domingo, 31 de outubro de 2010

SERRA E AS “MENININHAS BONITAS”

Laerte Braga

O desespero do candidato José FHC Serra diante dos números revelados pelos quatro maiores institutos do País em suas pesquisas sobre intenção de votos do eleitorado, somado a absoluta falta de princípios, programa e respeito pelo ser humano, que são características tucanas, foram as razões do pedido alucinado e degradante que José FHC Serra fez às “menininhas bonitas”. Que cada uma delas mande um mail a quinze de seus pretendentes e peça o voto para ele sugerindo que aquele que assim o fizer terá mais chances.

Como entregar a presidência de um País como o Brasil, com dimensões continentais, em franco processo de crescimento, hoje potência mundial a um político com essa visão, se é que isso é visão? É claro que o candidato tucano não imagina transformar o Brasil num imenso bordel, mas é óbvio que isso, se acontecer, não faz a menor diferença para ele. Importante são os “negócios”.

Mais que a ambição desmedida de ser presidente a qualquer custo, José FHC Serra segue a máxima de Paulo Maluf (a quem supera).

Investir na conquista de um mandato, ainda mais o de presidente, representa quadruplicar o capital em quatro anos. José FHC Serra fez esse pedido em Uberlândia, uma das mais prósperas cidades do estado de Minas Gerais (o de Aécio Neves e Itamar Franco), num comício onde a maior parte do público chegou de ônibus, foi recrutada em Belo Horizonte e recebeu em média 25 reais pela viagem, além das despesas de alimentação. Como ficam Aécio Neves e Itamar Franco nessa história? Não ficam, caiaram de quatro.

O ex-governador de Minas e agora senador eleito, sugeriu em meados de 2009 que o candidato do PSDB à presidência deveria ser escolhido em prévia interna e colocou seu nome. A candidatura de José FHC Serra está colocada desde o dia seguinte ao da eleição de 2002, quando foi derrotado por Luís Inácio Lula da Silva. Em 2006, prefeito de São Paulo, pré-candidato a presidência, percebeu que seria derrotado na convenção pelo então governador paulista Geraldo Alckimin. Renunciou à Prefeitura para candidatar-se a governador, desistindo da presidência.

A derrota de Alckimin fez renascer a candidatura José FHC Serra para 2010. Aécio era um empecilho desde o dia que rompendo o domínio paulista sobre o partido – PSDB – elegeu-se presidente da Câmara dos Deputados derrotando Inocêncio Oliveira, candidato do então presidente Fernando Henrique.

Em sua trajetória em direção à candidatura presidencial o mineiro elegeu-se e reelegeu-se governador do seu estado.

Construiu uma base política que lhe valeu agora, em 2010, uma esmagadora vitória para o Senado.

De quebra arrastou o senador da segunda vaga, o patético ex-presidente (pensa que foi) Itamar Franco – na cidade de Itamar Franco, mais de 120 mil eleitores não votaram para senador, a cidade tem 330 mil eleitores). Teria sido mais negócio ter sido prefeito de Aracaju. Cama, comida e roupa lavada e passada, para chilique das “itamaretes”.

Nos meses que antecederam a escolha de José FHC Serra como candidato tucano em aliança com o DEM e a empresa PPS (o sócio majoritário é Roberto Freire), o ex-governador de São Paulo viu-se às voltas com situação semelhante à de 2006. Aécio ia comendo as bases tucanas pelas beiradas, José FHC Serra corria o risco de ser suplantado nas prévias e na convenção partidária pelo governador de Minas. No velho estilo mafioso montou um dossiê contra Aécio Neves e enviou um recado claro ao seu adversário.

O fez através do jornalista Juca Khfoury, seu amigo pessoal, na coluna do mesmo.

Segundo Kfhoury, o ex-governador de Minas descontrolado deu um tapa em sua namorada num evento num hotel no Rio de Janeiro. Em comentários sobre a nota o jornalista sugere semelhanças entre Collor de Mello e Aécio Neves e deixa no ar a acusação que Aécio é usuário de drogas. Aécio acusa o golpe, desmente a notícia, mas desiste de sua candidatura.

Monta um dossiê contra José FHC Serra, onde, por exemplo, aponta as ligações de sua filha com o banqueiro Daniel Dantas e vários episódios de corrupção. Renuncia ao governo de Minas para concorrer ao Senado, viaja para a Europa. mas antes declara que o seu primeiro compromisso é com “Minas e os mineiros”.

