domingo, 31 de outubro de 2010

Marcos Coimbra desfaz falsas análises a respeito da eleição da petista

Três mitos sobre a eleição de DilmaMarcos Coimbra 31 de outubro de 2010 às 19:06h
Direto da CartaCapital

Enquanto o País vai se acostumando à vitória de Dilma Rousseff, uma nova batalha começa. Nem é preciso sublinhar quão relevante, objetivamente, é o fato de ela ter vencido a eleição, nas condições em que aconteceu. Ela é a presidente do Brasil e, contra este fato, não há argumentos.
Sim e não. Porque, na política, nem sempre os fatos e as versões coincidem. E as coisas que se dizem a respeito deles nos levam a percebê-los de maneiras muito diferentes.

Nenhuma versão muda o resultado, mas pode fazer com que o interpretemos de forma equivocada. Como consequência, a reduzir seu significado e lhe diminuir a importância. É nesse sentido que cabe falar em nova batalha, que se trava em torno dos porquês e de como chegamos a ele.

Para entender a eleição de Dilma, é preciso evitar três erros, muito comuns na versão que as oposições (seja por meio de suas lideranças políticas, seja por seus jornalistas ou intelectuais) formularam a respeito da candidatura do PT desde quando foi lançada. E é voltando a usá-los que se começa a construir uma versão a respeito do resultado, como estamos vendo na reação da mídia e dos “especialistas” desde a noite de domingo.

O “economicismo” – O primeiro erro a respeito da eleição de Dilma é o mais singelo.
Consiste em explicá-la pelo velho bordão “é a economia, estúpido!”

É impressionante o curso que tem, no Brasil, a expressão cunhada por James Carville, marqueteiro de Bill Clinton, quando quis deixar clara a ênfase que propunha para o discurso de seu cliente nas eleições norte-americanas de 1992. Como o país estava mal e o eleitorado andava insatisfeito com a economia, parecia evidente que nela deveria estar o foco do candidato da oposição.

Era uma frase boa naquele momento, mas só naquele. Na sucessão de Clinton, por exemplo, a economia estava bem, mas Al Gore, o candidato democrata, perdeu, prejudicado pelo desgaste do presidente que saía. Ou seja, nem sempre “é a economia, estúpido!”

Aqui, as pessoas costumam citar a frase como se fosse uma verdade absoluta e a raciocinar com ela a todo momento. Como nas eleições que concluímos, ao discutir a candidatura Dilma.
É outra maneira de dizer que os eleitores votaram nela “com o bolso”.

Como se nada mais importasse. Satisfeitos com a economia, não pensaram em mais nada. Foi o bolso que mandou.

Esse reducionismo está equivocado. Quem acompanhou o processo de decisão do eleitorado viu que o voto não foi unidimensional. As pessoas, na sua imensa maioria, votaram com a cabeça, o coração e, sim, o bolso, mas este apenas como um elemento complementar da decisão. Nunca como o único critério (ou o mais importante).

A “segmentação” – O segundo erro está na suposição de que as eleições mostraram que o eleitorado brasileiro está segmentado por clivagens regionais e de classe. Tipicamente, a tese é de que os pobres, analfabetos, moradores de cidades pequenas, de estados atrasados, votaram em Dilma, enquanto ricos, educados, moradores de cidades grandes e de estados modernos, em Serra.

Ainda não temos o mapa exato da votação, com detalhe suficiente para testar a hipótese. Mas há um vasto acervo de pesquisas de intenção de voto que ajuda.

Por mais que se tenha tentado, no começo do processo eleitoral, sugerir que a eleição seria travada entre “dois Brasis”, opondo, grosso modo, Sul e Sudeste contra Norte, Nordeste e Centro-Oeste, os dados nunca disseram isso. Salvo no Nordeste, as distâncias entre eles, nas demais regiões, nunca foram grandes.

Também não é verdade que Dilma foi “eleita pelos pobres”. Ou afirmar que Serra era o “candidato dos ricos”. Ambos tinham eleitores em todos os segmentos socio econômicos, embora pudessem ter presenças maiores em alguns do que em outros.

As diferenças no comportamento eleitoral dos brasileiros dependem mais de segmentações de opinião que de determinações materiais. Em outras palavras, há tucanos pobres e ricos, no Norte e no Sul, com alta e com baixa escolaridade. Assim como há petistas em todas as faixas e nichos de nossa sociedade.

Dilma venceu porque ganhou no conjunto do Brasil e não em razão de um segmento.

O “paternalismo” – O terceiro erro é interpretar a vitória de Dilma como decorrência do “paternalismo” e do “assistencialismo”. Tipicamente, como pensam alguns, como fruto do Bolsa Família.

Contrariando todas as evidências, há muita gente que acha isso na imprensa oposicionista e na classe média antilulista. São os que creem que Lula comprou o povo com meia dúzia de benefícios.

As pesquisas sempre mostraram que esse argumento não se sustenta. Dilma tinha, proporcionalmente, mais votos que Serra entre os beneficiários do programa, mas apenas um pouco mais que seu oponente. Ou seja: as pessoas que tinham direito a ele escolheram em quem votar de maneira muito parecida à dos demais eleitores. Em São Paulo e Minas Gerais, por exemplo, os candidatos do PSDB aos governos estaduais foram eleitos com o voto delas.

Os três erros têm o mesmo fundamento: uma profunda desconfiança na capacidade do povo. É o velho preconceito de que o “povo não sabe votar” que está por trás do reducionismo de quem acha que foi a barriga cheia que elegeu Dilma. Ou do argumento de que foram o atraso e a ignorância da maioria que fizeram com que ela vencesse. Ou de quem supõe que a pessoa que recebe o benefício de um programa público se escraviza.

É preciso enfrentar essa nova batalha. Se não, ficaremos com a versão dos perdedores.

Marcos Coimbra
é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi.
Também é colunista do Correio Braziliense.

o que a grande mídia não diz

pintura: alcinéia marcucci

leia aqui: http://goytacity.blogspot.com/

algazarra



As flores do bem-me-quer

gaivotas perseguem peixes
quando estão com fome
a musa da minha janela
depois da prova de física
desfolha Charles Baudelaire

tem um jardim imaginário
no quintal desta metáfora
e um mar de algaravias
dentro dos olhos dela

percebo a flor da infância
bem-me-quer em teu cabelos
peixes que não são nuvens
girassóis fosse miragens
na veia algas marítimas
e uma fração logarítima
ainda por resolver

arturgomes
http://pelegrafia.blogspot.com/


Palavras Diversas

a palavra múltipla plural e solta
pelos céus da boca
sarcástica cínica amorosa
de drummond a guimarães rosa
de ferreira gullar a torquato neto
a pala/lavra do leminski
como um arquiteto
que constrói a própria casa
com o furor do fogo em brasa
com cimento tijolo argamassa
e que a massa compreenda
que a massa que transforma o pão
é a mesma que alimenta a massa
que o homem arquiteta
e a praça é o lugar pro seu delírio
a lira que mora dentro do poeta



jura secreta 121

ela me mantém
à distância dos meus braços
que mesmo esticados
não conseguem alcançá-la
no quarto do hotel eu tenho a fala
e digo
desejo o espaço do teu ventre
para proclamar os meus instintos
não minto
eu sinto
muito
que pena
se ainda não conseque
provar dos meus pecados
e se esconde entre hóstia e promessas
eu tenho pressa
quero engravidar-te de saliva
na língua
que escorre pelos anos
abrindo fenda em tuas costas

arturgomes

http://juras-secretas.blogspot.com/

SERRA E AS “MENININHAS BONITAS”

Laerte Braga

O desespero do candidato José FHC Serra diante dos números revelados pelos quatro maiores institutos do País em suas pesquisas sobre intenção de votos do eleitorado, somado a absoluta falta de princípios, programa e respeito pelo ser humano, que são características tucanas, foram as razões do pedido alucinado e degradante que José FHC Serra fez às “menininhas bonitas”. Que cada uma delas mande um mail a quinze de seus pretendentes e peça o voto para ele sugerindo que aquele que assim o fizer terá mais chances.

Como entregar a presidência de um País como o Brasil, com dimensões continentais, em franco processo de crescimento, hoje potência mundial a um político com essa visão, se é que isso é visão? É claro que o candidato tucano não imagina transformar o Brasil num imenso bordel, mas é óbvio que isso, se acontecer, não faz a menor diferença para ele. Importante são os “negócios”.

Mais que a ambição desmedida de ser presidente a qualquer custo, José FHC Serra segue a máxima de Paulo Maluf (a quem supera).

Investir na conquista de um mandato, ainda mais o de presidente, representa quadruplicar o capital em quatro anos. José FHC Serra fez esse pedido em Uberlândia, uma das mais prósperas cidades do estado de Minas Gerais (o de Aécio Neves e Itamar Franco), num comício onde a maior parte do público chegou de ônibus, foi recrutada em Belo Horizonte e recebeu em média 25 reais pela viagem, além das despesas de alimentação. Como ficam Aécio Neves e Itamar Franco nessa história? Não ficam, caiaram de quatro.

O ex-governador de Minas e agora senador eleito, sugeriu em meados de 2009 que o candidato do PSDB à presidência deveria ser escolhido em prévia interna e colocou seu nome. A candidatura de José FHC Serra está colocada desde o dia seguinte ao da eleição de 2002, quando foi derrotado por Luís Inácio Lula da Silva. Em 2006, prefeito de São Paulo, pré-candidato a presidência, percebeu que seria derrotado na convenção pelo então governador paulista Geraldo Alckimin. Renunciou à Prefeitura para candidatar-se a governador, desistindo da presidência.

A derrota de Alckimin fez renascer a candidatura José FHC Serra para 2010. Aécio era um empecilho desde o dia que rompendo o domínio paulista sobre o partido – PSDB – elegeu-se presidente da Câmara dos Deputados derrotando Inocêncio Oliveira, candidato do então presidente Fernando Henrique.

Em sua trajetória em direção à candidatura presidencial o mineiro elegeu-se e reelegeu-se governador do seu estado.

Construiu uma base política que lhe valeu agora, em 2010, uma esmagadora vitória para o Senado.

De quebra arrastou o senador da segunda vaga, o patético ex-presidente (pensa que foi) Itamar Franco – na cidade de Itamar Franco, mais de 120 mil eleitores não votaram para senador, a cidade tem 330 mil eleitores). Teria sido mais negócio ter sido prefeito de Aracaju. Cama, comida e roupa lavada e passada, para chilique das “itamaretes”.

Nos meses que antecederam a escolha de José FHC Serra como candidato tucano em aliança com o DEM e a empresa PPS (o sócio majoritário é Roberto Freire), o ex-governador de São Paulo viu-se às voltas com situação semelhante à de 2006. Aécio ia comendo as bases tucanas pelas beiradas, José FHC Serra corria o risco de ser suplantado nas prévias e na convenção partidária pelo governador de Minas. No velho estilo mafioso montou um dossiê contra Aécio Neves e enviou um recado claro ao seu adversário.

O fez através do jornalista Juca Khfoury, seu amigo pessoal, na coluna do mesmo.

