segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

UM PARLAMENTAR EM DEFESA DO MST




“Como militante tenho mais é que defender e apoiar as decisões do MST”

Por Luiz Fernando Lima

O ex-secretário de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza da Bahia, Valmir Assunção, que inicia em fevereiro o mandato como deputado federal, revelou que pretende representar os interesses do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) no Congresso Nacional, mesmo que para isso tenha que entrar em conflito com um correligionário do estado, Afonso Florence, ministro do Desenvolvimento Agrário.

“Eu sou parlamentar do Partido dos Trabalhadores e Afonso também, mas eu tenho uma característica que é ser do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra. O MST por sua natureza sempre questionou e enfrentou o latifúndio e vai continuar fazendo isso. Eu como um militante do movimento tenho mais é que defender e apoiar as decisões do MST. Se isso vai criar conflito com Afonso esse não é o meu problema, a minha questão é lutar para fazer a reforma agrária. A dele é executar a política de governo. Para mim, favorecer a reforma agrária significa fortalecer o movimento sem terra, as caminhadas e ocupações que eu defendo e apoio” afirmou à reportagem do Bocão News.

Assunção ressaltou que as expectativas com relação a atuação de Florense são as melhores possíveis, até porque, quando ele assumiu o ministério prometeu garantir a manutenção do canal de comunicação com os movimentos sociais organizados e também com o empresariado ligado ao setor.

Mas o parlamentar, por sua vez, aponta que “entre a expectativa e a realidade tem uma distância muito grande”, disse Assunção.

Florence
já havia se comprometeu, inclusive, com outros pontos tidos como polêmicos como a revisão dos índices de produtividade no campo.

O novo ministro afirmou à imprensa que “a revisão dos índices de produtividade, assim como outras providências para modernizar o meio rural brasileiro, é do interesse do país”. Depois, disse que, se a revisão for necessária, o ministro Rossi [Wagner Rossi, da Agricultura], “com o profissionalismo que o caracteriza”, assim também procederá.

Ocupações

No inicio do mês, integrantes do MST ocuparam quatro prefeituras de cidades baianas – Itabela, Itamaraju, Prado e Mucuri, todas no sul do Estado – cobrando investimentos em educação. De acordo com Edineide Xavier, integrante da coordenação estadual, a jornada acontecerá nas localidades onde o movimento possui acampamentos e assentamentos. “Sofremos com a ausência de escolas com infraestrutura adequada e com a inexistência de formação específica para os educadores do campo. Outro problema grave é a má qualidade do transporte escolar oferecido pelos municípios, o que coloca em risco a vida de nossas crianças”, disse.

Assunção apoiou a decisão do movimento que representa. “No mês de dezembro o MST promoveu uma reunião em Vitória da Conquista e tirou como definição ocupar as prefeituras quem não tem cumprido com o processo de educação básica, que não estão construindo escolas ou não tem feito estradas de acesso aos assentamentos, não tem contratado os professores, não tem criado as infraestruturas educacionais dentro dos assentamentos. Porque uma coisa é ocupação de terra e outra coisa é o assentamento legalizado, nesses espaços a responsabilidade é do município promover as políticas educacionais e outras voltadas para o assentamento. O MST só teve esse caminho que foi ocupar as prefeituras legitimamente”, concluiu.

Em tempo: o deputado federal recém eleito não descarta a possibilidade de concorrer internamente para ser candidato do partido nas eleições municipais de 2012.

Fonte: Site do Jornal Página 13




O fundo do poço


fonte: http://cronicasdomotta.blogspot.com/

De todas as sordidezas perpretadas pela imprensa nacional nos últimos tempos como arma (pouquíssimo eficiente, é verdade) para fustigar o governo Lula, acho que nenhuma excede o que a Rede Globo de Televisão fez, outro dia, no outrora onipresente Jornal Nacional: editar um trecho da primeira reunião ministerial em que a presidente Dilma e auxiliares aparecem rindo, descontraídos, como se fosse essa a reação do grupo à calamidade que se abateu sobre o Rio.

Vi as imagens na internet, pois há muitos anos desisti de qualquer contato com o JN, assim como evito ficar perto de outras pestilências que se travestem de jornalismo para infectar os incautos.

Deu nojo.

A edição é de um nível tão grande de canalhice que dificilmente o pessoal da Globo conseguirá se superar - pelo menos a médio prazo.

