terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Avanço dos estados do Nordeste é crucial para o Brasil



O projeto de erradicação da pobreza, prioridade do governo federal, será efetivamente bem sucedido apenas se o Nordeste brasileiro for visto como estratégico e se as políticas públicas de investimento em infraestrutura, distribuição de renda, geração de emprego e inclusão social forem priorizadas para a região. A afirmação foi dada pela presidenta Dilma Rousseff, nesta segunda-feira (21/2), na abertura do XII Fórum dos Governadores do Nordeste, em Aracaju (SE), onde ela anunciou o projeto que define como “O novo Nordeste”.

“Avançar nas transformações, tanto garantido um crescimento acima do Produto Interno Bruto, aqui no Nordeste, quanto na distribuição de renda e no combate às desigualdades, é crucial para fazer o Brasil avançar, tanto no seu desenvolvimento quanto no que, para mim, é o projeto prioritário: a erradicação da miséria (…). Nós só conseguiremos diminuir a desigualdade regional se aqui [no Nordeste] nós sempre fizermos um pouco mais do que é feito no resto do Brasil, e é esse o grande desafio que nós temos”,
afirmou.

Segundo a presidenta, tal projeto já começou a acontecer graças a parceria estabelecida com os governadores e prefeitos da região, “independente do partido ou convicção política”, e ganha força com os grandes investimentos para o crescimento regional sustentável, que não sofrerão cortes com a contenção orçamentária da União de R$ 50 bilhões, anunciada no início deste mês. Como exemplo, a presidenta citou o PAC 2; o Minha Casa, Minha Vida; o projeto Copa do Mundo e o Mobilidade Urbana, entre outros, que até 2014 somarão R$ 120,4 bilhões em investimentos na região.

“Os nossos cortes orçamentários dos R$ 50 bilhões preservaram o investimento. Temos perfeita consciência de que para que não haja no Brasil pressões inflacionárias – e nós não deixaremos que aconteça – é importante que a oferta de bens e serviços, sobretudo a taxa de investimento, cresça acima da demanda de bens e serviços. Daí porque nós mantivemos integralmente os investimentos”.

Para Dilma Rousseff, o crescimento contínuo do Nordeste também é indissociável da melhoria da qualidade de vida da população e do poder real de compra dos trabalhadores, assegurado pela proposta de correção do salário mínimo apresentada pelo governo federal, já aprovada pela Câmara dos Deputados e que irá para votação no Senado Federal na próxima quarta-feira (23/2). Segundo ela, tal política de valorização do salário mínimo é importante “porque garante o crescimento do salário mínimo de forma sistemática, sendo este horizonte o PIB de dois anos atrás e a inflação do ano corrente”.

Como um dos eixos estratégicos a presidenta defendeu o aumento do empreendedorismo e dos investimentos privados no Nordeste brasileiro. Nesse sentido, o governo enviará, ainda neste semestre, Projeto de Lei ao Congresso Nacional prorrogando até 2018 os incentivos fiscais do IRPJ aos investimentos produtivos naquela região. “Nosso objetivo é criar um ambiente de previsibilidade para investimentos em implementação ou em fase de negociação e reforçar compromisso de longo prazo com o estímulo ao investimento privado”, disse. A renúncia fiscal por meio deste instrumento corresponde, anualmente, aos recursos totais tomados pelos estados do Nordeste no Programa Emergencial de Financiamento (PEF) do BNDES.

“Não há uma solução para o Brasil sem uma solução para o Nordeste. Isso porque nós acreditamos que a grande alavanca para o nosso país nos últimos anos, que mudou completamente a forma pela qual o mundo nos enxerga, mas também a forma pela qual nós nos enxergamos, foi de fato perceber que esse país só seria grande, só seria um país desenvolvido, se fosse um país em que homens e mulheres tivessem acesso aos bens de uma economia desenvolvida, de uma economia sofisticada e de uma economia que tinha que aplicar todos os seus esforços em incluir milhões e milhões de brasileiros”, concluiu.

Fonte: Blog do Planalto.


O telhado de vidro, a UENF e o observatório caolho!

Douglas Barreto da Matta no Blog PlanicieLamacenta

Recentemente, travei um debate com um comentarista, lá no blog do Roberto Moraes, que reclamava da minha intransigência a respeito do chamado Movimento de Controle Social, patrocinado pelo Professor Hamilton e alguns de seus discípulos mais próximos
.
Tratávamos da instalação desse movimento na cidade de SJB, possivelmente em virtude dos vultosos recursos e dos impactos sócio-ambientais que se avizinham, caso os investimentos prometidos não sejam mais um conto do vigário.

Disse ao comentarista, e depois em um texto nesse blog, que não acreditava nas boas intenções de um movimento que reivindica uma agenda moralizadora, mas se emparceira com o que há de pior na sociedade civil, e mais, disse ainda que todo controle é seletivo, ou enxerga o que quer.

Logo, para que ir a SJB para promover a mobilização da sociedade sanjoanenses, enquanto na comunidade da UENF, território natal do movimento, há tanto a ser feito?

Bom, as últimas notícias a respeito da UENF, e as contratações de obras e serviços, mostram que o controle social é bom, mas na casa do vizinho. Veja que o Maginífico Reitor da nossa Universidade se encontra às voltas com várias notícias de várias irregularidades, isso sem mencionar a questão que para nós é mais importante: A prioridade dos gastos.

Vejam que a ONG montada pelo ilustre professor Dr Hamilton, doutor em História, tem como um dos seus diretores, justamente, o Maginífico Reitor da UENF.

Bom, mas as surpresas não páram por aí.

Uma olhada na GPCAM, Gerência da Prefeitura do Campus, vai revelar em sua estrutura de fiscalização das obras e serviços contratados, um engenheiro que prestou serviços a gestão do telhadro de vidro, do ex-prefeito alexandre mocaiber, no setor de licitações de obras. Hoje, é responsável pela fiscalização dos contratos de obras e serviços da UENF. Basta ver aqui:

http://www.uenf.br/Uenf/Pages/Reitoria/Dga/Gpcam/?&modelo=1&cod_pag=6194&tabela=&np=GPENG&nc=Funcion%E1rios&buscaEdicao=&grupo=GPCAM&p=

Como sabemos, alexandre mocaiber é muito ligado ao seu primo, secretário estadual de ciência e tecnologia, alexandre cardoso, que cuida da UENF, que por sua vez, é ligado politicamente ao reitor. O círculo se fecha, e o controle social nada vê, e apenas se cala. Quem cala...

Por estranha coincidência, empresas que prestaram serviços a essa gestão temerária estão entre as contratadas da UENF, algumas citadas no escândalo da Campos-Luz, por exemplo.

Bom, mas como se trata de uma Universidade, e de cabeças iluminadas, cheias de boas intenções, que sempre tiveram acesso ao conhecimento, e os mais elevados princípios morais que decorrem desse conhecimento, vamos lhes conceder o benefício da dúvida.

Vai ver é só coincidência, ou ranzinice minha.

Que venha o debate na eleição da reitoria. Quem sabe tudo isso não passe de mal-entendido? Tomara!

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