Segundo Kfhoury, o ex-governador de Minas descontrolado deu um tapa em sua namorada num evento num hotel no Rio de Janeiro. Em comentários sobre a nota o jornalista sugere semelhanças entre Collor de Mello e Aécio Neves e deixa no ar a acusação que Aécio é usuário de drogas. Aécio acusa o golpe, desmente a notícia, mas desiste de sua candidatura.

Monta um dossiê contra José FHC Serra, onde, por exemplo, aponta as ligações de sua filha com o banqueiro Daniel Dantas e vários episódios de corrupção. Renuncia ao governo de Minas para concorrer ao Senado, viaja para a Europa. mas antes declara que o seu primeiro compromisso é com “Minas e os mineiros”.

Retorna e ignora os apelos de José FHC Serra e do comando tucano para vir a ser o companheiro de chapa do presidenciável.

Num dado momento, como José FHC Serra, na tentativa de seduzi-lo afirma que seria a salvação da chapa, declara –“se sou o salvador eu deveria ser o candidato a presidente” –.

Lança seu vice-governador Antônio Anastasia como candidato ao governo, declara apoio a Itamar Franco na segunda vaga para o Senado e vence as eleições em Minas, mas Dilma Roussef derrota José FHC Serra na composição chamada de DILMASIA. Mistura de Dilma com Anastasia, abertamente apoiada por Aécio.

Itamar Franco emerge dos escombros do cemitério de políticos e sai candidato ao Senado fiando-se no apoio de Aécio.

É uma espécie de troca. Quando governador Itamar deu toda força a candidatura de Aécio já que não conseguiu ser indicado por seu partido de então, o PMDB, para disputar a reeleição. A essa altura pela terceira ou quarta vez muda de partido e agora integra os quadros da empresa PPS, propriedade de Roberto Freire.

Chegou a ter seu nome lembrado para a vice de José FHC Serra. Foi descartado, pois traria a lembrança que foi vice de Collor de Mello, no antigo PRN. Por duas vezes José FHC Serra deixou de visitar Juiz de Fora (700 mil habitantes, duas horas do Rio, três de BH e seis de São Paulo, cidade pólo de boa parte da Zona da Mata mineira), sabedor que Itamar embora publicamente não o fizesse era hostil à sua candidatura.

Em seu twitter, em plena disputa entre José FHC Serra e Aécio pela indicação presidencial, Itamar faz critica direta ao ex-governador paulista por ter se apropriado da paternidade dos medicamentos genéricos, quando, de fato, foi o ministro Jamil Haddad quem teve a iniciativa. Registra a data inclusive, cinco de abril de 1993. Critica FHC por ter se apropriado do Plano Real, idealizado e implantado a partir de seu governo, FHC era Ministro da Fazenda.

Terminado o primeiro turno das eleições Aécio e Itamar cujo compromisso de “Minas e os mineiros” foi reiterado em palanque diversas vezes, se atiram aos braços de José FHC Serra, caem de quatro e o compromisso com Minas e os mineiros vai para o espaço.

Na prática, servem Minas em bandeja de prata ao tucano. Não foi por acaso que em Uberlândia, importante centro do agro-negócio, sede de uma Universidade Federal, uma das maiores cidades mineiras, que José FHC Serra conclamou as “menininhas bonitas” a se permitirem a concessões em troca de apoio a ele José FHC Serra.

Ato de desespero, de falta de respeito, de cinismo e dito num local onde os dois políticos vencedores das eleições no primeiro turno, Aécio e Itamar, mostraram absoluta falta de dignidade nas palavras e atos ditos e feitos no primeiro turno. Fica claro que se merecem. E claro também que ninguém joga Minas no lixo e trai os mineiros de forma impune.

Nem as “menininhas bonitas” de Minas e de qualquer outro estado do Brasil, se prestarão a esse papel sugerido por um político que almeja ser presidente da República.

Essa frase, esse pedido, essa sugestão, é a síntese do caráter de José FHC Serra. Deve ter sido abençoado por D. Luís Gonzaga Bergonzini e pela OPUS DEI, com a contribuição do pastor Malafaia.



Preparando o futuro do Brasil


Governo Lula transforma universidades em canteiros de obras, com 128 novos campi

Dois anos depois da implantação do Programa de Apoio a Planos deReestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), que injetará R$ 3 bilhões até 2012 na rede federal de ensino superior, o Ministério daEducação (MEC) contabiliza a construção de 128 novos campi universitários,que se estendem por mais de 220 cidades brasileiras.

Reitores de todo o país, segundo matéria pública nesta sexta-feira (29) pelo jornal Valor Econômico, afirmaram que depois de mais de dez anos seminvestimentos significativos em ampliação, as universidades federais sãoconsideradas "verdadeiros canteiros de obra". "São 3,5 milhões de m2 de área construída ou em fase de reforma em todo o Brasil", diz Maria Paula Dallari Bucci, secretária de Ensino Superior do ministério.

Um exemplo disso, ocorre na Universidade Federal do Rio Grande do Sul(UFRGS), onde o orçamento cresceu 56% entre 2004 e 2010, atingindo a marcados R$ 454 milhões, sem considerar pagamentos a inativos e sentençasjudiciais. A adesão ao Reuni permitiu a instituição contratar 450professores e 400 servidores a partir de 2007.

O reitor Carlos Alexandre Netto informa que outros concursos estãoparalisados por causa do período eleitoral. "Os dados mostram que, pelaprimeira vez, o Brasil vive uma política séria de apoio à educação superior.O que se demonstra é um aumento de 10% do orçamento de custeio, que paga asdespesas correntes da nossa instituição, e aumento significativo de capitalpelo Reuni, que garante obras, novos cursos e a entrada e permanência denovos estudantes", relata.

Para a deputada Maria do Rosário (PT-SP), que presidiu a Comissão de Educação e Cultura da Câmara em 2009, com o governo Lula as mudanças na área de educação superior trouxeram um verdadeiro divisor de águas. "A educação com o presidente Lula está no centro do projeto de desenvolvimento. Elatornou-se a mola propulsora da inclusão e da mudança do Brasil. O ensinosuperior viveu uma estagnação ao longo de muitos anos, e só no governopetista recebeu investimentos significativos", afirmou.

O resultado de tudo isso, de acordo com a petista, é o aumento expressivo donúmero de jovens cursando ensino superior e, por conseqüência, uma mão deobra mais qualificada para dar subsídio ao crescimento do País como um todo.

*Outros exemplos*

A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a UFPE, em Pernambuco, planejaram expansão em direção ao interior. No caso da primeira, ocrescimento orçamentário, de 77% de 2004 a 2010 (para R$ 203 milhões), permitiu que antigas unidades acadêmicas provisórias - instaladas em Benjamim Constant, a mil quilômetros da sede em Manaus, na fronteira com a Colômbia e o Peru - fossem convertidas em um campus permanente.

A expansão da Ufam também chegou às cidade maiores, como Humaitá, Parintins, Coari e Itaquatiara. Carvalho diz que a escolha dos cursos nesses locaisestá relacionado com o perfil econômico e cultural, além das tradicionais licenciaturas, estratégia para fortalecer a educação básica. A UFPE focou grandes reformas no campus de Recife e a expansão dos campi de Caruaru e Vitória de Santo Antão. O orçamento da universidade nordestina cresceu 14% nos últimos sete anos, para R$ 300,9 milhões.

O reitor Edward Madureira Brasil, da Universidade Federal de Goiás (UFG), destaca a construção de novos prédios de salas de aula e laboratórios de pesquisa, obras viárias nos dois campi da capital goiana e nos de Jataí e Catalão.

Os planos do pró-reitor de administração da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), Manoel Fernando Martins, para cumprir as metas do Reuni é abrir cerca de mil vagas por ano até 2012. A instituição conta com orçamentode R$ 150,5 milhões neste ano. "Estamos resgatando uma dívida com asociedade, que permaneceu intocada entre 1994 e 2004. Estamos voltando amanter estrutura do início da década de 1990, resgatando o nível defuncionamento de antes, mas ainda com muito atraso", avalia Martins.

http://www.ptnacamara.org.br/



LULA, CONSULTOR DE DILMA, EM CASO DE VITÓRIA

No último dia, Dilma diz que Lula será seu consultor
Ex-ministra afirma que o presidente não participará formalmente em eventual governo petista


Ricardo Galhardo, enviado a Belo Horizonte

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, disse na manhã de hoje em Belo Horizonte que, caso seja eleita, o presidente Lula não vai participar formalmente do governo dela. Dilma disse, no entanto, que sempre que for possível, vai consultá-lo. A petista também afirmou que quer unir o País em torno de um projeto de desenvolvimento.

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“Se eu for eleita, logo após a eleição quero unir o Brasil em torno de um projeto de desenvolvimento não só material, mas também de valores. Porque acredito que nosso País pode se transformar, cada vez mais, num lugar de convivência e tolerância”, disse a candidata durante entrevista coletiva à imprensa antes de participar de uma carreata na capital mineira.

Dilma não deu detalhes de como conduziria essa união do País, mas fez questão de dizer que vai governar para todos os brasileiros. “Tenho uma coligação e vou governar com a minha coligação. Agora, vou governar para todos os brasileiros, sem fazer distinção de partido, sem exceção”, afirmou.

Questionada sobre o papel do presidente Lula em um eventual governo dela, Dilma disse que “o presidente Lula, obviamente, não será uma pessoa dentro de um ministério. Mas, para mim, que tenho uma relação muito forte com o presidente Lula, ele será sempre uma pessoa de quem tenho plena confiança política e pessoal”.

Segundo Dilma, Lula tem “grande sensibilidade para entender o povo brasileiro” e, sempre que puder, afirmou a candidata, ela terá conversas com o presidente. “Temos um vínculo muito forte. Não há ninguém nesse País que vai me separar do presidente Lula”, completou.

Na véspera do segundo turno das eleições presidenciais, a candidata do PT afirmou que a escolha de Belo Horizonte para encerrar a campanha tem um “simbolismo grande” por ter sido a capital mineira o seu berço político.

Em relação à campanha, a candidata reclamou da “campanha subterrânea”, com boatos, panfletos e telefonemas, mas disse não guardar mágoa. “Estou com a alma leve porque não tenho mágoa”, disse a candidata aos jornalistas.

Logo após a entrevista, que foi realizada na região da Lagoa da Pampulha, a carreata teve início no bairro Venda Nova, na periferia de Belo Horizonte. Ali, moram cerca de 500 mil pessoas e a região é considerada um bastião petista. Dilma está em um jipe, acompanhada de lideranças políticas do PT mineiro, como Patrus Ananias e Fernando Pimentel, além do prefeito Marcos Lacerda (PSB) e dos ministros Alexandre Padilha e Luiz Dulci.



PARA TUCANOS, VIRADA NO DIA 31 É IMPROVÁVEL

Pouco confiante, PSDB não reservou sequer lugar para festa
Diagnóstico desanimador já circula em Minas Gerais, Estado apontado por Serra como palco da virada contra a rival do PT

Adriano Ceolin, iG Brasília, e Nara Alves, iG São Paulo

Apesar do empenho e otimismo de José Serra (PSDB) na última semana de corrida eleitoral, assessores e aliados sabem que uma vitória sobre Dilma Rousseff (PT) é improvável. Por isso não foi reservado nenhum local de comemoração para este domingo, quando eleitores escolherão o substituto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No primeiro turno, havia certeza de que tucano passaria a etapa e, por isso, a campanha alugou um espaço para eventos na capital paulista.

