quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A Escola de Comunicação da UFRJ convida

Eleições 2010
Nem todo escândalo será televisionado
Debate sobre o comportamento da mídia nas eleições

Dia 01/10/2010 (sexta-feira)
Horário: 14h às 17h
Local: Auditório do CFCH - Campus da UFRJ da Praia Vermelha

Participantes: Maurício Dias (Carta Capital), João Caribé (midiativista),
Darby Igayara (CUT), Ivana Bentes (ECO/UFRJ), Suzy Santos(ECO/UFRJ), Henrique Antoun (ECO/UFRJ), Giuseppe Cocco(ESS/UFRJ), Marcos Dantas (ECO/UFRJ).

Há poucos meses, a presidenta da Associação Nacional de Jornais,Judith Brito, diretora da Folha de S. Paulo, declarou que, dianteda debilidade da Oposição, a mídia teria que ocupar o seu lugar.

E, de fato, qualquer observador realmente isento reconhecerá que,nestas eleições, a mídia não foi nada isenta, tendo ocupado commuito mais denodo e agressividade o espaço que deveria pertenceraos partidos políticos de Oposição ao atual governo.

Este explícito papel que a imprensa escrita e televisionadacumpriu ao longo do atual processo eleitoral será tema de debate em evento organizado pela Escola de Comunicação da UFRJ, com apresença de profissionais da mídia, blogueiros, professores, estudantes e todo cidadão e cidadã realmente preocupados com a ameaça ao direito à comunicação e ao livre acesso à informação.




CARTA ABERTA À NAÇÃO BRASILEIRA

Na condição de Presidente do Conselho Nacional de Pastores do Brasil – CNPB;
Presidente Nacional das Assembléias de Deus Ministério de Madureira; de Deputado Federal e
homem de Deus compromissado com a verdade, sinto-me no dever de respeitosamente
esclarecer:

1) Com relação à boataria cruel e mentirosa que permeia os meios de comunicação,
principalmente a internet com intuito irresponsável de difamar e plantar dúvidas concernente à
candidatura de Dilma Rousseff, tenho a dizer que em momento algum a afirmação “nem Cristo
impede ...”, saiu dos lábios da senhora Dilma Rousseff, sendo portanto, mera ficção e sórdida
mentira da parte desses autores.

2) Em reunião no dia 24 de julho próximo passado, na Sede Nacional das Assembléias de
Deus no Brasil em Brasilia-DF, na presença de mais de 3.000 (três mil) pastores e líderes de todosos Estados do Brasil e Distrito Federal e, com a participação de 14 denominações evangélicasmais representativas do segmento religioso do país foi firmado um compromisso público de quetodos os temas que envolvam conceitos de fé e princípios ético-religiosos serão sempre deiniciativa do poder legislativo – Congresso Nacional – e nunca por iniciativa do poder executivo; sendo esta candidatura a única a se comprometer de forma expressa e pública com estesprincípios.

Afirmou inclusive a candidata Dilma Rousseff, ser defensora da valorização da vida, da família e dos seus conceitos fundamentais.

3) Portanto, tudo que passar disso é mera invenção e mentira de pessoas
descompromissadas com a verdade.

Reitero neste momento a nossa posição de apoio total e irreversível à candidatura
de Dilma Rousseff à Presidência da República Federativa do Brasil, com a certeza de que
estamos no rumo certo do sucesso, do desenvolvimento, da melhoria de vida das pessoas, da
valorização da família, dos princípios éticos cristãos, sendo estes inequivocamente a base para a
vitória que todos queremos os quais são defendidos reiteradamente por Dilma Rousseff.

Atenciosamente,

Bispo Doutor Manuel Ferreira

Coimbra: nenhuma pesquisa apontou as tendências do Datafolha



Marcos Coimbra, do Vox Populi, não conseguiu identificar as tendências que o Instituto Datafolha diz ter percebido no eleitorado. O Vox Populi tem uma enorme quantidade de tracking (pesquisas rápidas diárias) e pesquisas em diversos estados.

Para o iG/Band, sua pesquisa buscar 500 novos pesquisados diariamente. Para partidos políticos, 3 mil. Faz tracking em Minas, São Paulo, Paraná, Santa Catarina.Nenhuma de suas pesquisas apontou as tendências divulgadas pelo Datafolha.

Nele, há uma queda discreta de Dilma, Serra se estabilizando no patamar de 28% e Marina subindo.Nas pesquisas do Vox, não se observou nenhuma tendência de queda de Dilma – que nunca fica abaixo de 49%. Em geral, oscila entre 49 ae 51%. Serra permanece na faixa de 20 a 25% - no momento está em 22%.Se descontar os 12 a 14% de Marina, sobram de 10 a 12 pontos para Dilma vencer no primeiro turno.

A única tendência nova detectada é de um leve crescimento da Marina, mas restrito aos grandes centros do sudeste.

Coimbra explica que uma pesquisa apenas não pode se pretender identificar o todo. As análises precisam ser feitas em cima do conjunto de pesquisas de todos os institutos. Mas o Datafolha continua considerando seus dados os únicos capazes de refletir a realidade.

Coimbra lembra que nessas eleições, durante todo o tempo o Datafolha correu atrás dos demais institutos. Jamais conseguiu antecipar uma tendência sequer. Seria surpresa se conseguisse agora.

Fonte: Blog do Nassif


A Engomia Verde Lacerdista a 4 Dias das Eleições

reproduzimos aqui no blog o Editorial de hoje da Agência Carta Maior que em detalhes nos oferece claramente as intenções da Grande Mídia Golpista nesta reta final das Eleições


O arrastão do conservadorismo jogará todas as cartas nas próximas horas na tentativa de reverter a vantagem de Dilma, na prática ou no imaginário popular.

Outros Datafolhas e Ibopes virão até domingo. Objetivamente, o conservadorismo nativo não tem nenhuma proposta, nenhum projeto capaz de mobilizar uma virada estatísticamente colossal, que envolveria a migração oito milhões de votos [leia entrevista com Marcos Coimbra no Viomundo.

Resta-lhe, porém, uma endogamia publicitária apoiada em duas frentes, cuja desfrute mútuo produz efeitos não subestimáveis; a saber:

I) soterrar os avanços sociais e econômicos dos últimos oito anos num 'mar de lama' cenográfico, anabolizado pelo dispositivo midiático até o dia da votação;

II) usar -o termo é tristemente esse- 'usar' Marina Silva como glacê verde do udenismo lacerdista, emprestando-lhe um frescor de photoshop que a direita nunca teve neste país e Serra, naturalmente, foi incapaz de suprir.

Sim, a aliança de forças pró-Dilma também inclui remanescentes da direita e centro direita abrigados em partidos aliados. A diferença na história é sempre quem detém a hegemonia do processo.

Do lado de Dilma, em última instância, são os sindicatos operários e os movimentos sociais que concentram uma capacidade de mobilização capaz de fazer a diferença no prato da balança política. Quando Serra e a mídia atacam o que denominam de 'aparelhismo' do Estado e vociferam contras as 77 conferência nacionais realizadas pelo governo Lula, que mobilizaram mais de cinco milhões de pessoas no país, esse é o seu alvo , ou alguém acredita que a pauta do 'mar de lama' reflete valores éticos do jornal O Globo?

No caso de Marina Silva, cabe indagar para qual margem da disputa hegemônica estão sendo arrastados os votos dirigidos a uma suposta candidatura de 'terceira via', essa dissimulação ideológica que a crise mundial do capitalismo cuidou mais uma vez de desnudar.

Objetivamente, acima de ressentimentos e divergências superáveis, esse é o quadro sobre o qual o ambientalismo progressista e os democratas devem refletir, a quatro dias da urna.

(Carta Maior e a hora da decisão, 29-09)


Carta aberta à militância do PT
Por José Eduardo Dutra

Companheiras e companheiros,

Chegamos à reta final de um processo eleitoral histórico, que fará de Dilma Rousseff a primeira mulher presidente do Brasil.

Com Dilma, no próximo domingo teremos a oportunidade de eleger o terceiro governo popular e democrático do Brasil.

É o momento de confirmar a opção pela mudança, que a sociedade brasileira fez ao eleger o presidente Lula pela primeira vez, em 2002.
É o momento de garantir as conquistas acumuladas nos últimos oito anos; e de avançar ainda mais na construção de um país melhor, mais desenvolvido e socialmente mais justo.

A candidatura da companheira Dilma Rousseff é a certeza de que esse projeto vai prosseguir nos próximos anos.

Ela foi construída sobre uma sólida base de apoio social ao governo do presidente Lula.

Em torno dela formou-se um amplo arco de alianças, agregando todas as forças políticas que nos ajudaram a construir o projeto de desenvolvimento com distribuição de renda e ampla inclusão social.

Dilma Rousseff representa o Brasil que se transforma, que é amado por seu povo e respeitado em todo o mundo.

Ao longo dessa campanha, Dilma defendeu este projeto nos comícios, nas ruas, nos debates, nos programas de rádio e tevê.

De nossos adversários, que não têm proposta, não têm discurso, não têm representatividade, tudo o que ouvimos foi uma campanha de mentiras, falsidade e golpes baixos.

Vamos vencê-los no voto, mais uma vez.

Vamos dar a eles mais uma lição de democracia.

Vamos confirmar nas urnas o que já se sente nas ruas, nas fábricas, nas escolas, na internet: é Dilma vitoriosa no primeiro turno das eleições.

É nessa hora, nesses últimos dias de campanha, que a militância do PT vai fazer a diferença mais uma vez.

Eu me dirijo a vocês, como presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, para convocar a militância mais aguerrida do Brasil.

Você, que tem uma estrela vermelha no peito, pegue sua bandeira, reúna os companheiros, vá para as ruas defender nossa candidata, a candidata do PT e do presidente Lula.

Distribua nossas mensagens pela rede, acione o tweeter, siga nossos blogs, combata as mentiras e os boatos que os adversários espalham.

Vamos mostrar a eles que temos o melhor projeto, a melhor candidata, a melhor aliança.
E vamos mostrar, mais uma vez, que temos algo que nenhum outro partido tem: a militância mais apaixonada desse país.

É a nossa militância que vai fazer a diferença na reta final. Vamos pras ruas, vamos para decidir.

Vamos fazer História mais uma vez.

Vamos com garra e determinação, com amor pelo Brasil, com a força do PT.

Vamos para a vitória no dia 3 de outubro!

http://www.pt.org.br/portalpt/noticias/eleicoes-2010-11/presidente-do-pt-convoca-militancia-para-garantir-vitoria-de-dilma-no-domingo-22681.html



Onde estavam os supostos democratas na era FHC?

