terça-feira, 1 de junho de 2010

Niterói faz pouco caso e está dispensando duas Salas de Cinema.

Artigo publicado hoje, domingo, 30/05, na Revista do Jornal O Fluminense, na coluna Espaço Aberto ( http://jornal.ofluminense.com.br/coluna/espaco-aberto ), sob o título "Arroz, Feijão e Cinema".

Queremos reverter esse quadro e contamos com a sua ajuda. Envie sua opinião, seu protesto, sua solidariedede a nossa iniciativa para os endereços redacao@ofluminense.com.br; prefeitura@niteroi.rj.gov.br; contato@culturaniteroi.com.br; e também para o supermercado. Ainda há tempo. Viva o Cinema Brasileiro!


Adailton Medeiros

O Brasil possui 5.565 municípios e, arredondando, somente em 440 (8%) existem salas de exibição. São, aproximadamente, 2.160 salas para 190 milhões de brasileiros e, em termos de pontos de cinema, a coisa é pior, são apenas 815.

A título de comparação, no país existem mais de 60 mil pontos de farmácias. Costumo dizer que se tivéssemos mais cinemas, provavelmente, teríamos menos farmácias. Cinema é sinônimo de qualidade de vida, pelo menos deveria ser tratado assim.

O porquê desse relato: os 4 anos de Ponto Cine. Um projeto vitorioso que pode ser uma alternativa a esse cenário, que, ainda por cima, insiste em manter os filmes brasileiros como estrangeiros no nosso país.

O Ponto Cine é a Primeira Sala Popular de Cinema Digital do Brasil. É a maior exibidora de filmes brasileiros em todo o território nacional, em números de títulos, de sessões e de permanência em cartaz.

Foi premiada pela Agência Nacional de Cinema em 2007, 2008 e 2009, com o Prêmio Adicional de Renda. Ano passado recebeu também o PAR instituído pela Secretaria de Estado da Cultura e o “Faz Diferença”, do Jornal O Globo, pelos serviços prestados de formação e democratização do acesso ao cinema brasileiro, em 2008. Hoje, proporcionalmente, tem a maior taxa de ocupação dos cinemas.

Porém, mais que isso, o Ponto Cine mexeu com a autoestima dos moradores de Guadalupe, subúrbio do Rio. O bairro saltou das páginas policiais para os Cadernos de Cultura dos mais importantes Jornais, revistas e TVs. O Ponto Cine provocou uma revitalização urbana no seu entorno e virou moda no comércio local, não é difícil ver um Ponto X-Lanche, Ponto Pet, Ponto Saúde e outros.

Como modelo de negócio, o Ponto Cine conjuga o comercial e o social. O primeiro cria condições para bancar o segundo. O segundo, o social, é condição primordial para a sustentação futura do primeiro, o comercial; pois trata, especialmente, da formação de platéia. Resumindo: assim como a padaria não vende somente pão, este, em muitos casos, é o mínimo; o Ponto Cine não vende só ingressos e, sim, bilhetes, pipoca e idéias (projetos), principalmente aquelas que influenciam na qualidade de vida.

Em Niterói existem apenas 3.275 poltronas de cinema para quase meio milhão de habitantes. Mais precisamente um assento para cada grupo de 146 niteroienses, o equivalente a 4,5 turmas de escolas para cada lugar. Comparada com o restante do Brasil pode até se considerar uma cidade privilegiada. Porém, sofre do mesmo oligopólio promovido pelas distribuidoras americanas: em Niterói o filme brasileiro também é tratado como estrangeiro, não tem espaço em suas telas.

O que fazer para mudar isso? - Um Ponto Cine. Aliás, não é falta de vontade e empenho, inclusive iniciamos uma empreitada na antiga Estação dos Bondes, hoje Espaço Cultural Antônio Callado. Lá existem duas salas semi-prontas, só esperando acabamento. Espaço para cinema, livraria, biblioteca e café, mas a negociação entre o Supermercado Guanabara e o Ponto Cine foi interrompida. Havia um terceiro nessa relação, uma espécie de vilão, que pôs tudo por água abaixo.

