terça-feira, 2 de novembro de 2010

Acabou mais uma eleição. Começa o novo governo!

O momento chave do processo que tanto nos orgulhamos e que nos permite o voto direto para escolher nossos representantes.

Todos sabemos o quanto foi difícil conquistar esse direito. A mobilização popular, a militância na Rua e na Rede e o resultado de 8 anos do governo Lula, foram imprescindíveis para conquistar mais 4 anos com Dilma.

A militância é uma força que não tem preço, que move um povo, que exige democracia e sustenta um estado soberano. Olhando um pouco para a nossa história recente eu me lembro de 2005, quando nossos adversários diziam que o nosso partido tinha morrido, que nenhum militante petista iria mais às ruas por livre e espontânea vontade, que a nossa eleição interna não teria quórum. Sim, por que, o PT escolhe seus dirigentes de maneira direta e totalmente democrática.

E no PED de 2005 não apenas a militância esteve em peso para dar a sua opinião como se sobressaiu no segundo turno da eleição de 2006. Na nossa eleição interna de 2005 votaram 315 mil filiados, que mobilizaram mais de 58 milhões de votos no segundo turno, para uma grande vitória na reeleição do nosso companheiro Lula.

Não, senhores, o PT não morreu, como se tornou ainda mais forte, e em 2009 tivemos um recorde de filiados votando na nossa eleição interna, foram 518.912 pessoas, cidadãs e cidadãos petistas.

A militância nunca deixou o Partido quebrar mesmo nas suas maiores crises, pois a força real desse grande partido é a sua militância. Nunca podemos nos esquecer disso. Um partido não é feito apenas de seus dirigentes ou da máquina partidária, um partido são as pessoas que o apóiam e vão as ruas, escolas, redes sociais, gritar e defender a sua posição de luta para um Brasil forte e democrático.

Esses exemplos são novos, datam de 2005 para cá, mas a história da militância do PT ou mesmo de toda a esquerda do nosso pais, não se resume nos últimos anos. A história brasileira é marcada pelo suor e sangue desses bravos guerreiros da democracia. Da militância que esteve presente na luta pela abolição, na revolta tenentista em todo o pais, na luta contra a ditadura militar, na campanha das diretas já, ao lado dos seringueiros e de Chico Mendes.

A história Brasileira é marcada pelo militante que foi preso, torturado, exilado, hostilizado e até hoje chamado de terrorista pela direita que não admite que o povo se organize e lute por seus direitos.

O PT não tem dono, mas sim uma conquista de toda esquerda brasileira.

O verde e o amarelo são as nossas cores, mas é o vermelho que nos enche de energia e de vontade de continuar lutando por justiça social e um Brasil de todos.

A base do PT e a base de todas as conquistas do estado de direito democrático que vivemos hoje, está na vontade popular e na militância, que nunca se negou ou fugiu do trabalho, mesmo em momentos de grande dificuldade.

Mesmo hoje não vemos as ruas se esvaziando, mas ao contrário, a cada comício, passeata, twittaço, com ou sem a candidata vemos mais e mais pessoas militando. Não apenas nas ruas, mas no ambiente virtual na forma dos nossos amados blogs e blogueiros sujos.Não há quem negue o papel fundamental que a militância do PT e da esquerda brasileira tiveram na conquista da nossa vitoria.

E isso só prova mais uma vez que a política não está subordinada a técnica, mas sim a técnica está subordinada à política e à vontade popular. O que ganha uma eleição são as realizações dos nossos governos municipais, estaduais e federal. O que ganha eleição são as conquistas, resultado de anos de luta, e nós não podemos nunca esquecer disso, sobre pena de menosprezar nossa historia.

Desejamos à companheira Dilma saúde, serenidade e paz, para que as suas decisões sejam feitas com tranqüilidade. Porém, não desejamos sorte, pois acreditamos no nosso projeto, e na sua competência.

Parabéns a todos aquele que não tem medo, que não hesitam, que “não fogem à luta”. Meu respeito a todos os brasileiros e brasileiras que sabem muito bem que dar sua opinião e lutar por ela não é agredir a ninguém, que respeitar o outro não é se calar. Meu orgulho é lutar ao lado de vocês, companheiros. Vamos à luta, sempre!

