terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Livro mais caro do mundo

Uma cópia rara do que já está sendo considerado o livro mais caro do mundo foi posta a leilão em Londres. "Aves da América", do ambientalista John James Audubon, é um dos principais livros de história natural do século 19. O exemplar que vai a leilão na Sotheby's, em Londres, está sendo avaliado entre quatro e seis milhões de libras esterlinas - entre R$ 11 milhões e R$ 16 milhões.

Apenas duzentos foram produzidos pelo autor. Dos que ainda existem, só 11 estão nas mãos de particulares. O diretor de livros e manuscritos da casa de leilões, David Goldthorpe, disse à BBC que a obra "combina raridade, beleza e importância científica". Audubon fez questão de que os desenhos das aves fossem em tamanho real, ele afirmou. Segundo Leslie Overstreet, curadora de livros raros de história natural do instituto Smithsonian, de Washington, a obra caiu no gosto popular assim que veio a público, mas foi duramente criticado pela comunidade científica da época. É que muitas ilustrações foram feitas por artistas a partir de aves mortas, e nem sempre condizem com o tipo de movimento típico das aves, ela contou.

Uma das mais criticadas mostra uma serpente atacando, de forma dramática, um ninho de pássaros. Para a curadora, o desenho é uma obra de arte no papel, mas vai contra "todas as regras" do ponto de vista científico. Fonte: UOL



Para CUT, ajuste fiscal é 'agenda dos derrotados'
Por: Anselmo Massad, Rede Brasil Atual

São Paulo – O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva Santos, qualifica como "agenda dos derrotados" a proposta de ajuste fiscal defendida pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Em entrevista a Oswaldo Luiz Colibri Vita, da Rádio Brasil Atual, Artur defende que o país precisa de mais presença do Estado na economia.

A manutenção de Mantega no cargo é vista com bons olhos pelo sindicalista, por ser uma pessoa com quem a central manteve diálogo nos últimos anos, com participação inclusive na discussão sobre o marco regulatório do pré-sal. Porém, Artur se mostra surpreso com o teor das primeiras declarações do ministro.

"Cheira a uma incoerência as declarações do novo ministro, ou do velho ministro no novo governo", ironiza. "A agenda fiscalista, da diminuição do papel do Estado, da redução de gastos correntes é a agenda dos derrotados, de quem perdeu a eleição é quer impor sua pauta", lamenta. A alusão direta é ao candidato do PSDB, José Serra, que defendeu a necessidade de corte de gastos por conta do que chamou de "inchaço" da máquina pública.

Em sua análise, o mesmo tipo de movimentação de setores da oposição ao governo Lula ocorreu em 2002 e 2006, depois das eleições. Ele acredita que o crescimento das despesas correntes em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) teve pouca variação – de 4,8% em 2002 para 4,81% em 2009 –, tornando a redução de gastos desnecessária.

"O que cresceu foi a rubrica transferência de renda, que é o reajuste do salário mínimo, Bolsa Família, seguridade social, aposentados", alega Artur. "São programas e políticas públicas sociais e isso não pode ser considerado como gasto. Senão vamos entrar numa seara no Brasil de que, com pobre, é gasto, enquanto empréstimo a juros subsidiados para o setor empresarial da construção civil ou de outro setor não é gasto, mas investimento. Política social também é investimento."

Embora defenda a ação do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Artur lembra que é necessário que os bancos privados tenham mais participação no financiamento de longo prazo.

Nesta semana, Mantega defendeu a necessidade de redução de despesas, incluindo investimentos do segundo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Na quinta-feira (9), o Executivo encaminhou ao Congresso Nacional uma proposta de cortes de R$ 8 bilhões no Orçamento Geral da União de 2011, que ainda tramita no Legislativo. A alegação do governo é de que a medida é necessária para permitir a redução de juros, que traria consequências positivas em relação ao câmbio valorizado.