Direto do site http://www.pt.org.br/

À medida que as possibilidades de vitória de Dilma Rousseff no primeiro turno se tornam mais reais, a sensibilidade às “ameaças à democracia” fica crescentemente aguçada. E distorcida. No caso do Brasil de hoje, as ameaças, segundo grupos da oposição, provêm, paradoxalmente, do próprio voto popular.

Essa parece ser a tese dos chamados “formadores de opinião” que querem mobilizar o País em “defesa da democracia”. Inspirados por um neoudenismo opaco e alimentados por um mal disfarçado ressentimento político, esses autodenominados “democratas convictos” insurgem-se, agora, contra a “visão regressiva do processo político”, que transforma o “Legislativo em extensão do Executivo” e “viola a Constituição e as leis”.

Temem, acima de tudo, que Lula não apenas consiga eleger a sua sucessora, mas também que a situação obtenha votos suficientes para fazer uma folgada maioria no Congresso. Tal perspectiva, se concretizada, abriria, segundo esses “democratas convictos”, o caminho para o “autoritarismo” baseado no “partido único” (qual deles?) e na definitiva “fragilização da oposição”.

Como parlamentar que viveu a experiência dos 8 anos de FHC na oposição, e hoje no governo, posso avaliar o comportamento dos atuais oposicionistas, cuja dificuldade de atuar fica evidente na tentativa de golpear de forma baixa o Governo Lula, e de, ao melhor estilo lacerdista, mas sem a mesma competência e brilho, ganhar o jogo a qualquer custo, tentando impedir a continuidade desse projeto, agora sob comando de Dilma Roussef.

Tal preocupação é deveras tocante é têm sólidas raízes na história recente do Brasil. De fato, na época do regime militar, havia também muitos “democratas convictos” que se insurgiam contra a perspectiva do destino do País ser entregue ao arbítrio das massas populares “que não sabiam votar” e que se constituíam em apenas “massa de manobra para interesses populistas”.

Posteriormente, já no regime democrático, houve casos em que o voto popular conduziu a situações em que as oposições se viram extremamente fragilizadas e o governo pode promover, a seu bel-prazer, profundas reformas constitucionais e legais, transformando o “Legislativo em mera extensão do Executivo”. Esse foi o caso, por exemplo, do governo Fernando Henrique Cardoso.

Com efeito, turbinado pelo Plano Real, que produziu efeitos distribuidores de renda no curto prazo e promoveu o chamado “populismo cambial”, o governo FHC conseguiu formar uma maioria parlamentar e política que faria corar o democrata mais convicto. Na Câmara dos Deputados, o que os atuais “defensores da democracia” chamam de “partido único” tinha apenas 49 parlamentares e a oposição como um todo reunia pouco mais que uma centena de deputados.

Assim, o governo FHC tinha à disposição uma maioria acachapante de quase 400 parlamentares.

No Senado, a situação era pior (ou melhor, para os “democratas convictos”), o PT tinha cinco senadores e a oposição como um todo menos do que 20.

Tal maioria permitiu que, do alto da presidência da Câmara, o deputado Luiz Eduardo Magalhães operasse, alegre e profusamente, o seu famoso “rolo compressor” para aprovar reformas constitucionais e legais bastante abrangentes, sempre a serviço “dos interesses maiores do País”, é claro, como a abertura, sem critérios, das portas da economia brasileira ao capital estrangeiro, e a antinacional privatização do patrimônio público, com regras benevolentes e muitas vezes com ajuda do BNDES. E as medidas provisórias, que naquela época podiam ser reeditadas, foram usadas com proverbial prodigalidade. Obviamente, tudo isso era obedientemente ratificado pelo Senado, sem nenhum questionamento expressivo.

Já ao final do primeiro governo FHC, tal maioria inconteste permitiu, inclusive, que se aprovasse a emenda constitucional da reeleição, com os aplausos entusiásticos dos que hoje se dizem “democratas convictos”, que não levantaram suas vozes contra a denúncia de compra de votos para aprovar a medida que beneficiou o sociólogo tucano e sua turma.

É de conhecimento até do reino mineral que, comparado com aquele governo, o governo Lula teve e tem uma situação politicamente bem mais difícil, especialmente no Senado. Apesar disso, o nosso governo investiu bastante no aprimoramento das instituições republicanas e na articulação entre o Estado e os movimentos sociais, com o aprofundamento da democracia.

Fizemos conferências setoriais, envolvendo, entre outras áreas, saúde, educação, segurança pública, e ainda criamos o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, com a participação de empresários e trabalhadores, para a definição de importantes políticas públicas. Ao mesmo tempo, as liberdades fundamentais, como a liberdade de expressão, foram inteiramente protegidas e promovidas. Essas iniciativas, a adoção de mais transparência e o fortalecimento das instituições de controle, como a Polícia Federal e a Controladoria Geral da União, “seriam ameaças à democracia”, na leitura desses “democratas”.

Saliente-se que a extrema fragilidade da oposição da época de FHC tinha dois sérios agravantes. Em primeiro lugar, vivíamos a hegemonia inconteste do paradigma neoliberal, do pensamento único. Assim, os parcos e débeis protestos da oposição eram sempre rapidamente desclassificados como manifestações “jurássicas” e “neobobas”. Em segundo, a grande mídia, hoje confessadamente um partido de oposição, era, naquela época, um dedicado partido da situação cujo alinhamento aos desígnios governamentais só pode ser definido, a posteriori, como espartano.

Curiosa essa queixa da imprensa de hoje, que viveu, com honrosas exceções, sob o manto monolítico do pensamento único neoliberal defendido pelo PDSB e PFL (atual DEM) e agora vem dizer que é ameaçada pelo governo do PT. O PIG virou um verdadeiro PRI: não quer mudanças e julga ter todo o poder para não dar satisfações a ninguém.

Tudo isso é plenamente conhecido por quem tem um pouco de memória histórica. Contudo, há um mistério que permanece insolúvel. Onde estavam os “democratas convictos” naquela conjuntura de intensa “ameaça à democracia”, segundo seus próprios critérios? Por que aplaudiram as fáceis eleições de FHC em primeiro turno e agora dizem que a eventual eleição de Dilma na primeira rodada seria um “desastre para a democracia”?

Por que não consideravam a amplíssima maioria política e parlamentar que FHC dispunha no Congresso como um limitador ao exercício da democracia? Por que não se preocuparam com o isolamento e a debilidade da oposição daquele período? Por que não se insurgiram contra a inoperância do “engavetador geral da República”? Por que aplaudiram e ajudaram a promover a criminalização dos movimentos sociais? Por que o pensamento único não foi contestado?

É difícil saber onde estavam os que hoje se dizem “democratas”. Talvez a principal pista nos seja revelada por Dante. É provável que eles estivessem na sexta vala do “Malebolge”, exibindo as suas incômodas vestes de chumbo. Hoje, sem dúvida, estão sintonizados com seus patrões donos das concessões de emissoras e outros meios de comunicação, e claramente comprometidos com uma visão política pequena e distorcida de oposição ao Governo Lula.

De qualquer modo, sua alegre e livre emergência, agora exibindo plumagem específica, talvez se constitua na principal evidência do caráter democrático do Brasil, sob o Governo Lula.

Fernando Ferro é eputado federal (PT-PE), líder do partido na Câmara Federal.


Vox Populi: Dilma está com 49% e venceria no 1º turno

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, aparece, pelo terceiro dia consecutivo, com 49% das intenções de voto no tracking Vox Populi/Band/iG publicado nesta terça-feira. José Serra (PSDB), segundo colocado, oscilou um ponto para cima e agora tem 25%. Já a presidenciável do PV, Marina Silva, que um dia antes contava com 13%, agora soma 12% - o que interrompe uma sequência de três dias consecutivos de crescimento.

A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais.

Apoiada pela alta popularidade do presidente Lula na região, Dilma tem o melhor desempenho entre eleitores do Nordeste: 65%. Na região, no entanto, a ex-ministra da Casa Civil já contou com até 73% das preferências. Na mesma região, Serra teria hoje 15% dos votos, de acordo com a projeção, e Marina, 7%.

Dilma ainda lidera em todas as regiões, mas encontra seu pior cenário no Sudeste, onde ela conta com 42% das intenções de voto – contra 27% de Serra e 16% de Marina. Já o candidato tucano tem mais votos no Sul (34%), contra 45% de Dilma no local.

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, a petista aparece à frente, com 43% das citações (um ponto a mais que na pesquisa anterior); Serra tem 22% e Marina, 9%. O tracking Vox/Band/iG conta com 2.000 entrevistas, sendo que um quarto dessa amostra é renovada diariamente.

Fonte: portal iG.

Acompanhe aqui a cobertura diária da campanha de Dilma pelo Twitter.
Também do Blog Presidente DILMA.



A união de Marina Serra e José Silva
Uma mão lava a outra na dança dos oportunistas

Marina Serra é a bala de prata que a mídia e seus institutos de pesquisa disparam faltando seis dias para as eleições. A missão deles? Levar José Silva ao segundo turno.

A missão de seus eleitores? Inconscientes ou inconsequentes, são o capital eleitoral para o futuro. Futuro de quem? De todos, menos do Brasil. A ex-ministra do Meio Ambiente de Lula perdeu o rumo no último debate, na Record, quando provocou e levou o troco de Dilma que trouxe à tona os escândalos de corrupção dos madeireiros que cercaram seu mandato enquanto esteve no governo Lula. O fato é que depois de sua saída, nos últimos dois anos, reduziu-se pela metade o desmatamento no Brasil. Mas isso não muda a opinião dos seus eleitores “verdes-laranja”. Ou, provavelmente, por serem PIG-dependentes de informação, estas estatísticas não lhes tenham sido reveladas (veja aqui).

O romântico eleitor verde-laranja descobriu que pode votar em Marina Serra sem que isso lhe pese na consciência. Lava as mãos como se a derrota de sua candidata não o fizesse cúmplice da vitória de um dos outros. Se agarra a este voto como se fosse a última tábua de salvação moral num mar de lama que o PIG usou para encobrir todos os méritos do governo Lula e Dilma.

Acredita que ser ecológico é votar num “símbolo” que o liberta da obrigação de praticar ecologia. Assim, delega ao partido verde a tarefa de limpar a sujeira ambiental que ele mesmo produz – apenas isso. Marina Serra é Mary Poppins descendo de guarda chuva dos céus para absolvê-lo na Terra. E flutua em sua consciência como uma fada virginal cantando canções angelicais e redentoras.