O diagnóstico mais duro de que a vitória é improvável veio de Minas Gerais, onde Serra tinha esperança de que o senador eleito Aécio Neves (PSDB) ajudasse a promover uma virada. Na quinta-feira, ele e o governador reeleito, Antonio Anastasia, fizeram um relato de como estava a situação no Estado: Dilma se mantém forte no Norte e no Triângulo Mineiro, onde nem Anastasia venceu.

Termina a campanha mais agressiva desde Collor x Lula
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Análise: Três desafios do novo presidente

Um integrante do PSDB mineiro que mantém diálogo frequente com Serra contou ao iG que a diferença em pontos percentuais entre Dilma Rousseff (PT) e Serra ficará nos números da contagem nacional. De acordo com as últimas pesquisas, a petista está 14 pontos percentuais na frente.

“Minas é isso. Um retrato do Brasil mesmo”, disse o interlocutor tucano ainda enquanto Serra discursava para militantes do PSDB em evento político realizado na quinta-feira em Montes Claros, município localizado no semi-árido na região Norte de Minas. Na cidade, Dilma deverá vencer com facilidade. No primeiro turno, o tucano ficou em terceiro lugar.

Ex-governador mineiro e senador eleito pelo PSDB, Aécio Neves também estava no evento. Assim como Serra, Aécio tentou demonstrar otimismo. “Acho que ainda dá. Não podemos nos preocupar com pesquisas. Tem um movimento silencioso em favor de Serra”, disse.

Fazendo uma autocrítica, lideranças tucanas avaliam que esse “movimento silencioso”, como classificou Aécio, talvez seja tão silencioso que desanime eleitores, aliados e, especialmente, doadores. A ida de Serra ao segundo amenizou a dificuldade financeira pela qual a campanha tucana passou na primeira etapa, mas não foi o suficiente para enfrentar a robusta empreitada adversária.

Candidato tucano foi a Caxias do Sul na última semana da campanha, onde venceu no primeiro turno

Desanimados, auxiliares de Serra tentam se espelhar no “chefe” e manter o vigor no fim da disputa. Na última semana de campanha, o tucano chegou a viajar para quatro Estados no mesmo dia. Ele, sim, não perde o ânimo, apesar dos avisos de auxiliares de que poderá perder a eleição também em Minas.

As pesquisas de intenção de voto também contribuíram para o clima. Até mesmo o levantamento encomendado pelo próprio PSDB ao instituto carioca GPP, ligado ao ex-prefeito do Rio Cesar Maia, apontava vitória de Dilma a poucos dias da eleição. Daí a campanha de difamação da reputação dos principais institutos de pesquisa liderada pelo coordenador da campanha de Serra, o senador Sérgio Guerra.

Como resume uma liderança tucana, a vitória de Serra é mais um desejo do que uma possibilidade real. No Nordeste, o candidato derrotado ao governo de Pernambuco pela aliança tucana, Jarbas Vasconcelos (PMDB), reconhece que o objetivo na região é “diminuir o tamanho da derrota”. Para isso, apostam na abstenção. No primeiro turno, os eleitores contaram com o transporte providenciado por candidatos a deputado para chegarem até as urnas. Sem essa ajuda, agora, a diferença entre Dilma e Serra pode cair, espera o deputado Raul Jungmann (PPS).

Mapa

A esperança é que Serra consiga tirar a desvantagem em São Paulo e nos Estados do Sul. Em São Paulo, o presidenciável conta com o governador eleito pelo PSDB, Geraldo Alckmin, para garantir uma vitória confortável. A conta é de 5 milhões de votos de vantagem sobre Dilma.

A campanha no sul foi encerrada em Caxias do Sul. Serra participou de comício em um pavilhão onde se realiza a tradicional festa da uva na cidade. O tucano recebeu homenagens como camisetas de clubes de futebol e até uma bandeira do Rio Grande do Sul. Animado, Serra tentou falar com serenidade: “Olha, nós vamos ganhar essa eleição”.

O tucano teve dificuldades para deixar o local. Adolescentes, senhoras e até crianças: “Serra, cadê você eu vim aqui só para te ver”. Uma mulher bonita mais animada fez questão de comparecer com um lenço da campanha de 2002, quando Serra foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva.

Em Caxias do Sul, Serra saiu-se bem. Venceu a eleição no primeiro turno. No resto do Rio Grande do Sul, porém, foi derrotado por Dilma. Candidato derrotado ao governo pelo PMDB, José Fogaça (PMDB) afirmou “com segurança" que a candidatura de Serra cresceu. "No entanto, não sei dizer se conseguiremos vencer aqui", disse.

No Paraná, o governador eleito pelo PSDB, Beto Richa, calcula ao menos 1 milhão de votos a mais para Serra. Em Santa Catarina, Serra confiou a tarefa de liderar sua campanha ao PMDB, partido do vice de Dilma, o deputado Michel Temer (PMDB-SP), presidente nacional da legenda. No Rio Grande do Sul, onde esteve três vezes nas últimas quatro semanas, Serra também conta com o partido de Temer. Em visita a Porto Alegre, ele fez questão de incluir uma visita não programada ao comitê do candidato derrotado ao governo do Rio Grande do Sul José Fogaça, do PMDB



Leonardo Boff acusa Papa de esconder pedófilos:

“Ele perdeu a autoridade”

O frade dominicano Frei Betto e o ex-franciscano Leonardo Boff criticaram nesta sexta-feira o papa Bento XVI por suas declarações a respeito do aborto, que interpretaram como uma intromissão do líder máximo da Igreja Católica nas eleições presidenciais deste domingo.

O aborto se transformou em um dos assuntos mais polêmicos na atual campanha eleitoral e alguns bispos da Igreja pediram aos eleitores que vetem a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, que no passado defendeu a descriminalização da interrupção dagravidez.

“Pena que o papa Bento XVI tenha virado cabo eleitoral de forças conservadoras! Por que não elogia as políticas sociais que salvam vidas?”, escreveu em sua conta do microblog Twitter Frei Betto,como é conhecido popularmente o frade Carlos Alberto Libânio Christo,um velho amigo e ex-assessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"O papa não pode se transformar em um cabo eleitoral. Ao esconder os pedófilos, perdeu autoridade”, postou no mesmo canal Leonardo Boff, um dos ideólogos da chamada Teologia da Libertação e que terminou abandonando a Igreja por suas divergências com o Vaticano.

Antonia dos Santos Garcia
Socióloga, doutora em Planejamento Urbano e Regional/IPPUR/UFRJ e
pesquisadora CNPq
Cel: 87896693

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Bloco da Dilma 13

Oi, Nós que levamos oito anos para fazer o Brasil subir ladeira acima, não podemos deixar o Brasil descer serra abaixo.Não é a primeira vez que somo atacados, isto é uma vergonha e eu diria falta de caráter e hombridade Discurso de Lula em São Miguel Paulista

Discurso de Lula no 2º turno das Eleições 2010 na Praça do Forró em São Miguel Paulista - São Paulo. Lula falou sobre o baixo nível da campanha adversária e os ataques na tv e na internet contra a candidata Dilma Roussef, conclamando a todos a cerrar fileiras contra a mentira, por um Brasil de todos.

veja o vídeo lá em cima da página

Marina resume situação de Serra: ‘Vai perder perdendo’

Candidata do Partido Verde à Presidência da República, Marina Silva bateu pesado no adversário José Serra (PSDB), na madrugada desta sexta-feira, ao afirmar que ele desconstruiu a própria imagem na campanha e vai “perder perdendo”. Ela afirmou que Serra não preparou um programa de governo, subestimou Dilma Rousseff (PT) e se comportou “como se ele fosse falar e o mundo fosse estremecer”. – Ele vai perder perdendo, o Serra. Ele tinha toda essa imagem de uma pessoa que prima pela gestão pública, pela eficiência, e descambou para o caminho do vale-tudo eleitoral – disse Marina, na saída dos estúdios da TV Globo em Jacarepaguá, no Rio.

A senadora avaliou que Serra iniciou mal a campanha e, quando começou a cair nas pesquisas, apelou ao “promessômetro”. – Ele não tem programa, subestimou a Dilma, se preparou para ficar fazendo só o embate como se ele fosse falar e o mundo fosse estremecer. Quando não deu certo, começou a fazer um festival de promessas – afirmou. Marina também criticou as contradições entre a imagem construída por Serra e propostas de criar novos ministérios e duplicar o Bolsa Família. – Criticava o inchaço da máquina pública e sai da campanha prometendo dois ministérios, isenção de impostos para tudo quanto é lado… eu não sei como é que isso se realiza.

Então vai perder perdendo – prevê. De: http://correiodobrasil.com.br/marina-resume-situacao-de-serra-vai-perder-perdendo/183826/

Milton Temer declara voto a Dilma

A falsa democracia de Aloysio Nunes

Artigo de João Peres, publicado na Rede Brasil Atual:

Foi com espanto e tristeza que ouvi os xingamentos a mim dirigidos pelo senador eleito Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). Na noite de segunda-feira (25), o ex-chefe da Casa Civil do governo paulista classificou-me como “pelego e filho da puta.” A agressão verbal ocorreu antes do debate realizado pela Rede Record entre os candidatos à Presidência da República.

Ao senador, não havia, até aquele momento, dirigido nenhuma palavra. Tudo o que ele sabe de mim, naquele instante e agora, é que trabalho para a Rede Brasil Atual e para a Revista do Brasil. Parece ser suficiente para que se sinta no direito de proferir insultos: são veículos produzidos por uma empresa privada cuja receita vem da prestação de serviço (venda de anúncios e assinaturas) a pessoas físicas e jurídicas – incluindo sindicatos de trabalhadores.

Foi por conta desse aspecto que o PSDB obteve liminar, via Tribunal Superior Eleitoral (TSE), vetando a continuidade da distribuição e a divulgação da edição 52 da revista na internet sob a argumentação de que dinheiro do trabalhador não pode financiar material eleitoral - este assunto já foi discutido aqui e a editora apresentou recurso ao TSE, não cabendo de minha parte qualquer argumentação.

O que a mim, como jornalista, é importante debater é a maneira como o senador se sente no direito de tratar a imprensa. É deplorável que, como repórter, tenha de me posicionar contra a agressão que sofri, deixando de exercer o fundamento básico da minha profissão, que é escrever sobre os outros, e não sobre minha vida. O único bem de um jornalista, ao menos daquele que não se presta a coleguismos com o poder, é a palavra: é ela que ouço, é com ela que conto histórias.

Quando o senador classifica a mim como “pelego filho da puta” porque trabalho em um veículo que jamais escondeu sua posição favorável à continuidade do atual projeto de governo, recorre a uma simplificação lamentável. Seguida a linha de pensamento do futuro parlamentar, todos os que trabalham em Veja, Folha, Estado e O Globo são, necessariamente, tucanos – e aí o leitor escolha o adjetivo que deve acompanhar a classificação.

