sábado, 16 de outubro de 2010

PSOL convoca a imprens e anuncia apoio a Dilma

Em ato realizado em Niterói, o deputado estadual Rodrigo Neves disse que conversou com Marcelo Freixo, e que este confirmou que na segunda-feira (18/10), ele, Chico Alencar e Milton Temer convocam a imprensa para anunciar o apoio à Dilma. Se for verdade, estabelece uma nova relação com o PSOL no Rio de Janeiro, para reforçar esta corrente, o deputado Gilberto Palmares publicou uma carta em que solicita formalmente o apoio de Freixo á Dilma.
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O PSOL e o segundo turno

O documento abaixo é a nota oficial de parlamentares do PSOL, entre eles Chico Alencar, sobre sua posição no segundo turno das eleições presidenciais: ENTRE DOIS PROJETOS (Dilma X Serra)

Os 776.601 eleitores que votaram em candidatos do PSOL aos governos estaduais, os 886.816 que teclaram, convictamente, Plínio 50, os mais de 1 milhão que optaram por candidatos a deputado de nossa legenda e os mais de 3 milhões que escolheram candidatos ao Senado do Socialismo e Liberdade não precisam de 'tutores': são livres, têm espírito crítico e votam, sempre, de acordo com sua consciência.

Os nossos mandatos, daí derivados, serão exercidos, portanto, com total independência em relação aos Executivos e na defesa radical dos interesses populares, sem adesismos e sem negação de fronteiras éticas e ideológicas. Aos poucos, o PSOL, ainda incipiente, se afirma como partido com visão singular, combinando o embate eleitoral e a presença na institucionalidade com a valorização dos movimentos sociais, dentro de sua definição estratégica de ressignificação do socialismo.

1. Partido Político digno do nome também deve se posicionar sobre momentos conjunturais, dando assim sua contribuição para a análise da situação e para a definição de voto da cidadania. Quando a manifestação política for emergencial, limitando, por questão de tempo, o processo democrático de discussões desde a base, que ela seja tomada pela Direção, por óbvio sem qualquer caráter impositivo, até pelas razões apresentadas acima.

2. O 2º turno das eleições presidenciais, a ser realizado no dia 31 próximo, coloca em confronto dois projetos com muitos pontos de aproximação: o representado por Dilma (PT/PMDB e aliados) e o representado por Serra (PSDB/DEM e aliados).

3. As classes dominantes no Brasil - que exercem sua hegemonia nos planos econômico, político e de produção do imaginário social - não se sentem atingidas, em seus interesses estruturais, por nenhum dos dois. Mas preferem, clara e reiteradamente, o retorno do controle demotucano: a elas interessa mais o Estado mínimo e a privatização máxima da Era FHC do que a despolitização máxima e o Estado minimamente regulador do lulismo.

4. PSDB e DEM - para além da campanha 'medieval' coordenada pelo vice de Serra, que anuncia o 'fim da liberdade de culto' e outros obscurantismos com a vitória da 'terrorista' candidata petista - reprimem abertamente movimentos populares e não aceitam política externa que saia dos marcos do Império.

Todo o setor de oligarquias patrimonialistas ou 'neopentescostais' que hoje gravita em torno de Lula rapidamente se bandeará para o lado de um eventual governo Serra, assim como os banqueiros, apesar de seus lucros extraordinários e inéditos no período recente. Serra presidente é o 'sonho de consumo político' do conservadorismo total, uma de suas principais bases de sustentação.

5. Por tudo isso, optamos pelo voto crítico em Dilma no dia 31 de outubro, afirmando desde já nossa forte cobrança programática* sobre o futuro governo nacional, qualquer que ele seja.

*Compõem nosso decálogo de prioridades: Reforma Política c/ Participação Popular e financiamento exclusivamente público de campanha; auditoria da Dívida Pública; Reforma Agrária; Reforma Urbana; meta de 10% do PIB na Educação e 2% para a Cultura já; mais recursos para a saúde pública (regulamentação da Emenda 29); combate sem tréguas à corrupção; garantia e ampliação dos direitos trabalhistas; democratização dos meios de comunicação; centralidade para uma política ambiental questionadora dos transgênicos, da privatização da gestão de florestas, da mega-usina Belo Monte, da transposição do anêmico São Francisco e da flexibilização do Código Florestal.

SP, 15 de outubro de 2010, Dia do(a) Professor(a) -
Reunião da Executiva Nacional do PSOL
ASSINAM: Deputados Federais Chico Alencar, Ivan Valente, Jean Wyllys, Senador eleito Randolfe Rodrigues, Deputado Estadual Marcelo Freixo, Vereador Eliomar Coelho, dirigentes nacionais Jefferson Moura, Milton Temer, Carlos Nelson Coutinho, Leandro Konder, José Luiz Fevereiro, Rodrigo Pereira, Miguel Carvalho, Edson Miakusco-----------------------------------


Carta aberta ao deputado Marcelo Freixo
by gilbertopalmares

Temos, na Assembléia Legislativa, uma convivência respeitosa e construtiva. Várias vezes estivemos juntos apoiando manifestações do movimento social. Juntos, também, apresentamos uma Emenda à Constituição Estadual importante para a cultura.

Ressalto principalmente que, considerando seu pedido e do presidente da Alerj, fui o deputado relator da CPI das Milícias. Na ocasião, você disse que minha participação seria muito importante para a CPI e que, dentro da Alerj, o PT é o aliado mais próximo do PSOL.

Certamente seu pedido não foi a única razão que me levou a ser o relator da CPI, mas ele teve muita importância. O relatório, mostrando seu trabalho e dos demais membros da Comissão, foi aprovado na essência pelo Plenário da Alerj. Diversos organismos, inclusive internacionais, reconhecem o relatório como uma contribuição importante no combate a violência.

É em nome desta relação respeitosa e construtiva que, da mesma forma como ouvi seus argumentos para me levar à relatoria da CPI, que lhe peço que pondere os meus argumentos.

É estratégica a necessidade de apoio a candidatura Dilma Presidente, evitando o retrocesso do retorno ao poder do PSDB e DEM.

Sei que você e o PSOL têm fortes críticas ao PT e ao governo do presidente Lula. Algumas delas, lhe garanto, são presentes dentro do próprio PT. Mas acredito que um parlamentar, cujo centro de atuação é a defesa dos direitos humanos, enxerga a enorme diferença neste campo entre o governo Lula e Dilma e a proposta Serra/ Índio da Costa.

São dois modelos de governo em disputa. De um lado temos o governo Lula, representado por Dilma, que luta pelo fim da homofobia, pela liberdade religiosa, no combate às discriminações o Plano Nacional de Direitos Humanos, os Ministérios da Promoção da Igualdade Racial e das Mulheres.

Do outro lado, temos a campanha direitista, preconceituosa, obscurantista do esquema Serra/Indio da Costa exatamente contra os avanços do governo Lula. Como venho do movimento sindical, permito-me também lembrar que o PSDB Serrista e o DEM Índio da Costa vem, ao longo dos anos, tentando de todas as formas atingir conquistas sociais e trabalhistas presentes na Constituição, assim como desnacionalizar nossa economia. Agora, ameaça a exploração soberana do pré-sal.

Como conheço seu trabalho e considero seu partido um aliado no combate ao obscurantismo, ao preconceito e à violência peço seu apoio na eleição de Dilma Presidente.

Gilberto Palmares
Deputado Estadual

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