Retorna e ignora os apelos de José FHC Serra e do comando tucano para vir a ser o companheiro de chapa do presidenciável.

Num dado momento, como José FHC Serra, na tentativa de seduzi-lo afirma que seria a salvação da chapa, declara –“se sou o salvador eu deveria ser o candidato a presidente” –.

Lança seu vice-governador Antônio Anastasia como candidato ao governo, declara apoio a Itamar Franco na segunda vaga para o Senado e vence as eleições em Minas, mas Dilma Roussef derrota José FHC Serra na composição chamada de DILMASIA. Mistura de Dilma com Anastasia, abertamente apoiada por Aécio.

Itamar Franco emerge dos escombros do cemitério de políticos e sai candidato ao Senado fiando-se no apoio de Aécio.

É uma espécie de troca. Quando governador Itamar deu toda força a candidatura de Aécio já que não conseguiu ser indicado por seu partido de então, o PMDB, para disputar a reeleição. A essa altura pela terceira ou quarta vez muda de partido e agora integra os quadros da empresa PPS, propriedade de Roberto Freire.

Chegou a ter seu nome lembrado para a vice de José FHC Serra. Foi descartado, pois traria a lembrança que foi vice de Collor de Mello, no antigo PRN. Por duas vezes José FHC Serra deixou de visitar Juiz de Fora (700 mil habitantes, duas horas do Rio, três de BH e seis de São Paulo, cidade pólo de boa parte da Zona da Mata mineira), sabedor que Itamar embora publicamente não o fizesse era hostil à sua candidatura.

Em seu twitter, em plena disputa entre José FHC Serra e Aécio pela indicação presidencial, Itamar faz critica direta ao ex-governador paulista por ter se apropriado da paternidade dos medicamentos genéricos, quando, de fato, foi o ministro Jamil Haddad quem teve a iniciativa. Registra a data inclusive, cinco de abril de 1993. Critica FHC por ter se apropriado do Plano Real, idealizado e implantado a partir de seu governo, FHC era Ministro da Fazenda.

Terminado o primeiro turno das eleições Aécio e Itamar cujo compromisso de “Minas e os mineiros” foi reiterado em palanque diversas vezes, se atiram aos braços de José FHC Serra, caem de quatro e o compromisso com Minas e os mineiros vai para o espaço.

Na prática, servem Minas em bandeja de prata ao tucano. Não foi por acaso que em Uberlândia, importante centro do agro-negócio, sede de uma Universidade Federal, uma das maiores cidades mineiras, que José FHC Serra conclamou as “menininhas bonitas” a se permitirem a concessões em troca de apoio a ele José FHC Serra.

Ato de desespero, de falta de respeito, de cinismo e dito num local onde os dois políticos vencedores das eleições no primeiro turno, Aécio e Itamar, mostraram absoluta falta de dignidade nas palavras e atos ditos e feitos no primeiro turno. Fica claro que se merecem. E claro também que ninguém joga Minas no lixo e trai os mineiros de forma impune.

Nem as “menininhas bonitas” de Minas e de qualquer outro estado do Brasil, se prestarão a esse papel sugerido por um político que almeja ser presidente da República.

Essa frase, esse pedido, essa sugestão, é a síntese do caráter de José FHC Serra. Deve ter sido abençoado por D. Luís Gonzaga Bergonzini e pela OPUS DEI, com a contribuição do pastor Malafaia.



Preparando o futuro do Brasil


Governo Lula transforma universidades em canteiros de obras, com 128 novos campi

Dois anos depois da implantação do Programa de Apoio a Planos deReestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), que injetará R$ 3 bilhões até 2012 na rede federal de ensino superior, o Ministério daEducação (MEC) contabiliza a construção de 128 novos campi universitários,que se estendem por mais de 220 cidades brasileiras.

Reitores de todo o país, segundo matéria pública nesta sexta-feira (29) pelo jornal Valor Econômico, afirmaram que depois de mais de dez anos seminvestimentos significativos em ampliação, as universidades federais sãoconsideradas "verdadeiros canteiros de obra". "São 3,5 milhões de m2 de área construída ou em fase de reforma em todo o Brasil", diz Maria Paula Dallari Bucci, secretária de Ensino Superior do ministério.