A fala do senador é reveladora da propensão a não lidar com o contraditório. Talvez por maus costumes: quem circula pelos eventos políticos brasileiros sabe a cordialidade com que são tratados alguns líderes políticos, plenamente oposta à ferocidade dispensada a outros. Ao recorrer a esta simplificação, realiza-se um desmerecimento prévio de meu trabalho, numa triste tentativa de intimidação de minha atuação. Simplificação que teve continuidade no Twitter, em que o senador utilizou aspas para dizer que sou jornalista: "O 'jornalista' faz o que eu esperava dele: mente quando afirma que o xinguei de fdp. Chamei de pelego, o que é verdade e, a mim, muito pior."

O senador sabe as palavras que proferiu. Se quer admitir em público ou não, para mim é indiferente. O que não se pode colocar em dúvida é minha formação e minha integridade profissional. Sou jornalista – sem aspas – formado pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Minha passagem pelo Departamento de Jornalismo e Editoração, portanto, está lá registrada, caso alguém se interesse em averiguar.

Daqui por diante, como o senador espera que se proceda para entrevistar algum integrante do PSDB? Será que a democracia ideal contempla apenas a manifestação das vozes amigas (e queridas), sem espaço ao debate necessário para o amadurecimento da sociedade e, por consequência, da realização do bom jornalismo? O PSDB, que tem recorrido a simplificações para acusar adversários de quererem cercear a liberdade de pensamento, é quem mais nos fornece exemplos deste suposto cerceamento. Já não cabem nos dedos de uma mão: a restrição da circulação da Revista do Brasil, a censura ao jornal ABCD Maior, a tentativa de agressão do padre que se manifestou contra boatos, a ação no Paraná para impedir a publicação de pesquisas eleitorais, a "criminalização" de jornalistas que fazem perguntas efetivas a Serra e, agora, este xingamento.

Uma coisa é a opinião de um veículo. Outra, que não se confunde, é a opinião do jornalista. Esta, manifesto em blogues e nas redes sociais da internet, bem como outras centenas de profissionais da área, e deixo para trás quando estou na condição de repórter. Nas redações nas quais trabalhei, e há nesta lista algumas que o senador seguramente vê com bons olhos, sempre mantive minha posição de não deixar que interesses se misturem. Cumpro o compromisso de ouvir todos os lados. Como teria feito na última segunda-feira, se me tivesse sido conferida, pelo senador, tal oportunidade. Espero que, na próxima ocasião, Aloysio Nunes se mostre aberto ao diálogo. Sem ofensas, sem simplificações.

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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Uma coisa estranha aconteceu na noite passada em Natal

por Miguel Nicolelis*, especial para o Viomundo

Desde que cheguei ao Brasil, há duas semanas, eu vinha sentindo uma sensação muito estranha. Como se fora acometido por um ataque contínuo da famosa ilusão, conhecida popularmente como déjà vu, eu passei esses últimos 15 dias tendo a impressão de nunca ter saído de casa, lá na pacata Chapel Hill, Carolina do Norte, Estados Unidos.

Mas como isso poderia ser verdade? Durante esse tempo todo eu claramente estava ou São Paulo ou em Natal. Todo mundo ao meu redor falava português, não inglês. Todo mundo era gentil. A comida tinha gosto, as pessoas sorriam na rua. No aeroporto, por exemplo, não precisava abrir a mala de mão, tirar computador, tirar sapato, tirar o cinto, ou entrar no scan de corpo todo para provar que eu não era um terrorista.

Ainda assim, com todas essas provas evidentes de que eu estava no Brasil e não nos EUA, até no jogo do Palmeiras, no meio da imortal "porcada", a sensação era a mesma: eu não saí da América do Norte! Mesmo quando faltou luz na Arena de Barueri durante o jogo, porque nem a 25 km da capital paulista a Eletropaulo consegue garantir o suprimento de energia elétrica para um prélio vital do time do coração do ex-governador do estado (aparentemente ninguém vai muito com a cara dele na Eletropaulo. Nada a ver com o Palmeiras), eu consegui me sentir à vontade.

Custou-me muito a descobrir o que se sucedia.

Porém, ontem à noite, durante o debate dos candidatos a Presidência da República na Rede Record, uma verdadeira revelação me veio à mente. De repente, numa epifania, como poucas que tive na vida, tudo ficou muito claro. Tudo evidente. Não havia nada de errado com meus sentidos, nem com aminha mente. Havia, sim, todo um contexto que fez com que o meu cérebro de meia idade revivesse anos de experiências traumatizantes na América doNorte.

Pois ali na minha frente, na TV, não estava o candidato José Serra, do PSDB,o "partido do salário mais defasado do Brasil", como gostam de frisar os sofridos professores da rede pública de ensino paulistana, mas sim uma encarnação perfeita, mesmo que caricata, de um verdadeiro George Bush tropical. Para os que estão confusos, eu me explico de imediato. Orientado por um marqueteiro que, se não é americano nato, provavelmente fez um bom estágio na "máquina de moer carne de candidatos" em que se transformou a indústria de marketing político americano, o candidato Serra tem utilizado todos os truques da bíblia Republicana. Como estudante aplicado que ainda não se graduou (fato corriqueiro na sua biografia), ele está pronto para realizar uns "exames difíceis" e ser aceito para uma pós-graduação e maniquilação de caracteres em alguma universidade de Nova Iorque.

Ao ouvir e ver o candidato, ao longo dessas duas semanas e no debate deontem à noite, eu pude identificar facilmente todos os truques e estratégiaspatenteados pelo partido Republicano Americano. Pasmem vocês, nos últimosanos, essa mensagem rasa de ódio, preconceito, racismo, coberta por camadasrecentes de fé e devoção cristã, tem sido prontamente empacotada edistribuída para o consumo do pobre povo daquela nação, pela mídia oficialque gravita ao seu redor.

Para quem, como eu, vive há 22 anos nos EUA, não resta mais nenhuma dúvida. Quem quer que tenha definido a estratégia da campanha do candidato Serra decidiu importar para a disputa presidencial brasileira tanto a estratégia vergonhosa e peçonhenta da "vitória a qualquer custo", como toda atruculência e assalto à verdade que têm caracterizado as últimas eleições nos Estados Unidos. Apelando invariavelmente para o que há de mais sórdido na natureza humana, nessa abordagem de marketing político nem os fatos, nem os dados ou as estatísticas, muito menos a verdade ou a realidade importam.

O objetivo é simplesmente paralisar o candidato adversário e causar consternação geral no eleitorado, através de um bombardeio incessante de denúncias (verdadeiras ou não, não faz diferença), meias calúnias, ou difamações, mesmo que elas sejam as mais absurdas possíveis.
Assim, de repente, Obama não era mais americano, mas um agente queniano obcecado em transformar a nação americana numa república islâmica. Como lá, aqui Dilma Rousseff agora é chamada de búlgara, em correntes de emails clandestinos. Como os EUA de Bill Clinton, apesar de o país ter experimentado o maior boom econômico em recente memória, foi vendido ao povo americano como estando em petição de miséria pelo então candidato de primeira viagem George Bush.

Aqui, o Brasil de Lula, que desfruta do melhor momento de toda a sua história, provavelmente desde o período em que os últimos dinossauros deixaram suas pegadas no que é hoje o município de Sousa, na Paraíba, passa a ser vendido como um país em estado de caos perpétuo, algo alarmante mesmo. Ao distorcer a verdade, os fatos, os números e, num último capítulo de manipulação extremada, a própria percepção da realidade, através do pronto e voluntário reforço do bombardeio midiático, que simplesmente repete o trololó do candidato (para usar o seu vernáculo favorito), sem crítica, sem análise, sem um pingo de honestidade jornalística, busca-se, como nos EUA de George Bush e do partido Republicano, vender o branco como preto, a comédia como farsa.

Não interessa que 26 milhões de brasileiros tenham saído da miséria. Nem que pela primeira vez na nossa história tenhamos a chance de remover o substantivo masculino "pobre" dos dicionários da língua portuguesa. Não faza menor diferença que 15 milhões de novos empregos tenham sido criados nosúltimos anos. Ou que, pela primeira vez desde que se tem notícia, o Brasil seja respeitado por toda a comunidade internacional. Para o candidato da oposição esse número insignificante de empregos é, na sua realidade marciana, fruto apenas de uma maior fiscalização que empurrou com a barriga do livro de multas 10 milhões de pessoas para o emprego formal desde ogoverno do imperador FHC.

Nada, nem a realidade, é capaz de impressionar os fariseus e arautos que estão sempre prontos a denegrir o sucesso desse país de mulatos, imigrantese gente que trabalha e batalha incansavelmente para sobreviver ao preconceito, ao racismo, à indiferença e à arrogância daqueles que foram rejeitados pelas urnas e vencidos por um mero torneiro mecânico que virou pop star da política internacional. Nada vai conseguir remover o gosto amargo desse agora já fato histórico, que atormenta, como a dor de um membro fantasma, o ego daqueles que nunca acreditaram ser o povo brasileiro capaz de construir uma nação digna, justa e democrática com o seu próprio esforço.

Como George Bush ao Norte, o seu clone do hemisfério sul não governa para o povo, nem dele busca a sua inspiração. A sua busca pelo poder serve a outros interesses; o maior deles, justiça seja feita, não é escuso, somente irrelevante, visto tratar-se apenas do arquivo morto da sua vaidade, o maior dos defeitos humanos, já dizia dona Lygia, minha santa avó anarquista.

Para esse candidato, basta-lhe poder adicionar no currículo uma linha que dirá: Presidente do Brasil (de tanto a tanto). Vaidade é assim, contenta-se com pouco, desde que esse pouco venha embalado num gigantesco espelho.

Voltando à estratégia americana de ganhar eleições, numa segunda fase, caso o oponente sobreviva ao primeiro assalto, apela-se para outra arma infalível: a evidente falta de valores cristãos do oponente, manifestada pela sua explícita aquiescência para com o aborto; sua libertinagem sexual e falta de valores morais, invariavelmente associada à defesa do fantasma que assombra a tradição, família e propriedade da direita histérica, representado pela tão difamada quanto legítima aprovação da união civil de casais homossexuais. Nesse rolo compressor implacável, pois o que vale é a vitória, custe o que custar, pouco importa ao George Bush tupiniquim que milhares de mulheres humildes e abandonadas morram todos os anos, peloshospitais e prontos-socorros desse Brasil afora, vítimas de infecçõeshorrendas, causadas por abortos clandestinos.

George Bush, tanto o original quanto o genérico dos trópicos, provavelmente conhece muitas mulheres do seu meio que, por contingências e vicissitudes da vida, foram forçadas a abortos em clínicas bem equipadas, conduzidas por profissionais altamente especializados, regiamente pagos para tal prática. Nenhum dos dois George Bushes, porém, jamais deu um plantão no pronto-socorro do Hospital das Clínicas de São Paulo e testemunhou, com os próprios olhos e lágrimas, a morte de uma adolescente, vítima de septicemia generalizada, causada por um aborto ilegal, cometido por algum carniceiroque se passou por médico e salvador.

Alguns amigos de longa data, que também vivem no exterior, andam espantados com o grau de violência, mentiras e fraudes morais dessa campanha eleitoral brasileira. Alguns usam termos como crime lesa pátria para descrever as ações do candidato do Brasil que não deu certo, seus aliados e a grande mídia.

