quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Tudo registrado







O Presidente Lula afirmou ontem, durante cerimônia no Palácio do Planalto, que os seis volumes lançados com as realizações de seu governo servirão para que a presidente eleita, Dilma Rousseff, "tenha noção de tudo o que ajudou a construir e a certeza do quanto ainda precisa fazer pelo país". A solenidade contou com todos os ministros e praticamente todos os ex-ministros que fizeram parte dos oito anos da gestão de Lula.

Lula agradeceu a presença de todos, dizendo que eles participaram dos "bons momentos e dos momentos difíceis de um governo que encerra a gestão com a aprovação de mais de 80% da população". Lembrou que, somados àqueles que consideram o governo regular, a avaliação positiva de seu mandato sobe para mais de 90%. "Nestes oito anos de governo, nós resgatamos a auto-estima do povo brasileiro".

Lula afirmou que, em sua visita a Salgueiro (PE), na terça-feira, um peão de obra procurou-o para recordá-lo do discurso de posse quando prometeu que, em seu governo, todo brasileiro comeria pelo menos três vezes por dia. "Presidente, estou que nem pinto de granja, comendo toda hora", disse o peão, segundo o presidente Lula.

Os seis volumes apresentados ontem foram registrados em cartório. Lula disse que esse gesto é um sinal de respeito à população "para mostrar que nós fizemos muito mais do que os outros fizeram". E, para não perder o costume, reclamou dos jornalistas, dizendo que o material serve para a imprensa ver "a quantidade de coisas boas que o governo fez que não foram noticiadas". O presidente disse que todo governante espera que se escrevam manchetes favoráveis, mas elas nunca são escritas. "Mas isso não é defeito apenas do Brasil não. É da França, dos Estados Unidos, da Inglaterra, da China....não, não, na China é diferente", completou.

O Presidente enumerou todos os êxitos de seu governo, como a redução do nível de informalidade, o controle da inflação, a construção das universidades e escolas técnicas e o aumento de ofertas de vagas nas universidades, especialmente no Nordeste. "Alguns acham que o Nordeste só tem condições de formar pedreiros. Nós queremos que o Nordeste passe a formar engenheiros", disse ele, acrescentando que o caminho seguido pelo país é irreversível. "Se depender de Dona Dilma e Dom Guido, o Brasil será a 5ª economia do mundo em 2016".

Lula falou também sobre o governo Dilma na formação do futuro ministério. "Disseram que ela escolheu o Guido Mantega para o Ministério da Fazenda porque eu pedi. Os ministros do meu governo se reuniam muito mais com ela do que comigo. Quando eles chegavam ao meu gabinete, já tinham conversado com Dilma umas quatro ou cinco vezes", afirmou o presidente.

O Presidente se emocionou em pelo menos dois momentos na cerimônia. O primeiro foi quando o governador da Bahia, Jaques Wagner - escolhido para falar em nome dos ministros - lembrou a primeira viagem que o presidente fez com os ministros para o Piauí, na primeira semana do governo, em 2003. "Quando estávamos voando de volta, o senhor nos disse: quando estiverem no ar condicionado de seus gabinetes, lembrem-se que foi esse povo que nos elegeu e nos trouxe até aqui". O segundo momento foi quando Maria do Socorro Nascimento, representantes dos trabalhadores, disse que passou a ter um negócio regularizado após os incentivos dados pelo governo Lula para as micro e pequena empresas.


Já o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, emocionou Dilma, ao dizer que era um orgulho para a geração dele a chegada de uma mulher à Presidência. "Assim como o presidente Lula, que sabe dizer não quando precisa, você, Dilma, também soube dizer não e não vergastou sua coluna, nos momentos em que era mais fácil dizer sim ou dobrar a coluna para o regime", disse Franklin.

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