Um exemplo disso, ocorre na Universidade Federal do Rio Grande do Sul(UFRGS), onde o orçamento cresceu 56% entre 2004 e 2010, atingindo a marcados R$ 454 milhões, sem considerar pagamentos a inativos e sentençasjudiciais. A adesão ao Reuni permitiu a instituição contratar 450professores e 400 servidores a partir de 2007.

O reitor Carlos Alexandre Netto informa que outros concursos estãoparalisados por causa do período eleitoral. "Os dados mostram que, pelaprimeira vez, o Brasil vive uma política séria de apoio à educação superior.O que se demonstra é um aumento de 10% do orçamento de custeio, que paga asdespesas correntes da nossa instituição, e aumento significativo de capitalpelo Reuni, que garante obras, novos cursos e a entrada e permanência denovos estudantes", relata.

Para a deputada Maria do Rosário (PT-SP), que presidiu a Comissão de Educação e Cultura da Câmara em 2009, com o governo Lula as mudanças na área de educação superior trouxeram um verdadeiro divisor de águas. "A educação com o presidente Lula está no centro do projeto de desenvolvimento. Elatornou-se a mola propulsora da inclusão e da mudança do Brasil. O ensinosuperior viveu uma estagnação ao longo de muitos anos, e só no governopetista recebeu investimentos significativos", afirmou.

O resultado de tudo isso, de acordo com a petista, é o aumento expressivo donúmero de jovens cursando ensino superior e, por conseqüência, uma mão deobra mais qualificada para dar subsídio ao crescimento do País como um todo.

*Outros exemplos*

A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a UFPE, em Pernambuco, planejaram expansão em direção ao interior. No caso da primeira, ocrescimento orçamentário, de 77% de 2004 a 2010 (para R$ 203 milhões), permitiu que antigas unidades acadêmicas provisórias - instaladas em Benjamim Constant, a mil quilômetros da sede em Manaus, na fronteira com a Colômbia e o Peru - fossem convertidas em um campus permanente.

A expansão da Ufam também chegou às cidade maiores, como Humaitá, Parintins, Coari e Itaquatiara. Carvalho diz que a escolha dos cursos nesses locaisestá relacionado com o perfil econômico e cultural, além das tradicionais licenciaturas, estratégia para fortalecer a educação básica. A UFPE focou grandes reformas no campus de Recife e a expansão dos campi de Caruaru e Vitória de Santo Antão. O orçamento da universidade nordestina cresceu 14% nos últimos sete anos, para R$ 300,9 milhões.

O reitor Edward Madureira Brasil, da Universidade Federal de Goiás (UFG), destaca a construção de novos prédios de salas de aula e laboratórios de pesquisa, obras viárias nos dois campi da capital goiana e nos de Jataí e Catalão.

Os planos do pró-reitor de administração da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), Manoel Fernando Martins, para cumprir as metas do Reuni é abrir cerca de mil vagas por ano até 2012. A instituição conta com orçamentode R$ 150,5 milhões neste ano. "Estamos resgatando uma dívida com asociedade, que permaneceu intocada entre 1994 e 2004. Estamos voltando amanter estrutura do início da década de 1990, resgatando o nível defuncionamento de antes, mas ainda com muito atraso", avalia Martins.

http://www.ptnacamara.org.br/



LULA, CONSULTOR DE DILMA, EM CASO DE VITÓRIA

No último dia, Dilma diz que Lula será seu consultor
Ex-ministra afirma que o presidente não participará formalmente em eventual governo petista


Ricardo Galhardo, enviado a Belo Horizonte

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, disse na manhã de hoje em Belo Horizonte que, caso seja eleita, o presidente Lula não vai participar formalmente do governo dela. Dilma disse, no entanto, que sempre que for possível, vai consultá-lo. A petista também afirmou que quer unir o País em torno de um projeto de desenvolvimento.

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“Se eu for eleita, logo após a eleição quero unir o Brasil em torno de um projeto de desenvolvimento não só material, mas também de valores. Porque acredito que nosso País pode se transformar, cada vez mais, num lugar de convivência e tolerância”, disse a candidata durante entrevista coletiva à imprensa antes de participar de uma carreata na capital mineira.

Dilma não deu detalhes de como conduziria essa união do País, mas fez questão de dizer que vai governar para todos os brasileiros. “Tenho uma coligação e vou governar com a minha coligação. Agora, vou governar para todos os brasileiros, sem fazer distinção de partido, sem exceção”, afirmou.

