sábado, 22 de janeiro de 2011

alcinéia comenta sobre macabea desbundada em batatais

Olá! Li o trecho da Macabea desbundada de Batatais! Uma roda de poesia com o prefeito marinheiro, rsrsrsrs...bem hilário! Você percebe que depois de um bom ou mal sono, muitas vezes acordamos sem explicação da salada de códigos e imagens que nosso inconsciente faz em nossa mente? É assim que contemplo as imagens geradas nesta sua escrita, como sonhos enraizados neste surrealismo sem medidas e fronteiras que nunca serão plenamente desvendados e explicados pela humanidade. Apenas contemplados!

Quando eu tinha uns três anos comecei a ver imagens surreais nas manchas e mofos das telhas e paredes velhas da minha casa , quando sentia febre, eu via um ser imenso meio elefante meio caranguejo vir dos céus caindo encima de mim, eu gritava, parecia que sentia seu peso no meu corpo! Era horrível! Minha mãe dizia que eu estava variando, eu acreditava. Depois comecei fazer desenhos sinistros na escola, daí foi o fim! Ou o começo! Me deram sem eu saber o porquê a cruz de artista para carregar!

Uma vez escrevi que entre o sonho e a realidade está a Arte! Acredito que seja por isso que muitos não contemplam as expressões artísticas que vazam do cotidiano, pois o chão da realidade talvez seja mais sólido que a liquidez do sonho, mas mergulhar no sonho é uma viagem indescritível e de prazer sem volta!

Continue viajando sem rumo por aí! Eu ainda sinto e caminho com o ser imenso meio elefante
caranguejo, e deixo ele carregar a minha cruz para a caminhada ser mais leve, e, durante o banho continuo vendo variadas imagens no azulejo do banheiro. Talvez continue variando até hoje!

Grande abraço
alcinéia marcucci - corumbataí-SP



Mostra da Globo a serviço da ditadura, em 1977
estúpido cupido


Esse vídeo é marcante: são as últimas cenas da última novela produzida em preto e branco pela TV Globo, Estúpido Cupido, de Mário Prata.

Mas em poucos minutos, é possível se ver a Globo levantando a bola da ditadura militar, e também de seus patrocinadores principais, na época, as empresas de tabaco.

Sobre a ditadura, o péssimo comentário alusivo à "alienação" de 1961, ano em que a novela se passou, com severas críticas à Bossanova e ao comportamento da época, claramente querendo dizer que as pessoas dentro da ditadura militar seriam melhor informadas e esclarecidas que naquele tempo, o que é um enorme equívoco (em 1961, numa sequência democrática, tivemos a marcante campanha de Brizola pela legalidade, garantindo a sucessão do renunciante Jânio Quadros para João Goulart) e certamente "serviço" da Globo ao regime militar.

As cenas de cigarro comemorando o sucesso do autor/personagem (o personagem principal vivido por Ricardo Blat representava o próprio autor Mário Prata), bem como os comentários sobre "mulher não podia nem fumar na rua" e vários personagens fumando, era um serviço aos patrocinadores e também ao regime militar, pois é muito comum em ditaduras que os costumes sejam flexibilizados, para compensar a repressão política e cultural.

Ou seja, a Globo, num momento de finalização de uma novela, prestava-se mais uma vez a um sujo serviço anti-democrático.

Assim como esse, se fuçar vídeos dessa época, em várias situações será possível se perceber essa relação promíscua da Globo com o regime militar, por muitas vezes, muito mais realista que o rei, ou seja, ela indo muito além do que o próprio sistema a exigia.

Abraços
Sergio Telles

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