quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

QUE ENDURECERSE, PERO SIN PERDER … O BOM HUMOR





O movimento, ao que parece, é espontâneo e não tem tutela de nenhum partido político. Brotou da irreverência de uma gente que prefere enfrentar a mediocridade administrativa municipal, com o indefectível bom humor. Confira aí. Repliquei do blog http://estouprocurandooquefazer.blogspot.com/

Repassando...

"Meus amigos, todos nós que moramos em Campos sabemos das inúmeras insatisfações que quase todos os moradores possuem com o governo e com a administração pública desta cidade. Os motivos de ira e revolta são inúmeros e parecem não ter fim. Apesar disto, não fazemos absolutamente nada!

Nos calamos e o máximo que fazemos é manifestar a nossa ojeriza com amigos e familiares.

Sendo assim, gostaria de convidá-lo a se unir à manifestação do “buraco rosinha”. É isso mesmo que você ouviu! No dia 18 de março, à noite, iremos pintar o buraco da rua de nossa casa, ou algum buraco nas ruas da cidade (não é difícil encontrar...) da cor rosinha. Na cidade existem centenas (quando existe um período de chuva este número chega a milhares) de buracos e cratreras que acabam com os nossos carros.

Sendo assim, vamos chamar a atenção das autoridades, do povo, da mídia... vamos fazer alguma coisa!

Esta é apenas uma das várias manifestações que pretendemos fazer ao longo deste ano.
Por favor, divulgue esta mensagem em sua lista de e-mail e peça aos seus contatos que façam o mesmo.

Já imaginou, no sábado 19 de março, a cidade amanhecer cheia de buracos rosinhas?
Ajude-nos nesta campanha! Divulgue esta idéia

fonte: Blog do Fernando Leite



Livre pensar é só pensar

por Luiz Carlos Azenha no VioMundo

Tinha uma coluna no antigo Pasquim (jornal de humor e político dos tempos do regime militar) intitulada assim: Livre pensar é só pensar.

Penso que o governo Dilma, apoiado mais no PMDB que nos movimentos sociais, mais em Palocci que na bancada federal do PT, representará a repactuação das forças do Congresso que se assentam na conjugação “terras+meios de comunicação”.

Isso significa a adesão definitiva do país a uma divisão internacional do trabalho em que nosso papel é, acima de qualquer outra coisa, o de exportador de commodities.

É óbvio que isso não começou agora.

Todas as obras essenciais do governo Lula, nenhuma das quais enfrentou resistência da grande imprensa, estavam (e estão) de certa forma voltadas para isso: as hidrelétricas de Santo Antonio, Jirau e Belo Monte, a transposição do rio São Francisco e as ferrovias Norte-Sul e Transnordestina.

Essas obras, para além dos impactos positivos que eventualmente tiverem para as populações locais, se enquadram no aprofundamento do modelo de exportação de minérios e do agronegócio.
As hidrelétricas na Amazônia servirão acima de tudo às atividades eletrointensivas das mineradoras. A transposição do São Francisco à incorporação de regiões inteiras do Nordeste ao agronegócio. As ferrovias ao escoamento da produção rumo aos portos.

Quando a ex-ministra Marina Silva deixou o governo Lula, o fez diante do enfraquecimento do Ministério do Meio Ambiente diante das pressões da “turma da engenharia” e da bancada ruralista. De lá para cá, tivemos o virtual congelamento das reservas indígenas onde interessa (Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), como parte do acordo que permitiu a aprovação da reserva Raposa Serra do Sol. O enfraquecimento da Funai. Agora, os servidores do Incra e do Ministério do Desenvolvimento Agrário já farejaram que vem desmonte por aí (clique aqui para ler). Não duvido que o mesmo aconteça em relação à Anvisa e aos órgãos do governo encarregados de fiscalizar os transgênicos.

O Brasil é campeão mundial no uso “seguro” de agrotóxicos, mas isso só existe no papel, diz a professora Raquel Rigotto (clique aqui para ler). A plantação de transgênicos no Brasil aumentou 19% em apenas um ano, existe legislação para informar os consumidores sobre a presença de transgênicos nos supermercados, mas ela não é cumprida, informa o Estadão. São duas áreas em que navegamos às cegas, sem considerar as consequências danosas que os venenos e os transgênicos possam ter na saúde pública e no meio ambiente.