Questionada sobre o papel do presidente Lula em um eventual governo dela, Dilma disse que “o presidente Lula, obviamente, não será uma pessoa dentro de um ministério. Mas, para mim, que tenho uma relação muito forte com o presidente Lula, ele será sempre uma pessoa de quem tenho plena confiança política e pessoal”.

Segundo Dilma, Lula tem “grande sensibilidade para entender o povo brasileiro” e, sempre que puder, afirmou a candidata, ela terá conversas com o presidente. “Temos um vínculo muito forte. Não há ninguém nesse País que vai me separar do presidente Lula”, completou.

Na véspera do segundo turno das eleições presidenciais, a candidata do PT afirmou que a escolha de Belo Horizonte para encerrar a campanha tem um “simbolismo grande” por ter sido a capital mineira o seu berço político.

Em relação à campanha, a candidata reclamou da “campanha subterrânea”, com boatos, panfletos e telefonemas, mas disse não guardar mágoa. “Estou com a alma leve porque não tenho mágoa”, disse a candidata aos jornalistas.

Logo após a entrevista, que foi realizada na região da Lagoa da Pampulha, a carreata teve início no bairro Venda Nova, na periferia de Belo Horizonte. Ali, moram cerca de 500 mil pessoas e a região é considerada um bastião petista. Dilma está em um jipe, acompanhada de lideranças políticas do PT mineiro, como Patrus Ananias e Fernando Pimentel, além do prefeito Marcos Lacerda (PSB) e dos ministros Alexandre Padilha e Luiz Dulci.



PARA TUCANOS, VIRADA NO DIA 31 É IMPROVÁVEL

Pouco confiante, PSDB não reservou sequer lugar para festa
Diagnóstico desanimador já circula em Minas Gerais, Estado apontado por Serra como palco da virada contra a rival do PT

Adriano Ceolin, iG Brasília, e Nara Alves, iG São Paulo

Apesar do empenho e otimismo de José Serra (PSDB) na última semana de corrida eleitoral, assessores e aliados sabem que uma vitória sobre Dilma Rousseff (PT) é improvável. Por isso não foi reservado nenhum local de comemoração para este domingo, quando eleitores escolherão o substituto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No primeiro turno, havia certeza de que tucano passaria a etapa e, por isso, a campanha alugou um espaço para eventos na capital paulista.

O diagnóstico mais duro de que a vitória é improvável veio de Minas Gerais, onde Serra tinha esperança de que o senador eleito Aécio Neves (PSDB) ajudasse a promover uma virada. Na quinta-feira, ele e o governador reeleito, Antonio Anastasia, fizeram um relato de como estava a situação no Estado: Dilma se mantém forte no Norte e no Triângulo Mineiro, onde nem Anastasia venceu.

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Um integrante do PSDB mineiro que mantém diálogo frequente com Serra contou ao iG que a diferença em pontos percentuais entre Dilma Rousseff (PT) e Serra ficará nos números da contagem nacional. De acordo com as últimas pesquisas, a petista está 14 pontos percentuais na frente.

“Minas é isso. Um retrato do Brasil mesmo”, disse o interlocutor tucano ainda enquanto Serra discursava para militantes do PSDB em evento político realizado na quinta-feira em Montes Claros, município localizado no semi-árido na região Norte de Minas. Na cidade, Dilma deverá vencer com facilidade. No primeiro turno, o tucano ficou em terceiro lugar.

Ex-governador mineiro e senador eleito pelo PSDB, Aécio Neves também estava no evento. Assim como Serra, Aécio tentou demonstrar otimismo. “Acho que ainda dá. Não podemos nos preocupar com pesquisas. Tem um movimento silencioso em favor de Serra”, disse.

Fazendo uma autocrítica, lideranças tucanas avaliam que esse “movimento silencioso”, como classificou Aécio, talvez seja tão silencioso que desanime eleitores, aliados e, especialmente, doadores. A ida de Serra ao segundo amenizou a dificuldade financeira pela qual a campanha tucana passou na primeira etapa, mas não foi o suficiente para enfrentar a robusta empreitada adversária.

Candidato tucano foi a Caxias do Sul na última semana da campanha, onde venceu no primeiro turno

Desanimados, auxiliares de Serra tentam se espelhar no “chefe” e manter o vigor no fim da disputa. Na última semana de campanha, o tucano chegou a viajar para quatro Estados no mesmo dia. Ele, sim, não perde o ânimo, apesar dos avisos de auxiliares de que poderá perder a eleição também em Minas.

