gols de Pelé, hoje com os dribles do jovem Neymar.

O Festival

O 10º Curta Santos – Festival de Cinema de Santos será realizado no mês de setembro e contará com cinco dias de programação totalmente gratuita. Além de romper paradigmas, rever conceitos e estimular novos caminhos para o audiovisual – premissas adotadas desde a primeira edição –, o Festival tem como objetivo fundamental oferecer ao público sessões gratuitas  de curtas, médias e longas-metragens mais mesas redondas, oficinas e debates com profissionais da área.

Em nove anos de trajetória, o Festival já contou com a participação de grandes nomes do cinema nacional, como José Wilker, Matheus Nachtergaele, Paulo César Pereio, Paulo José, Ney Latorraca, Ana Lucia Torre, Dira Paes, Christiane Torloni, Nuno Leal Maia, Betty Faria, Leona Cavali, Sergio Mamberti, Bete Mendes e Eva Wilma, além de cineastas como Carlos Manga, Carla Camurati, Zita Carvalhosa, Eliane Caffé, Ewaldo Mocarzel, Jose Mojica Marins, Beto Brant, Lírio Ferreira, Carlos Reichenbach, Allan Fresnot, Tata Amaral, Allan Sieber e Toni Venturi, dentre outros.

Realização

A direção geral do 10º Curta Santos é de Ricardo Vasconcellos, com direção de produção de Junior Brassallotti. 

 O 10º Curta Santos - Festival Santista de Curtas Metragens é realizado por Olhar Caiçara e Associação dos Artistas do Litoral Paulista; conta com a parceria da Prefeitura Municipal de Santos, Sistema A Tribuna de Comunicação, TV Tribuna, Rádio Jovem Pan Santos, Cine Roxy e Sesc Santos; e apoio das Oficinas Culturais Pagu e Governo do Estado de São Paulo.

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Junior Brassalotti

Diretor de Produção - X Curta  Santos
Festival Santista de Cinema
@curtasantos

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Barra da Poesia


Barra da Poesia IIIº
Dia 26 de maio – das 20h às 23h
Creperia e Drinkeria ZOOOM IN
Av. Sernambetiba, 5200 – Orla
Barra da Tijuca - Rio de Janeiro
Com Marisa Vieira +Artur Gomes + Rejane Luna
e participação especial de Eurídice Espanhol

terça-feira, 15 de maio de 2012

O que é e para que serve a Arte


Vênus de Milo


Programação:

08 a 21/05/2012
Exposição: Linha do Tempo
apresentação: Hip Hop – 10/05 – 18:30h
Documentários: Reflexões sobre a Arte

22/05 a 01/06/2012
Exposição: Papel Maché/Projeto Espiral
Apresentação: Grupo de Dança do Campus Bom Jesus
22/05 – 18:30h
Teatro de Bonecos – Prof. Bricio Silva
23/05 – 16h
Oficina: Papel Maché
24/05 – Das 14h às 18h
Documentários: Dança e Teatro

04/06 a 20/06/2012
Exposição: Esculturas em Cerâmica – Mario Evangelista
Apresentação: Projeto Sidharta (música eletrônica) com Álvaro Manhães e Harlen Pinheiro e poesia com Artur Gomes
05/06 – 18:30h
Oficina: Stop Motion
14/06 – 14h às 18h
Documentários: Musicais

21/06 a 09/07/2012
Exposição de Fotografia: Um olhar sobre o espaço urbano – Alunos do curso de Geografia do Campus Campos Centro e Minha cidade escreve assim – Alunos do ensino médio do Campus Campos Centro
Apresentação: Sarau (Semana de Arte Moderna de 22)
26/06/18:30h
Oficina: Fotografia – Prof. Diomarcelo Pessanha
28/06 – 14h às 18h
Documentários: Semana de Arte Moderna de 22

10/07/ a 31/07/2012
Exposição: Francisco Rivero (Artista Plástico Cubano)
Apresentação: Grupo de Poesia do Campus Bom Jesus
17/07 – 18:30h
Documentário: Sobre o Artista Francisco Rivero

01/08 a 15/08/2012
Exposição: Pauline Pessanha (Artista Plástica)
Apresentação: Nós do Teatro – 07/08 – 18:30h
Documentários: Sobre a Artista Pauline Pessanha

MINICURSOS


07 de junho de 2012 – das 14h às 18h
Estética
Prof. Márcio Vianna Lima – Pró-Reitor de Ensino do IFF

14 de junho de 2012 – Das 14h às 18h
A arte das palav ras
Profª Vania Cristina Alexandrino Bernardo – Diretora do Ensino Médio do Campus Campos Centro

21 de junho 2012 – das 14h às 18h
O que é e para que serve a arte na educação
Profª Danuza Rangel – Coordenadora pedagógica do Pólo Regional Arte na Escola da UENF

05 de julho de 2012 – das 114h às 18h
Música na Escola
Profª Beth Rocha – Professora da Oficina de Música do Campus Campos Centro

09 de agosto de 2012 – das 14h às 18h
Teatro na Escola
Profª Kátia Macabú – Coordenadora de Arte e Cultura do Campos Campos Centro


Local: Espaço Raul Linhares
Curadoria Educativa – Márcia Rangel

Instituto Federal Fluminense – Campus Campos Centro
Rua Dr. Siqueira, 273 – Parque Dom Bosco - Campos dos Goytacazes – RJ – www.iff.edu.br/campus/campos/centro

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Curta Santos - inscrições até 17 de junho


Consolidado como um dos mais importantes eventos dedicados ao audiovisual do país, tendo inclusive superado a marca de 1 milhão de espectadores em suas duas últimas edições, o Curta Santos – Festival Santista de Curtas Metragens recebe inscrições para a sua 9ª edição, até 17 de junho, por meio do site www.curtasantos.com.br.