Mas a realidade mundana é bem mais cruel para este eleitor. Longe de ser a escolhida para o embate de um eventual segundo turno, Marina Serra está pouco se lixando para o resultado das eleições e os rumos que o país pode seguir dependendo de quem for eleito presidente. Cabeça feita por gente como Gabeira e outros oportunistas do PV, chutou seus ideais paro o alto e entrou no jogo político carreirista que consiste em acumular horas de exposição na mídia em campanhas eleitorais ou evidenciar-se ao máximo em conspirações contra o governo federal. Exatamente o que fazem profissionais experientes como Geraldo Alckmin, Sérgio Guerra, Álvaro Dias, Agripino Maia, Heráclito Fortes etc.

Ao que tudo indica, tampouco os eleitores de Marina Serra estão interessados no que pode ocorrer neste processo. Alguns querem acreditar no argumento hipócrita de José Silva quando afirma que num segundo turno haveria mais espaço para aprofundar a discussões e propostas e para que o eleitor conheça mais a “fundo” cada um dos candidatos. Este, é um argumento maquiavélico: fazem dois anos que as propostas estão explicitadas para a sociedade. E as opções mais do que focadas. O que realmente querem o PIG e seu candidato é TEMPO para desenvolverem novos factoides que permitam caluniar e destruir a candidatura Dilma Rousseff.

Por isso são conhecidos como golpistas desde a época do golpe militar que instalou 20 anos de ditadura sangrenta neste país. Como demonstraram nos últimos meses, seu jogo é sujo e parte dele acontece nos subterrâneos da legalidade moral, onde mercenários spammers atacam a candidata petista das formas mais baixas; onde criminosos travestidos de jornalistas estampam manchetes com toda sorte de acusações sem provas, especulações e distorções tendenciosas; onde a hipocrisia e a mentira são prática comum. Este é o jogo no qual José Silva e Marina Serra estão afinados. Mesmo que a candidata verde-laranja não admita ou, na melhor hipótese, não perceba.

José Silva e seu PIG agora são “verdes” desde criancinhas. Até conquistarem o segundo turno, tentarão nos vender a idéia de que o verde é uma opção ou postura política. Ser ecologicamente correto independe de ideologias. Tanto a direita quanto a esquerda, radicais ou não, podem incorporar ações e regulamentações que visam a preservação do meio ambiente. Ou será que alguma corrente política é a favor da extinção das espécies para que sua oposição seja contra?

Querer transformar a questão do meio ambiente em um partido político é oportunismo altamente poluidor de corações e mentes.

By: O que será que me dá?



Weissheimer: Campanha contra “censura” do PT foi baseada em declaração inexistente

Campanha sobre “censura do PT” falsificou notícia

Jornais, redes, sites e canais de TV reproduziram uma mesma matéria dias atrás sobre uma suposta declaração de José Dirceu na Bahia. Segundo a matéria, ele teria “criticado o excesso de liberdade de imprensa no Brasil”.

Vídeo com a fala de José Dirceu mostra que ele não só não disse isso, como afirmou exatamente o contrário. “Não existe excesso de liberdade; para quem já viveu em ditadura não existe excesso de liberdade”. Declarações falsificadas ajudaram a alimentar a campanha sobre uma suposta ameaça à liberdade de imprensa no país. Os mesmos órgãos de imprensa que participaram dessa farsa silenciam sobre dois casos concretos de censura, protagonizados pelos tucanos José Serra e Beto Richa. Marco Aurélio Weissheimer, na Carta Maior

Os grandes jornais, rádios e redes de TVs do Brasil publicaram dias atrás uma notícia falsa e mentirosa que deu base a uma burlesca cruzada cívica contra uma suposta ameaça à liberdade de imprensa no país, partindo do PT e do governo Lula. No dia 14 de setembro, o jornal O Estado de São Paulo publicou matéria intitulada “Na BA, José Dirceu critica excesso de liberdade de imprensa no Brasil”. Um trecho da “reportagem”:

Em palestra para sindicalistas do setor petroleiro da Bahia, na noite desta segunda-feira, 13, em Salvador, o ex-ministro da Casa Civil e líder do PT José Dirceu criticou o que chamou de “excesso de liberdade” da imprensa. “O problema do Brasil é o monopólio das grandes mídias, o excesso de liberdade e do direito de expressão e da imprensa”, disse.

As declarações atribuídas a José Dirceu são falsas. Mais grave ainda: ele disse exatamente o contrário: “Não existe excesso de liberdade; para quem já viveu em ditadura não existe excesso de liberdade”.

A mesma matéria falsa e mentirosa foi reproduzida por dezenas de outros veículos de comunicação em todo o Brasil. Algum desmentido? Algum “erramos”? Nada. Do alto de uma postura arrogante e cínica, os editores desses veículos seguiram reproduzindo a “notícia”.

Um outro exemplo, no mesmo contexto da suposta ameaça à liberdade de imprensa que estaria pairando sobre a vida democrática do país. Há dois escandalosos casos concretos de censura registrados na campanha até aqui: ambos foram protagonizados por tucanos. O candidato José Serra exigiu que fossem apreendidos os arquivos de vídeo que registraram sua discussão com a jornalista Márcia Peltier, durante entrevista na CNT.

O “democrata” Serra se irritou com as perguntas, ameaçou abandonar o programa e exigiu que as fitas fossem entregues à sua equipe, o que acabou acontecendo. O outro caso ocorreu agora no Paraná, onde o candidato do PSDB ao governo do Estado, Beto Richa, conseguiu proibir na Justiça a divulgação de pesquisas eleitorais.

Onde está a indignação e a ira dos jornalistas, juristas e intelectuais que denunciaram o “mal a ser evitado”?

Práticas da chamada grande imprensa estão ultrapassando o âmbito da manipulação editorial e ingressando na esfera do crime organizado. É um absurdo que jornalistas que se julguem sérios e que respeitem a profissão que abraçaram sejam cúmplices e/ou omissos diante desse tipo de coisa.

O PT e os partidos e organizações sociais que apóiam a candidatura de Dilma Rousseff poderiam convidar jornalistas internacionais para acompanhar o que está acontecendo no Brasil e divulgar para o resto do mundo esse tipo de prática.

fonte: www.viomundo.com.br

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Dilma fez o último comíciom do Primeiro Turno em São Paulo


Enquanto as pesquisas trabalham para dizer que a campanha de Dilma perde força, a rua mostra o contrário. Ontem, no comício que a gente transmitiu ao vivo, aqui, uma multidão encheu o sambódromo paulistano, mesmo debaixo de uma chuva pesada. Hoje, com imagens melhores, trago algumas cenas do comício e trechos dos discursos. Vou ver se consigo mais trechos das falas de Lula e Dilma, para postar aqui.

Nada de esmorecer. Hora de mobilizar todas as forças. E-mails, telefonemas, vamos abordar os amigos, conhecidos, parentes e esclarecer as dúvidas que tiverem. A internet nos deu as informações, temos as verdades que precisam ser ditas, como as que você vai ouvir no vídeo.

Eu preciso me mexer pela minha campanha, mas não vou deixar de pensar no bem maior, no bem do Brasil e do povo brasileiros.Vamos nos mexer, mandar o link do vídeo, http://www.youtube.com/watch?v=zy9oYP3mEs0&feature=player_embedded usar nossa capacidade de argumentação e nossa convicção.

Quem puder me ajudar, ótimo. Mas o importante, mais importante agora é defender a consciência do povo brasileiro das manipulações e da torpeza da mídia e do resultado que querem impor com seu poder.

Direto do blog do Brizola Neto http://www.tijolaco.com/

Sensacional: programa de TV da Dilma é um verdadeiro documentário


O programa de TV da Dilma na tarde desta terça-feira, foi sensacional.

Se tiver algum conhecido indeciso ou vacilão, e que ainda não viu, chame para ver esse vídeo.

Discuta ponto por ponto, porque convence qualquer um quem é a melhor candidata para o Brasil e para os brasileiros, e porque é a melhor candidata.

Ou mande o link para seus amigos, explicando como no texto desta nota: http://www.youtube.com/watch?v=yUyonTmxjTI

Dá vontade até de gravar em DVD e distribuir para os conhecidos.Isso não foi só propaganda política. Foi um documentário de curta-metragem.

Mostrou todo o significado da era Lula para vida das pessoas, comparou o modelo de governo de Dilma e Lula como o de Serra e FHC (governo anterior).

Foi documentário, foi emoção, foi uma aula de história, e foi uma aula de política.

Teve o povo como personagem principal, explicando como as boas políticas públicas afetam a vida e cotidiano das pessoas. Como bons governos são parceiros de cada brasileiro, e maus governos prejudicam nossa vida. Mostrou Dilma e Lula com a função que todo líder político deve ter: servir ao povo brasileiro com dedicação, amor, civismo e patriotismo.

Abaixo segue a transcrição em texto aproximada do que é exibido no vídeo:

Começou mostrando os avanços em relação ao governo passado, contando histórias de como a vida das pessoas melhoraram, em vários lugares do Brasil, ressaltando o transporte escolar rural, o luz para todos, o SAMU-192, um trabalhador com carteira assinada que estava desempregado, um aposentado sendo atendido com rapidez e eficiência no posto do INSS, a redução de impostos que permitiu a compra do carro novo, e várias coisas que não existiam no governo passado, como o centro esportivo da Rocinha no Rio, o estaleiro Atlantico-Sul em Pernambuco, o sonho da casa própria que se realizou.

Narrou um dia na vida destas pessoas, um dia de trabalho de milhões de brasileiros construindo um Brasil mais forte, justo e feliz.

Dilma, ao lado de Lula, aparece dando seu depoimento: "... no nosso governo o Brasil mudou, com economia sólida, investimentos, recorde de produção no campo, o comércio indo bem, e o emprego não para de crescer, mas a grande mudança foi melhorar a vida das pessoas, com o brasileiro podendo realizar o sonho da casa própria, do carro, de ter um computador, de comprar eletrodomésticos e móveis.

Quem nasce pobre não está condenado a ser pobre para sempre, porque sabe que pode subir na vida e tem um governo que vai lhe apoiar.

Ajudei a criar esse novo Brasil lado a lado com o presidente Lula. Vou trabalhar agora para ampliar estas conquistas. Esse é o compromisso que assumo com todos os brasileiros e brasileiras". - prossegue Dilma.

O programa continua mostrando a sensibilidade para realizar grandes programas sociais como o "Luz para todos" e o "Minha Casa, Minha Vida".

