sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A Farsa & Globo Mente





A universidade e o segundo turno das eleições

Ronaldo Tadêu Pena,

**Heloisa Murgel Starling,

*** Marcos Borato Viana

Quanto mais bem informado um voto, melhor para o país. É com esse objetivo que nós, participantes da gestão da UFMG em anos recentes, nos dirigimos à comunidade da Universidade. O momento é de comparação de dois projetos para o Brasil. De um lado, Dilma Rousseff, representando a continuidade do projeto desenvolvido nos últimos anos,
e de outro, José Serra, a oposição a esse projeto.

O sistema universitário público federal viveu anos difíceis no governo Fernando Henrique Cardoso. As dificuldades financeiras foram tais que, no segundo semestre de 2003, com o último orçamento da era FHC, a UFMG, pela primeira vez, viu-se obrigada a suspender o pagamento de suas contas de água e energia elétrica. Foi graças à compreensão do governador Aécio Neves que tais contas puderam ser saldadas em 2004, sem cortes no fornecimento.

A partir de 2004, em contraste, o Brasil passa a experimentar a maior expansão de seu sistema federal de educação superior. Universidades oram criadas em várias regiões do país. Muitas universidades já existentes implantaram campi fora das sedes. No caso da UFMG, optou-se pela expansão em Belo Horizonte e no campus de Montes Claros. Outro projeto de enorme alcance e significado para a população brasileira é a Universidade Aberta do Brasil (UAB). Instituições públicas de todo o país participam da UAB com projetos de cursos de graduação a distância, preponderantemente licenciaturas, formando pessoas em suas próprias cidades. A Universidade Aberta, ainda em franco crescimento, já conta hoje com polos presenciais em quase mil cidades do interior do Brasil. A participação da UFMG na UAB ocorre através de quatro cursos de licenciatura, um de bacharelado e quatro cursos de especialização. São 2.548 alunos de graduação e 1.005 alunos de especialização, espalhados em 24 polos presenciais no interior de Minas.

A partir de 2004, em contraste, o Brasil passa a experimentar a maior expansão de seu sistema federal de educação superior. Universidades foram criadas em várias regiões do país. Muitas universidades já existentes implantaram campi fora das sedes.

Cabe enfatizar que todos esses projetos de expansão do sistema federal contaram com a indução do Ministério da Educação, que aporta recursos orçamentários de custeio, investimento e pessoal para viabilizá-los. Mesmo numa estrutura que cresce em velocidade, estando, portanto, sujeita a naturais perturbações, todos os acordos com as universidades do sistema foram sempre cumpridos pelo governo do presidente Lula. Na realidade, muitos acordos foram até aditados pelo MEC, sempre em benefício das instituições participantes, a partir de solicitações dos
respectivos reitores.

O ministro Fernando Haddad, inspirador e artífice das políticas do governo Lula para a educação, claramente recusa o conceito de Paulo Renato, ministro de FHC e secretário de Educação do Estado de São Paulo, e anunciado nas propagandas de José Serra, de que ao governo cabe preocupar-se apenas com o ensino básico e tecnológico, deixando o ensino universitário submetido às forças do mercado. O governo Lula estabeleceu, de fato, a educação, em todos os níveis, como prioridade bsoluta.

Prioridade no setor público se mede pela destinação de recursos orçamentários. É aí, na questão orçamentária, que a comparação pode ser feita com a maior clareza. Enquanto no governo anterior era comum a presença de reitores em Brasília buscando recursos para cobrir despesas de custeio do dia a dia, no governo atual a preocupação dos gestores deslocou-se para a busca de investimentos e do financiamento da expansão do sistema. Trata-se de uma grande mudança no nível de priorização da educação superior em nosso país. Um bom exemplo é o orçamento da rubrica Outros Custeios e Capital (OCC) da UFMG, que cresceu 86% entre os anos de 2004 e 2010.

A partir de 2004, a UFMG realiza a maior expansão de sua história. Concluímos o Projeto Campus 2000 com a construção da Face e da Escola de Engenharia. Isto não seria possível sem aportes muito significativos do MEC para as duas obras. O Projeto Reuni, ora em execução na UFMG, viabiliza 2.100 novas vagas no Vestibular (aumento de 45%), cerca de 75% das quais em cursos noturnos, favorecendo jovens trabalhadores e utilizando a infraestrutura disponível. Estão sendo contratados cerca de 600 novos professores e 623 servidores técnicos e administrativos em educação, apenas com base na expansão do Reuni.