O que me intriga, ao presenciar um ato de tal escrotidão, é saber o que realmente pretendem as pessoas responsáveis por ele.

Será que realmente pensam que, fazendo isso, vão levar os telespectadores a julgar que a presidente Dilma e seus ministros são um bando de cretinos insensíveis que vieram ao mundo para gargalhar das tragédias, zombar dos pobres coitados que perderam tudo - família, amigos, casas, carros, os seus bens -, e isso em frente das câmeras das emissoras de TV, para que todos vejam o quanto de desumanidade e crueldade existe neles?

Todo mundo sabe que a Globo e vários outros órgãos de comunicação do país ainda não digeriram a derrota do seu candidato à Presidência. Apostaram alto nele e ele perdeu - e Lula ganhou, conseguiu fazer de Dilma a sua sucessora.

Todos sabem que essa imprensa age como um partido político, no vácuo de uma oposição que vaga sem rumo há muitos anos, pretendendo que o Brasil retome o caminho "luminoso" da cartilha neoliberal - essa mesmo que atrasou o desenvolvimento do país em décadas e fez as principais economias globais derreterem como gelo exposto ao sol do meio dia.

É uma guerra que foi decretada.

Todos sabem, porém, que até a guerra, a mais pérfida das criações humanas, tem uma ética.

Todos sabem, menos, ao que parece, a TV Globo.


"A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular."
prof. Andrew Oitke, catedrático de Antropologia em Harvard


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ENQUANTO CHOVE


Laerte Braga


O xerife (ainda existe esse tipo de figura) do Arizona disse a jornalistas que “o estado se tornou a Meca do preconceito e do racismo”. Clarence Dupnik declarou que “os apresentadores de tevê e rádio vão ter que repensar suas atitudes”.

Referia-se a Rush Limbaugh e Glenn Beck, ambos de extrema-direita. Mandam mensagens que são definidas como “iradas” contra adversários políticos, inclusive o dublê de presidente e garçom Barack Obama. No auge das denúncias contra Julian Assange, fundador do WIKILEAKS, chegaram a pedir, junto com outros, que Julian fosse eliminado por algum “patriota”. “Basta um tiro na cabeça”, disse um deles.

É um conglomerado terrorista e o entorno vai ficando cada vez mais doente.

Sarah Palin, a musa da direita, decidiu dar um tempo em suas investidas patrióticas, depois de relacionada ao massacre em Tucson, onde a deputada democrata Gabrielle Giffords foi ferida a tiros e permanece em estado grave. Em estudos posar para uma revista masculina como forma de atenuar o impacto de seus discursos furibundos e irresponsáveis.

Por aqui a extrema-direita, através da OPUS DEI, o governador de São Paulo Geraldo Alckimin prefere usar veículos de uma funerária do cunhado para transportar merenda escolar.

Já nem há mais tanto espanto com o comportamento do primeiro-ministro (extrema-direita) italiano Sílvio Berlusconi. O dito cujo contratou os serviços de uma garota de programa de dezessete anos de idade, hoje com dezoito e se diz muito bem, cheio de vitalidade.

Segundo a moça, Berlusconi é “um solitário”. Karima El Mahroug é marroquina e o primeiro-ministro conseguiu inclusive que fosse solta depois de presa por furto. É conhecida como “Ruby Rubacuori”Ruby, a ladra de corações. Fatura mais que qualquer sister do BBB e num espaço de tempo bem menor.

Os principais jornais da Itália têm provas – gravações telefônicas – onde Berlusconi é informado pela própria moça que a dita é menor de idade.

Nada deve acontecer, vão continuar achando que “terrorista” é Cesare Battisti.

Anos após a “reconstrução” do Haiti o ex-ditador Jean-Claude Duvalier retorna ao país, é recebido por uma multidão no aeroporto e aparentemente está em segurança. Duvalier não pode ter retornado sem o conhecimento prévio dos EUA. O Brasil tem forças militares no Haiti e nominalmente um general brasileiro comanda o esquema de “reconstrução” e “pacificação”.

É possível que no fundo se ache uma ligação entre isso e a decisão da presidente Dilma Roussef de rever todo o processo de compra de caças para a FAB – FORÇA AÉREA BRASILEIRA –, atendendo a “ponderações” do ministro da Defesa Nelson Jobim e do brigadeiro Juniti Saito, “representantes” da norte-americana BOEING no governo do Brasil.