Isso é resultado de um consenso em que até os comunistas se renderam: Aldo Rebelo, do PCdoB, foi o relator do projeto de mudança do Código Florestal que é apenas mais um capítulo no avanço do pacto que, me parece, norteia nossa política agora mais do que nunca. A revisão do Código Florestal significa o avanço “para dentro” do agronegócio. Teremos, igualmente, o avanço “para fora”. Trata-se do projeto conjunto de Brasil e Estados Unidos para a produção de etanol em países da América do Sul, do Caribe e da África.

O Banco Interamericano de Desenvolvimento é parte deste esforço, gerenciado nos Estados Unidos pelo irmão do ex-presidente George Bush, o ex-governador da Flórida Jeb Bush, e no Brasil pelo ex-ministro da Agricultura do governo Lula, Roberto Rodrigues (clique aqui para ler, em inglês). O esforço conjunto empacou no protecionismo do Congresso dos Estados Unidos, que renovou a aplicação de tarifas ao etanol importado do Brasil e no alarme causado pelo impacto que a prioridade ao etanol traria à produção de alimentos. Mas isso não implicou em redução da produção nos Estados Unidos: hoje 25% de todos os grãos produzidos lá já são usados em biocombustíveis, de acordo com o Earth Policy Institute. Quanto mais subir o preço do petróleo, maior será a viabilidade econômica de um mercado mundial de biocombustíveis — para o qual, aliás, marcham grandes investidores internacionais

Dar “segurança jurídica” às novas fronteiras do agronegócio — na Colômbia, em El Salvador e Gana — pode ajudar a selar o novo estágio das relações entre Brasil e Estados Unidos. Resta saber se isso será feito às custas de classificar o Movimento dos Sem Terra como “entidade terrorista”. A gente compra uns caças deles, eles nos colocam no Conselho de Segurança da ONU e estamos conversados. Só estou livre-pensando.


Centrais Sindicais


Para CUT, questão ficou esquecida pelo governo com o fim das negociações com as centrais

Por: Leticia Cruz, Rede Brasil Atual

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, apresenta para senadores da base aliada do governo o projeto de lei que reajusta o salário mínimo para R$ 545 e cria diretrizes para uma política de valorização (Foto: Antonio Cruz/ABr)

São Paulo – Com a aprovação do salário mínimo de R$ 545 na Câmara dos Deputados na última quarta-feira (16), as centrais sindicais agora tentam incluir concessões maiores do governo entre as contrapartidas. Os principais pontos são o reajuste das aposentadorias e em uma correção maior na tabela do Imposto de Renda – 6,5% em vez dos 4,5% propostos pelo Executivo. O Senado aprovou urgência para votação do salário mínimo, para que ele não precise passar pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Para o secretário-geral da CUT, Quintino Severo, o debate precisa ser inserido novamente na discussão. "O reajuste da aposentadoria é outra questão a entrar na pauta que ainda não foi concluída com o fim das negociações entre governo e centrais. Vamos tentar conseguir uma proposta que também seja a longo prazo para recuperar o poder de compras das aposentadorias, se possível acima do salário mínimo", defendeu.

Severo afirma também que a intenção é propor reajuste maior para o Imposto de Renda e uma regra de correção permanente. "Nossa expectativa é de que possamos ter um acordo por pelo menos mais quatro anos que possa viabilizar uma correção automática da tabela do IR", defendeu.

Segundo Wagner Gomes, presidente da Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil (CTB), o debate sobre aposentadorias não foi incluído porque o governo barrou a questão. "Apesar de a gente reinvidicar que fosse aplicado o mesmo reajuste do mínimo também aos aposentados, não tivemos retorno disso e a questão não obteve sucesso em discussão", reclamou o sindicalista.

Articulações

Como ocorreu na véspera da votação do salário mínimo na Câmara, em que houve intensa movimentação política, o dia no Senado também foi repleto de articulações. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, e o ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, estiveram em reunião com senadores nesta terça-feira (22).