Houve aporte de recursos para a construção de quatro novos prédios, lém de reformas e ampliações em vários outros. O Reuni viabiliza ainda a expansão da pós-graduação, laboratórios e bibliotecas. Além disso, a Rádio UFMG Educativa, antigo sonho da comunidade, foi implantada com o apoio decidido do governo Lula; novo aporte, já assinado, permitirá o aumento da potência de transmissão, viabilizando sua sintonia em toda a Grande BH.

Finalmente, mencionamos o apoio à assistência estudantil. A ampliação de 2.100 vagas nos cursos presenciais de graduação, conjugada com medidas de inclusão de estudantes de famílias pobres, ficaria inviabilizada sem a implantação, pelo MEC, do Programa Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes). Ele destinou à UFMG R$6,6 milhões em 2008, R$9,4 milhões em 2009, R$11,5 milhões em 2010, e tem a previsão de R$15,4 milhões em 2011.

Por tudo isso, consideramos essencial evitar o retrocesso e garantir que a universidade pública continue a ser valorizada como política de Estado.

*Reitor da UFMG na gestão 2006-2010
**Vice-reitora da UFMG na gestão 2006-2010
***Vice-reitor da UFMG na gestão 2002-2006





Blog Notícias do PT
sexta-feira, 22 de outubro de 2010

CAMPANHA SEM CONTRONTOS E PROVOCAÇÕES
NOTA AOS MILITANTES DO PARTIDO DOS TRABALHADORES


Companheiros e companheiras, a campanha de nosso adversário na disputa pela Presidência da República marcou atividade para a manhã deste domingo (24/10), em Copacabana.

Há informações de que estaria sendo preparada uma armação para tentar imputar a militantes petistas atos de hostilidade ao candidato José Serra ou contra sua comitiva. Essas informações não passam de rumores, mas cabe a nós fazer o alerta prévio e reiterar que o Partido dos Trabalhadores repudia qualquer tipo de violência.

Nossa orientação é para que todos os militantes e simpatizantes do PT e da candidatura de Dilma Rousseff evitem aglomerações e atos de campanha na orla durante o período em que durar a atividade de nosso adversário. E reforçamos nosso pedido para que ninguém provoque ou aceite provocações de qualquer natureza.

Neste domingo, concentraremos nossa campanha na Zona Oeste, pela manhã, onde faremos uma grande “correata” com a presença de Lula, Dilma, Sérgio Cabral, Lindberg Farias e Marcelo Crivella. Vamos para as ruas com alegria e em clima de paz para festejar a presença de Dilma e Lula no Rio. Pedimos que os militantes abram mão de acompanhar o cortejo de carro. O objetivo é concentrar a militância para saudar nossa candidata ao longo do percurso.

No período da tarde, a partir das 14h, quando já houver terminado a atividade de nosso adversário, prestigiaremos o Bloco da Dilma, uma iniciativa de integrantes de blocos do carnaval de rua do Rio, simpatizantes da campanha Dilma Presidente. A concentração será na altura do Posto 6.

Por fim, apelamos às autoridades policiais para que reforcem a presença nas ruas neste domingo, já que os dois candidatos a Presidente da República estarão na cidade.

As pesquisas de opinião que mostram Dilma ampliando a vantagem sobre o candidato do PSDB estão contribuindo para elevar o nervosismo de nossos adversários. Nosso papel é manter a cabeça fria. Repetimos nossa recomendação: não devemos provocar nem aceitar provocações.

Também não podemos nos empolgar com os resultados divulgados até agora. É preciso manter a mobilização e reforçar a campanha em todas as cidades do estado. Nossa vitória depende disso.

Luiz Sérgio
Presidente PT-RJ




Serra é piada no Twitter

A polêmica em torno do objeto que atingiu a cabeça do candidato José Serra
(PSDB) durante passeata no Rio de Janeiro, quarta-feira, tomou conta das
redes sociais nesta quinta-feira, especialmente do Twitter - em tom de
piada. Uma câmera do SBT flagrou que Serra foi atingido pelo que parece ser
uma simples bolinha de papel.

