sábado, 19 de março de 2011

DEFLAGRADA CAMPANHA DO BURACO ROSA










Acabo de receber a informação de Jane Nunes que já apareceram os primeiros buracos pintados de rosa. As coordenadas são rua do Gás, próximo da esquina com a Saldanha Marinho.

Ô povo apressado, sô!



O BURACO É DA PREFEITURA, O BOM HUMOR É NOSSO

A campanha do buraco rosa que brotou, espontâneamente, da comunidade e não tem qualquer tutela partidária, ao que parece, despertou a fúria da Corte chinfrim. É um grupo político desprovido de senso crítico e, o que é pior, de bom humor. Ao invés de aproveitar a crítica pacífica e irreverente da sociedade e respondê-la com civilidade, prefere a ofensa gratuita.

Depois de postar fotos, relativamente, tímidas de buracos pintados no centro da cidade, minha correspondência registrou alguns e-mails “extra-oficiais” raivosos, ameaçadores, ridículos. Até o ato da leitura tem que ser à distância, o texto ferve. A tinta é bile.

É a vassalagem, ávida para mostrar serviço, que partiu para o ataque. Pois, que venha. Os que merecerem resposta, terão. Os que preferem golpear, escondidos em seus anonimatos, serão, olimpicamente, ignorados.

Ah, só mais uma coisa: não adianta espernear, os buracos, todos, são vossos!

do Blog do Fernando Leite



Filho do Noblat também usou a Lei Rouanet

matéria de José Augusto, publicada no blog "Os amigos do presidente Lula": via Blog do Miro

A cantora Maria Bethânia teve um projeto cultural aprovado pela Lei Rouanet, no Ministério da Cultura, que a autoriza a captar R$ 1,3 milhão em deduções do imposto de renda das empresas para produzir 365 vídeos declamando poesias, e veicular na internet em um blog.

A Lei Rouanet precisa mudar e sua aplicação também em alguns casos. A política cultural de fomento, como regra, deveria privilegiar muitos projetos culturais baratos, ou que empregue muita gente, em vez de concentrar altos valores em poucos artistas consagrados como Maria Bethânia. Não cabe esse tipo de mecenato com características de concentração de renda para gente consagrada, outros com pistolão em empresas privadas, outros com projetos comerciais, disputando dinheiro dos impostos do povo sofrido.

Mas o assunto não envolve só Maria Bethânia.

Todos nós temos o direito de questionar esse valor para esse projeto da Bethânia, menos o blogueiro de "O Globo", Ricardo José Delgado (Noblat), que anda zoando do caso, tendo um enorme telhado de vidro na família.

O filho do blogueiro, André Scatrut Noblat, é vocalista da banda de rock Trampa, de Brasília, e também arrancou R$ 954 mil dos cofres públicos, através desta mesma Lei Rouanet, para "realizar concertos da banda de rock com uma orquestra sinfônica...".

O "talento do prodígio" comoveu a Vale S.A., que achou mais importante aplicar quase R$ 1 milhão no patrocínio à banda de rock, do que recolher este dinheiro aos cofres públicos na forma de impostos que iriam para saúde, educação, segurança pública, erradicação da pobreza, etc.

Foram R$ 154 mil, na primeira tacada, e R$ 800 mil na segunda tacada.

Além da Vale, o Grupo Brasal (da família do ex-deputado do Demos Osorio Adriano) contribuiu com R$ 10 mil de impostos que deixaram de ser recolhidos para virar patrocínio.


PS do Blog: mas assim com o caso ECAD, para a ministra Ana da Hollanda a lei Rouanet está corretíssima, e não precisa de nenhuma correção desde que continue a privilegiar a mamata para projetos desta natureza.


