quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Pesquisa revela que o Twitter é um espaço possível para debater política

Por Carine Roos

Até o momento, 315 pessoas responderam a pesquisa sobre usuários da rede social Twitter e as eleições para governador do DF, cujo objetivo é saber se essa rede social favorece a ampliação do debate político. Apesar do foco da pesquisa ser os usuários do twitter do DF, 35% dos respondentes não moram nesse Estado, o que conferiu uma expansão dos dados em nível nacional. Ao todo, entrevistados de 17 Estados participaram da pesquisa, além de um em Moçambique.

Embora a pesquisa ainda esteja em curso e o resultado ainda seja parcial, pode-se notar a regularidade dos dados e as semelhanças das respostas entre os que participaram.

As mulheres continuam sendo as menos representadas nessa rede, com 42% das respostas, já a faixa etária correspondente ao perfil dos tuiteiros é principalmente a adulta, entre 20 a 39 anos, com 79% dos respondentes. O nível de escolarização dos usuários dessa rede é elevado: 58% dos entrevistados tem ensino superior e ganham entre 5 a 10 salários mínimos, bem como 93% deles possui banda larga em casa. Se trata de um público elitizado, formador de opinião e que tem instrução.

Além dos dados acima mencionados, 63% dos entrevistados já participaram de algum debate no Twitter e os principais temas que os estimulam a entrar num debate são política e cultura, com 78% e 72% respectivamente. Outro dado interessante é que 95% dos entrevistados acreditam que o Twitter é um espaço possível para discutir política.

A pesquisa em andamento revelou ainda que além do Twitter, Orkut e Facebook estão entre as principais redes sociais utilizadas pelos internautas, com 86% e 78% das respostas nessa ordem.

Para que os dados sintetizem a máxima precisão das respostas é preciso que mais pessoas participem. Para isso, basta acessar aqui e responder o questionário. O tempo estimado para preenchimento é de 8 minutos e vale lembrar que todos que deixarem o e-mail na pesquisa receberão o resultado final.

*Carine Roos é jornalista e graduanda em sociologia pela Universidade de Brasília.
Para contato carine.roos@gmail.com


fonte: http://www.viomundo.com.br/



Devolva a fita, José Serra

A duração das fitas e o tipo de prática que isso lembra são só coincidência

O Amigos do Presidente Lula e o Conversa Afiada já comentaram, mas não posso deixar de registrar o que os repórteres Breno Costa e Cátia Seabra (competentíssima, aliás) publicam hoje na Folha de S. Paulo: a campanha de José Serra exigiu e levou os originais da gravação onde ele bateu boca com a apresentadora Márcia Peltier.

Numa palavra, confiscou material jornalístico de uma emissora de televisão, permitindo que fica apenas parte do material, o editado, onde apenas um trecho da discussão está apresentado.

Leia o que está na Folha:

“Depois de editado, o material bruto, com imagens e áudio da discussão, foi entregue à assessoria de Serra, a pedido da campanha. O objetivo, segundo a assessoria da emissora, era evitar vazamento do material. A assessoria de Serra afirma que levou a fita para fazer a transcrição da entrevista e que imaginou que a emissora tinha ficado com uma cópia.

Serra tem mostrado irritação durante a campanha com perguntas de jornalistas, na maioria dos casos quando abordam pesquisas de opinião.”

Ôpa! Quer dizer que a liberdade de imprensa no Brasil está ameaçada? As fitas – ou arquivos de computador, no caso de ser, provavelemente, uma gravação digital, não pertence a emissora.

Houve uma aproprição indébita. Trancrição? Cadê? Com que finalidade?Agora imagine se Dilma ou Lula tem um bateboca com um repórter e a campanha ou o Planalto exigem a entrega da fita?

Censura! Chavismo! Ditadura! Hitler, Mussolini!

Devolva a fita, José Serra. Não só pela apropriação de uma bem físico que não lhe pertence, como, aí sim, por roubar o direito da opinião pública de saber o que realmente se passou numa atividade que não é privada, mas pública, porque se tratava da entrevista de um candidato à presidência.

A Folha, que exige até os arquivos dos processos da Ditadura para saber tudo sobre o que se passou há 30 anos com Dilma e que manda gente á Bulgária para tratar das aventuras de seu pai nos anos 20, não vai exigir que o candidato devolva as fitas e restaure aos brasileiros o direito de ver o que se passou.

Bendita seja a repórter do Terra que gravou o áudio. Sem isso, nem mesmo saber o que tinha se passado, saberíamos. Palmas para a imprensa que mostra a verdade. Vergonha para o candidato que a sequestra e para a imprensa que silencia diante disso, ao ponto da matéria não ter sido nem posta na intenet.

Do blog do Brizola Neto www.tijolaco.com

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