segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Revista Época e mais uma tentativa de salvar a disputa quase perdida para Serra

Pode até parecer que não, mas há uma interrelação intrínseca entre a divulgação dos resultados das pesquisas eleitorais e o lançamento de matérias na imprensa.

A pesquisa Datafolha, ícone da resistência midiática a popularidade da candidatura governista, apresentando pela primeirva vez Dilma Roussef a frente de José Serra, resultou em uma imediata campanha política da Globo, via revista Época, confeccionando uma capa com o firme propósito de aterrorizar o eleitor ainda indeciso ou mesmo aqueles que ainda podem mudar seu voto.

A estratégia da Época e seus consortes parece ser a de lançar dúvidas e temores em um momento crucial da campanha: o início da propaganda no rádio e na TV. Servindo, claro, de material para ser explorado nas imagens da oposição na TV e em material impresso, fartamente distribuído pelas ruas.

Engana-se quem pensa que a revista acrescenta algo novo, qualquer informação relevante ou algum grande achado histórico, agora revelado. Nada disso é identificado, mas apenas informações requentadas, já amplamente divulgadas. Pior, a personagem da capa não foi sequer ouvida pela revista. Fatos que ela diz não ter mais o que acrescentar.

A capa tem objetivos claramente eleitorais e se configura em prova cabal da má fé de Época e Globo, que, não conseguindo alterar o cenário que se apresenta, tentam de todos os modos nivelar, por baixo, a disputa presidencial. Sórdido exemplo de que, insucesso de Bonner em tirar a vantagem de Dilma no JN, quem sabe uma revista pendurada em milhares de bancas de jornal de centenas de cidades a semana inteira, vinculada a propaganda eleitoral que se inicia na terça-feira, possa sutir algum efeito?

O passado dos convertidos aos interesses conservadores não os "condena"

Exemplo maior de tamanha parcialidade e jogada política é o fato de que Serra, militante da AP (ação Popular) e alguns de seus aliados, como o Gabeira (neo-tucano-verde) também terem participado de organizações políticas contrárias a ditadura militar, fatos elogiávies a biografia de ambos. Mas, porque Época ou Veja não confeccionam capas com chamadas idênticas para investigar seus passados de luta contra a ditadura?

Porque se converteram, a algum tempo, aos ideais políticos mais conservadores e atrasados desse país, são destras figuras expoentes, logo poupados de se desgastarem relembrando atos que participaram e acreditavam e que "o povo não precisa tomar conhecimento ou questionar a respeito".

Alguns exageram e vão além, constituindo provas de lealdade e conversão radical aos novos aliados, caso de Gabeira: que renega à sua própria pessoa e se transfigura no Ex-Gabeira, como bem ilustrado

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