Celso Amorim afirma que EUA querem resolver tudo com "atitude de caubói"

Ex-ministro afirma ser "muito velho" para se sentir frustrado com negativa dos Estados Unidos em torno do programa nuclear iraniano e lembra que Mubarak era modelo para Casa Branca

Por: João Peres, Rede Brasil Atual

Para o ex-ministro das Relações Exteriores, mundo atual exige que se dialogue também com adversários e inimigos e não com o tipo de atitude empregada pelos EUA (Foto:Antonio Cruz/Agência Brasil)

São Paulo – O ex-ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, revela que acreditava que os Estados Unidos aceitariam o acordo costurado por Brasil e Turquia em relação ao programa nuclear do Irã. Ele confessa, no entanto, não ter sentido frustração quando a negociação foi rejeitada por Washington.

“Estou muito velho para poder ter um momento em que digo que não esperava de jeito nenhum”, afirmou o ex-chanceler durante conversa com a reportagem da Rede Brasil Atual, na quinta-feira (17), dois dias antes da chegada de Barack Obama ao país. “Os pontos essenciais que o presidente Obama tinha posto em carta para nós estavam atendidos. Dava para sentar à mesa. Uma vez sentando à mesa começavam a resolver (os problemas).”

Em maio do ano passado, Amorim e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conseguiram convencer o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, a aceitar as exigências apresentadas pelos Estados Unidos em relação ao programa nuclear. Uma carta enviada antes da reunião por Obama ao Brasil não deixa dúvidas de que os negociadores atenderam aos pontos fundamentais demandados pela Casa Branca, entre os quais figurava o enriquecimento de urânio promovido em território iraniano.

Quando o acordo com Ahmadinejad foi anunciado, Obama e a chefe do Departamento de Estado, Hillary Clinton, rejeitaram o resultado e trabalharam pela imposição de novas sanções contra os iranianos. A suspeita lançada no ar pelas nações mais ricas do mundo era se a nação asiática queria processar o minério para produzir energia ou para fabricar armas nucleares.

Um dia depois do sucesso brasileiro na conversa, uma proposta foi enviada ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para atingir bancos e empresas da nação asiática. Dias depois, a ONU aprovou as medidas, o que levou Lula a afirmar que a decisão era uma “birra” de um pai que precisa distribuir palmadas a qualquer custo.

“A realidade do mundo não é uma realidade só. Você não se dá só com as pessoas que são iguais a você, tem que conviver e tem que tentar resolver. A gente precisa conversar com nossos adversários, conversar com nossos inimigos”, ressalta Amorim.

O ex-ministro considera comprovada a ideia de que a falta de diálogo nas relações internacionais só dá resultados ruins. "Os Estados Unidos têm historicamente como inimigo na região o Irã. Aí faz uma guerra no Iraque, que era um país mais distante do Irã. Hoje, o país com maior influência no Iraque não são os Estados Unidos, é o Irã. Porque os Estados Unidos acham que resolvem tudo numa atitude de caubói.”

Amorim acredita que o acordo costurado pelo Brasil não teria sido um favor para o Irã, mas para as nações ocidentais. “Para a liderança iraniana, ficar mais isolado legitima mais uma atitude radical”, afirmou. “Falando com o Irã não fizemos ameaças, mas advertimos, e advertimos não para o que iríamos fazer, mas para o que iria acontecer. E isso ajudou a aceitarem um acordo que não estavam aceitando.”

O ex-chanceler acredita que as mudanças na ordem mundial levam à formação de um quadro no qual a voz dos países emergentes não poderá ser ignorada. Ele pondera que o fato de Brasil, África do Sul e Índia não falarem “de cima para baixo” é um fator que facilita as negociações e defende que o Itamaraty tenha um papel importante na solução da crise nos países árabes.

"Hoje em dia, todos falam que (o líder egípcio Hosni) Mubarak era um ditador, mas para Israel e para Washington era um líder árabe moderado, era o modelo. Não vou discutir se era ou não era. O povo egípcio disse o que pensava sobre ele, e é isso o que interessa”, alfineta.


