segunda-feira, 3 de maio de 2010

A Voz da Poesia

GERALDO CARNEIRO E FRANCIS HIME ABREM
PROJETO “PARCERIAS: A VOZ DA POESIA”


Série reúne poetas e compositores em shows e bate-papo com a platéia

Uma voz expressiva da poesia brasileira contemporânea e um dos grandes nomes da música popular vão subir ao palco para mostrar suas parcerias e contar como elas surgiram, além de conversar sobre as relações entre poesia e música. Assim deve ser o show-bate-papo que Geraldo Carneiro e Francis Hime apresentam sábado (dia 8), na Biblioteca Alceu de Amoroso Lima, na abertura do projeto “Parcerias: A Voz da Poesia”. Idealizado pelo poeta e jornalista Ademir Assunção, em sua segunda edição o projeto vai reunir outros 12 artistas, em encontros quinzenais: Bráulio Tavares e Antonio Nóbrega, Maurício Arruda Mendonça e Bernardo Pelegrini, Marcelino Freire e José Paes de Lira (Lirinha), Arruda e Alzira Espíndola, Celso de Alencar e Tom Canhoto, Edson Cruz e Reynaldo Bessa.

“A primeira edição, no ano passado, teve noites antológicas, como a de Celso Borges e Zeca Baleiro. Além de parcerias dos dois, Zeca apresentou poemas musicados de Hilda Hilst, Paulo Leminski, Alice Ruiz e Manuel Bandeira, musicados por ele. Neste ano, assim como no anterior, procurei mesclar nomes mais conhecidos do público com outros menos conhecidos. Assim, fica melhor. Os fãs poderão ver seus artistas preferidos em shows especiais e, ao mesmo tempo, conhecerem outros poetas e compositores de grande talento”, afirma Ademir Assunção.

Para a abertura desta temporada, Francis Hime está montando um repertório de muitas parcerias com Geraldo Carneiro, especialmente canções de seu mais recente álbum, “O tempo das palavras... imagem”. Mas o compositor pode apresentar outras surpresas durante o show. “Pode ser que eu inclua algum outro parceiro, de quem eu tenha musicado textos, como Cacaso, Cartola, Manuel Bandeira ou Fernando Pessoa”, adianta Hime, parceiro também de Chico Buarque em canções antológicas, como “Passaredo” e “Vai Passar”.

LETRA DE MÚSICA E POESIA

Ao longo da série, que se estende até julho, devem surgir muitas histórias curiosas sobre as circunstâncias de algumas parcerias. Um dos assuntos recorrentes, também, deve ser as possíveis diferenças e proximidades entre letra de música e poesia. Seria uma “letra” de Cartola menos expressiva do que um poema de Carlos Drummond de Andrade? Ou apenas ambientes diferentes para a mesma linguagem: a arte da palavra?

“Todas as combinações são possíveis nos carnavais da canção e da poesia. As diferenças existem, com certeza. Mas talvez só existam para serem superadas pelos compositores e poetas do presente e do futuro, para que os resultados se tornem cada vez mais amplos”, acredita Geraldo Carneiro, parceiro de Egberto Gismonti, Astor Piazzola e Wagner Tiso.

“Se um poema de 14 linhas pode ser uma obra de arte; se um quadro a óleo de 50 x 50 cm pode ser uma obra de arte; se uma escultura de 30 cm pode ser uma obra de arte; por que diabos uma canção-de-letra-e-música não pode ser uma obra de arte?”, indaga Braúlio Tavares, que tem parcerias gravadas por Antonio Nóbrega, Lenine, Tim Maia e Elba Ramalho.

“Os exemplos de grandes letras/poemas na música brasileira falam por si mesmos. Do ponto de vista técnico creio que o poema se faz com musicalidade própria, solitariamente. Já o poema posto em música ou vice-versa deve dialogar com a harmonia e a melodia, o que impõe uma precisão maior a fim de que a prosódia das palavras possa se acomodar sem distorções. Enfim há uma técnica e uma prática específica. A gente sabe que esse casamento com a música é enriquecedor para a poesia, pois ela volta às suas origens nesse encontro magnífico que é a canção”, arremata o poeta Maurício Arruda Mendonça.