Capacidade para tirar grandes projetos do papel e gerar milhares de empregos. Isso Dilma tem de sobra. Com ela tudo anda:- Projeto de integração do Rio São Francisco;- reativação da indústria naval;- modernização do porto de Santos;- Ferrovia Norte-Sul;- Ferrovia Nova Transnordestina;- Hidrelétricas do Rio Madeira;- Pac nas comunidades do Rio de Janeiro;- Grandes obras rodoviárias em todo o país;

Com ela e Lula o país conseguiu o que ninguém imaginava:- 36 milhões subiram para a classe média;- 28 milhões saíram da pobreza extrema;- a dívida com o FMI foi zerada;- o Brasil se tornou líder mundial no combate à fome e na defesa do meio ambiente;- Conquistou a copa de 2014 e olimíadas de 2016;

É com essa competência que Dilma vai conduzir o Brasil ao futuro.

Dilma volta a falar com os brasileiros, da Petrobras ter se tornado a 2ª maior empresa de petróleo do mundo, e a 4ª maior empresa do mundo.

Mostra a demonstração de prestígio e força do Brasil com a Petrobras recebendo R$ 120 bilhões de investimentos na Bolsa de Valores. O maior volume da história mundial. Coloca as imagens do presidente Lula discursando na Bolsa de Valores de São Paulo.

Depois, o programa narra que no governo passado a Petrobras perdeu força, e até tentaram trocar seu nome para PetroBrax.

Nesse governo tudo mudou. Lula fez de Dilma presidente do Conselho de Administração da Petrobras - diz o documentário.

Com Lula e Dilma, nos tornamos auto-suficientes na produção de Petróleo, e descobrimos o pré-sal. Agora com a valorização da Petrobras, vamos poder explorar todo esse potencial. O Brasil será um dos maiores produtores de petróleo do mundo. E graças a uma lei criada pelo governo Lula, a riqueza do pré-sal será investida em educação, saúde, cultura, combate à pobreza, meio-ambiente, e ciência e tecnologia, melhorando a vida de todos os brasileiros.

Dilma volta a falar: "Junto com o Presidente Lula, trabalhei muito para o fortalecimento da Petrobras, a mais brasileira de nossas empresas. É uma alegria imensa, ver que agora ela vai poder contribuir ainda mais para o desenvolvimento do país.É assim, valorizando o que é nosso, que vamos seguir mudando o Brasil."

Depois vem depoimento de um homem do povo, que aprovou o governo Lula e vota em Dilma.

Dilma retorna: "Agora que a eleição está chegando à reta final, é mais importante que nunca, cada brasileiro comparar o nosso modelo de governar com aquele modelo do passado.

Para nós, melhorar a vida das pessoas, não é uma promessa de campanha. É uma prática do nosso dia a dia.Tudo que eu e o presidente Lula ralizamos nos últimos sete anos e meio teve esse objetivo.

O resultado está aí. O Brasil mudou e está pronto para seguir mudando em todas as áreas: na educação, na saúde, na segurança, na habitação, na geração de empregos.É assim que vamos continuar construindo um país cada vez melhor."

Lula entra, dando seu depoimento: "Hoje, quando olho para trás e vejo como o Brasil mudou, é até difícil explicar. Mudou tudo: a forma como o brasileiro enxerga o país, a forma como o mundo enxerga o Brasil.

Estamos prontos para crescer como nunca crescemos antes.

O governo tem um rumo, a economia está sólida, e o povo está confiante. A gente percebe uma energia nova no país.

Quer saber?

Valeu a pena ter vivido tudo o que eu vivi para ver que era possível transformar o Brasil nuim país melhor.

Tenho muito orgulho de ter começado esse trabalho e a maior certeza do mundo de que a Dilma vai dar os passos que ainda faltam para o Brasil se transformar num país realmente desenvolvido."

Direto do Blog do Saraiva http://saraiva13.blogspot.com

Marina, queridinha da mídia

De jurásica, ecologista fundamentalista, que travava o desenvolvimento do país, Marina virou a nova queridinha da mídia – lugar deixado vago por Heloisa Helena. Mas o fenômeno é o mesmo: desespero da direita para chegar ao segundo turno e incapacidade de alavancar seu candidato. Daí a promoção de uma candidata que, crêem eles, pode tirar votos da Dilma, para tentar fazer com que a derrota não seja tão acachapante, levando a disputa para o segundo turno e dando mais margem do denuncismo golpista de atuar.

Marina, por sua vez, para se prestar a esse papel, se descaracterizou totalmente, já não tem mais nada de candidata verde, alternativa. Não tem agenda própria, só reage, sempre com benevolência, às provocações da direita, seja sobre os sigilos bancários, a Casa Civil ou qualquer insinuação da direita.

Presta um desserviço fundamental à causa que supostamente representaria: é um triste fim do projeto de construir um projeto verde, uma alternativa ecológica, uma pauta fundada no equilíbrio ambiental para o Brasil. Tornou-se uma candidata vulgar, em que nem setores de esquerda descontentes com outras correntes conseguem se representar.

Uma vez mais uma tentativa de construir alternativa à esquerda deixa-se levar pelo oportunismo. Quantas vezes Marina denunciou o monopólio da mídia privada e seu papel assumido de partido político da oposição? Nenhuma. Quantas vezes afirmou que a imprensa é totalmente alinhada com uma linha radical de oposição, não deixando espaços para a informação minimamente objetiva e para o debate democrático da opinião pública? Nenhuma. Quantas vezes se alinhou claramente com a esquerda contra a direita? Nenhuma.

Nenhuma, porque já não está no campo da esquerda – e os aliados, incluídos os que fazem campanha par ao Serra, como Gabeira, entre outros, provam isso. Se situa em um nebuloso espaço da terceira via – refúgio do oportunismo, quando os grandes enfrentamentos polarizam entre direita e esquerda. Nenhuma, porque essa mesma imprensa golpista, monopolista, que a criticava tanto, agora lhe abre generosos espaços para desfilar seu rancor porque não foi a candidata do Lula e vê a Dilma ser promovida a continuadora do governo mais popular da história do país.

Esses 15 minutos de glória serão sucedidos pela ostracismo, pela intranscendência. Depois de usada, sem resultados, pela direita, Marina voltará ao isolamento, o suposto projeto verde, depois de confirmado o amálgama eleitoreiro que o articulou, desaparecerá, deixando cadáveres políticos pelo caminho.

By Emir Sader do Blog Do Emi Sader http://www.cartamaior.com.br/



Eric Nepomuceno: imprensa atacou Getúlio, JK, Jango, Brizola e Lula. E apoiou golpe e ditadura


Em um contundente artigo publicado no jornal argentino Página/12, o jornalista e escritor Eric Nepomuceno põe o dedo na moleira da imprensa brasileira:

Considerado o fundador do Estado moderno no Brasil, Getúlio Vargas foi alvo de uma contundente campanha encabeçada pelo jornal Tribuna da Imprensa, do Rio de Janeiro. Terminou se suicidando com um tiro no coração em agosto de 1954.

Criador de Brasília e um dos presidentes mais populares do Brasil, Juscelino Kubitschek enfrentou a resistência feroz do conservador O Estado de São Paulo. Acusado de corrupção irremediável, jamais se comprovou nada contra ele.

Histórico dirigente da esquerda, o trabalhista Leonel Brizola foi governador do Rio de Janeiro em 1982, no início do processo da democratização, e passou seus dois governos sob uma campanha implacável (e freqüentemente mentirosa) do mais poderoso grupo de comunicações da América Latina, que controla a TV Globo e o jornal O Globo.

Nunca antes, porém, um presidente foi tão perseguido pelos meios de comunicação como ocorre com Luiz Inácio Lula da Silva. Com freqüência assombrosa foram abandonadas as regras básicas do mínimo respeito cidadão. Um bom exemplo disso é a revista Veja, semanário de maior circulação no país, que sem resquícios de pudor público denuncia escândalos em seqüência que acabam não sendo comprovados. Em sua página na internet abriga comentaristas que tratam o presidente da Nação de “essa pessoa”.

O mesmo grupo que controla a TV Globo, cujo noticiário tem a maioria da audiência, o matutino O Globo, principal jornal do Rio e segundo em circulação no Brasil, e a principal cadeia de rádio, CBN, não perde a oportunidade de destroçar Lula e seu governo, sem preocupar-se nem um pouco com a veracidade de seus ataques. O jornal Folha de São Paulo, de maior circulação no país, divulga qualquer denúncia como se fosse verdadeira e não se priva de aceitar que um ex-condenado por receptação de mercadorias roubadas e circulação de dinheiro falso se transforme em “consultor de negócios” e lance acusações sem apresentar nenhuma prova.

Até o conservador O Estado de São Paulo, que até agora era o mais equilibrado na oposição ao governo, optou por ingressar neste jogo sem regras nem norte.

Frente à inércia dos principais partidos de oposição, o PSDB e o DEM, os meios de comunicação ocupam organicamente esse espaço. Isso foi admitido, há alguns meses, pela própria presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Judith Brito, da Folha de São Paulo.

Mais grave, porém, é o que nenhum destes grupos admite: mesmo antes de iniciar a campanha sucessória de Lula, esse enorme partido informal (mas muito eficaz) de oposição optou por um candidato, José Serra, que não respondeu às suas expectativas. E frente à incapacidade de sua campanha eleitoral, os meios de comunicação brasileiros decidiram atacar a candidatura de Dilma Rousseff, ignorando os limites éticos.

Essa politização absoluta e essa tomada de posição pela imprensa terminaram por provocar a reação de Lula. Suas críticas, por sua vez, provocaram uma irada onda de novas denúncias, indicando que o presidente pretendia impedir a liberdade de expressão e de opinião. No entanto, em seus quase oito anos como presidente, Lula em nenhum momento representou uma ameaça à grande imprensa, por mais remota que fosse. Alguns movimentos para impor algumas regras e impedir a permanência de um esquema de quase monopólio foram neutralizados pelo próprio Lula que optou pelo não enfrentamento com as oito famílias que concentram o controle dos meios de comunicação no maior país latinoamericano.

A liberdade de imprensa é absoluta no Brasil, ao ponto de ter se transformado em liberdade de caluniar. Os grosseiros ataques, freqüentemente baseados em nada, contra Lula e seus governo aparecem todos os dias, sem que ninguém trate de impedi-los. E, ainda assim, os grandes meios não deixam de denunciar ameaças à liberdade de expressão. Talvez a razão de tudo isso repouse no que ocorreu quando o Brasil voltou á democracia, há 25 anos.

Ao contrário do que ocorreu em outros países que reencontraram a democracia – penso especificamente nos casos da Espanha e da Argentina -, no Brasil a imprensa não se democratizou. Não surgiram alternativas que respondessem aos diferentes segmentos políticos e ideológicos. Prevaleceu o cenário em que cada meio apresenta o eco de uma mesma voz, a do sistema dominante.