Poucos se surpreenderam, porém, com o fato de que até o atentado da bolinhade papel foi transformado em evento digno de investigação no maiortelejornal do hemisfério sul (ou seria da zona sul do Rio de Janeiro? Não sei bem). No caso em questão, como nos EUA, a dita grande imprensa que circunda a candidatura do George Bush tupiniquim acusa o Presidente da República de não se comportar com apropriado decoro presidencial, ao tirarum bom sarro e trazer à tona, com bom humor, a melhor metáfora futebolística que poderia descrever a farsa. Sejamos honestos, a completa fabricação,desmascarada em verso, prosa e análise de vídeo, quadro a quadro, por um brilhante professor de jornalismo digital gaúcho.

Curiosamente, a mesma imprensa e seus arautos colunistas não tecem um únicocomentário sobre a gravidade do fato de ter um pretendente ao cargo máximoda República ter aceitado participar de uma clara e explicita fabricação. Ou será que esse detalhe não merece algumas mal traçadas linhas da imprensa? Caso ainda estivéssemos no meio de uma campanha tipicamente brasileira, o já internacionalmente famoso "atentado da bolinha de papel" seria motivo das mais variadas chacotas e piadas de botequim. Mas como estamos vivendo dentrode um verdadeiro clone das campanhas americanas, querem criminalizar até abolinha de papel. Se a moda pega, só eu conheço pelo menos uns dez médicos brasileiros, extremamente famosos, antigos colegas de Colégio Bandeirantes e da Faculdade de Medicina da USP, que logo poderiam estar respondendo a processos por crimes hediondos, haja vista terem sido eles famosos terroristas do passado, que se valiam, não de uma, mas de uma verdadeira enxurrada, dessas armas de destruição em massa (de pulgas) para atingir professores menos avisados, que ousavam dar de costas para tais criminosos sem alma .

Valha-me Nossa Senhora da Aparecida — certamente o nosso George Bush tupiniquim aprovaria esse meu apelo aos céus –, nós, brasileiros, não merecemos ser a próxima vítima do entulho ético do marketing eleitoral americano. Nós merecemos algo muito melhor. Pode parecer paranoia deneurocientista exilado, mas nos EUA eu testemunhei como os arautos dessaforma de fazer política, representado pelo George Bush original e seusasseclas, conseguiram vender, com grande sucesso e fanfarra, uma guerrainjustificável, que causou a morte de mais de 50 mil americanos e centenasde milhares de civis iraquianos inocentes.
Tudo começou com uma eleição roubada, decidida pela Corte Suprema. Tudocomeçou com uma campanha eleitoral baseada em falsas premissas e mentirasdeslavadas. A seguir, o açodamento vergonhoso do medo paranóico, instiladonuma população em choque, com a devida colaboração de uma mídiacondescendente e vendida, foi suficiente para levar a maior potência domundo a duas guerras imorais que culminaram, ironicamente, no maiorterremoto econômico desde a quebra da bolsa de 1929.

Hoje os mesmos Republicanos que levaram o país a essas guerras irracionais eao fundo do poço financeiro acusam o Presidente Obama de ser o responsáveldireto de todos os flagelos que assolam a sociedade americana, como odesemprego maciço, a perda das pensões e aposentadorias, a queda vertiginosado valor dos imóveis e a completa insegurança sobre o que o futuro podetrazer, que surgiram como conseqüência imediata das duas catastróficasgestões de George Bush filho.

Enquanto no Brasil criam-se 200 mil empregos pro mês, nos EUA perdem-se 200mil empregos a cada 30 dias. Confrontado com números como esses, muitos dosmeus vizinhos em Chapel Hill adorariam receber um passaporte brasileiro ou mesmo um visto de trabalho temporário e mudar-se para esse nosso paraíso tropical. Eles sabem pelo menos isto: o mundo está mudando rapidamente e,logo, logo, no andar dessa carruagem, o verdadeiro primeiro mundo vai estar aqui, sob a luz do Cruzeiro do Sul!

Fica, pois, aqui o alerta de um brasileiro que testemunhou os eventos da recente história política americana em loco. Hoje é a farsa do atentado da bolinha de papel. Parece inofensivo. Motivo de pilhéria. Eu, como gatoescaldado, que já viu esse filme repulsivo mais de uma vez, não ficaria tão tranqüilo, nem baixaria a guarda. Quem fabrica um atentado, quem se apega ouapela para questões de foro íntimo, como a crença religiosa (ou sua inexistência), como plataforma de campanha hoje, é o mesmo que, se eleito, se sentirá livre para pregar peças maiores, omitir fatos de maior relevânciae governar sem a preocupação de dar satisfações aqueles que, iludidos,cometeram o deslize histórico de cair no mais terrível de todos os contos dovigário, aquele que nega a própria realidade que nos cerca.

Aliás, ocorre-me um último pensamento. A única forma do ex-presidente(Imperador?) Fernando Henrique Cardoso demonstrar que o seu governo não foio maior desastre político-econômico, testemunhado por todo o continente americano, seria compará-lo, taco a taco, à catastrófica gestão de GeorgeBush filho. Sendo assim, talvez o candidato Serra tenha raciocinado que,como a sua probabilidade de vitória era realmente baixa, em último caso, ele poderia demonstrar a todo o Brasil quão melhor o governo FHC teria sido doque uma eventual presidência do George Bush genérico do hemisfério sul.Vão-se os anéis, sobram os dedos. Perdido por perdido, vamos salvar pelomenos um amigo. Se tal ato de solidariedade foi tramado dentro dos circuitos neurais do cérebro do candidato da oposição (truco!), só me restaria elogiá-lo por este repente de humildade e espírito cristão.

Ciente, num raro momento de contrição, de que algumas das minhas teorias possam ter causado um leve incômodo, ou mesmo, talvez, um passageiro mal-estar ao candidato, eu ousaria esticar um pouco do meu crédito junto aesse grande novo porta-voz do cristianismo e fazer um pequeno pedido, decunho pessoal, formulado por um torcedor palmeirense anônimo, ao candidatoda oposição. O pedido, mais do que singelo, seria o seguinte:

Candidato, será que dá pro senhor pedir pro governador Goldman ou pro futuro governador Dr. Alckmin para eles não desligarem a luz da Arena Barueri na semana que vem? Como o senhor sabe, o nosso Verdão disputa uma vaguinha na semifinal da Copa Sulamericana e, aqui entre nós, não fica bem outro apagão ser mostrado para todo esse Brazilzão, iluminado pelo Luz para Todos, do Lula. Afinal de contas, se ocorrer outro vexame como esse, o povão vai começar a falar que se o senhor não consegue nem garantir a luz do estádio pro seu time do coração jogar, como é que pode ter a pretensão de prometer que vai ter luz para todo o resto desse país enorme? Depois, o senhor vem aqui e pergunta por que eu vou votar na Dilma? Parece abestalhado, sô!

* Miguel Nicolelis é um dos mais importantes neurocientistas do mundo. Éprofessor da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, e criador doInstituto Internacional de Neurociência de Natal, (RN). Em 2008, foiindicado ao Prêmio Nobel de Medicina.

TEXTO ORIGINAL NESTE ENDEREÇO:
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/miguel-nicolelis-uma-coisa-estranha-aconteceu-em-natal.html


ZÉ DE ABREU DISSECA JOSÉ FHC SERRA: NÃO CUMPRIU NEM O MANDATO DE PRESIDENTE DA UNE!

Publicado em outubro 26, 2010 por Juventude com Dilma SP Uma verdadeira aula de História sobre o golpe militar de 1964.

aqui: http://juventudecomdilmasp.wordpress.com/2010/10/26/ze-de-abreu-disseca-jose-fhc-serra-nao-cumpriu-nem-o-mandato-de-presidente-da-une/

terça-feira, 26 de outubro de 2010

URGENTE: ATENTADO e golpe midiático!

Repassar a mensagem abaixo é de EXTREMA importância para evitarmos um golpe às vésperas das eleições!

Por favor, repasse-a!


Após o episódio da bolinha de papel (ver aqui) que jogaram em Serra, em que jornais do mundo todo mostraram a farsa do candidato tucano (que fez até TOMOGRAFIA para simular estar ferido), em que vimos também a capacidade da Rede Globo de coonestar FRAUDES que favoreçam Serra...

...após isso, passamos a ter uma forte suspeita: Serra e o PSDB poderão armar um ATENTADO ou um confronto com "petistas" (pessoas pagas para vestir camisas do PT e simularem um confronto) durante a passeata organizada pelo PSDB dia 29 - a dois dias das eleições.

Pense bem: o governo do PT tem 80% de aprovação. O presidente Lula tem 82% de aprovação pessoal. Todas as pesquisas indicam crescimento de Dilma e queda do candidato do PSDB.
Assim, do que Serra precisa? De CAOS: imagens de pessoas ensanguentadas, de explosão, igrejas pegando fogo, algo do tipo. De resto, a Globo e os jornais que apoiam Serra tratam de instaurar o PÂNICO na população e colocar a culpa no PT e na Dilma.

Dia 29 já não haverá mais horário eleitoral. Portanto, não haverá como a campanha de Dilma se defender. Aí o Jornal Nacional poderá deitar e rolar, e fazer como fez em 1989, quando manipulou suas reportagens para eleger Collor de Mello.

Lembrem-se: estão em jogo os 8 TRILHÕES do Pré-Sal. Portanto, não é apenas Serra que tem interesse nestas eleições, mas todos os países ricos. O Brasil está cheio de agentes da CIA, que podem muito bem ajudar a forjar um "ataque petista" durante a passeata de Serra.

Durante o primeiro turno, o jornalista Paulo Henrique Amorim denunciou uma farsa em que a mídia serrista iria dizer à população que o PCC apoiava o governo Lula e a candidatura Dilma.

Graças à mobilização da internet, através de emails, blogs e orkuts, a farsa foi desmontada antes que tentassem divulgá-la.

Assim, esta é a única arma que temos contra a manipulação das Globos da vida: repassar os emails e usar a internet para neutralizar as manipulações da imprensa.
Portanto, não se omita! Deve vencer as eleições no Brasil aquele ou aquela que tiver o melhor projeto de país; e não o candidato que, como um Dick Vigarista, fica armando golpes junto à imprensa para fraudar as eleições.

REPASSE este email! Cada um precisa fazer sua parte!

Queremos eleições LIMPAS!
PS: Abaixo, links de diversos jornalistas que conhecem o ramo da espionagem e tem alertado: às vésperas das eleições tentararão um golpe midiático para tentar eleger Serra, o candidato das multinacionais do petróleo.