Barbosa explicou o impacto de um aumento maior que R$ 545 para as contas públicas. “Cada real de aumento no mínimo equivale a R$ 300 milhões a mais para a União, custo excessivo na folha de pagamento da Previdência”, ressaltou. Segundo o ministro, um salário de R$ 560 como querem alguns parlamentares custaria R$ 3,5 bilhões a mais para os cofres da União.

A respeito da correção da tabela do Imposto de Renda, o ministro Luiz Sérgio reafirmou que a medida provisória será proposta pelo governo assim que o Senado seguir os passos da votação da Câmara e aprovar o valor do mínimo. "O que estamos fazendo é corrigir a tabela pela meta inflacionária. Como a meta é 4,5%, a correção é 4,5%", disse Luiz Sérgio em entrevista coletiva após a reunião.

Segundo o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), a presidenta Dilma Rousseff também pediu rapidez na aprovação do projeto para que o valor passe a valer a partir de março.


Paim diz que troca aumento do mínimo por política de reajuste para aposentados

Por: Mariana Jungmann


O senador do PT-RS Paulo Paim (Foto: Ag. Senado/Arquivo)

Brasília – O senador Paulo Paim (PT-RS) deu sinais nesta segunda (21) de que aceita abrir mão da emenda que propõe a elevação do salário mínimo para R$ 560 este ano. A posição seria adotada caso o Executivo federal garantir uma política de valorização para aposentados que recebem mais do que o piso nacional, além de uma proposta para o fim do fator previdenciário.

Na semana passada, ainda antes de o projeto de lei ter chegado ao Senado, Paim havia anunciado que iria propor uma antecipação de R$ 15 do reajuste do próximo ano, para que o salário atingisse o valor pedido pelas centrais sindicais agora.

Agora, o senador disse que irá “conversar com a bancada e com os ministros” para negociar a troca da emenda pelo debate. “Todo trabalhador sabe que é muito mais importante para ele avançar numa política permanente para os aposentados do que uma antecipação de R$ 0,50 por dia no salário mínimo”, afirmou.

O governo vem tratando a correção da tabela do Imposto de Renda como moeda de troca para assegurar a aprovação do mínimo. Se o projeto de lei que prevê política de valorização até 2015 for aceita também pelo Senado, uma proposição para o IR seria encaminhada ao Congresso. Paim tenta estender a contrapartida.

Apesar do recuo, Paim negou que tenha sido “enquadrado” pelo PT. Na semana passada, o líder do partido, senador Humberto Costa (PT-PE), avisou que iria cobrar “reciprocidade” dos colegas de partido e que faria de tudo para derrubar as emendas que surgissem na base aliada antes de serem apresentadas. “Todos me conhecem, a mim ninguém enquadra. Se eu reconheço que essa política [de reajuste do salário mínimo] é boa, eu não quero alterar essa política”, disse o senador.

Oposição

Mas, com a oposição não foi tão fácil evitar emendas que propõem reajuste maior para o mínimo. O líder do PSDB, senador Álvaro Dias (PSDB-PR), protocolou hoje a proposta de R$ 600 que havia anunciado. Logo após a leitura do projeto em plenário, o líder apresentou sua proposta e justificou que há dinheiro no caixa do governo para bancar um salário maior.

“Há R$ 24 bilhões de receita pública não declarada no Orçamento e ainda a possibilidade de fazer um corte de R$ 11,5 bilhões, se nós voltarmos a praticar o patamar de despesas correntes de 2008. Então, tecnicamente, é possível bancar o mínimo de R$ 600”, alegou o líder tucano.

Dias também apresentou emenda para tentar derrubar o artigo do projeto que estipula que o reajuste anual do mínimo ocorrerá por decreto, conforme as regras que forem aprovadas pelo Congresso. Ele considera a matéria inconstitucional e disse que o Supremo Tribunal Federal será acionado se o texto for aprovado.

“É elementar que o senador defenda a sua instituição e proteja a Constituição de afrontas que se tornam cada vez mais rotineiras. É nosso dever ir às últimas consequências e levar ao STF uma ação direta de inconstitucionalidade”, alegou o senador.