Para esse sistema, Lula era um risco suportável. Já a sua sucessão é outra coisa. E se o candidato da oposição se mostra um incapaz, o verdadeiro partido oposicionista revela sua cara mais feroz. Ao exercer a liberdade do denuncismo barato, mostra seu inconformismo com a manifestação do desejo dessa massa de ignaros que é chamada de povo. Essa gente que não era nada e passou a se considerar cidadã. Isso sim é inadmissível.

By: RS Urgente via Contexto Livre http://contextolivre.blogspot.com/

Lindberg e Picianni no Largo da Carioca




Mídia e comunicação social: Os desafios da blogosfera!
http://planicielamacenta.blogspot.com/

Mais um ótimo texto do Douglas da Mata, em reflexão à evolução do movimento blogueiro.

Desde 1989, todos sabemos o poder de mobilização que as campanhas presidenciais têm. Em um país com dimensões como o nossao onde as instituições partidárias ainda engatinham para se transformar em ferramenta de intervenção politica da sociedade, e no qual a idéia de coesão cultural e social nos foi "dada" pelas empresas de comunicação de massa, as eleições gerais trazem consigo a possibilidade do debate político em cada esquina, todos os dias, por todos os atores sociais.

De um modo ou de outro, de acordo com os próprios filtros que detêm, os cidadãos vão formando sua noção da realidade, e se é bem verdade que sofrem diversas influências, é certo que esse processo é sempre de mão dupla, ou seja: boa parte das diretrizes políticas também são fruto da vontade desse senso comum, heterogêneo e que busca sempre um "centro político", um "eixo gravitacional" que nos possibilite equilibrar nossa jovem Democracia.

Nessas eleições gerais, no entanto, houve uma redução da amplitude do debate, que obedeceu a uma premissa, dentre tantas outras:

As discussões políticas acerca dos problemas do Brasil e a forma de enfrentá-los, bem como todo o espectro ideológico que cerca esse debate se resumiu a quesão da mídia tradicional e o que assistimos foi uma campanha presidencial onde o meio (a mídia) tornou-se fim em si mesma, e aprisionou tudo a sua volta.

Não houve quem escapasse a essa armadilha, até porque, a mídia tadicional ainda ocupa um espaço demasiado relevante em nossa sociedade, e logo, os meios de reação (os blogs, comunidades de relacionamento, etc)agem como tal: reativamente a uma pauta que já está pré-determinada pelos barões da mídia.

Nem o governo, com toda sua popularidade, e capital político conseguiu escapar a esse esquema pobre.

A população, em sua grande maioria, se afastou dessa polarização entre mídia tradicional, governo e blogosfera, como se todos nós habitássemos uma redoma, um mundo paralelo, onde os cidadãos, do lado de fora, nos olham, entre assutados e divertidos, como se estivessem a observar um estranho zoológico.

Essa constatação revela, o enfraquecimento da mídia tradiconal, e sua incapacidade de debater outros temas que não a si mesma, e são, desse modo, o atestado de óbito de uma geração, de um ciclo de prática de uma espécie de jornalismo que parece condenado ao ostracismo, ou ao menos, aos guetos de opiniões. Um fato é óbvio e repetitivo: Perderam o monopólio da verdade.

Mas pergunto: O que vamos colocar no lugar desse estado anterior de coisas?

Em grande parte, a relevância de toda a mídia empresarial é um fato calcado nas estruturas que construiram durante seu processo de acumulação de capital econômico e político. Suas plataformas de lançamento de informação (os meios: impressos, imagéticos, telemáticos e radiofônicos) ainda não encontram rival. Assim como sua natureza de organizações empresariais não encontra substituto no amadorismo independente dos blogueiros, que na maioria das vezes, têm a produção de conteúdo como hobby, e não como meio de vida, como é o caso de jornalistas e seus patrões.

Se isso, em si, é uma vantagem, também, por outro lado, funciona como ameaça, haja vista que a falta de estabilidade e perenidade dilui boa parte da confinaça que o público quer depositar, ou seja, corrói a institucionalidade desse novo meio: A blogosfera!

Porém há alguns indícios de que algo começa a encorpar em outro sentido: a organização dos blogs progessistas do Rio de Janeiro, o RioProBlog aponta para uma semi-organização que pode extrapolar os limites do debate eleitoral e do papel da mídia tradicional. Um tipo de especialização ou profissionlaização da produção de conteúdo.

Vencida essa etapa em 03 de outubro, qualquer que seja o resultado, com ou sem segundo turno, caberá a essa organização começar a superar os desafios de apenas "discutir" o papel da mídia, sob pena de ficar eternamente a gritar ao público a sua relevância, tendo como ponto de referência a mídia velha que quer superar, mas sem a qual, o movimento parece fadado a inexistitr, ou pior, pode ceder ao vícios de concentração e hegemonização ideológica que refuta no "inimigo".

Em outras palavras: Embora seja muito importante denunciar o papel de manipulação e o conluio com interesses das elites pela mídia tradicional, vai chegar a hora de demonstrar se temos "a carcaça" para concorrer com ela, uma vez que a tarefa de formular conceitos e informação não pode para sempre ser pautada pela disputa pura e simples, até porque, como já dissemos, mídia tradicional e blogosfera são complementares e nunca concorrentes, pois são fenômenos distintos de um mesmo gênero: Comunicação.

A assunção de um "lado" pela mídia tradicional(Estadão e Folha) nessas eleições é um marco histórico. Situados, não há mais como recorrer a tese de que escondem seus interesses.Vai ser necessário agora, disputar a opinião na qualidade do conteúdo e nos fatos a ele relacionados.

Outra disputa vai se dar, uma hora ou outra, estrategicamente falando: A questão de como o Estado se relacionará com essas formas diferentes de comunicação, como alocará verbas e financiamento, e o que é de domínio de política pública e o que ficará a cargo da autoregulamentação e do "mercado".

A luta está só no começo, e temos que, todos os dias, afastar a possibilidade que a "institucionalização" da blogosfera se dê pelos mesmos meios e interesses que dominaram as outras formas de comunicação, como aconteceu no passado.

por Douglas da Mata
Postado por Sergio Telles no #RioBlogProg http://rioblogprog.blogspot.com/

A mídia comercial em guerra contra Lula e Dilma














O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de idéias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta. Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando vêem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como “famiglia” mafiosa.


O artigo é de Leonardo Boff. http://www.cartamaior.com.br/

Sou profundamente pela liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o “silêncio obsequioso” pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o “Brasil Nunca Mais” onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.


Esta história de vida, me avaliza para fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de idéias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff.


Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.


Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando vêem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como “famiglia” mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos do Estado de São Paulo, da Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e chulo da imprensa brasileira.


Estes estão a serviço de um bloco histórico, assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem deste povo. Mais que informar e fornecer material para a discussão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.

Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido à mais alta autoridade do pais, ao Presidente Lula.

Nele vêem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.

Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.

Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma) “a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e nãocontemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo, Jeca Tatu, negou seus direitos, arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação, conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16)”.

Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles tem pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascendente como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidene de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.

Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados de onde vem Lula e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coroneis e de “fazedores de cabeça” do povo. Quando Lula afirmou que “a opinião pública somos nós”, frase tão distorcida por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palavra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.

O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa de fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida.

Outro conceito inovador foi o desenvolvimento com inclusão soicial e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituidas e com salários de fome. Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.

O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, o fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil. Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial.

A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA faz questão de não ver, protagonista de mudanças sociais não somente com referência à terra mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.

O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocolonial, neoglobalizado e no fundo, retrógrado e velhista ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes.

Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das má vontade deste setor endurecido da midia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansaiado e construido com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.(*)


Teólogo, filósofo, escritor e representante da Iniciativa Internacional da Carta da Terra.




1° de Abril.


telefonaram-me
avisando-me que vinhas
na noite uma estrela
ainda brigava contra escuridão
na rua sob patas
tombavam
homens indefesos

esperei-te 20 anos
e até hoje
não vieste à minha pota

- foi um puta golpe!

ArturGomes
http://blogdabocadoinferno.blogspot.com/

poema escrito em 1984
publicado em 1985 no livro Suor & Cio
gravado em2002 no CD fulinaíma blues poesia

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Eugenio Bucci, o golpismo confesso e a filosofia de conveniência

De: Mauro Carrara enviado por Cido Araújo via http://rioblogprog.blogspot.com


Cliquei hoje no site do Observatório da Imprensa e lá encontrei a chamada para o artigo de um ítalo-brasileiro, o jornalista Eugênio Bucci. Não resisti. Pois da lavra nossa, dos oriundos, há algo do melhor e algo do pior em termos de substância política. Já me assustei ao topar com a fonte: "reproduzido do Estado de S. Paulo, 23/9/2010"... E também com o chapéu e o título: "Mídia & Governo - Por um pingo de serenidade".

O primeiro parágrafo consagrou minhas suspeitas. Acusa lá o badalado funcionário da família Mesquita:

Por iniciativa pessoal do presidente da República, a imprensa vai se convertendo em ré nesta campanha eleitoral. Nos palanques, ele vem investindo agressivamente contra ela. Diz que vai derrotá-la nas eleições. Lula grita, gesticula, fala com muita virulência. Por que será? A proposta clara é intimidar, calar e criminalizar o presidente, tática que vem sendo utilizada há semanas pelo massudo jornal dos coronéis quatrocentões.

O desenho caricato de Lula visa a desqualificá-lo e, simultaneamente, instruir uma vitimização da mídia. Previsivelmente, Bucci se mune de todo arsenal da sofística para confundir conceitos, fingindo não perceber distinção entre jornalismo informativo e jornalismo de propaganda. O articulista não faz qualquer menção, por exemplo, à utilização de um criminoso apenado, receptador de cargas roubadas e falsificador de notas de R$ 50, como homem-bomba da Folha de S. Paulo em seu atentado recente contra a reputação de Dilma Rousseff. Tampouco Bucci menciona o fato de que seu próprio Estadão deturpou vergonhosamente o conceito do ato pela democratização da mídia, realizado no dia 23 de Setembro, no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.

Para o jornalão, tratava-se de um evento patrocinado pelo PT com o intuito de calar a imprensa. Quem esteve presente sabe que se trata de uma falsidade. Nem uma coisa nem outra. Bucci, como muitos outros jornalistas brasileiros, julga-se acima da lei e dos códigos de conduta que regram a vida em sociedade. Nesse transe de superescriba, homem além do bem e do mal, acredita que a imprensa tudo possa, contra quem quiser, mesmo que recorrendo à ilicitude. Para que o leitor compreenda essa linha de pensamento, reproduzo um parágrafo-chave do próprio artigo. Preste atenção e, acredite, ele pensa isso mesmo.