Salário mínimo

Além do corte de gastos, Artur atacou duramente a falta de definição sobre a demanda das centrais sindicais de um reajuste maior do que o previsto para o o salário mínimo em 2011, bem como para os aposentados e para a tabela do Imposto de Renda. Ele revela que havia a promessa de que o Ministério da Fazenda atenderia os sindicalistas nesta semana, mas a negociação não foi agendada e segue sem data para ocorrer.

As centrais defendem um salário mínimo de R$ 580, ante R$ 540 defendidos pelo governo. A posição do Executivo é de que a fórmula acordada em 2006 deve ser mantida, garantindo reposição da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Aplicado (IPCA) mais a média de crescimento da economia dos dois anos anteriores. Como em 2009 houve retração por conta da crise econômica internacional, não haveria aumento real. Os sindicalistas defendem a manutenção da política com a adoção de uma exceção para 2011.

A preocupação da CUT, segundo explica Artur, é que o reajuste concedido em janeiro terá impacto também nos anos seguintes. Se o mínimo for para R$ 580 agora, será de R$ 660 em 2012; se ficasse em R$ 560, seria de R$ 630 no ano seguinte, segundo cálculos do presidente da central.




Serra, O Globo e Vera Fischer: não se interessam pelos pobres


por Claudio Ribeiro in http://palavras-diversas.blogspot.com/



"Deixa esses caras [do PT] fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava... E nós mudaremos de volta"

Esta frase rodou a blogosfera hoje, estampou algumas, discretas, chamadas de alguns portais da internet e foi veiculada no Jornal Folha de São Paulo.

O fosso abissal do pensamento retrógrado e entreguista que se afundaram Serra, O Globo e Vera Fischer...

Seu autor? Serra.

Contexto em que foi falada? Período pré-eleitoral, dezembro de 2009, em que ainda aparecia liderando a disputa e prometia a uma alta executiva de uma petrolífera americana, assim que assumisse o governo, mudar o modelo de exploração do pré-sal, favorecer a entrada das multinacionais do petróleo e garantir os interesses norte-americanos nas regras de exploração das maiores jazidas de petróleo descobertas em todo mundo nas últimas décadas.(...)

(...) Jornalão não escreve para pobre, tucano não governa para pobre...

Vera Fischer também não escreve para pobre...O que isso tem em comum? Apenas o pensamento arraigado de uma pequeníssima parcela egoísta da sociedade, que despreza os mais pobres e os desqualifica como cidadãos.

A tratativa de Serra com a executiva americana, mesmo negada por ele, segundo a Folha de São Paulo, o malabarismo prepotente de um dos maiores jornais impressos do país e a conhecida atriz se encontram e se igualam no desprezo aos interesses do povo, nas costas viradas para sua realidade e anseios, na ignorância de sua capacidade de gerir seu caminho e contribuir decisivamente para o desenvolvimento do Brasil.

Para Vera Fischer, a vida dos mais ricos é mais interessante. Como ela mesmo afirmou na Folha de São Paulo: "Eu não sei escrever pra gente pobre. Eu detesto". Para ela, a vida dos ricos é mais interessante. "Cada livro tem pelo menos uma viagem ao exterior."

Quando se poderia imaginar que o fundo do poço tinha chegado, eis que um fosso mais profundo se abre e engole, de uma só vez, os entreguistas, os "malabaristas da verdade" e os egoístas sociais, pseudo-elitistas...


Leia a íntegra, cole este endereço em seu navegador: http://palavras-diversas.blogspot.com/2010/12/serra-o-globo-e-vera-fischer-nao-se.html




Via Campesina rechaça proposta de Aldo Rebelo para o Código Florestal


Da Página do MST

Diante da pressão da bancada ruralista para aprovar neste ano o relatório do deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB), que flexibiliza o Código Florestal, os movimentos que compõem a Via Campesina Brasil reafirmam a sua posição pela manutenção da legislação vigente e contra o relatório em discussão.