O projeto que trata da política permanente de reajuste do salário mínimo e estipula o valor de R$ 545 para este ano será votado na Comissão de Constituição e Justiça e no plenário do Senado nesta quarta-feira (23).

leia mais aqui


Teólogo: um ser quase impossível

Fazer teologia não é uma tarefa como qualquer outra como ver um filme ou ir ao teatro


Leonardo Boff no Brasil de Fato


Muitos estranham o fato de que, sendo teólogo e filósofo de formação, me meta em assuntos alheios a estas disciplinas como a ecologia, a política, o aquecimento global e outros.

Eu sempre respondo: faço, sim, teologia pura, mas me ocupo também de outros temas exatamente porque sou teólogo. A tarefa do teólogo, já ensinava o maior deles, Tomás de Aquino, na primeira questão da Suma Teológica é: estudar Deus e sua revelação e, em seguida, todas as demais coisas "à luz de Deus” (sub ratione Dei), pois Ele é o princípio e o fim de tudo.

Portanto, cabe à teologia ocupar-se também de outras coisas que não Deus, desde que se faça luz de Deus”. Falar de Deus e ainda das coisas é uma tarefa quase irrealizável. A primeira: como falar de Deus se Ele não cabe em nenhum dicionário? A segunda, como refletir sobre todas as demais coisas, se os saberes sobre elas são tantos que ninguém individualmente pode dominá-los? Logicamente, não se trata de falar de economia com um economista ou de política como um político. Mas falar de tais matérias na perspectiva de Deus, o que pressupõe conhecer previamente estas realidades de forma critica e não ingênua, respeitando sua autonomia e acolhendo seus resultados mais seguros. Somente depois deste árduo labor, pode o teólogo se perguntar como elas ficam quando confrontadas com Deus? Como se encaixam numa visão mais transcendente da vida e da história?

Fazer teologia não é uma tarefa como qualquer outra como ver um filme ou ir ao teatro. É coisa seríssima, pois se trabalha com a categoria ”Deus” que não é um objeto tangível como todos os demais. Por isso, é destituída de qualquer sentido, a busca da partícula "Deus” nos confins da matéria e no interior do "Campo Higgs”. Isso suporia que Deus seria parte do mundo. Desse Deus eu sou ateu. Ele seria um pedaço do mundo e não Deus.

Faço minhas as palavras de um sutil teólogo franciscano, Duns Scotus (+1308) que escreveu: "Se Deus existe como as coisas existem, então Deus não existe”. Quer dizer, Deus não é da ordem das coisas que podem ser encontradas e descritas. É a Precondição e o Suporte para que estas coisas existam. Sem Ele as coisas teriam ficado no nada ou voltariam ao nada. Esta é a natureza de Deus: não ser coisa, mas a Origem das coisas.

Aplico a Deus como Origem aquilo que os orientais aplicam à força que permite pensar: "a força pela qual o pensamento pensa, não pode ser pensada”. A Origem das coisas não pode ser coisa.

Como se depreende, é muito complicado fazer teologia. Henri Lacordaire (+1861), o grande orador francês, disse com razão: "O doutor católico é um homem quase impossível: pois tem de conhecer todo o depósito da fé e os atos do Papado e ainda o que São Paulo chama de os ‘elementos do mundo’, isto é tudo e tudo”.

Lembremos o que asseverou René Descartes (+1650) no Discurso do Método, base do saber moderno: "se eu quisesse fazer teologia, era preciso ser mais que um homem”. E Erasmo de Roterdam (+1536), o grande sábio dos tempos da Reforma, observava: "existe algo de sobrehumano na profissão do teólogo”. Não nos admira que Martin Heidegger tenha dito que uma filosofia que não se confrontou com as questões da teologia, não chegou plenamente ainda a si mesma. Refiro isso não como automagnificacão da teologia, mas como confissão de que sua tarefa é quase impraticável, coisa que sinto dia a dia.

Logicamente, há uma teologia que não merece este nome porque é preguiçosa e renuncia a pensar Deus. Apenas pensa o que os outros pensaram ou o que o que disseram os Papas.

