quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

“TROPAS” ITALIANAS OCUPAM A MÍDIA, PARTE DO STF E DO CONGRESSO

Laerte Braga


As “tropas” do Duce Sílvio Berlusconi ocuparam parte do STF – SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL –, do Congresso Nacional e designaram orientadores para as chamadas quintas colunas, a mídia privada no Brasil.

Os “soldados” italianos, ao contrário do que acontece em qualquer guerra, não chegam ao Brasil fardados e armados, mas com malas coloridas carregadas de democracia verde e com liquidez em qualquer canto do mundo. São todas as malas e fardas da grife Armani.

No STF ocuparam e montaram o seu quartel general no gabinete do ministro presidente César Peluzo. O gabinete do ministro Gilmar Mendes serve ao setor de “inteligência” – não confundir com a outra –.

Já a mídia recebeu orientadores para definir a melhor estratégia com vistas à extradição de Cesare Battisti. A mídia privada no Brasil atua ligada a grupos estrangeiros, lembra aquelas “empresas de exportação” que a CIA – AGÊNCIA CENTRAL DE INTELIGÊNCIA – monta para justificar operações de seqüestro, tortura, assassinatos, etc, tudo revelado pelo site WIKILEAKS.

Em contrapartida e em relação ao Uruguai, o governo de Sílvio Calígula Berlusconi negou a extradição do capitão JORGE TROCCOLI, responsável por prisões, tortura, estupros, seqüestros e assassinatos durante a ditadura militar naquele país e um dos principais operadores da Operação Condor (ação conjunto dos serviços de tortura das ditaduras militares envolvendo Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile, sob supervisão direta dos EUA).

A alegação do governo de Sílvio Calígula Berlusconi é que o torturador tem dupla nacionalidade. Em anos anteriores o mesmo aconteceu em relação ao Brasil, no caso do banqueiro Salvatore Cacciola (preso em Mônaco).

Há notícias, ainda não confirmadas dadas as dificuldades de obter informações junto aos “militares” italianos que ocupam partes de setores públicos do Brasil, que entendimentos estão sendo mantidos entre esse invasores e deputados do DEM e do PSDB – favoráveis à extradição de Battisti –, além de grupos e deputados de outros partidos. Sabe-se que a MONSANTO interessada em aumentar seus privilégios no Brasil está tentando o apoio do deputado Cláudio Vacarezza e os latifundiários mantêm entendimentos diretos com Aldo Rebelo, aquisição recente do plantel transgênico e do desmatamento.

O governo da Itália em nota oficial disse que a invasão desses setores se deve ao fato que “o melhor produto de exportação do Brasil são as mulatas e não propriamente os nossos juristas”.

A decisão visa garantir a “lei” e Sílvio Calígula Berlusconi está reformando o Coliseu para o combate Battisti versus leões especialmente adquiridos pela justiça italiana para justiçar o jornalista e escritor que ganhou o status de refugiado numa das últimas decisões do ex-presidente Lula, antes de deixar o governo.

Com relação à mídia privada “brasileira”, os orientadores italianos vão apenas orientar os agentes tipo William Bonner, William Waack, Alexandre Garcia, Eraldo Pereira (funcionário de Gilmar Mendes), jornais como FOLHA DE SÃO PAULO, ESTADO DE SÃO PAULO, ESTADO DE MINAS, redes menores, revistas como VEJA, para manter o fogo de artilharia sobre a decisão do presidente Lula e reforçar a expressão “terrorista” sobre Cesare Battisti.

A orientação é ignorar que o julgamento de Battisti foi à revelia, com base em provas inconclusivas e um acordo entre o governo do Duce Sílvio Calígula Berlusconi e dois delatores (delação premiada), reforçando a dor e o sofrimento de eventuais vítimas da luta armada naquele país.

Já a dor das vítimas da repressão aqui no Brasil, ou o caso do capitão estuprador dos fuzileiros navais do Uruguai, essa é para deixar de lado.

Não está confirmado, dado ao quadro confuso e ao cerco que as “tropas” italianas mantêm sobre a parte do território brasileiro ocupado, mas fontes extra oficiais garantem que é fato, que os italianos querem um horário especial para adentrar – isso mesmo, adentrar – à célebre casa do BBB-11 e lá restaurarem suas energias para futuros combates.