Mas para nós esse filme não acabou, está só arrastado esperando uma virada. As salas estão lá, intocáveis. O coração endurecido dos proprietários do espaço não amolece. Contra nós disparam aluguéis estratosféricos. Está na hora de entrar um novo personagem nessa história: a Prefeitura, a Ancine, o BNDES ou a população.

Não há cenas dos próximos capítulos. Enquanto o Brasil clama por salas de cinema, Niterói está dispensando duas.

Silvano Motta (22)9904-7189
http://www.silvanomotta.blogspot.com/
http://www.nosnarua.blogspot.com/


Escrituras Editora
e
Casa das Rosas convidam para a

QUINTA POÉTICA

com as poetas convidadas
Eunice Arruda, Graça Fontelles, Helena Borges e Karin Massaro, com participação especial de Sandra Miyazawa e Tiganá.
Agradecimentos especiais ao poeta Celso de Alencar (curador) e Joyce Cavalccante, presidente da REBRA - Rede de Escritoras Brasileiras.

Quinta-feira, 27 de maio de 2010
a partir das 19h

Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos
Av. Paulista, 37 - São Paulo/SP
Próximo ao metrô Brigadeiro.
Convênio com o estacionamento Patropi - Alameda Santos, 74
Informações: (11) 5904-4499
è Próxima QUINTA POÉTICA: 24 de junho de 2010, quinta-feira, às 19h, na CASA DAS ROSAS.
Saiba mais sobre o evento e os convidados:

Quinta poética

Mensalmente, a Casa das Rosas abre suas portas para a Quinta Poética, um grande encontro dos amantes da boa poesia, com a presença de poetas consagrados e novos talentos, que têm a oportunidade de apresentar seu trabalho. Intervenções artísticas das mais diferentes expressões, como dança, música, artes plásticas, cultura popular, envolvem a leitura dos poemas. Grandes nomes da poesia, como Álvaro Alves de Faria, Beth Brait Alvim, Carlos Felipe Moisés, Celso de Alencar, Contador Borges, Eunice Arruda, Floriano Martins, Hamilton Faria, Helena Armond, José Geraldo Neres, Raimundo Gadelha, Raquel Naveira, Renata Pallottini, Renato Gonda, entre outros, já estiveram presentes nesses encontros, que são promovidos pela Escrituras Editora e a Casa das Rosas.

Os poetas:

Celso de Alencar (curador) é poeta e declamador paraense, radicado em São Paulo desde 1972. O poeta e crítico Cláudio Willer, afirma que se trata do mais enfático poeta contemporâneo. O compositor e poeta Jorge Mautner o considera um poeta da 4ª dimensão, escandalizador e libertador de almas. É reconhecido entre os grandes talentos da geração de 1970, se apresentou na Inglaterra, França e Portugal. Tem vários livros publicados, entre eles: Tentações (1979), Os Reis de Abaeté (1985), O Pastor (1994, infanto-juvenil), O Primeiro Inferno e Outros Poemas (1994 e 2001), A Outra Metade do Coração (CD- antologia poética) e Testamentos (2003). Participou de diversas antologias no Brasil e no exterior, além de publicações em revistas e periódicos. Palestrante e integrante de diversos júris de concursos de poesia. Ex-diretor da União Brasileira dos Escritores - UBE (gestão 1990/92 e 1992/94).

Eunice Arruda é poeta, com treze livros publicados, entre eles: É tempo de noite, Mudança de lua, Há estações. Presença constante em antologias no Brasil e no exterior. Paralelo à criação de poemas, coordena oficinas regulares de poesia. Fez parte da diretoria da União Brasileira de Escritores (UBE). Recebeu inúmeros prêmios, entre os quais: Pablo Neruda (Argentina), Mérito Cultural (Rio de Janeiro) e Mulheres do Mercado (São Paulo).

Graça Fontelles é natural de Fortaleza-Ceará. Casada, mãe três filhos: Cristiane (Odontóloga), Manassés (Humanista) e Daniel (Psicólogo). Avó de Tamara Hadassah, Gabriel, Benjamin, Ana Liz e Pedro Arthur. Poetisa, odontóloga, formada pela Universidade Federal do Ceará (1977), Mestre em Farmacologia pela mesma Universidade (2003). Especialista em Clínica Odontológica pela Eastman Dental Center, University of Rochester, NY. Especialista em Periodontia pelo CRO desde 1987. Pesquisadora da Universidade de Charlottesville (1991-1992). Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2006), e Doutora em Letras pela mesma Universidade (2009). Membro da União Brasileira de Escritores (UBE).