Rodrigo Vianna, jornalista, R7: A tática militar da desinformação e do pânico: http://www.rodrigovianna.com.br/plenos-poderes/as-cinco-ondas-da-campanha-contra-dilma-sao-tecnicas-de-contra-informacao-militar.html

Luiz Carlos Azenha, jornalista: Alerta de quem é do ramo: a armação que pode vir nos dias finais de campanha: http://www.viomundo.com.br/politica/alerta-de-quem-e-do-ramo-a-armacao-que-pode-vir-nos-dias-finais-de-campanha.html

Fraude da Globo: Professor de jornalismo gráfico mostra que só foi uma bolinha de papel mesmo que atingira Serra: http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2010/10/22/professor-desmoraliza-fita-adesiva-do-jn/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+pha+(Conversa+Afiada)



CONVOCATÓRIA ATO PRÓ-CULTURA PARA O BRASIL SEGUIR MUDANDO
http://www.ocupacaoteatral.zip.net/

Sabemos que os oitos anos do atual governo federal foi fundamental para a consolidação de uma Política Cultural diferenciada e democrática que abriu diálogo com forças sócio-culturais e avançou na discussão abrindo diálogo com forças representantes, grupos, indivíduos, produtores e agentes culturais. Com isso, queremos nos unir em torno de uma continuidade de trabalho que precisa avançar e consolidar mais ainda o que queremos.

Queremos contar com sua presença nesse ato tão importante e fundamental para a continuidade de um pensamento.

O Movimento de Ocupação Teatral convoca à todos os artistas, técnicos, jornalistas, intelectuais, sindicalistas, grupos teatrais, de circo, músicos, culturas populares, pontos de culturas, de dança e artes em geral ou não para debatermos,dialogarmos, compararmos, a atual política cultural dos governos federal, municipal e estadual bem como editais públicos e privados.

O objetivo do ato é fazermos um balanço sobre o atual governo federal e debater gestões de governos no que diz respeito a atual política cultural nas esferas governamentais e apontar nossa linha de pensamento para o futuro governo federal deste país.

Apontar os seguintes pensamentos:

Novos modelos de financiamento a cultura
Novos rumos de uma política cultural para este país
Balanço da atual política cultural

Dia 29 ( 6ª feira )
Às 15h na sede do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo
Local: Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo
Endereço: Rua Rêgo Freitas 530, sobre loja
Referência: próx. a igreja da Consolação / cruzamento da rua Consolação
Site: http://www.ocupacaoteatral.zip.net/
Fone: 11-7174-7487
REALIZAÇÃO: MOVIMENTO DEOCUPAÇÃO TEATRAL
http://www.ocupacaoteatral.zip.net/



URGENTE - Grave Denúncia no VIOMUNDO
joaosubires@yahoo.com.br

25 de outubro de 2010 às 21:23

A denúncia do leitor Fernando

Sou morador de São Paulo do bairro Santa Cecília, que fica próximo a avenida São João, e ontem ouvi duas pessoas em um bar que fuinesta avenida, falando baixinho ( até certo ponto ), sobre a armação que tá sendo criada para o dia 29 de outubro.

Segundo estas pessoas um número x de camisas foi mandada ser feita com a insignia do PT, a estrelinha, e muitas pessoas vão estar na passeata que FHC promove neste dia, o 29 de outubro, criando um badernaço sem igual e que terá grande mídia cobrindo, com estas camisas sempre aparecendo.

Falavam as duas pessoas que toda a grande mídia já sabe deste fato, eque isso quer fazer as pessoas pelo JN dar cobertura, e outras mídias também, de isso fazer o voto mudar, por sentimentalismo das imagens demonstradas, como eles falavam, de total vandalismo no centro de São Paulo, por parte de petistas.

Serão apresentadas muitas pessoas ensanguentadas.

Escrevi para o Blog do Altamiro Borges, e estou escrevendo para quem pode fazer alguma coisa, no sentido de nos reunirmos e fazermos uma vigilia pública em local também público de São Paulo, por que o PSDB vaiquerer colocar fogo nas eleições, desacreditando a Dilma. Desacreditando no PT.

É preciso que alguém me ajude nisso.

Temos que colocar um local no centro de São Paulo, permanentemente visivel para todos, para que possamos fazer o que precisa ser feito, nesta reta final de eleições. escrevi para o Altamiro Borges no sentidodo mesmo fazer um novo encontro pela liberdade de expressão, e em local público para que isso possa ser contido.

Não podemos dar bobeira alguma.

Eu ouvi estas pessoas conversando no bar e fiquei bastante preocupado, por causa de como elas tratavam disso, e pareciam saber demais para não ser verdade o que falavam.

Meu cel é: (11) 8606 XXXXM e chamo Fernando e estou a disposição.
Abraços

PS do Viomundo: O Rodrigo Vianna atestou que o leitor Fernando existe e ele confirmou a denúncia por telefone.
Fonte: http://www.viomundo.com.br/politica/a-denuncia-do-leitor-fernando.html
João Subires
Produtor/Gestor Cultural
Cineclubista11 - 9918 7357



PT flagra em Perus distribuição de panfleto calunioso contra Dilma

Presidência zonal do partido registra BO no 46º DP. Cinco prestam depoimento e 15 impressos foram apreendidos

Na tarde de hoje (25), o presidente do Diretório Zonal do PT de Perus, José Elimar de Carvalho (Pipoca), registrou Boletim de Ocorrência no 46º Distrito Policial contra um grupo que distribuía material irregular sobre a candidata à Presidência, Dilma Rousseff.

Aproximadamente 30 indivíduos identificados com uniformes da “Turma do Bem” entregavam panfletos difamatórios, que associavam a candidata a práticas terroristas. Cinco foram pegos em flagrantes e cerca de 15 impressos foram apreendidos.

A ação ocorreu por volta das 12h na Praça Luis Neri, no centro de Perus. Segundo Pipoca, o flagrante foi dado pelo tesoureiro zonal do PT, Ailton da Silva Batista, que recebeu um dos panfletos. Além do uniforme, os indivíduos portavam bandeiras e adesivos da campanha do candidato José Serra (PSDB).

Ao serem flagrados pelos policiais, os integrantes da “Turma do Bem” chegaram a ameaçar de violência física os dirigentes do PT que acompanhavam a viatura.
Até o fechamento desta nota (18h), os envolvidos ainda se encontravam da 46º DP para prestar depoimento.

Para mais informações:
José Edimar de Carvalho (Pipoca):
(11) 6499-5667 9634-886446º
DP - Perus: (11) 3917-0727
Secretaria de Comunicação PT-SP:
(11) 2103-1351 2103-1354


O suposto factóide "Abílio Diniz" versão 2010 montado pelo PSDB: a gravidade da denúncia modus operandi da mídia e dos partidos conservadores na reta final das eleçõesArmações sem criatividade: da camiseta do PT nos sequestradores de Abílio Diniz em 1989 até a possível confusão em São Paulo esta semana

Hoje saiu uma das cerca de oito pesquisas que povoarão o noticiário na semana decisiva das eleições, não me atenho aos resultados do Vox Populi, porque creio que pautar-se pelos números frios, neste momento, signifique perder o rumo no melhor momento da campanha.Balizar as ações pelas pesquisas pode ser positivo, mas crer que os números antecipem decisões, com certeza não é a melhor das maneiras para encarar a reta final: não se ganha o jogo sem jogá-lo até o fim, mesmo que o placar parcial apresente vantagem.


A gravidade da denúncia

Saindo do tema das pesquisas banalizadas e executadas apenas para "demonstrar (pré)determinadas tendências", o que circula hoje pela net é a denúncia de que a oposição, desesperada e ávida pela vitória a qualquer custo, planeja criar um tumulto em uma caminhada do PSDB, com a presença de Serra e FHC, na próxima sexta-feira em São Paulo e, ao estilo 1989, infiltrar baderneiros vestindo camisetas vermelhas e com o símbolo do PT, tal como arquitetado nas vésperas do 2º turno em 1989 quando os sequestradores de Abílio Diniz foram vestidos pela polícia paulista com camisas do PT, para incriminar o partido e lançar desconfianças sobre Lula.

A filósofa Marilena Chauí, faz este alerta, conforme é possível ler aqui. A denúncia de Chaui é grave e, caso se comprove, não traria surpresa alguma para aqueles que não esquecem os movimentos mais sujos protagonizados pela mídia e partidos políticos conservadores ao longo das últimas duas décadas.(...)É bom lembrarmos que, ao menos, sete pesquisas ainda serão divulgadas e três debates travados, com um noticiário amplamente negativo para a candidatura de Dilma, esperam a mídia e a oposição, equilibrar a disputa...

Somando um fato fabricado de tamanhas proporções, o resultado de domingo poderia se tornar imprevisível.

O antídoto? Não se conformar com vantagens nas pesquisas e contra-atacar com informações sobre supostos esquemas e neutralizá-los antes que aconteçam ou evitar que tenham o ambiente propício para ocorrer, pode ser um antídoto eficiente.

Apesar de todo o clima alegre e otimista na campanha de Dilma, nunca se pode desprezar o que são capazes de tramar todos os personagens que atuam na campanha de Serra, além de todo o aparato montado para confundir a decisão das pessoas na hora "H". Leia a íntegra aqui: http://palavra-diversas.blogspot.com/



Fernando Henrique Cardoso foi colaborador da CIA afirma Frances
zc_ferreira@yahoo.com.br


Ainda que a traição agrade, o traidor é sempre odiado” (Miguel de Cervantes).

“Cometem-se muito mais traições por fraqueza do que em conseqüência de um forte desejo de trair” François de La Rochefoucauld.

“Nunca houve nenhuma chance de neoliberalismo aqui. Este é um país muito pobre e o Estado sempre terá um papel importante na atenuação de diferenças sociais.” Fernando Henrique Cardoso em entrevista publicada no Financial Times, em abril de 2002

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO FOI COLABORADOR da CIA afirma FRANCES STONOR SAUNDERS – Londres / Movimento Verdade / São Paulo

Mal chegou às livrarias e o livro ”Quem pagou a conta?” já se transformou em bestseller.

A obra da pesquisadora inglesa Frances Stonor Saunders (editada no Brasil pela Record, tradução de Vera Ribeiro), ao mesmo tempo em que pergunta, responde: quem “pagava a conta” era a CIA, a mesma fonte que financiou os US$ 145 mil iniciais para a tentativa de dominação cultural e ideológica do Brasil, assim como os milhões de dólares que os precederam, todos entregues pela Fundação Ford a Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do país no período de 1994 a 2002.

O comentário sobre o livro consta na coluna do jornalista Sebastião Nery, do diário carioca Tribuna da Imprensa. “Não dá para resumir em uma coluna de jornal um livro que é um terremoto. São 550 páginas documentadas, minuciosa e magistralmente escritas: “Consistente e fascinante” (The Washington Post). “Um livro que é uma martelada, e que estabelece em definitivo a verdade sobre as atividades da CIA” (Spectator). “Uma história crucial sobre as energias comprometedoras e sobre a manipulação de toda uma era muito recente” (The Times).
Dinheiro da CIA para FHC

“Numa noite de inverno do ano de 1969, nos escritórios da Fundação Ford, no Rio, Fernando Henrique teve uma conversa com Peter Bell, o representante da Fundação Ford no Brasil. Peter Bell se entusiasma e lhe oferece uma ajuda financeira de 145 mil dólares. Nasce o Cebrap”. Esta história, assim aparentemente inocente, era a ponta de um iceberg. Está contada na página 154 do livro ”Fernando Henrique Cardoso, o Brasil do possível”, da jornalista francesa Brigitte Hersant Leoni (Editora Nova Fronteira, Rio, 1997, tradução de Dora Rocha).