O tema deste ano é “Para Todas as Mulheres do Mundo” e os realizadores podem inscrever seus filmes – com até 20 minutos de duração - em quatro mostras competitivas: Olhar Brasilis, Videoclipe Brasilis, Olhar Caiçara e Videoclipe Caiçara

As duas primeiras tem abrangência nacional e reunirão, respectivamente, os melhores curtas produzidos recentemente e os melhores videoclipes, independente da data de realização. Já as duas últimas seguem o mesmo formato, mas são restritas à produção regional, do litoral de São Paulo.

Mais sobre o tema
Desde seu surgimento, o cinema retratou a mulher de forma especial. No início, como fetiche do mundo masculino: fatal, heroína, devoradora de homens. Depois, a figura feminina emancipou-se e passou a buscar seu espaço próprio. Assim, o Festival pretende homenagear “todas as mulheres do mundo”: das atrizes às filósofas, das pensadoras às operárias, do planeta Terra à Mãe Natureza. 

O verde é a cor da nona edição e, por meio dele, o Festival abre mais um assunto para reflexão: a sustentabilidade. Desta vez, partindo do princípio do “olhar feminino”, pretende trabalhar a responsabilidade social e o desenvolvimento sustentável por intermédio do audiovisual. O subtema visa aguçar a discussão sobre o crescimento econômico prejudicial ao meio ambiente - e incentivar a participação ativa do público em ações que zelam pelo futuro da região e do planeta. 

O festival
O 9º Curta Santos será realizado no mês de setembro e contará com cinco dias de programação totalmente gratuita. Além de romper paradigmas, rever conceitos e estimular novos caminhos para o audiovisual – premissas adotadas desde a primeira edição –, o Festival tem como objetivo fundamental oferecer ao público sessões de curtas, médias e longas-metragens (os dois últimos, em mostras não-competitivas) com produções de qualidade, que estão fora do circuito comercial. Mesas redondas, oficinas e debates com profissionais da área sustentam a proposta. 

Em oito anos de trajetória, o Festival já contou com a participação de grandes nomes do cinema nacional, como José Wilker, Matheus Nachtergaele, Paulo César Pereio, Paulo José, Ney Latorraca, Ana Lucia Torre, Dira Paes, Betty Faria, Leona Cavali, Sergio Mamberti, Bete Mendes e Eva Wilma, além de cineastas como Carlos Manga, Carla Camurati, Zita Carvalhosa, Eliane Caffé, Ewaldo Mocarzel, Jose Mojica Marins, Beto Brant, Lírio Ferreira, Carlos Reichenbach, Allan Fresnot, Tata Amaral, Allan Sieber e Toni Venturi, dentre outros.

Realização

A direção geral do 9º Curta Santos é de Ricardo Vasconcellos, com direção de produção de Junior Brassallotti. Os dois estiveram ao lado do diretor Toninho Dantas (1948-2010) desde as primeiras edições do evento, contribuindo decisivamente para seu reconhecimento em âmbito regional e nacional. A direção de mostras é assinada por Tássia Albino e Rodrigo Zerbetto Chehda, a coordenação de produção. 

O 9º Curta Santos - Festival Santista de Curtas Metragens é apresentado por Petrobras; com realização da Olhar Caiçara e Associação dos Artistas do Litoral Paulista; conta com a parceria da Prefeitura Municipal de Santos, Sistema A Tribuna de Comunicação, TV Tribuna, Rádio Jovem Pan Santos, Cine Roxy e Sesc Santos; e apoio da Impacto, Poiesis e Oficinas Culturais Pagu e Governo do Estado de São Paulo. 

quarta-feira, 9 de maio de 2012

antropofágica

o delírio é a lira do poeta
se o poeta não delira sua lira não profeta

as carambolas do meu quintal
estão maduras
mastigo a carne da fruta
como se outra carne eu comece
na farta festa do cio
dois Rios no mesmo mar
barcos na mesma fome
paixão voraz não tem nome
pintura de Frida Callas
penso teu sobrenome
e a língua explode na fala

na coluna vertebral dos teus martírios
meus poemas instalam seus mistérios
tudo silêncio
tudo farra
tudo festa
ela tem no umbigo um formigueiro
leoa presa na jaula
seu tempo é todo de aulas
young, freud, deleuze
análise quântica dos nervos
semântica física dos ossos
sob o vestido brando de rendas
penso teus dedos nos seios
quando tens a carne exposta
e as frutas da santa ceia
coloco na mesa posta

arturgomes

metáfora 1



Isadora Predebon
suspenso no ar
as vezes penso
se devo pensar tanto
como uma poema de Mayakovisk
ela um dia virá ao meu encontro
e ressuscitará o poema que ontem não nasceu
a vida é só flores ela me disse
clarice em cada coisa
tem o instante em que ela é
as vezes também penso
ela não virá
aí vou para praça jogar milho aos pombos
ao jardim zoológico dar comida aos patos
os meus sapatos já conhecem os anos de espera
na última primavera os lírios não nasceram
e as rosas eram só espinhos
com minha língua na faca cortei a fala
ainda na garganta
e fui pra sala afiar o taco
ela não sabe que o vinho que guardei pra ela
é de uma safra especial de Bacco

arturgomes