Helena Borges nasceu em São Paulo. Foi acadêmica de Letras e trabalha com turismo desde 1995. Começou a escrever aos 15 anos, já publicando de forma independente em 1988. Retornou à escrita na Bienal de São Paulo, em 2008, com a antologia ‘Delicatta III’ (Ed. Scortecci). Participou da XVIII Antologia Del Secchi e da coletânea ‘Reflexões para bem viver’ e da Antologia ‘Universo Paulistano’ (Andross Editora), livro em homenagem aos 455 anos de São Paulo. Também participou das coletâneas ‘As cartas que nunca mandei’ e ‘Latinidade poética’, projeto 48 horas do escritor Marcelo Puglia. Ainda nesse semestre, lançará seu livro ‘Um passo a mais’, reflexões em poemas e já está escrevendo o livro ‘Amor não correspondido’.

Karin Massaro
nasceu em São Paulo. Escreve poesias desde os 7 anos e aos 16 anos já publicava seu primeiro livro, ‘Plano e convexo’ (Editora ECE). A obra, prefaciada por Paulo Zingg, presidente da Associação Paulista de Imprensa, recebeu elogios do Ministro da Justiça, Dr. Euclides Pereira de Mendonça, da Ministra da Educação Dra. Esther de Figueiredo Ferraz, da Câmara Municipal de São Paulo e do Secretário de Agricultura do Rio Grande do Sul Dr. João Salvador de Souza Jardim. Publico também ‘Amor e hepatite viral’ (Editora Legnar, 2001), com poesias premiadas e publicadas no Vol. IV de antologia Painel Brasileiro de Novos Talentos, da Câmara Brasileira de Jovens Talentos do RJ, em 2000. Em 2007, publica seu 3º livro, ‘Sangue quente’, cujo prefácio está sob a chancela do diretor, escritor e ator Paulo Betti.Tem participações em diversas antologias, inclusive nas publicadas pela SOBRAMES - SP (Sociedade Brasileira de Médicos Escritores-SP). É membro da REBRA e do Movimento Poético Nacional. Médica responsável pela Hematologia do Hospital Santa Catarina , membro da Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, membro da American Association of Blood Banks, membro e ex-presidente da SOBRAMES - SP (Sociedade Brasileira dos Médicos Escritores), da qual foi a primeira mulher a assumir o cargo.

Sandra Miyazawa - artista circense e performer, apresenta número aéreo em lira, mesclando poesia e dança, trazendo leveza e plasticidade à cena. Especialista em aparelhos aéreos, foi premiada pela Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo [ProAC] pela criação de número solo de lira, inspirado nos poemas de Hilda Hilst. A artista vem intensificando sua pesquisa e atuação solo, e participação em espetáculos musicais, buscando sempre integrar dança, poesia e música às artes circenses. Dos diversos espetáculos que participou, destacam-se ‘Une-Dune P, de Poesia’, dirigido por Tim Rescala, Universo Umbigo, com direção de André Abujamra (Karnak) e Marcelo Castro (Circo Fractais) e Urbes, de Hugo Possolo, além de shows musicais de Kléber Albuquerque, Quarteto Pererê e Fred Martins.
http://www.myspace.com/sandramiyazawa
http://www.youtube.com/watch?gl=US&v=wmAPHBMYO0g

Tiganá é um dos raros brasileiros a compor em línguas africanas. Traz sonoridade inspirada na polifonia e com fonte na anterioridade. Cantor e jovem poeta, gravou recentemente o CD autoral Maçalê, com direção musical de Luiz Brasil e participações de renomados artistas da MPB. Pesquisador incansável das suas raízes afro-brasileiras – e um dos compositores favoritos da cantora Virgínia Rodrigues, Tiganá revela, através da criação e do seu cantar tão específico, um olhar moderno e ancestral sobre o mundo.
http://www.myspace.com/avozdetigana
http://tigana.com.br/

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Um comentário:

  1. Pois é, quando falamos em ir ao cinema em niterói, já penso logo nas filas lotadas dos cinemas, principalmente se for estreia de um filme bom. Concordo com tudo que disse.

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