O engano.Lula faz crer que liberdade existe apenas para os que informam "corretamente". Não é bem assim. A liberdade de imprensa inclui a liberdade de que veículos impressos – que não são radiodifusão e, portanto, não dependem de concessão pública – assumam uma linha editorial abertamente partidária. Qualquer órgão impresso (ou na internet) pode, se quiser, fazer oposição sistemática. A liberdade não foi conquistada apenas para os que "informam corretamente", mas também para os que, na opinião desse ou daquele presidente da República, não informam tão corretamente assim. Se um jornal quiser assumir uma postura militante, de cabo eleitoral histérico, e, mais, se quiser não declarar que faz as vezes de cabo eleitoral, o problema é desse jornal, que se arrisca a perder credibilidade. O problema é dele, só dele, não é do governo.

Ou seja, tudo aquilo que aprendemos nos escritos de Platão, Aristóteles, Kant, Hegel, entre outros, deve ser jogado no lixo, pois Bucci descobriu um novo conceito, o de "verdade conveniente".

A Deontologia já não tem serventia, exceto ornamental nas Caspers, ECAs e FFLCHs da vida, esta última devidamente engatada nesse trem de retóricas delinquentes pelo professor José Arthur Giannotti, um dos gurus de FHC. Ou seja, sobre a liberdade de imprensa não pesa mais a hipoteca da busca da realidade dos fatos e do bem comum. Está autorizado o vale-tudo, o interesse particular e, em última instância, a barbárie iconoclasta patrocinada pelo baronato midiático.

O artigo de Bucci é, no entanto, uma confissão importante. Acionada a tecla SAP, podemos ler:

"não acredite em tudo que o Estadão publica, pois nossa noção de informação correta está subordinada ao interesse particular".

Se o próprio jornal constituiu uma peça editorializada para eleger Serra como seu representante, resta nenhuma dúvida sobre o tipo de jornalismo produzido na Avenida Engenheiro Caetano Álvares, 55.

O articulista Bucci é daquelas figuras que parecem elétrons saltitantes e imprevisíveis. Ora, está no Largo São Francisco, aprendendo com a turma da "bucha". Depois, perambula pelo PT. Logo, gruda-se no núcleo duro da Editora Abril. Passa pela Radiobrás, onde é paparicado pelos recrutadores de quadros do Governo Federal. Aí, vira articulista do Estadão, o jornal que adorava espinafrar nas tertúlias de bar. Não é caso único. É enorme a trupe dos defensores de causas de ocasião.

Górgias temos aos montes na Terra dos Papagaios. No entanto, há coerência. Se o jornalismo não precisa ser correto nem ético, por que Bucci necessitaria sê-lo? Mais uma lição estarrecedora, mas clarificante, do pedagógico Setembro de Fogo de 2010.

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Tudo é precioso para aquele que foi, por muito tempo, privado de tudo.Friedrich Nietzsche

UJS Manifesto contra a Mídia Golpista em Frente ao Clube Militar - Rio

UJS realiza manifesto contra o PIG no Rio

Líder dos seringueiros do Acre diz que Marina os abandonou

Machado/Terra Magazine

Filippo Cecilio Direto de São Paulo

Um dos pilares de sua trajetória política, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri (AC) reclama da ausência da candidata do PV à presidência da República Marina Silva. Na figura de sua presidente, Dercy Teles de Carvalho, os seringueiros dizem que Marina os abandonou. No começo do mês de setembro, a senadora esteve no Acre em compromissos de campanha, mas passou longe da terra de seu antigo companheiro Chico Mendes.

"Nossa relação com ela está a essa distância. Ela não nos visitou e nem fomos convidados para essa visita que ela fez ao Acre. Não tem outro adjetivo para isso que não seja abandono", diz Dercy. A presidente não sabe precisar há quanto tempo Marina não vai a Xapuri, mas diz que já faz "bastante tempo que eu não ouço falar. Depois que mudou de partido ela não andou por aqui. Apesar de Xapuri ser o município do Acre que promoveu ao PT, a ela e a todos que tiveram ascensão na política naquela época".

A ex-ministra do Meio Ambiente esteve ao lado do líder seringueiro Chico Mendes de 1976 até sua morte, em 1988. Se conheceram durante um curso de liderança rural, e, por influência do novo companheiro, Marina se filiou a partidos políticos e participou da fundação da CUT (Central única dos Trabalhadores) no Estado.

Mas a vivência de Marina no seringal vem de antes disso, quando ela trabalhava junto ao pai na extração de látex para ajudar na renda familiar.

Dercy milita no sindicato desde seus primeiros instantes, e diz que, se vivo hoje, Mendes não aprovaria a atitude de Marina. "A avaliação que eu faço é que, e ele estivesse aqui, certamente não estaria no PV, e se estivesse, estaria questionando a postura do partido". A presidente entende que as opções políticas da candidata vão contra os ideais defendidos pelo líder sindical durante sua vida, apesar da bandeira da preservação ambiental seguir hasteada no discurso de Marina e seu partido.

"Do meu ponto de vista, a candidatura dela, essa ligação com grandes empresários, vai contra os valores do sindicato. A relação de exploração contra a qual ela lutava segue a mesma, mas agora ela está do lado de lá. Nós temos 12 anos de governo da Frente Popular no Acre - da qual ela faz parte - e a vida dos trabalhadores rurais fica a cada dia mais difícil. Não temos alternativas de trabalho, falo com muita convicção que está se abrindo um precedente para que a classe trabalhadora rural do Acre seja extinta".

Dercy diz que se pudesse conversar com Marina pediria que ela interviesse, como senadora ou mesmo presidente, para que a classe que representa fosse mais valorizada. "Somos carentes de tudo. Outro dia uma criança morreu por virose dentro da Reserva Extrativista Chico Mendes. É o extremo do absurdo, não existe um serviço de saúde para os trabalhadores rurais. Inclusive em Xapuri a situação está difícil".

A reportagem do Terra procurou a coordenação da campanha de Marina para que respondesse às críticas, mas ela preferiu não se manifestar.


via http://rioblogprog.blogspot.com/

Tudo é precioso para aquele que foi, por muito tempo, privado de tudo.



http://www.fazendomedia.comblogosfera/
Blogosfera a imprensa-alternativa-do-século XXI
Por Eduardo Sá,

Um com mais de 50 anos de experiência no jornalismo, o outro uma das referências no jornalismo virtual que vem emergindo no Brasil. Mauro Santayana passou por todos os veículos tradicionais da imprensa brasileira e alguns alternativos, e Luiz Carlos Azenha, atualmente na Record e com o blog Vi o mundo, foram os debatedores do evento “Blogosfera: a imprensa alternativa do século XXI?”, realizado na última terça-feira (21) no Centro Cultural do Banco do Brasil, no Rio de Janeiro.

A atividade, que integra o ciclo de debates Arte e Vanguarda na internet, discutiu as possibilidades culturais através das novas ferramentas na internet.

Ambos otimistas com a pluralidade de informações que vêm circulando na internet, os jornalistas acreditam que estamos passando por uma revolução que ainda não é possível estimar suas proporções.

“ É um fenômeno que agrega. O jornalista deixou de ser o protagonista, enquanto os leitores se tornaram produtores. Isso escapa dos filtros convencionais da hierarquização. Hoje com o poder das tecnologias os consumidores produzem o conteúdo, e é natural aqueles que detém o domínio da opinião não estarem acostumados”, observou Azenha.

Ele exemplificou essa modificação com a sua própria experiência que, gastando em torno de R$ 15 mil, ao usar seu laptop, celular, câmera e a internet 3G deixa seu site em funcionamento, cujo público já passa de 50 mil visitas únicas por dia. “É muito pouco em relação ao Chateaubriand ou o Roberto Marinho com seu acordo na Time-Life, mas a revolução é por causa das tecnologias”, disse.

O veterano Mauro Santayana destacou que o papel reinou mais de 500 anos, e agora temos há 20 anos as comunicações eletrônicas sem saber no que vai dar, apenas com a certeza de que as coisas já não são como antes.

“Todos nós sabemos que comunicação é vida, política, poder, podemos começar com a bíblia. Na história da comunicação no mundo, sobretudo da escrita, cada mudança de suporte correspondeu a uma mudança considerável no homem. Antes com pedras, a argila, depois o papiro, portável e passível de distribuição de idéias que provocaram revoluções na história: civilização grega, egípcia, o renascimento, revolução francesa, etc. Agora a internet, que é importante pela democratização da informação e da opinião. Só os ricos podiam fazer jornal, hoje existem portais em pequenos municípios com projetos sustentados por anúncios locais”, contextualizou Santayana.

Azenha sustenta que com a redemocratização, uma grande frente de jornais alternativos, como O Pasquim e o Movimento, perdeu seu espaço para os grandes meios. No entanto, na sua visão, isso convergiu com a ascensão de pessoas que não se viam representadas na mídia tradicional, fato que culminou na proliferação de sites na internet, recém inaugurada no Brasil.

Esse descompasso apresentado pelo jornalista é atribuído à implantação do modelo neoliberal, que tirou da mídia seu papel de fórum da opinião da população passando a falar para um grupo específico em nome de interesses políticos e econômicos.

“A blogosfera passou a representar a voz de muita gente que não se via representada na mídia brasileira. Nosso caminho é lutar por mais vozes, transformando atores sociais e beneficiando a mídia com a participação de pessoas que não faziam parte dos debates. O sentido da blogosfera hoje é mais ou menos o da imprensa alternativa, mas as ferramentas são diferentes. Requer uma mudança na relação do jornalista, que precisa aprender a conviver com isso, se tornando mediador dos debates”, analisou.

“Acabou-se o monopólio da informação e da opinião, estamos voltando à democracia direta grega. Mas com um bilhão de pessoas nessa ágora, talvez até com o surgimento de um novo idioma a longo prazo. Vamos ter uma anarquia total ou vamos ter um despotismo novo? O capitalismo vai tentar controlar isso, vai tentar tirar o máximo proveito econômico, mas desta vez não será possível”, destacou Santayana, que hoje escreve no Jornal do Brasil na internet.

Ele lembrou que recentemente foi anunciado o encerramento da versão impressa do Jornal do Brasil, um dos veículos mais tradicionais do país. Santayana recordou que o JB teve a primeira grande sede de um jornal no Rio, e foi o primeiro na internet.

“Sinto nostalgia no JB, o papel é a materialidade do texto, apesar disso estou trabalhando com a internet. Querendo ou não temos uma revolução, os custos de impressão e distribuição reduziram para 1/5, poderemos privilegiar o conteúdo. A ideia é de que seja pago, o [Nelson] Tanure está calculando que em dezembro haverá 100 mil assinaturas”, afirmou o colunista do jornal.