O ”Inverno do ano de 1969″ era fevereiro de 69. (este é outro livro que deve ser lido!) Fundação Ford

Há menos de 60 dias, em 13 de dezembro, a ditadura havia lançado o AI-5 e jogado o País no máximo do terror do golpe de 64, desde o início financiado, comandado e sustentado pelos Estados Unidos. Centenas de novas cassações e suspensões de direitos políticos estavam sendo assinadas. As prisões, lotadas. Até Juscelino e Lacerda tinham sido presos. E Fernando Henrique recebia da poderosa e notória Fundação Ford uma primeira parcela de 145 mil dólares para fundar o Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento).

O total do financiamento nunca foi revelado. Na Universidade de São Paulo, sabia-se e se dizia que o compromisso final dos americanos era de 800 mil a um milhão de dólares.

Agente da CIA

Os americanos não estavam jogando dinheiro pela janela. Fernando Henrique já tinha serviços prestados. Eles sabiam em quem estavam aplicando sua grana. Com o economista chileno Faletto, Fernando Henrique havia acabado de lançar o livro “Dependência e desenvolvimento na América Latina”, em que os dois defendiam a tese de que países em desenvolvimento ou mais atrasados poderiam se desenvolver mantendo-se dependentes de outros países mais ricos.

Como os Estados Unidos.

Montado na cobertura e no dinheiro dos gringos, Fernando Henrique logo se tornou uma “personalidade internacional” e passou a dar “aulas” e fazer “conferências” em universidades norte-americanas e européias. Era “um homem da Fundação Ford”. E o que era a Fundação Ford? Uma agente da CIA, um dos braços da CIA o serviço secreto dos EUA.

Milhões de dólares

1 – “A Fundação Farfield era uma fundação da CIA… As fundações autênticas, como a Ford, a Rockfeller, a Carnegie, eram consideradas o tipo melhor e mais plausível de disfarce para os financiamentos… permitiu que a CIA financiasse um leque aparentemente ilimitado de programas secretos de ação que afetavam grupos de jovens, sindicatos de trabalhadores, universidades, editoras e outras instituições privadas” (pág. 153).

2 – “O uso de fundações filantrópicas era a maneira mais conveniente de transferir grandes somas para projetos da CIA, sem alertar para sua origem. Em meados da década de 50, a intromissão no campo das fundações foi maciça…” (pág. 152). “A CIA e a Fundação Ford, entre outras agências, haviam montado e financiado um aparelho de intelectuais escolhidos por sua postura correta na guerra fria” (pág.443).

3 – “A liberdade cultural não foi barata. A CIA bombeou dezenas de milhões de dólares… Ela funcionava, na verdade, como o ministério da Cultura dos Estados Unidos… com a organização sistemática de uma rede de grupos ou amigos, que trabalhavam de mãos dadas com a CIA, para proporcionar o financiamento de seus programas secretos” (pág. 147). Fernando Henrique foi fácil.

4 – “Não conseguíamos gastar tudo. Lembro-me de ter encontrado o tesoureiro. Santo Deus, disse eu, como podemos gastar isso? Não havia limites, ninguém tinha que prestar contas. Era impressionante” (pág. 123).

5 – “Surgiu uma profusão de sucursais, não apenas na Europa (havia escritorios na Alemanha Ocidental, na Grã-Bretanha, na Suécia, na Dinamarca e na Islândia), mas também noutras regiões: no Japão, na Índia, na Argentina, no Chile, na Austrália, no Líbano, no México, no Peru, no Uruguai, na Colômbia, no Paquistão e no Brasil” (pág. 119).

6 – “A ajuda financeira teria de ser complementada por um programa concentrado de guerra cultural, numa das mais ambiciosas operações secretas da guerra fria: conquistar a intelectualidade ocidental para a proposta norte-americana” (pág. 45). Extraído do Palavras,

Todas Palavras
Postado por Castor Filho às 21:15:00


Oficina Livre: Vídeo
Oficina Livre: VídeoClip
http://www.cinemanosso.org.br/content/oficina-livre-video-clip

Estão abertas as inscrições para a “Oficina Livre: Vídeo Clip”, ministradapor Rafael Eiras, educador da Escola Audiovisual Cinema Nosso. Em cincoencontros, de 08 a 12 de novembro, das 18h às 21h, os alunos irão conheceros conceitos básicos do audiovisual e da estética do videoclipe a partir deaspectos teóricos e exercícios práticos.

Inscreva-se até o dia 05 de novembro através do telefone (21) 2505-3300.
Veja mais informações no site do Cinema Nosso: www.cinemanosso.org.br

Oficina Livre: Fotografia
http://www.cinemanosso.org.br/content/oficina-livre-fotografia

Estão abertas as inscrições para a "Oficina Livre: Fotografia", ministradapor Carlos Calika, educador da Escola Audiovisual Cinema Nosso. Em cinco encontros, de 22 a 26 de novembro, das 18h às 21h, Carlos dará noções básicas de iluminação através do estudo dos filtros de luz e de correção decor.

Qual refletor usar em determinada situação?
Que tipo de luz elespropiciam ao iluminador?
A fotografia é parte fundamental da narrativa de um filme e, na oficina, os alunos irão aprender as diferenças entre os principais gêneros cinematográficos, recriando os ambientes típicos de cadaestilo.

Inscreva-se até o dia 05 de novembro através do telefone (21) 2505-3300.
Veja mais informações no site do Cinema Nosso: www.cinemanosso.org.br

Produtora-Escola Cinema Nosso procura jovem talento
http://www.cinemanosso.org.br/content/produtora-escola-cinema-nosso-procura-jovem-talento-0>

O Cinema Nosso está selecionando jovens talentos que tenham experiência com cinema para fazer parte da turma da Produtora-Escola (Videografismo). Os candidatos devem ter disponibilidade para encontros pela tarde dos dias úteis e, ocasionalmente, nos fins de semana.

Há preferência para aqueles que já tenham participado de projetos em audiovisual, para alunos de cursos de graduação em Cinema ou para ex-alunos do Cinema Nosso. Além de participar das atividades da Produtora-Escola, o selecionado receberá auxílio-transporte. A seleção é direcionada para jovens que tenham até 23anos.

Os candidatos devem enviar seus currículos, detalhando a área de interesseno cinema, para curriculo@cinemanosso.org.br até o dia 25 de outubro de2010.

Oficina de Interpretação paraVídeo
http://www.cinemanosso.org.br/content/oficina-de-interpretacao-para-video>

Estão abertas as inscrições para a Oficina de Interpretação para Vídeo que será realizada de 20 de Outubro a 15 de Dezembro, sempre às quartas-feiras,das 18:30h às 21h. Com uma turma de no máximo 20 alunos, a oficina será ministrada pela educadora Ana Cristina Cunha, com a sua pesquisa sobre interpretação e linguagens artísticas e tecnológicas.

Os integrantesreceberão um certificado de participação, além de fazerem parte do elenco deum curta-metragem. A atividade tem uma taxa de manutenção mensal de R$60,00.

Informações: interpretacao@cinemanosso.org.br e no site www.cinemanosso.org.br

sábado, 23 de outubro de 2010

MANIFESTO DE APOIO A DILMA 13




Segunda-feira 25/10 às 19h

CIRCO VOADOR - LAPA - RIO DE JANEIRO


Estampas para baixar em: http://www.dilmaehmuitos.com.br/

Apoio: Revista Global/Brasil/Universidade Nômade

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AECIO VERSUS SERRA – CONCUSSÃO MORAL

Laerte Braga

A disputa entre Aécio e José FGC Serra começou quando Collor de Mello
convidou Fernando Henrique Cardoso para seu Ministério. O governo do
alagoano afundava e os patrocinadores da lambança do menino de ouro da GLOBO
resolveram buscar FHC e tentar salvar os dedos, entregando os anéis.

A idéia era fazer de FHC um super ministro, na prática, o presidente. Collor
seria figura decorativa. Nasce aí a candidatura de Fernando Henrique, mas
também a disputa entre mineiros e paulistas pelo comando do PSDB.

O primeiro veto a ida de FHC para o Ministério de Collor veio de Mário
Covas. Nunca foi perdoado por isso. O segundo do PSDB mineiro, já sob forte
influência de Aécio Neves.

A segunda trombada entre FHC/Serra e Aécio aconteceu quando o mineiro, em
fevereiro de 2001, foi eleito presidente da Câmara dos Deputados. FHC havia
fechado com Inocêncio Oliveira do ex-PFL (DEM) e Aécio atropelou o acordo.
Como é característica de Fernando Henrique, quando percebeu que a ponte
tinha desabado, deixou o trem despencar sem se meter no assunto.

O que deu na cabeça de Itamar Franco para convidar FHC a ocupar o Ministério
das Relações Exteriores em seu governo (ele pensa que foi presidente da
República) foi posto no acordo celebrado entre os partidos políticos
brasileiros diante da impossibilidade de salvar Collor, tudo com aval de
Roberto Marinho. O condutor do processo foi José Sarney. Chegou a levar o
ex-presidente e agora senador (na cacunda de Aécio) a um encontro com
Roberto Marinho em sua casa no Cosme Velho.

Foi ali que Itamar recebeu o endosso necessário ao enterro de Collor.

FHC veio de fora. A idéia de colocar FHC no centro do palco, num primeiro
momento num Ministério, vem desde os tempos que Tancredo Neves foi eleito
presidente da República, em 1984.

O diabo é que Tancredo não gostava de FHC e várias vezes deixou isso claro e
o fez publicamente.

Os investidores estrangeiros (vamos ficar com essa expressão), donos da
chamada Nova Ordem Econômica tinham e têm com o peça fundamental do processo
de ocupação e controle do Brasil exatamente Fernando Henrique Cardoso.

O problema é que o ex-presidente era o que normalmente se chama de ruim de
voto.

O primeiro mandato de senador foi para completar o de Franco Montoro quando
esse foi eleito governador de São Paulo. E o segundo, ainda no PMDB em 1986
na esteira do Plano Cruzado.

O próprio FHC, pouco antes de ser designado ministro da Fazenda em
substituição a Eliseu Resende, isso no “governo” Itamar, chegou a confessar
a jornalistas que seria candidato a deputado federal, não tinha pretensões
de se manter no Senado, falta de votos.

Vai daí que ministro das Relações Exteriores e ministro da Fazenda
(encontrou a porta aberta, enrolou Itamar e pronto), todo o esquema que
havia sido montado para Collor de Mello correu para FHC eleito presidente em
cima de outro plano, dessa vez o Real.

A reeleição era parte do projeto e foi um golpe branco conseguido às custas
da compra de deputados e senadores (fato comprovado em inquérito que o então
Procurador Geral da República, Geraldo Brindeiro, guardou numa gaveta
qualquer).

Em 1988, FHC jogou toda a sua força na convenção do PMDB para impedir a
candidatura de Itamar Franco. Sabia que naquele momento o ex-presidente
tornaria sua candidatura de tal forma inviável, logo a reeleição. O mesmo
esquema que hoje José FHC Serra usa, foi usado. Boatos, truculência, compra
de votos (sapos que Itamar está engolindo sem problema algum pelo visto).

A eleição de Aécio para o governo de Minas em 2002 e a derrota de José FHC
Serra para a presidência, despertou no grupo paulista que controla o PSDB a
certeza que o mineiro jogava o jogo para ser o candidato tucano à presidente
da República em 2010.

