sexta-feira, 10 de setembro de 2010

BRASIL SIGILOSO

SERRA E MARINA QUEREM SER PRESIDENTE DO BRASIL SEM TRATAR DE EMPREGO, CONSUMO, INFLAÇÃO E PRODUÇÃO. POR QUÊ?

EMPREGO industrial sobe 5,4% em julho, tem maior alta anual em nove anos e a sétima alta consecutiva em 2010, divulgou o IBGE nesta sexta-feira, 10. Na comparação com julho de 2009, o emprego na indústria registrou expansão de 5,4%, o maior aumento ante igual mês de ano anterior desde o início da série histórica, em 2001. No ano, o emprego na indústria acumula alta de 2,9% e em 12 meses, queda de 0,5%; o valor da folha de pagamento dos trabalhadores da indústria teve aumento real de 1,9% em julho; na comparação com julho de 2009, o aumento foi de 11,2%, com expansão acumulada de 5,6% no ano;

CONFIANÇA do consumidor brasileiro atinge a marca recorde de 155 pontos em agosto, superando os 150 pontos registrados em abril e maio. Acima de 100 pontos indica otimismo dos consumidores. Nas regiões Norte e Centro-Oeste a marca bateu no teto máximo desse indicador:200 pontos. Na sequência, a região Sul, registrou 163 pontos e o Sudeste, 159 pontos, acima até dos 130 pontos do Nordeste;

INFLAÇÃO MEDIDA pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou próximo de zero em agosto, subindo apenas 0,04% . Em 12 meses, o IPCA acumula alta de 4,49%, a menor variação desde dezembro de 2009; o resultado reforça a expectativa de que o ciclo de alta da taxa dos juros acabou. Agosto marca uma sequência de três meses com inflação igual ou próxima a zero; trata-se da segunda melhor sequencia da história do Índice em 12 anos

PRODUÇÃO EM ALTA em julho, segundo a CNI, as horas trabalhadas na produção avançaram 2,6%, a massa salarial real teve alta de 3,6% e o rendimento médio subiu 3,1%. A tendência do setor industrial para o terceiro trimestre é de expansão; a CNI elevOU de 13,2% para quase 14% a projeção de crescimento do PIB do setor para 2010.

(Carta Maior, com agências; 10-09) http://www.cartamaior.com.br/



No deserto jornalístico de Kamel, bebê deixa Serra falando sozinho
por Luiz Carlos Azenha


Gastei meia hora de meu precioso tempo noturno, ontem, para testemunhar ao vivo o Jornal Nacional.

Teve a leveza e a graça de uma autópsia.

O Jornal Nacional faz de conta que não estamos às vésperas de uma eleição histórica. Para o JN, o Brasil é um grande cenário, onde as estrelas da Globo são os protagonistas. Elas cortam os céus a jato, se protegem da chuva na cabine e usam o povo como coadjuvante para suas grandes descobertas: potiguar, sei agora, é comedor de camarão.

Higienicamente separados da cobertura política por um bloco inteiro de notícias, os artistas da Globo preocupados com a eleição não se misturam com a política partidária, que isso é coisa de bandido.

O bloco de cobertura de eleições é o bloco policial do JN.

A polícia paulista mostra serviço apurando a quebra de sigilo fiscal, que é o centro da cobertura “política” da Globo. Em seguida, os candidatos são usados como meros coadjuvantes para fazer jogo-de-cena no roteiro de Ali Kamel.

Falam José Serra e Marina Silva, martelando tudo o que já disseram dezenas de vezes ao longo dos últimos dias. Por último, Plínio de Arruda Sampaio dá seu recado de alguns segundos. É a “democracia”, versão JN.

Essa paródia jornalística nos é apresentada como “jornalismo imparcial”.

Com o cuidado de omitir toda e qualquer informação que possa jogar alguma luz sobre o momento. Ontem foi um dia especialmente farto em números da economia: as vendas de cimento cresceram 14,6% de janeiro a agosto; as vendas de material de construção devem crescer 11% em 2010; “Um milhão de brasileiros deixam a pobreza mesmo com a crise”, diz a FGV; Caixa Econômica Federal vai emprestar 70 bilhões em 2010 para a habitação, diz o G1. E por aí vai.

Mas, presumivelmente para não ajudar a candidata do governo, o JN simplesmente suspendeu as “notícias boas” — como, aliás, já fez em 2006 (Marco Aurélio Mello, então editor de Economia do JN na praça econômica mais importante do Brasil, recebeu ordens do Rio de Janeiro para “tirar o pé”).

Ou seja, se de fato Dilma Rousseff vencer pela margem que se imagina que vá vencer, em primeiro turno, o público cativo do JN certamente será pego de surpresa.

Seria exagero imaginar que Ali Kamel criou esse deserto jornalístico noturno apenas para ver brilhar a flor da indignação ensaiada de José Serra.

Hoje, ainda sem falar uma palavra, o neto da Dilma roubou a cena. Foi a “notícia política” da noite.

Além de conhecê-lo, nessa meia hora fiquei sabendo que o Ernesto Paglia gosta de comer camarões, que o sorteio do destino do jatinho é “honesto” e que a proposta do Serra… qual é mesmo a proposta do Serra?

Direto do www.viomundo.com.br

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