A universalização da banda larga é o caminho para a viabilização comercial da blogosfera, que fará parte da economia moderna, apontou Azenha. Ele acredita na explosão do fotojornalismo e na atuação dos cartunistas, devido ao caráter visual da internet. O blogueiro encerrou afirmando que as opiniões de qualidade e informações originais vão se destacando nesse vasto campo de informação, e antevê uma grande capilarização com os blogs locais graças às suas informações mais contextualizadas.

“Já estão florescendo blogs muito bons, mas demoram a aparecer no nosso radar. Acredito no descontrole, em filtros individualizados, a colaboração é a sua essência, garantindo a diversidade sobre a verticalidade”, concluiu.

Com um tom de prudência, Santayana apresentou uma reflexão sobre o controle na internet. “É difícil punir quem usa a internet para o mal, e às vezes até elogiar quem usa para o bem por causa do anonimato; precisamos avançar nisso. Está ocorrendo a multiplicação de uma liberdade essencial na internet, se existem calúnias, injúrias, difamações, devem ser combatidas no código penal e não com uma lei de imprensa. É preferível o excesso à rolha, é um prejuízo marginal que pagamos”, ponderou.

Santayana foi instigado pelo público, que lotou o auditório, a descrever o ofício do jornalista. “O jornalista tem o dever de fiscalizar, mas nunca acreditei na imparcialidade: tem que ter independência. Os jornais não têm mais sua opinião clara, e falta pluralidade. Os jornalistas tinham mais opções e os leitores também. Hoje há patricinhas e mauricinhos nos jornais sem nenhuma relação com a vida real, contato com o povo. Éramos solidários com o povo, hoje são com os banqueiros e seus pensamentos. Os jornalistas estão de acordo com os patrões dos seus jornais, talvez a internet vai resolver parte disso”, sentenciou

Ele também foi questionado sobre a possibilidade de um golpe militar no Brasil, segundo está sendo propagado pela mídia brasileira. “Não acredito na liberdade de expressão ameaçada, não temos mais as forças armadas tão politizadas como antigamente. Nossa democracia tem apenas 20 anos, e o próprio governo não é homogêneo internamente. Uma vez que a Dilma seja presidente, ela não terá condição de exercer a ditadura no país. Não há partidos políticos no Brasil, há cooperativas de interesses. E tem o poder moderador do PMDB. Muita coisa que está sendo publicada é fruto do fogo amigo, não há condição para o totalitarismo nesse momento, nem tapetão e conspiração nos próximos 8 anos”, concluiu.

Postado por Sergio Telles no #RioBlogProg http://rioblogprog.blogspot.com/
Friedrich Nietzsche

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

e porque hoje é sexta











pontral.foto.grafia


aqui
redes em pânico
pescam esqueletos no mar
esquadras descobrimento
cabrálias esperas relento
escamas secas no prato
e um cheiro podre no AR

caranguejos explodem mangues em pólvora
Ovo de Colombo quebrado
areia branca inferno livre
Rimbaud - África virgem –
carne na cruz dos escombros
trapos balançam varais
telhados bóiam nas ondas
tijolos afundando náufragos
último suspiro da bomba
na boca incerta da barra
esgoto fétido do mundo

grafando lentes na marra
imagens daqui saqueadas
Jerusalém pagã visitada
Atafona.Pontal.Grussaí
as crianças são testemunhas:
Jesus Cristo não passou por aqui

Miles Davis fisgou na agulha
Oscar no foco de palha
cobra de vidro sangue na fagulha
carne de peixe maracangalha
que mar eu bebo na telha
que a minha língua não tralha?

penúltima dose de pólvora
palmeira subindo a maralha
punhal trincheira na trilha
cortando o pano a navalha
fatal daqui Pernambuco
Atafona.Pontal.Grussaí
as crianças são testemunhas:
Mallarmè passou por aqui

bebo teu fato em fogo
punhal na ova do bar
palhoças ao sol fevereiro
aluga-se teu brejo no mar
o preço nem Deus nem sabre
sementes de bagre no porto
a porca no sujo quintal
plástico de lixo nos mangues
que mar eu bebo afinal?

Artur Gomes
In carNAvalha Gumes
http://goytacity.blogspot.com/



ALGUMA POESIA

não.não bastaria a poesia deste bonde
que despenca lua nos meus cílios
num trapézio de pingentes onde a lapa
carregada de pivetes nos seus arcos
ferindo a fria noite como um tapa
vai fazendo amor por entre os trilhos.

não.não bastaria a poesia cristalina
se rasgando o corpo estão muitas meninas
tentando a sorte em cada porta de metrô
e nós poetas desvendando palavrinhas
vamos dançando uma vertigem
no tal circo voador.

não. não bastaria todo riso pelas praças
nem o amor que os pombos tecem pelos milhos
com os pardais despedaçando nas vidraças
e as mulheres cuidando dos seus filhos

não bastaria delirar Copacabana
e esta coisa de sal que não me engana
a lua na carne navalhando um charme gay
e uma cheiro de fêmea no ar devorador
aparentando realismo hiper-moderno
num corpo de anjo que não foi meu deus quem fez

esse gosto de coisa do inferno
como provar do amor no posto seis
numa cósmica e profana poesia
entre as pedras e o mar do Arpoador
uma mistura de feitiço e fantasia
em altas ondas de mistérios que são vossos

não.não bastaria toda poesia
que eu trago em minha alma um tanto porca,
este postal com uma imagem meio Lorca:
umbondinho aterrizando lá na Urca
e esta cidade deitando águaem meus destroços
pois se o cristo redentor deixasse a pedra
na certa nunca mais rezaria padre-nossos
e na certa só faria poesia com os meus ossos.

Artur Gomes
In Couro Cru & Carne Viva
Prêmio Internacional de Poesia - Quebec - Canadá 1987
http://artur-gomes.blogspot.com/


jazz free som balaio
Para Moacy Cirne
gravada no CD fulinaíma sax blues poesiao

uvidos negros Miles trumpete nos tímpanos
era uma criança forte como uma bola de gude
era uma criança mole como uma gosma de grude
tanto faz quem tanto não me fez
era uma ant/Versão de blues
nalguma nigth noite uma só vezo

uvidos black rumo premeditando o breque
sampa midinigth ou aVersão de Brooklin
não pense aliterações em doses múltiplas
pense sinfonia em rimas raras
assim quando desperta do massificado
ouvidos vais ficando dançarina cara
ao Ter-te Arte nobre minha musa Odara


ao toque dos tambores ecos sub/urbanos
elétricos negróides urbanóides gente
galáxias relances luzes sumos prato
delícias de iguarias que algum Deus consente
aos gênios dos infernos que ardem gemem Arte
misturas de comboios das tribos mais distantes
de múltiplas metades juntas numa parte

Artur Gomes
In carNAvalha Gumes - 1995
http://poeticasfulinaimicas.blogspot.com/


lady gumes african`s baby

ponho meus dedos cínicos no teu corpo em fossa
proclamando o que ainda possa vir a ser surpresa
porque amor não tem essa de cumer na mesa
é caçador e caça mastigando na floresta
todo tesão que resta desta pátria indefesa

meto meus dedos cínicos sobre tuas costas
vou lambendo bostas destas botas Neo-Burguesas
porque meu amor não tem essa de vir a ser surpresa
é língua suja e grossa visceral ilesa
pra lamber tudo o que possa vomitar na mesa
e me livrar da míngua desta língua portuguesa

Artur Gomes
In CArNAvalha Gumes – 1995
http://carnavalhagumes.blogspot.com/



Rede Brasil Atual: Veja e Globo incitam militares contra Dilma

Um debate entre colunistas de veículos da imprensa convencional promovido na quinta-feira (23) pelo Clube Militar no Rio de Janeiro serviu como reunião de “preparação” dos setores mais conservadores da sociedade brasileira, informa Maurício Thuswohl, da Rede Brasil Atual.

Eles pediram “vigilância” aos militares sobre um eventual governo de Dilma Rousseff (PT), em virtude do que consideram ser ameaças à democracia e à liberdade de expressão. Na opinião dos mensageiros da grande mídia, esses supostos riscos se tornariam mais concretos em caso de vitória da candidata à Presidência Dilma Rousseff, da coligação nas próximas eleições.

Organizado com o apoio do Instituto Millenium sob o tema “A Democracia AmeaçadaRestrições à Liberdade de Expressão”, o debate com os representantes da grande mídia atraiu muito mais público do que a palestra do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, realizada no começo do mês no Clube da Aeronáutica. Participaram do debate os jornalistas Merval Pereira, da Rede Globo, Reinaldo Azevedo, blogueiro e colunista da revista Veja, e Rodolfo Machado Moura, diretor de Assuntos Legais da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert).

Composta em sua maioria por militares da reserva, a plateia ouviu dos debatedores conselhos de prudência e vigilância em relação a um eventual terceiro governo consecutivo de esquerda no Brasil. Entre as “ameaças” citadas, o destaque foi para o terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos (III PNDH), para as mudanças na produção cultural e para as conferências setoriais realizadas pelo governo Lula.

Segundo Moura, a Abert monitora atualmente cerca de 400 propostas legislativas para o setor de comunicação — e 380 dessas iniciativas são contrárias aos interesses da entidade. O dirigente citou uma série de medidas do governo Lula que “preocuparam a Abert” nos últimos oito anos, como as propostas de criação do Conselho Nacional de Jornalismo e da Agência do Cinema e Áudio Visual (Ancinav), além do PNDH e da realização das conferências setoriais.

Merval Pereira — que disse ter escrito mais de 2 mil colunas nesses oito anos, quase todas contra o PT ou o governo Lula — anunciou o lançamento de um livro com uma coletânea de cerca de 200 artigos seus “sobre o aparelhamento do Estado”, entre outros temas. Porta-voz privilegiado da TV Globo, Merval foi direto ao ponto e decretou o que pensa a emissora da família Marinho:

“O Lula e o grupo que o cerca sabem que existe limite para eles. A sociedade já havia dado os limites do PT, e o PT não pode ultrapassar esses limites”.

A mídia como partido de oposição
Fiel ao seu estilo ultradireitista, Reinaldo Azevedo mostrou-se mais duro e até raivoso nas críticas ao ato contra o “golpismo midiático”, realizado na quinta-feira (23) em São Paulo pelos movimentos sociais. Mas, sobre a manifestação no Clube Militar no Rio de Janeiro, foi só elogios.