Mobilização BR
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Não vamos nos dispersar

jfabelha@terra.com.br

Amigas e amigos,pelo texto abaixo, uma "ordem unida" dos golpistas, frustrados, descontentes, sebastianistas,todos podemos sentir que a nossa proposta, a PROPOSTA DILMA vai ser torpedeada comojamais um Presidente o foi.

Ontem a mídia não mostrou, transmitiu ou fez referência ao elegante telefonema que todoadversário derrotado dá ao vitorioso, reconhecendo a derrota ou, pelo menos, cumprimentandoo vencedor. É da tradição MUNDIAL. A deselegância é um péssimo sinal.

O derrotado fez um discurso anódino, disse que vai continuar na arena (ops!), não falou no Aécio (entre tapas e beijos), não falou em Deus. PT saudações. (PT é "ponto final").

O presidente da agremiação derrotada ( não digo Partido visto que o PSDB está "partido" mesmo)garantiu, na beirada do caixão, que o de cujus terá o apoio "para qualquer coisa", ou seja, decriador de tucanos a pregador de bandeirolas do futuro candidato Aécio Cunha.

Falando no menino do Rio e do tsunami prometido abaixo, vamos todos repetir a velha e oportuna frase do avô: NÃO VAMOS NOS DISPERSAR.

A corrente que foi feita não pode ser desfeita. Parafraseando Kennedy, não pergunte o que a Presidenta Dilma pode fazer por nós, mas o que podemos fazer pela Presidenta.

JFAbelha



VOLTAIRE - TRATADO SOBRE A TOLERÂNCIA
Clássico é aquele livro que nunca envelhece e que merece sempre uma releitura.
enviado por Vivi Martins, via 3 setor

Segue abaixo um trecho luminoso de Voltaire, sempre atual e claro.


A natureza diz a todos os homens: eu os fiz nascer todos fracos e ignorantespara vegetar alguns minutos na terra e para adubá-la com seus cadáveres.Porquanto fracos, ajudem-se: porquanto ignorantes, iluminem-se e suportem-se.

Quando todos estiverem de acordo, o que certamente nunca acontecerá, mesmo quehouvesse um só homem de opinião contrária, vocês deveriam perdoá-lo; de fato, sou eu que os leva a pensar como pensam. Eu lhes dei braços para cultivar aterra e uma pequena luz de razão para guiá-los; coloquei em seus corações umgerme de compaixão para que se ajudem uns aos outros a suportar a vida. Não bafem esse germe, não o corrompam, saibam que é divina e não o substituam a voz da natureza pelos miseráveis furores da escola.

Sou eu somente que ainda os une, apesar de vocês com suas necessidades recíprocas, até mesmo no meio de suas guerras cruéis tão levianamente empreendidas, teatro eterno dos erros, dos acasos e das desgraças. Sou eu somente que, numa nação, detém as conseqüências funestas da divisão interminável entre a nobreza e a magistratura, entre esses dois órgãos e aqueledo clero, entre o próprio burguês e o cultivador.

Todos eles ignoram os limites de seus direitos, mas todos eles ouvem, apesar deles a seu tempo, minha voz que fala seu coração. Somente eu conservo a eqüidade nos tribunais, onde tudo seria entregue, sem mim, à indecisão e aos caprichos, no meio de um acúmulo de leis feitas muitas vezes ao acaso e por causa de uma necessidade passageira, diferentes entre elas de província para província, de cidade para cidade, equase sempre contraditórias entre si no mesmo lugar. Só eu posso inspirar a justiça quando as leis só inspiram a trapaça. Aquele que me ouve, sempre julga bem e aquele que não procura senão conciliar opiniões que se contradizem é aquele que acaba se desgarrando.

Há um edifício imenso, cujos fundamentos foram feitos com minhas próprias mãos; era sólido e simples, todos os homens podiam entrar nele com segurança; quiseram acrescentar-lhe os mais bizarros, os mais grosseiros e os mais inúteis ornamentos; a construção cai em ruínas por todos os lados; os homens tomam suas pedras e as atiram na cabeça uns dos outros; eu lhes grito: parem, afastem-se desses escombros funestos que são a obra de vocês todos e fiquem comigo em paz no edifício inabalável, que é o meu.

Fonte:http://darwinn.blogspot.com/2008/07/voltaire-tratado-sobre-tolerncia.html

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