Dilma teria escrito a senadores dos EUA pedindo garantias de transferência de tecnologia, vale dizer que, pelo menos tudo indica, os franceses (escolha de Lula) dançaram.

Na prática a EMBRAER teria tido condições de desenvolver um projeto de caça com tecnologia nacional, capaz de atender às necessidades da FAB e da segurança do espaço aéreo brasileiro, da soberania nacional, etc, etc, se o governo de Lula e agora o de Dilma tivessem peito para reestatizar a empresa privatizada por FHC, exatamente por ser um excelente negócio para o Brasil e péssimo para os norte-americanos.

A ligação entre esse fato e a volta de Jean Claude? Começam a dizer que lógica não existe, é ficção.

A tragédia que se abateu sobre alguns estados brasileiros por conta de fortes chuvas (Minas, São Paulo e Rio de Janeiro principalmente), causou mais de 640 mortes, deixa desabrigadas milhares de pessoas, destruídas cidades como Teresópolis, Friburgo, Sumidouro e outras, é conseqüência da absoluta falta de política ambiental de governos em todos os níveis (federal, municipal e estadual), incúria de governadores e prefeitos e como disse o pároco de uma dessas cidades em ato religioso celebrado pelas vítimas, “a natureza às vezes busca vingança”.

Milton Temer, ex-deputado, cassado pela ditadura militar, um dos combatentes socialistas de primeira linha, manifesta sua preocupação com o decreto de “estado de calamidade pública” no Rio de Janeiro. Prefeitos que chama adequadamente de “relapsos” passam a ter o direito de usar verbas de emergência ou não, a seu talante, sem licitações, sem qualquer dever de prestação de contas ou debate público.

É hora de criar mecanismos de participação popular para definir critérios, prioridades e exercer o direito de definir e fiscalizar o uso do dinheiro e doações a essas cidades. Do contrário o lucro é de empreiteiras, prefeitos e vereadores (ávidos de leis que favoreçam a “categoria”). Conselhos populares antes que prefeitos joguem dinheiro em vitrines e guardem parte em seus próprios cofres.

E olho vivo no escritório de advocacia da primeira-dama do estado do Rio. Legaliza propriedades em áreas de preservação (como o fez com a casa do apresentador da GLOBO Luciano Huck) e no próprio governador Sérgio Cabral. Doa dinheiro de verbas destinadas a obras de contenção de encostas, saneamento, etc, para a FUNDAÇÃO ROBERTO MARINHO.

Um desses parasitas declarou que uma das primeiras providências para “confortar” as vítimas e seus parentes, os desabrigados, seria providenciar aparelhos de tevê para que todos pudessem “minorar seus sofrimentos” vendo suas novelas preferidas e o Big Brother”.

E olha que condenam apedrejamento no Irã no pressuposto que barbárie é privilégio de radicais islâmicos. A propósito o governo daquele país suspendeu (tudo indica) a pena de morte aplicada a Sakineh.

A mulher do ditador Zine El Abidine Ben Ali, da Tunísia, em fuga para a Arábia Saudita em meio a revolta popular contra o governo do marido, levou uma tonelada e meia de ouro em barras. O marido estava no poder desde 1987.

Isso tudo enquanto chove e seres que vivem no entorno desses conglomerados maiores ou menores, tratados como objetos na Idade Média da Tecnologia, vão morrendo, sendo largados à própria sorte, mas...

...Tem políticos e empresários que não dormem com a ameaça de um ex-banqueiro suíço de divulgar os nomes dos que têm polpudas contas em bancos daquela empresa (a Suíça é uma empresa).

E entre eles não está Paulo Maluf, padrão de honestidade e ficha limpa. Se seu nome surgir, certamente vai dizer que é um “homônimo” e se o CPF ou a identificação for a mesma, vai dizer que “mera e desagradável coincidência”.

As previsões ainda são de fortes chuvas, pelo menos por mais alguns dias.

A despeito da falta de notícias adequadas, digamos assim, no JORNAL NACIONAL, não se sabe ao certo se a Europa ainda existe, ou se já afundou, a nova Atlântida, em bases militares dos EUA.

Como Berlusconi anda aprontando e conta com o apoio de Gilmar Mendes e Cesar Peluso o continente pode ainda “salvar-se”, quem sabe?

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