“Quem diria, um sindicato defendendo a censura e o Clube Militar defendendo a democracia. Os senhores — que no passado fizeram a ditadura e deram o golpe — agora querem democracia.”

Na parte mais razoável de seu discurso, Azevedo admitiu que a grande mídia substituiu a oposição mo Brasil. “O Lula, quando diz que a imprensa é o verdadeiro partido de oposição no Brasil, tem razão à sua maneira”, reconhece o blogueiro da Veja. “A oposição nesse tempo foi tão mixuruca, tão despolitizada e tão vagabunda que sobrou para a imprensa não fazer oposição — mas defender o Artigo 5º da Constituição. Não é que exista uma imprensa de direita para um governo de esquerda.”

O Instituto Millenium foi o organizador, em 1º de março deste ano, do 1º Fórum Democracia e Liberdade de Expressão — um encontro para debater temas semelhantes em São Paulo. Na ocasião, diferentes expoentes da mídia conservadora apresentaram acusações contra o governo Lula, o PT e outros atores sociais. O encontro, na visão de analistas, serviu para organizar a mídia para a cobertura das eleições.

Da Redação, com informações da Rede Brasil Atual www.vermelho.org.br


sobre o ato da UJS
Por Miguel do Rosário http://oleododiabo.blogspot.com

Sobre o ato político em frente ao Clube Militar, no Rio, vale notar que ele, de fato, desestabilizou os organizadores do evento, que talvez pensem duas vezes antes de manchar ainda mais a já maculada história do Clube. Um dos palestrantes, Reinaldo Azevedo, blogueiro-hidrófobo da Veja, não teve como deixar de registrar a presença da juventude que se manifestou do lado de fora:

"Enquanto conversámos, vinha um alarido da rua. Uns 20 gatos pingados da Juventude Socialista — com o apoio da UNE, parece — protestavam do lado de fora: contra o Clube Militar, contra os debatedores, contra o debate! Como todos por ali, na mesa e na platéia, defendiam a liberdade de expressão e a Constituição do Brasil, os que gritavam queriam o contrário, certo? Não é que eles estivessem contra o que dizíamos. Eles são contra o fato de existirmos"

Aiai, seria tão fácil responder a um sofismo babaquinha desse, mas nem vou perder meu tempo. O que vale é que eles sentiram o tranco. A juventude mostrou que está atenta e não vai deixar barato esses golpismos de meia-tigela. Prefiro deixar o Reinaldo se enforcar com a própria corda.
No mesmo post, leia o que ele escreveu:

"Não há dificuldade nenhuma em provar que a história dos militares brasileiros está muito mais comprometida com a democracia do que a história da esquerda brasileira — ou da esquerda de qualquer país do mundo".

Bem, esse comentário, definitivamente, não precisa sequer ser rebatido. É por isso que não leio blogs da Veja há muitos anos. É sempre a mesma ladainha golpista. E esse é o guru intelectual do Serra!

O Globo também registrou o protesto da juventude em frente ao Clube Militar.

Não sei se por influência ou não dessas manifestações, os jornais de hoje resolveram fazer um recuo estratégico. A capa da Folha traz - milagre! - chamada para a queda no desemprego e aumento da renda. Certamente, estão se preparando para baixarias futuras. Na verdade, o que importa mesmo é a TV. Esses jornais pautam as tvs, que são concessão pública e afetam a totalidade do povo brasileiro.

Mas justamente por pautarem o jornalismo televisivo, a blogosfera deve manter a pressão voltada aos jornais impressos. E não venham com papinho de censura. A gente não censura nada. É uma questão de bateu-levou. Nem é o fato de ocultar denúncias, e sim de exagerá-las, produzir ilações falsas, forjar conexões inexistentes entre diferentes coisas e, sobretudo, a obsessão em ligar a campanha de Dilma qualquer irregularidade cometida em órgãos do governo.

A máfia das ambulâncias floresceu durante a gestão de Serra no ministério da Saúde. É muito pior do que o nepotismo da Erenice, e você não vê manchetes em jornais e tvs falando disso. Isso sem falar nos mais de vinte processos judiciais, vários por improbidade administrativa, que o tucano carrega no lombo.

*PS: Raphael Tsavkko fez um post que reuniu material bastante abrangente sobre o evento anti-PIG de São Paulo, compilando textos em blogs, vídeos e fotos.
#

Escrito por Miguel do Rosário # Sexta-feira, Setembro 24, 2010



O Rio de Janeiro sabe votar: resposta de Hildegard Angel para a Folha de São Paulo

Direto do blog http://fatossociais.blogspot.com/

A colunista Hildegard Angel tem se revelado a grande voz do Rio de Janeiro nestas eleições. Primeiro atacou o preconceito da elite da Zona Sul do Rio que odeia Lula e Dilma. Agora responde ao ataque da Folha de São Paulo. Muito bem, Hilde!

Por Hildegard Angel

O conceituado jornal Folha de São Paulo publicou hoje artigo de importante jornalista que, trocando em miúdos, afirma que o Estado do Rio de Janeiro não sabe votar e, quando vota, o faz na contra-mão do resto do país. Essas colocações generalizantes em relação a outro Estado costumam ser, além de indelicadas, imprecisas e perigosas. O Rio de Janeiro poderia, por exemplo, responder que nunca elegeu um candidato cujo lema era “rouba mas faz”, como aconteceu com o Estado de São Paulo, muito menos ajudou a eleger um presidente da República que, entre um porre e outro, renunciou ao mandato no sétimo mês, empurrando o Brasil para uma ditadura cruel e sanguinária…

O Rio também poderia lembrar que o jornal que hoje o critica é de um Estado que jamais ajudou a eleger um presidente comprometido com as causas do trabalhador, como foi Getúlio, e como é agora o Lula. Assim como o Rio poderia recordar que não elegeu o Cacareco e nem está na bica de eleger um Tiririca…

O Rio elegeu o Brizola, sim, curiosamente o criador, com seus Cieps, do modelo de ensino da escola em horário integral que hoje São Paulo copia com tanto sucesso, elegendo prefeitos e governadores graças a ele. O mesmo governador Brizola construiu o Sambódromo, em seguida copiado por São Paulo…

Assim como o Rio elegeu o governador Garotinho, que fez de sua mulher Rosinha sua sucessora, os quais, por sua vez, apoiaram e ajudaram a eleição do atual governador, Sérgio Cabral, num mandato tão bem sucedido que ele está prestes a ser reeleito sem segundo turno. E cujas UPAs e UPPs recebem elogios não só de São Paulo como do Brasil inteiro, que pretende repeti-las…

Como vemos, sujeitos a erros somos todos, passíveis de críticas também. Triste é perceber em São Paulo uma atitude segregacionista em relação aos outros Estados brasileiros, o que, infelizmente, se repete em sua História como um cacoete sem fim…



PMDB paulista desembarca de Serra

Bancada do PMDB na Assembleia de SP declara apoio a Dilma

Manifesto foi assinado por três dos quatro deputados estaduais do partido e por um federal; “PMDB vem inteiro”, diz Temer
iG São Paulo 24/09/2010 13:53

Direto do http://www.viomundo.com.br/

Três dos quatro deputados estaduais do PMDB na Assembleia Legislativa de São Paulo assinaram manifesto de apoio a Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República. Baleia Rossi, Jorge Caruso e Uebe Rezeck aderiram à candidatura petista. O manifesto também foi assinado pelo deputado federal Francisco Rossi –único deputado federal do partido por São Paulo além de Michel Temer, candidato a vice-presidente na chapa de Dilma.

O PMDB está coligado em São Paulo com o PSDB e o anúncio ocorre após a saída de Orestes Quércia, principal fiador da aliança com os tucanos, da disputa ao Senado para tratar de um câncer.

Com a ausência de Quércia, Temer intensificou sua agenda no interior de São Paulo e tentou articular com lideranças da legenda no Estado. “O partido já estava mais ou menos inclinado a nos apoiar e agora o PMDB vem inteiro”, disse Temer ao iG.

Abaixo, a íntegra da nota:
Tendo em vista os últimos acontecimentos, ocorridos com o nosso companheiro Orestes Quércia, que não mais se apresenta como nosso candidato a senador, pelo PMDB, que teve importante participação histórica no longo processo de redemocratização do país, as bancadas Federal e Paulista do nosso partido, representadas pelos seus deputados subscritos, decidem manifestar seus apoios políticos à chapa Dilma/Michel Temer, lembrando que Michel Temer, além de ser o grande condutor do PMDB nacional, é por três vezes, presidente da Câmara dos Deputados Federais, credenciado, pois, a ocupar a Vice Presidência da República, para ajudar a candidata Dilma Rousseff a continuar mudando o Brasil.



Lula na Bovespa - Capitalização da Petrobras: não estamos aqui para debilitar Estado ou alienar o patrimônio

A decisão soberana de uma sociedade de capitalizar o seu futuro

um dos maiores centros do capitalismo mundial o presidente Lula destacou a importância do processo de capitalização da Petrobras que permitirá aos cofres da companhia arrecadar US$ 69,97 bilhões (R$ 120,36 bilhões). Os recursos servirão para a empresa fazer frente aos compromissos como investimentos na exploração do petróleo e gás na camada do pré-sal e manter o plano de investimento 2010-2014.

Segundo o presidente Lula, tal fato representou “a decisão soberana de uma sociedade de capitalizar o seu futuro”. “A maior oferta de ações já registrada na história econômica mundial acontece nesta bolsa verde-amarela, com uma empresa em cujo nome reluz o interesse nacional: Petrobras.”

O presidente Lula destacou que “ao contrário do passado, não estamos aqui para debilitar o Estado ou alienar o patrimônio público. Um Estado fraco nunca foi sinônimo de iniciativa privada forte.”

Segundo o presidente, “o que se materializa aqui é a decisão soberana de uma sociedade de capitalizar o seu futuro, o futuro do seu sistema produtivo, em benefício das gerações do presente e das que virão depois de nós.”

“No próximo 3 de outubro, a festa democrática das urnas coincidirá com a festa histórica dos 57 anos de existência da Petrobrás. É preciso lembrar que em nenhuma crise internacional nossa economia ficou sem petróleo. A consciência política de sucessivas gerações criou esse patrimônio público estratégico; soube defendê-lo quando esteve ameaçado; e consolida hoje um novo marco histórico com essa capitalização. O empenho extraordinário que nos levou à auto-suficiência pavimentou a descoberta dos campos do pré-sal. E comprovou, mais uma vez, a competência brasileira para explorar essa riqueza com tecnologia de ponta, sem equivalência no mercado internacional. A maior descoberta de petróleo dos últimos 30 anos permite-nos agora ampliar o canteiro de obras do presente e fortalecer os alicerces do futuro.”