Ao que se saiba não há vetos nem de Boninho, diminutivo de Nero e nem da direção da GLOBO, braço dos serviços de inteligência da colônia norte-americana que ainda teimam em chamar de Itália.

Ao certo se sabe que o capitão uruguaio JORGE TROCCOLI será nomeado diretor geral do novo Coliseu. Caberá a ele, entre outras coisas, afiar os dentes dos leões antes de entrarem na arena e aplicar as chibatadas, choques elétricos, pau de arara, etc, estupro, nos presos e presas a serem justiçados.

Em troca será declarado herói nacional da Itália e terá direito a um monumento à direita de Mussolini (Berlusconi pretende introduzi-lo no Coliseu, ao lado do seu).

O governo brasileiro até agora se mantém em silêncio. Espera que haja reações por parte de ministros do STF cujos gabinetes ainda não foram ocupados por “tropas” italianas. O grande temor de alguns setores é que o norte-americano Nelson Jobim, disfarçado de ministro da Defesa do Brasil, possa querer interferir no processo e garantir a invasão com um arremedo do IV Frota norte-americana.

Obama viria – a informação não é oficial, mas veio da Casa Branca – com a missão de assumir o comando das cervejarias brasileiras. Hilary Clinton seria recebida por Susana Vieira e seu namorado e para despistar e não despertar indignação dos brasileiros, ambas passeariam com cobertura total da GLOBO, em shoppings do Rio acompanhadas de suas respectivas cachorrinhas.

Tudo deve ser gravado para um programa exclusivo de Fausto Silva e cogita-se de uma despedida especial do CASSETA E PLANETA.

Eliane Catanhede e colunistas da VEJA, ESTADO DE SÃO PAULO, ficarão encarregados de fornecer análises fajutas, mas recheadas de “fundamentos” oriundos das malas dos invasores, assegurando que está tudo na mais perfeita ordem.

Se a situação apertar o transexual do BBB-11 mostra ao vivo, a cores e sem cortes, sua condição, assegurando os custos de toda a operação com telefonemas para responder sobre se é vero ou não.

As medalhas de “meus heróis” serão entregues por Pedro Bial.

Em homenagem a Plínio Salgado e a Plínio Oliveira, dois “mártires” da luta fascista no Brasil, ao final todos se reunirão no PROJAC para gritar ANAUÊ.

O general Zelito que quer que seja esquecida toda a barbárie da ditadura militar brasileira será homenageado e prestará continência, simultaneamente, às bandeiras da colônia Itália e da corte, EUA.

Agentes do MOSSAD farão a segurança.

Se a coisa apertar vão transferir o quartel general para a sede da OPUS DEI no Brasil, o palácio do governo de São Paulo e instalar os serviços de inteligência no esquema FIESP/DASLU, com a contrapartida do contrabando e sonegação.

Aécio Neves vai ficar de plantão para qualquer emergência. Haverá uma ambulância superequipada para qualquer contratempo.



O perigo do empobrecimento da informação


Rubens Teixeira [*]

A comunicação é importante e necessária desde o momento que o ser humano descobre-se como ser social. O jornalismo é uma ferramenta importante para que a comunicação se estabeleça para as grandes massas, trazendo à lume de forma rápida e eficiente novidades valiosas que são úteis para o dia a dia da sociedade. Evidente que as informações são originárias de um leque de áreas do conhecimento, impossíveis de serem dominadas por uma só pessoa. A profundidade e a complexidade dos temas exigem capacidade honesta e suficiente de decodificação para que a pessoa comum de inteligência e discernimento mediano seja capaz de entender. Para que isto ocorra, o profissional decodificador deve efetivamente entender o tema para que, de forma gradual e didática, consiga torná-lo inteligível.

A transmissão de conhecimento, seja do mais simples ao mais complexo, é feita pela comunicação. Para cada caso, há uma especificidade de atributos necessários para transmiti-los.

O conhecimento sem lastro em título acadêmico é consagrado na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. O artigo 66 que se refere à preparação dos docentes para o magistério superior assevera em seu parágrafo único que “O notório saber, reconhecido por universidade com curso de doutorado em área afim, poderá suprir a exigência de título acadêmico.”