Se para os poetas há uma certa unanimidade sobre a riqueza do encontro entre palavras e sons, e para os compositores, o que os leva a escolher este ou aquele poema para musicar? Para Francis Hime, a escolha é regida basicamente pelo acaso. “Gosto muito de musicar textos. Nem sempre encontro a melodia adequada. Às vezes até me acontece de fazer mais de uma música para um mesmo poema, e depois escolho a que me parece melhor. É claro que a musicalidade e a forma de um poema muitas vezes indicam mais facilmente o caminho a ser trilhado. Mas muitas vezes me deparei com textos aparentemente "imusicáveis" e ao final acabei conseguindo um bom resultado”, conta.

Reynaldo Bessa, autor de músicas para poemas de Claufe Rodrigues, Roberto Piva e Charles Bukowski, presta mais atenção no tema, em primeiro lugar. “Gosto quando se trata de algo que ainda não falei, fora do meu universo costumeiro, ou mesmo quando aborda algo que já visitei, mas de um ângulo completamente diferente. Gosto da sonoridade, surpresa e ritmo que algumas palavras encerram. Gosto da objetividade, do impacto que algumas imagens proporcionam, mas confesso que tenho predileção pelo poema, texto ou letra que consegue ‘rir de si mesmo’. O humor, quando sutil e dentro de um contexto, é um elemento decisivo na minha escolha pelo texto”, afirma.

Essas e outras questões certamente estarão presentes nos bate-papos dos poetas e compositores com o público. Além de muitas canções.


SERVIÇO

PROJETO PARCERIAS: A VOZ DA POESIA
Idealização e curadoria: Ademir Assunção
Poetas e compositores parceiros se encontram para falar sobre poesia e música e apresentam show com ênfase em poemas musicados. Serão sete encontros quinzenais, de maio a julho, sempre aos sábados, às 18h30.

PROGRAMAÇÃO
8 de maio (18h30) – Geraldo Carneiro e Francis Hime
22 de maio (18h30) – Bráulio Tavares e Antonio Nóbrega
5 de junho (18h30) – Maurício Arruda Mendonça e Bernardo Pellegrini
19 de junho (18h30) – Marcelino Freire e José Paes de Lira (Lirinha)
3 de julho (18h30) – arrudA e Alzira Espíndola
17 de julho (18h30) – Celso de Alencar e Tom Canhoto
31 de julho (18h30) – Edson Cruz e Reynaldo Bessa

BIBLIOTECA MUNICIPAL ALCEU AMOROSO LIMA
Avenida Henrique Schaumann, 777 – fone: 3082-5023
130 lugares
Entrada Franca (retirar ingresso com meia-hora de antecedência)

III Feira de RSE Bacia de Campos
Veja programação aqui: http://goytacity.blogspot.com/

sorocaba blues – Artur Gomes, Reubes Pess e Ângelo Nani,
filmados na casa cenográfica em Taubaté, por Márcio
Vaccari e Andréia Moreira Lima



uma câmera indiscreta pelas ruas de Bento


tão pimenta tão petróleo – poema de Salgado
Maranhão, musicado e cantado por Zeca Baleiro



Sorocaba Blues

o cheiro de terra fendida
ainda está sob os sapatos
a carne assado ao sol
na poeira das estradas
sob o prato o gosto que restou da boca
o pudor dos seus guardados
o orgasmo que não veio

depois do primeiro susto
Virgínia então vem a mim
faminta com os seus desejos
mastiga da minha carne
e deixa as sobras
pros meus beijos

arturgomes
http://pelegrafia.blogspot.com/

Santos domina seleção do
Campeonato Paulista com seis jogadores

Neymar entrou na seleção do Campeonato Paulista 2010 e ainda foi eleito o craque da competição

Campeão do Campeonato Paulista, o Santos segue em comemoração um dia após a final. Na festa da Federação Paulista de Futebol (FPF) que premia na noite desta segunda-feira os melhores do estadual, a equipe da Baixada Santista viu seis de seus jogadores formarem a seleção do torneio.
Wesley, Edu Dracena, Arouca, Paulo Henrique Ganso, Neymar e Robinho foram escolhidos entre os onze destaques do Campeonato Paulista. Neymar também foi premiado como craque da competição. Adversário do Santos na final, o Santo André teve dois jogadores, entre eles o goleiro Julio César e o atacante Rodriguinho, vice-artilheiro do estadual.

