domingo, 13 de fevereiro de 2011

da curiosidade

que sonhos sonhas
nesta noite de chuva
no outro lado da cidade?

que vida passa
pela tua janela
fugindo das águas
que correm para molhar
os sonhos do lado de cá?

que palavras te consolam
nesta noite que te separa
do meu abraço?

será a mesma
a música que me conforta?

águas forçam caminhos,
a paixão tem os pés no chão
o poema, tem asas

que sonhos sonhas
longe do meu travesseiro?

© Ademir Antonio Bacca
do livro “O Relógio de Alice” (a sair)
http://ademirbacca.blogsppot.com/


Moradores do Jd. Prainha fazem protesto em frente à Prefeitura Municipal de São Paulo

Cerca de duzentos moradores do Jd. Prainha (Grajaú – São Paulo) realizam nesse momento uma manifestação contra a política de despejos em massa em curso na cidade de São Paulo, e contra a falta de políticas públicas de habitação. Tendo suas moradias ameaçadas, a principal reivindicação dos manifestantes é:

a) Que o projeto de “urbanização” do Jd. Prainha seja apresentado e discutido com o conjunto dos moradores do bairro.

Além da Prefeitura, os moradores protestam também em frente à BM&F e à Secretaria de Habitação.

Mais informações: 9231-7803 (Elaine); 8102-4851 (Gustavo); e 7677-1735 (Kléber)


ABAIXO,

O MANIFESTO DOS MORADORES DA REGIÃO:

POR QUÊ ESTAMOS PROTESTANDO

Só em nossa região, dezenas de comunidades estão sendo alvo de despejos e políticas truculentas de criminalização da pobreza, levadas a efeito pelo Estado e pelas grandes construtoras, com o objetivo de abocanharem montanhas de dinheiro público e lucrarem com a especulação imobiliária.

Quando é apresentada alguma alternativa aos moradores removidos, ela consiste numa pequena indenização, que os força a permanecerem em uma área irregular, de mananciais, ou de risco, ou no cheque-despejo disfarçado de “auxílio-aluguel”. Atualmente mais de 15 mil famílias se encontram recebendo esse tal “auxílio”, o que fez com que os preços dos aluguéis disparassem por toda a periferia, mas perguntamos: quantas casas estão sendo construídas para atender essa demanda? E para atender o número muito maior de famílias há anos cadastradas no CDHU, e noutros programas públicos? E a população de rua, os que vivem em situação precária, enfim, o imenso déficit habitacional de São Paulo?

Diante da falta de uma política habitacional efetiva, e de formas de organizar a ocupação do solo urbano, os discursos de defesa do meio ambiente ou de proteção da vida das pessoas se revela uma enorme mentira. Essa mentira também vem à tona quando vemos que as grandes empresas, os condomínios de luxo, as grandes casas noturnas, as mansões, que se encontram em áreas de mananciais, permanecem intocadas.

Algumas famílias do Jd. Prainha passaram um ano solicitando algum tipo de amparo do “poder público”, depois de suas casas terem ficado em situação de risco, em função das fortes chuvas do ano passado. Há pouco mais de uma semana essas famílias foram surpreendidas pela Guarda Ambiental e pela Defesa Civil, que iniciou a derrubada das casas sem oferecer um centavo aos seus moradores.

Com a mobilização da comunidade essa destruição foi impedida. Somente a partir desta organização é que surgiu, como num passe de mágica, uma alternativa habitacional a essas famílias.

Mas essa conquista não é suficiente!

Exigimos que o projeto completo de “urbanização” do Jd. Prainha seja apresentado e discutido com o conjunto dos moradores de nossa comunidade, e que os diferentes níveis do governo parem com essa política de despejos em massa e de criminalização da pobreza, que anda de mãos dadas com a criminalização daqueles que lutam contra esse tipo de injustiça!

Mais informações:
http://redeextremosul.wordpress.com/


Chávez pendura FHC no pescoço da oposição
artigo de Luiz Carlos Azenha, publicado no blog Viomundo
fonte Blog do Miro

Estou na Venezuela, para gravar uma série de reportagens que toca marginalmente na política.

O clima de polarização por aqui cedeu um pouco, diante do fato de que a oposição agora canaliza boa parte de seu ódio ao governo de Hugo Chávez à Assembleia Nacional.

A oposição cometeu erros graves no passado, dos quais ainda não se recuperou: apoiar o golpe de estado contra Chávez em 2002 e boicotar as eleições de 2005.

A inflação em alta e a criminalidade oferecem oportunidades políticas aos opositores, que prometem lançar candidato único para enfrentar Chávez em dezembro de 2012.

A oposição controla sete governos estaduais, a prefeitura de Caracas e tem 67 deputados.

Como vocês devem saber, o povo venezuelano é muito politizado. E a democracia venezuelana se fortaleceu muito nos últimos anos.

É uma delícia acordar e ver nas bancas uma dúzia de jornais de diferentes linhas políticas. O mesmo se dá no rádio e na TV. O ambiente é riquíssimo, refletindo pontos-de-vista variados.

Como resultado disso, enquanto no Brasil caminhamos para um debate político pautado pelo discurso único — PT e PSDB aderiram, em graus distintos, ao neoliberalismo –, na Venezuela há uma grande variedade de opiniões na mídia, o que enriquece o debate e fortalece a democracia.

Para vocês terem uma ideia, o ministério de Chávez tem prestado contas à Assembleia Nacional nos últimos dias, com transmissão ao vivo por pelo menos quatro redes de TV do país. As pessoas assistem e debatem de forma acalorada sempre que o assunto é política.

Na Assembleia Nacional, os representantes do governo tratam de fazer comparações entre o antes e o depois da era Chávez. Um exemplo: o ministro da Educação lembrou que quando Chávez assumiu havia apenas 700 mil estudantes universitários no país, número que hoje chega a mais de 2 milhões e 300 mil (nos últimos 12 anos foram criadas 23 universidades no país). Ou seja, Chávez decidiu pendurar FHC no pescoço da oposição.

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