Segundo a Folha Online, a bolinha de papel foi atirada depois de um outro
objeto ter sido arremessado contra Serra. Essa versão foi apresentada também
pelo PSDB em nota oficial divulgada na noite desta quinta-feira. Ou seja:
teriam sido dois objetos. Mas a assessoria do PSDB, num primeiro momento,
informou que Serra tinha sido atingido por uma bandeira de um petista.
O presidente Lula se irritou com a repercussão e criticou a atitude de
Serra, ao que o PSDB prometeu responder.
Veja a imagem do SBT:

O perito Ricardo Molina diz não ter dúvidas de que foram dois os objetos que
atingiram Serra - primeiro a bolinha de papel, como flagra o SBT, e depois
um objeto que poderia ser uma bobina de fita crepe, como flagrou a Folha
Online.

Atingido, Serra foi levado para um hospital da região para fazer um exame de
ressonância magnética. O médico que o examinou, Jacob Kligerman, disse que
nada errado foi constatado e recomendou repouso de 24 horas.

Foi aí que começaram as piadas na internet. "Quando a criançada da 5ª série
descobrir que tomar bolinha de papel garante 24h de repouso, vai ser uma
festa", postou no Twitter o internauta @necaboullosa . "Bolinha de papel:
médico recomenda a Serra repouso por quatro anos", comentou o internauta
@planetariopardo. "Lula perdeu dedo, Dilma venceu câncer, Serra leva uma
bolinha de papel e pede tomografia...", postou @maudiz.
As hashtags BoladePapelFacts (uma alusão aos famosos "Chuck Norris Facts") e
SerraRojas chegaram aos Trending Topics como os assuntos mais comentados no
mundo. Esta última hashtag faz alusão ao goleiro Roberto Rojas, que simulou
ter sido atingido por um rojão em jogo do Brasil contra o Chile no Maracanã,
em 1989, válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 1990. Rojas chegou a
fazer um corte na testa com uma lâmina para fazer a farsa ficar ainda mais
impressionante. A grande ironia na associação está no fato de que, pela
farsa, a Seleção Chilena acabou suspensa por quatro anos - exatamente o
período que dura um mandato presidencial - e Rojas foi banido do esporte.

"O Serra é um fingidor/Finge tão completamente/Que chega a fingir que é
dor/A bolinha de papel que deveras sente", postou o @mundohype, inspirado em
poema de Fernando Pessoa.

Alguém que se passa pelo do candidato do Psol, Plínio de Arruda Sampaio,
lembrou do caso Paulo Preto, o ex-assessor de Serra, acusado de sumir com R$
4 milhões da campanha do tucano. "Na bolinha de papel tava escrito: "Não se
larga um lider ferido na estrada" Ass: Paulo Preto."
As piadas com a bolinha de papel foram muito boas. "O exame de 'bolística'
determinou que o projétil saiu de um chumaço de Maxprint, calibre A4", disse
Rodolfo Cabral.

"Células terroristas Chamex, Maxprint e Aracruz disputam autoria do
atentado!", comentou Pedro Almeida.
"Ações da Faber Castel, Chamex e Xerox saltam e o povo compra papel
desesperadamente. Serra teme uma guerra civil", comentou Felipe Salgado.
"Bolinha de papel é considerada arma branca", brincou Leticya Simões.

Até o palhaço Tiririca entrou na brincadeira. Eleito deputado federal pelo
PR, partido que faz parte da coligação que apoia Dilma Rousseff (PT),
Tiririca fez piada com o joquempô, diversão no recreio das escolas: "Pedra
vence tesoura. Tesoura vence papel. Papel vence Serra!"

O grande destaque, porém, foi a criação de um perfil da bolinha de papel no
Twitter, o Bolinha_dePapel. Em poucas horas a brincadeira já tinha mais de
mil seguidores, graças a comentários como "Meu primo papel de seda morre de
medo da Soninha", "Vendo o nível dessa campanha, meu primo papel higiênico
não aguentou e se mandou pra reciclagem" e "Fernando Gabeira fez curso com
meu primo Papel de Parede, pra ficar com cara de paisagem do lado do Serra."

Por Alberto Oliveira

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