São Paulo e Grêmio Prudente, que caíram na semifinal, tiveram um jogador cada selecionados para o time ideal. O zagueiro Miranda, do time da capital, e o volante Marcos Assunção, hoje no Palmeiras, receberam a premiação.

Completa a seleção do Paulistão o lateral esquerdo Roberto Carlos, do Corinthians, equipe que não avançou à fase final do estadual. A equipe alvinegra também teve como destaque o goleiro Felipe, jogador da posição menos vazado no torneio. O Palmeiras foi a única equipe entre os "grandes" a não ter um atleta escolhido para a equipe ideal.

A seleção do Paulista ficou composta por: Julio César; Wesley, Edu Dracena, Miranda e Roberto Carlos; Arouca, Marcos Assunção, Paulo Henrique Ganso e Neymar; Robinho e Rodriguinho.

Marisa usa avião da FAB
para
encontrar Dilma em MG

A mulher do presidente realizou nesta segunda (3) uma rara incursão solo. Voou de São Paulo, onde passara o final de semana, para Uberaba (MG).

Deslocou-se em avião da FAB. Na cidade mineira, aguardava-a um carro oficial. Foi ao encontro de Dilma Rousseff, a presidenciável do PT.

Juntas, participaram de uma exposição agropecuária, a Expozebu; e de uma feijoada oferecida por um dos organizadores do evento.

Nesses dois compromissos, avistaram-se com o presidenciável tucano José Serra. Num terceiro, livraram-se da companhia.

Com Marisa a tiracolo, Dilma foi a um encontro de mulheres de negócios.

Conduziu-a Ângela Mayrink, mulher do prefeito de Uberaba, Anderson Adauto (PMDB).
Uma das senhoras presentes contou ao repórter que Dilma discursou. Foi aplaudida ao dizer que as mulheres estão preparadas para governar o Brasil.

Marisa Letícia nada declarou. Oficialmente, diz-se que a primeira-dama foi a Uberaba para representar Lula na Expozebu.

Esse papel foi desempenhado em Uberaba pelo vice-presidente José Alencar. Ao discursar para os criadores de gado, Alencar fizera questão de dizer que representava Lula.

Há dez dias, em visita ao Centro Cultural do Banco do Brasil, que serve de sede provisória do governo em Brasília, Dilma reunira-se com Marisa.

Inquirida na saída, a candidata dissera que fora se “aconselhar” com a primeira-dama.

No último sábado, 1º de Maio, Marisa posou para fotos ao lado da candidata e do marido-cabo-eleitoral nos festejos das centrais sindicais.

Em Uberaba, ficou boiando na atmosfera a sensação de que Marisa cumpriu na cidade, à custa do erário, uma agenda eleitoral.

Gabeira digere Maia e
fecha aliança que inclui o DEM


Em política, a parte mais importante do diálogo nem sempre é a palavra. Por vezes, o que importa é a pausa.

É na pausa que os diferentes entram em comunhão. Tome-se o caso de Fernando Gabeira e Cia..
A bordo do minúsculo PV, Gabeira precisava angariar apoios que lhe permitissem disputar o governo do Rio.

Sem palanque no terceiro maior colégio eleitoral do país, José Serra carecia de um parceiro com boa projeção no Rio.

Ainda no ano passado, Gabeira decidiu somar suas fragilidades às de Serra. E vice-versa. Há coisa de dois meses e meio, esboçou-se o acordo.