"A Via Campesina Brasil reafirma a sua posição pela manutenção do atual Código Florestal Brasileiro. Rechaçamos a proposta de alteração apresentada pelo deputado Aldo Rebelo, que incorpora as grandes pautas dos ruralistas, como redução da Área de Preservação Permanente e a anistia das multas por desmatamentos", afirma nota com a posição oficial da Via Campesina.
Abaixo, a nota da Via Campesina Brasil.

A Via Campesina Brasil reafirma a sua posição pela manutenção do atual Código Florestal Brasileiro.

Rechaçamos a proposta de alteração apresentada pelo deputado Aldo Rebelo, que incorpora as grandes pautas dos ruralistas, como redução da Área de Preservação Permanente e a anistia das multas por desmatamentos.

O Código Florestal é uma legislação inovadora, que está pautada pela utilização sustentável da floresta. Ao contrário do que dizem os ruralistas e seus aliados, o Código Florestal não cria áreas improdutivas, intocadas.

Ele apenas define que, acima dos interesses privados e do lucro, está o interesse de toda a sociedade brasileira para que a floresta seja usada de forma sustentável.

A Via Campesina defende um amplo pacote de políticas públicas e programas que possibilitem a utilização sustentável das áreas de preservação permanente e de reserva legal.

Desde 2009, apresentamos como propostas assistência técnica capacitada para o manejo florestal comunitário; crédito e fomento para desenvolvimento produtivo diversificado; recuperação das áreas degradadas com sistemas agroflorestais; planos de manejo madeireiro e não-madeireiro simplificados; canais de comercialização institucional que viabilizem a produção oriunda das florestas.

Para quem produz alimento, que são os agricultores camponeses, quilombolas e indígenas, o Código Florestal não é um problema, mas sim a ausência do Estado em sua correta implementação.

Para o latifúndio do agronegócio, que se utiliza da monocultura, de quantidades gigantescas de agrotóxicos e de trabalho escravo, o Código Florestal é um empecilho, que deve ser destruído assim como as florestas da Amazônia, da Caatinga e do Cerrado.

É fundamental lembrarmos que a proposta apresentada pelo deputado Aldo Rebelo é apoiada somente pelos ruralistas.

Além da oposição de partidos como PT, PV e PSol, o relatório do deputado foi rechaçado por todos os grandes movimentos sociais do campo brasileiro, pelas principais entidades de pesquisa acadêmica do país e por inúmeras organizações e intelectuais.

Em mais um esforço para a destruição do Código Florestal, deputado Aldo está pressionando os líderes dos partidos a dar caráter de urgência ao seu relatório, colocando-o para votação imediata.

É evidente a manobra do deputado e da bancada ruralista, que visa apenas evitar o debate aprofundado da sociedade. Querem no apagar das luzes de seus mandatos imprimir um golpe fatal contra o meio ambiente e toda a sociedade brasileira, em uma atitude totalmente antidemocrática.

Conclamamos toda a sociedade e, em especial, às organizações aliadas da luta da Via Campesina, a enviarem correios eletrônicos para todos os deputados federais, exigindo que haja mais tempo para o debate desse tema tão importante e tão polêmico.

A mobilização social é fundamental, pois com o encerramento do ano essa votação pode acontecer a qualquer momento, a partir desta terça-feira, dia 14 de dezembro.

Digamos não ao pedido de urgência para o relatório do deputado Aldo Rebelo!

Via Campesina Brasil
Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal - ABEEF
Conselho Indigenista Missionário – CIMI
Comissão Pastoral da Terra – CPT
Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil – FEAB
Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB
Movimento das Mulheres Camponesas – MMC
Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA
Movimentos dos Pescadores e Pescadoras Artesanais
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST
Pastoral da Juventude Rural - PJR

www.mst.org.br
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Imprensamigos mailing list
Imprensamigos@listasbrasil.org
http://www.listasbrasil.org/mailman/listinfo/imprensamigos





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"A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular."
prof. Andrew Oitke, catedrático de Antropologia em Harvard

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