A declaração expressa da lei de que um professor pode ter seu título acadêmico suprido pelo notório saber traz implicitamente a idéia de que o diploma acadêmico deve ser exigido, necessariamente, em situações quando é imperativa a demonstração de perícia e conhecimento específicos que, se não atendidos, poderão gerar riscos de graves prejuízos à vida, a segurança e ao bem-estar social. Exigências fora deste contexto configura-se reserva de mercado.

Obviamente que o ensino e a pesquisa é importante em todas as áreas que reúnem um arcabouço de conhecimento sistematizado. Caso se justifique, é importante que se estruture um curso específico. Todavia, o cerceamento do exercício da atividade jornalística para não graduados em jornalismo gerará limitações que prejudicam o desenvolvimento social e a gestão do conhecimento e da informação em circulação, especialmente porque a transmissão de informação com qualidade carece de sustento de todas as áreas do conhecimento que sejam objetos de matéria jornalística. É a contradição de uma profissão que em tese valoriza a informação com qualidade e precisão e onde forma é atributo de importância menor que o conteúdo.

Os temas de alta complexidade nas diversas áreas do conhecimento são transmitidos por estudiosos que detêm o conhecimento científico específico na área. Tais cientistas não são necessariamente graduados em jornalismo. Além de cientistas têm capacidade de comunicar-se por vocação e treinamento específico. Certamente nem todos os pesquisadores são dados a escrever sistematicamente sobre seus próprios experimentos. Estes temas de elevada complexidade devem ser apresentados de forma precisa e podem sofrer contestações como é próprio da dialética científica. Um estudioso que é precursor em um assunto novo sofre todas as contestações típicas de um debate científico. Transmitem o conhecimento no mais alto nível sem necessariamente ser formados em jornalismo por universidade.

Contudo, é importante que haja um curso específico que ensine de forma sistematizada as técnicas que se deve utilizar para lidar com notícias, dados factuais e divulgação de informações, mas não se justifica a exigência de um diploma acadêmico, em especial pelas diversas áreas que podem estar vinculadas a notícia. Supor que a profissão de jornalista só pode ser exercida por quem possui diploma é assumir o risco de que as informações que exigem especificidade de conhecimento possam ser transmitidas com imprecisões e até incongruências.

Admitir que alguém seja capaz de se comunicar com grandes massas de forma precisa e segura sobre qualquer tema apenas porque realizou um curso acadêmico é tratar a informação com um reducionismo incompatível com a própria dignidade que a profissão de jornalista e o conhecimento requer.

O exercício do jornalismo requer conhecimento técnico passível de aprendizado especialmente pelos que já possuem a vocação natural e aperfeiçoamento profissional desenvolvidos inclusive em outros cursos acadêmicos. Há profissionais que possuem performance em temas específicos e dispõe de dom e conhecimento de comunicação suficientes para trazer de forma precisa, segura e com qualidade informações relevantes para a sociedade e poderão estar sujeitos ao empobrecimento das suas idéias por uma mera disposição legal anacrônica ao nosso tempo e rechaçada em vários países desenvolvidos no mundo.

Será um caminho de insegurança para a informação e um limitador na velocidade da informação que colocará o país em desvantagem em uma das atividades mais relevantes da atualidade, especialmente pela aceleração das informações e da importância delas para as decisões cotidianas. Será dar importância primária à forma e secundária ao conteúdo. A inversão de algumas premissas lógicas que justificam a existência do jornalismo como a informação precisa, segura, oportuna e correta.


[*] Rubens Teixeira, é mestre em Engenharia Nuclear, pelo Instituto Militar de Engenharia, engenheiro de fortificação e construção, pelo Instituto Militar de Engenharia. Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela UFRJ, e bacharel em Ciências Militares, pela Academia Militar das Agulhas Negras. Doutor em Economia, pela Universidade Federal Fluminense, pós-graduado em Auditoria e Perícia Contábil, pela Universidade Estácio de Sá. É professor universitário em Matemática, Direito e Economia e atualmente é o Diretor Administrativo e Financeiro da Transpetro.

Site - www.rubensteixeira.com.br
E-mail - rubensteixeira@hotmail.com

Twitter - @RubensTeixeira

Nenhum comentário:

Postar um comentário