Aécio foi um dos principais responsáveis pela derrota de José FHC Serra para
Geraldo Alckimin dentro do tucanato em 2006.

Estava, de fato, montando sua candidatura presidencial.

A partir de um determinado momento em 2009 o então governador de Minas
começou o movimento final para em 2010 vir a ser o candidato tucano. Chegou
a participar de uma reunião em New York com os tais “investidores
estrangeiros”, onde deu plenas garantias que os “negócios” seriam reabertos.

José FHC Serra percebeu isso, percebeu também que a pré-candidatura de Aécio
começava a ganhar corpo no partido além de São Paulo e Minas, a idéia de
prévias incomodava Serra e surgiu aí um dossiê contra o mineiro.

O recado, o aviso, veio pelas mãos do jornalista Juca Kfhoury, amigo de José
FHC Serra, numa nota em sua coluna. Kfhoury falou de um tapa que Aécio teria
dado em uma namorada num evento num hotel no Rio de Janeiro, mostrando
visível descontrole e comentava a importância do brasileiro refletir sobre a
escolha de políticos assim, lembrando Collor de Mello, numa nada sutil
definição de Aécio Neves. Estava insinuado que o ex-governador de Minas é
usuário de drogas.

Aécio tirou o time de campo, viajou para a Europa, voltou ainda enfurecido
com o episódio, o dossiê feito por José FHC Serra, recusou o convite para
ser o vice-presidente na chapa tucana e foi enfático ao deixar claro que
“Meu primeiro compromisso é com Minas e os mineiros”.

Mas, deixou por aqui o dossiê contra José FHC Serra, suas ligações com
Daniel Dantas, a fortuna de sua filha, tudo montadinho por um jornalista do
ESTADO DE MINAS, num esquema bem tucano.

A campanha de Aécio para o Senado ignorou José FHC Serra e a mais de um
prefeito mineiro, bem mais, o ex-governador e candidato ao Senado, liberou
para apoiar e votar em Dilma, o tal DILMASIA.

Como Aécio não é Tancredo e nisso FHC tem razão, o mineiro engoliu no
segundo turno todo esse processo que acabou fazendo de José FHC Serra o
candidato presidencial, arrastou Itamar Franco (outro perito em parecer ser
sem ser) no típico fazer o que, que é mais ou menos relaxar ao estupro,
perder a vergonha (ambos, ele e Itamar) para tentar eleger José FHC Serra.

A bem da verdade Aécio foi emparedado por FHC e José FHC Serra com a
promessa que, se eleito, o tucano paulista não disputará a reeleição em
2014. FHC fez esse mesmo acordo com Itamar Franco. Seria o presidente eleito
em 1994 e em 1998 apoiaria a volta de Itamar.

Como tucano, nenhum, tem caráter ou palavra (José FHC Serra rasgou o
compromisso assinado de cumprir o mandato de prefeito de São Paulo até o
último dia), o PSDB é mais ou menos como um cesto cheio de cobras, cada qual
mais venenosa e Aécio assiste à sua derrocada (caso aconteça o improvável, a
eleição de José FHC Serra) e terminará seus dias ou no Senado, ou de novo no
governo de Minas.

Com um detalhe nessa história toda. Se as eleições para o Senado em Minas se
repetissem, hoje, Aécio seria novamente confirmado, mas com votação bem
menor. E Itamar iria para o brejo.

Besteira ou não, mineiros não gostam de cair de quatro diante de paulistas,
ainda mais quando em todo o processo político que assistimos, o jogo foi de
briga de foice no escuro e na hora agá os dois mineiros, Aécio e Itamar
sentaram em cima sem problema algum, sem escrúpulos, sem resistência, pelo
contrário no caso de Itamar o ex-presidente chegou saltitante ao encontro de
José FHC Serra, tal e qual quando ia para Niterói no rumo de Aracaju.

São esses caras que querem governar o Brasil.

São esses caras que conseguem que o padrão global de qualidade vá para o
lixo no desespero da GLOBO em eleger José FHC Serra em nome dos negócios. A
fraude, a trucagem no filme sobre a fita adesiva que era só uma bola de
papel.

São veteranos, GLOBO, nesse negócio de mentira, farsa, aliás, desde que
começaram a existir.

Já Aécio e Itamar são dois sem vergonhas Não têm nada a ver com Minas e os
mineiros, com a História do estado.

Deformações genéticas de mineiridade.

Um tipo de bactéria ainda sem definição. Talvez sou, mas quem não é.

E dois problemas que não têm muito a ver com o que escrevi acima. É preciso
repensar a Justiça Eleitoral tendo em vista a parcialidade do TSE nesse
pleito. “Corte” em sua maioria formada por cabos eleitorais de José FHC
Serra.

Abrir os olhos que FHC assumiu o compromisso de privatizar a Previdência
caso aconteça o improvável, a eleição de José FHC Serra. O dinheiro daqui
vai tampar o rombo de empresas de previdência privada nos EUA.

Pena que, pilantra, o jornalista Amaury Ribeiro Júnior não tenha dito de
público o que falou em seu depoimento à Polícia Federal. O dossiê foi
encomendado por Aécio. Já levou o dele, claro.

O negócio na cabeça do José FHC Serra não é concussão cerebral. É concussão
moral. **

ATINGIDO POR CHUVA DE PAPEL PICADO SERRA É HOSPITALIZADO

Laerte Braga


O ex-governador São Paulo José FHC Serra foi hospitalizado hoje e vai ser submetido a uma tomografia detalhada depois de ter sido atingido por uma chuva de papel picado.

O jornal FOLHA DE SÃO PAULO afirmou que a Polícia paulista encontrou 500 folhas de papel A4 e um comitê da candidata Dilma Roussef. O candidato tucano José FHC Serra está exigindo que qualquer cidadão que seja pego portando papel seja indiciado por porte ilegal de armas.

O primeiro boletim médico liberado pelo ex-secretário de Saúde de César Maia indica que José FHC Serra não tem nada na cabeça. Já o rolo de fita crepe nega qualquer envolvimento na fraude da REDE GLOBO e diz não conhecer a bolinha de papel.

O militante que atirou a bolinha de papel no candidato foi condenado a uma semana sem recreio e a CHAMEX está sendo intimada pela Polícia Federal sob a acusação de dar suporte para ataques terroristas.

O PT, por sua vez, de olho no apoio de Marina da Silva, disse em nota oficial que doravante só serão usadas bolas de papel reciclado.

Segundo a nota as bolas de papel estão sendo vendidas a cinqüenta centavos. O preço de uma tomografia é de setecentos reais e ver a verdade vencendo mentira não tem preço.

O candidato José FHC Serra foi o primeiro ser humano a ser avisado por telefone que está “sentindo-se mal”, a revelação é de VEJA, porta-voz da verdade absoluta. A FOLHA DE SÃO PAULO garante (tem até infográfico) que o papel que deu origem à bola de papel foi comprado com cartão de crédito da ex-chefe do Gabinete Civil Erenice das Quantas.

A FOLHA garante ainda que o candidato José FHC Serra vai processar o papel higiênico. É que foi ao banheiro e em seguida percebeu crime de “violento atentado ao pudor”.

Informações conseguidas junto às autoridades policiais dão conta que na bolinha de papel que atingiu o candidato José FHC Serra estava escrito “não se abandona um líder ferido na estrada”. A assinatura era de Paulo Preto, engenheiro e assessor de José FHC Serra no governo de São Paulo.

O caso ganhou proporções internacionais e o governo dos EUA convocou o Conselho de Segurança das Nações Unidas para aprovar sanções contra o Irã. O país está desenvolvendo projetos de enriquecimento de celulose.

Na área do Judiciário o TSE – TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL – braço da campanha de José FHC, Serra absolveu o rolo de fita adesiva e aceitou a denúncia contra a bola de papel. Essa, por sua vez, nega qualquer vínculo partidário.

Em estado de perplexidade e ao mesmo tempo irado, o candidato José FHC Serra prometeu um tomógrafo para cada escola pública do País. O temor é que as crianças ao perceberem que bolinhas de papel garantem 24 horas de repouso, deixem as escolas vazias.

Por outro lado, as investigações se concentram num veio importante. José FHC Serra teria sido atingido por um pacote de papel A4 contendo o dossiê Aécio Neves.

A ANAC – AGÊNCIA NACIONAL DE AVIAÇÃO CIVIL – determinou que em todos os aeroportos do Brasil sejam presas as pessoas que tentam embarcar com papel ou bolinhas de papel. José FHC Serra vai acusar o governo de Lula de estar desenvolvendo projetos secretos de enriquecimento de celulose. A dúvida é que de que organização terrorista partiu a bola que atingiu José FHC Serra. Segundo as autoridades as investigações preliminares permitiram descobrir que como foi bola a AL QAEDA não tem nada a ver com o atentado. Se fosse aviãozinho de papel estaria comprovada a participação da organização de Osama bin Laden.

Por outro lado ficou certo que José FHC Serra é lerdo. Bush escapou da sapatada e Serra não conseguiu evitar a bolinha de papel.

O exame de balística do projétil determinou que bolinha/bala saiu de um chumaço de MAXPRINT, calibre A4, o que levou a ONU a interditar as fábricas da CHAMEX e da TILIBRA.

Segundo um porta-voz do Pentágono ainda bem que o ataque às torres gêmeas foi com aviões de verdade e não de papel, do contrário o estrago teria sido maior e sabe-se lá o que teria acontecido com o povo norte-americano

O bispo de Guarulhos D. Luís Gonzaga Bergonzini mostrou-se horrorizado com o ataque e recomendou a padre José Augusto a dizer aos fiéis que o mundo está perdido. “Hoje bolinha de papel, amanhã confete e serpentina, onde vamos parar?”

Cientistas de todo o mundo afirmaram em nota oficial que as academias de ciências e universidades de todo o planeta perceberam agora o que causou a extinção dos dinossauros. Uma super bola de papel que veio do espaço.

Um militante do PT, vizinho do primo da cunhada da filha da Dilma foi preso nas últimas horas e apontado como principal suspeito do atentado contra José FHC Serra.

Obama já disse que não vai tolerar programas de enriquecimento de celulose em qualquer país, exceto os EUA. Ermírio de Moraes entrou em desespero com a medida do presidente dos EUA, teme o risco de ir a falência.

A REDE GLOBO de televisão destacou vários de seus jornalistas para apurar a fabricação clandestina de bolas de papel. Quer que a Polícia suba os morros e detenha quem esteja portando papel. O jogo do bicho, tradicional instituição brasileira está sob ameaça de extinção.

Onde anotar os palpites?

O governador eleito do Paraná, Beto Richa, em estrita observância à liberdade de expressão, proibiu a divulgação de pesquisas de intenção de votos que mostrem José FHC Serra em queda, atribuindo os números ao papelório dos principais institutos de pesquisas no Brasil.

Segundo o governador eleito, tucano, é para preservar a moral e os bons costumes.

Um novo boletim médico sobre o estado de saúde de José FHC Serra, atingido por uma chuva de papel picado, deve ser emitido antes das 22 horas.

Observação – esse artigo foi escrito em cima de dados passados por uma guerreira histórica da luta popular no Brasil.