Dilma, Obama e o imperialismo: Brasil e o pêndulo entre China e Estados Unidos

por Rodrigo Vianna no seu Blog

Acompanho de perto a visita de Obama, como repórter da TV Record: estou em Brasília desde sexta, e nesse sábado à noite sigo para o Rio. Na capital federal, conversei ontem com o ministro Mantega e com especialistas em relações internacionais. E colhi algumas informações que gostaria de dividir com vocês.

Sei que muita gente, na esquerda, incomoda-se com a presença de Obama – o comandante em chefe de um país que, agora, ameaça invadir a Líbia. Mas acho que precisamos separar um pouco as coisas.

Estou entre aqueles que considerava descabido abrir a Cinelândia para um discurso de chefe de estado estrangeiro. A praça é um dos símbolos da democracia. E a democracia é brasileira. Nós respeitamos Obama, mas não votamos em Obama. Ele não é “nosso” líder. Imaginem se o Brasil abrisse a praça da Sé para um discurso de Hugo Chavez? Seria uma escândalo na “Veja”, na “Folha”, um exemplo de submissão ao bolivarianismo. Mas com Obama estava todo mundo contente na velha mídia: dizem que o Luciano Huck ia ser o mestre de cerimônias. Tenham dó. Dilma não deveria ter permitido isso. Ainda bem que o discurso acabou cancelado, por decisão dos americanos – temerosos com a segurança.

Também me parecem descabidas algumas providências de segurança – desrespeitosas até. Como o caso da banca de jornal que os caras do FBI queriam tirar da Cinelândia. Ou a revista a que empresários brasileiros foram submetidos em Brasilia- detalhe, revista feita por agentes americanos, em território brasileiro!

Isso posto, queria falar da economia.

O Brasil hoje exporta mais pra China (30 bilhões em 2010) do que para os EUA (19 bilhões em 2010). Além disso, nossa balança comercial é deficitária com os EUA ( – 8 bilhões de dólares) e superavitária com a China (+ 5 bilhões de dólares). Conclusão: devíamos deixar os “imperalistas americanos” pra lá e nos aproximar cada vez mais dos chineses, certo?

Não!

O Brasil vende basicamente produtos primários para a Chiha (ferro, alimentos etc). E compra deles produtos industrializados. Essa parceria ajudou a economia brasileira a escapar da crise – enquanto EUA e Europa se afundavam na recessão – em 2008. Mas, a longo prazo, contar só com a China é uma cilada perigosa.

A tal “reaproximação” Brasil/EUA na gestão Dilma – vendida por parte da mídia como um “enterro” da suposta política terceiromundista de Lula - nada mais é do que pragmatismo econômico.

Para a China não conseguimos vender bens industrializados. Nossa indústria não consegue concorrer com os preços chineses. Mas podemos vender bens industrias para os EUA. Precisamos dessa parceria, para não ver nossa indústria engolida pela chinesa.

EUA e Brasil podem ser – em alguns momentos – parceiros diante do avanço chinês. Por que não?

O Brasil deve utilizar com habilidade a rivalidade (econômica) entre EUA e China. Aliás, essa é a tradição da diplomacia brasileira. Mesmo nos governos militares, Geisel fez acordos com Alemanha. Sem dizer que Vargas ameaçou aderir ao Eixo para arrancar concessões dos EUA na industrialização dos anos 40/50.

Lula pôs o Brasil em novo patamar. Não precisamos temer proximidade com os EUA. Viramos gente grande.

Até porque proximidade comercial não significa adesismo político – como mostrou o voto brasileiro na questão da Líbia (o Brasil se absteve, não seguiu a posição dos EUA, não chancelou o ataque à Líbia – e isso às vésperas da chegada de Obama ao Brasil).

No passado recente, nossa diplomacia (e nossa elite) tirou os sapatos para os EUA. Seria um erro tirar os sapatos para os chineses. Devemos utilizar as contradições entre as grandes potências, a nosso favor. No início do governo Lula, a hora era de aproximação com China. Agora, a hora talvez seja para um movimento pendular rumo aos EUA. Pode ser um movimento fundamental, para preservar nossa indústria da concorrência predatória dos chineses.


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