Meu sentimento do mundo me diz que hoje a teologia enquanto teologia tem que proclamar aos gritos: temos que preservar a natureza e harmonizarmo-nos com o universo, porque eles são o grande livro que Deus nos entregou. Lá se encontra o que Ele nos quer dizer. Porque desaprendemos a ler este livro, nos deu outro, as Escrituras, cristãs e de outros povos, para que reaprendêssemos a ler o livro da natureza. Hoje ela está sendo devastada. E com isso destruímos nosso acesso à revelação de Deus.

Temos, pois, que falar da natureza e do mundo à luz de Deus e da razão. Sem a natureza e o mundo preservados, os livros sagrados perderiam seu significado que é reensinarmos a ler a natureza e o mundo. O discurso teológico tem, pois, o seu lugar junto com os demais discursos.


Leonardo e Clodovis Boff escreveram Como fazer teologia da libertação Vozes 2010.


Quando um juiz pede ajuda

Gostaria de chamar a atenção de todos, especialmente nos círculos juridicos da política nacional, especialmente no estado do Espírito Santo.

do blog http://redecastorphoto.blogspot.com/

Trata-se de uma situação extremamente delicada porque tem a ver com uma prática em toda a nação. Essa é a da omissão consciente e deliberada que acoberta crimes os mais variados, ora por conveniência, ora por fraqueza de caráter. Mas podemos dizer com absoluta certeza que se trata de crime da pior qualidade: o da conivência com o crime organizado. O crime organizado já tomou conta do Brasil da mesma maneira como já tomou conta do México. A diferença é que no México existe a tentativa de erradicar o narcotráfico em um programa declarado, enquanto que no Brasil a corrupção é a covardia declarada que invade serena; portanto, sem um programa semelhante.

No estado do Espírito Santo existe uma luta semi-declarada contra os interesses do crime organizado que todos sabem tomou conta da vida social e politica desde muito, mas particularmente durante a administração de Paulo Hartung. No entanto houve a tentativa de fazer uma mudança nessa situação com a eleição de Renato Casagrande, mas todos sabem, e temos lido em inúmeras fontes, que as forças do crime organizado estão de tal forma entrincheiradas que está sendo impossível essa mudança tão esperada pela população que está acuada e vivendo em um verdadeiro campo de batalha. Ali o silêncio impera. Todos estão ganhando o seu na moita. Até hoje não se fez justiça pelo assassinato do juiz Alexandre Martins.

Leiam o caso em:
http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2009/03/69623-


Os recursos para a saúde pública


Emir Sader no blog do Emir

Um governo que pretende reverter a brutalmente desigual distribuição de renda no Brasil, tem que ter na reforma tributária, socialmente progressiva, um instrumento insubstituível. A tributação é um meio fundamental para que a ação estatal se contraponha às tendências a concentração de renda do mercado.

Os recursos fundamentais do governo vêm da tributação que, no Brasil, tem um sistema extremamente injusto, que tributa mais aos que ganham menos e menos aos que ganham mais. Que privilegia os impostos indiretos em relação aos diretos.

A CPMF é um imposto direto, que cobra conforme o movimento de dinheiro, que não pode ser sonegado. Quando propôs a renovação da CPMF, na sua primeira versão, o governo não explicitava o destino dos recursos arrecadados, o que dificultou sua aprovação. Quando os campos de votação já estavam praticamente definidos, o governo apresentou a emenda segundo a qual a totalidade do arrecadado seria destinado para a saúde pública, mas já era tarde e a proposta foi derrotada.

Aquele que é talvez o tema mais agudo nas politicas sociais - extensão e a qualidade dos serviços de saúde publica – está desfinanciado, sem os recursos suficientes para garantir sua realização. É inevitável voltar ao tema, criar as condições favoráveis, mobilizando a massa da população – beneficiária direta de uma tributação esse tipo, que tem um profundo caráter redistributivo – para que o governo disponha dos recursos para dar o salto indispensável no atendimento da saúde da massa da população.



Tempo


imagem: VEganforlife


Preciso de tempo
[qualquer tempo]
para ter tempo
de sentir teu gosto,
teu suor,
teu sono em meu ombro.


...para sentir
tua pele comigo.


Preciso de tempo
para o tempo valer
a distância
que não para
de aumentar.


Ana Marques
no blog: http://falopios.blogspot.com

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