As pesquisas de intenção de voto também contribuíram para o clima. Até mesmo o levantamento encomendado pelo próprio PSDB ao instituto carioca GPP, ligado ao ex-prefeito do Rio Cesar Maia, apontava vitória de Dilma a poucos dias da eleição. Daí a campanha de difamação da reputação dos principais institutos de pesquisa liderada pelo coordenador da campanha de Serra, o senador Sérgio Guerra.

Como resume uma liderança tucana, a vitória de Serra é mais um desejo do que uma possibilidade real. No Nordeste, o candidato derrotado ao governo de Pernambuco pela aliança tucana, Jarbas Vasconcelos (PMDB), reconhece que o objetivo na região é “diminuir o tamanho da derrota”. Para isso, apostam na abstenção. No primeiro turno, os eleitores contaram com o transporte providenciado por candidatos a deputado para chegarem até as urnas. Sem essa ajuda, agora, a diferença entre Dilma e Serra pode cair, espera o deputado Raul Jungmann (PPS).

Mapa

A esperança é que Serra consiga tirar a desvantagem em São Paulo e nos Estados do Sul. Em São Paulo, o presidenciável conta com o governador eleito pelo PSDB, Geraldo Alckmin, para garantir uma vitória confortável. A conta é de 5 milhões de votos de vantagem sobre Dilma.

A campanha no sul foi encerrada em Caxias do Sul. Serra participou de comício em um pavilhão onde se realiza a tradicional festa da uva na cidade. O tucano recebeu homenagens como camisetas de clubes de futebol e até uma bandeira do Rio Grande do Sul. Animado, Serra tentou falar com serenidade: “Olha, nós vamos ganhar essa eleição”.

O tucano teve dificuldades para deixar o local. Adolescentes, senhoras e até crianças: “Serra, cadê você eu vim aqui só para te ver”. Uma mulher bonita mais animada fez questão de comparecer com um lenço da campanha de 2002, quando Serra foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva.

Em Caxias do Sul, Serra saiu-se bem. Venceu a eleição no primeiro turno. No resto do Rio Grande do Sul, porém, foi derrotado por Dilma. Candidato derrotado ao governo pelo PMDB, José Fogaça (PMDB) afirmou “com segurança" que a candidatura de Serra cresceu. "No entanto, não sei dizer se conseguiremos vencer aqui", disse.

No Paraná, o governador eleito pelo PSDB, Beto Richa, calcula ao menos 1 milhão de votos a mais para Serra. Em Santa Catarina, Serra confiou a tarefa de liderar sua campanha ao PMDB, partido do vice de Dilma, o deputado Michel Temer (PMDB-SP), presidente nacional da legenda. No Rio Grande do Sul, onde esteve três vezes nas últimas quatro semanas, Serra também conta com o partido de Temer. Em visita a Porto Alegre, ele fez questão de incluir uma visita não programada ao comitê do candidato derrotado ao governo do Rio Grande do Sul José Fogaça, do PMDB



Leonardo Boff acusa Papa de esconder pedófilos:

“Ele perdeu a autoridade”

O frade dominicano Frei Betto e o ex-franciscano Leonardo Boff criticaram nesta sexta-feira o papa Bento XVI por suas declarações a respeito do aborto, que interpretaram como uma intromissão do líder máximo da Igreja Católica nas eleições presidenciais deste domingo.

O aborto se transformou em um dos assuntos mais polêmicos na atual campanha eleitoral e alguns bispos da Igreja pediram aos eleitores que vetem a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, que no passado defendeu a descriminalização da interrupção dagravidez.

“Pena que o papa Bento XVI tenha virado cabo eleitoral de forças conservadoras! Por que não elogia as políticas sociais que salvam vidas?”, escreveu em sua conta do microblog Twitter Frei Betto,como é conhecido popularmente o frade Carlos Alberto Libânio Christo,um velho amigo e ex-assessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"O papa não pode se transformar em um cabo eleitoral. Ao esconder os pedófilos, perdeu autoridade”, postou no mesmo canal Leonardo Boff, um dos ideólogos da chamada Teologia da Libertação e que terminou abandonando a Igreja por suas divergências com o Vaticano.

Antonia dos Santos Garcia
Socióloga, doutora em Planejamento Urbano e Regional/IPPUR/UFRJ e
pesquisadora CNPq
Cel: 87896693

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