Gabeira mediria forças com Sérgio Cabral (PMDB) e Anthony Garotinho (PR) vitaminado pelo tempo de TV das legendas associadas a Serra.

PSDB indicaria o vice de Gabeira (Márcio Fortes). Ao DEM caberia apontar um dos candidatos ao Senado (Cesar Maia). Ao PPS, o outro (Marcelo Cerqueira).

Na TV, a coisa funcionaria assim: Gabeira alardearia a presidenciável do PV, Marina Silva. O vice e os senadores propagandeariam Serra.

Quando o martelo já estava batido, o prego virado, Gabeira decidiu encrencar, no mês passado, com Cesar Maia.

Alegou que seu eleitorado trazia o ex-prefeito ‘demo’ atravessado na traquéia. Queria manter a coligação, mas sem o DEM.

Gabeira imaginou que, para tê-lo ao seu lado, PSDB e PPS topariam abandonar Cesar Maia à própria sorte.

Rodrigo Maia, presidente do DEM e filho do rejeitado, reagiu. Levou os lábios ao trombone. Fez um barulho equiparável ao de Gabeira.

Súbito, fez-se o silêncio. Um silêncio que permitiu aos dois lados ouvir os pequenos ruídos.

Depois que Ciro Gomes foi arrancado por Lula e pelo PSB do tabuleiro presidencial, o tucanato foi à máquina de calcular.

Estimou que o esvaziamento de Gabeira poderia ser um bom negócio para Serra. Cogitou a sério negar o tempo de TV da oposição ao candidato verde.

Por quê? Asfixiando-se Gabeira, Marina ficaria sem vitrine no Rio. E o PSDB avaliou que parte dos votos dela iriam para Serra.

Captado pelos tímpanos de Gabeira, o ruído como que amoleceu o aparelho digestivo do candidato do PV.

Nesta segunda (3), reuniram-se no Rio, de novo, PV, PSDB, DEM e PPS. Gabeira “engoliu” Cesar Maia. E a coligação foi reativada.

Retorne-se ao início: Em política, a parte mais importante do diálogo nem sempre é a palavra. Por vezes, o que importa é a pausa.

PSDB aclama Alckmin e
escolhe Aloysio, não Aníbal

Reunido nesta segunda (3), o diretório do PSDB-SP desencantou sua chapa à eleição paulista.
Para o governo, o já sabido: Geraldo Alckmin. Para o Senado, Aloysio Nunes Ferreira, o nome preferido de José Serra.

O deputado José Aníbal, que reivindicava a realização de prévias, deu meia-volta. Desistiu do Senado.

A vice de Alckmin foi reservada para o DEM, que vai indicar Guilherme Afif Domingos. A segunda vaga ao Senado será de Orestes Quércia, do PMDB.

Polícia dos EUA prende suspeito
por carro-bomba em Nova York

Agentes federais e detetives da polícia de Nova York prenderam no início desta terça-feira (4) um cidadão paquistanês naturalizado americano, apontado como suspeito do fracassado atentado com um carro-bomba em Times Square no último sábado (1).

O homem foi identificado como Faisal Shahzad e teria comprado o carro modelo Nissan Pathfinder, de 1993, onde a polícia encontrou os artefatos explosivos. O veículo foi deixado na altura da rua 45, em uma das regiões turísticas mais movimentadas da ilha de Manhattan.

"Às 23h45 (0h45 de Brasília, terça-feira), Faisal Shahzad foi detido", afirma um comunicado da procuradoria de Nova York. "Agentes do FBI e do departamento de polícia de Nova York prenderam Shahazad por ter supostamente dirigido um carro-bomba até Times Square no fim da tarde de 1º de maio", completa a nota. Nesta terça-feira (4), o paquistanês será levado ao tribunal para esclarecer o caso.

Shahzad foi preso no John F. Kennedy de Nova York e aparentemente estava tentando fugir do país, com destino a Dubai, nos Emirados Árabes. Ele tinha retornado aos EUA recentemente, após uma viagem de cinco meses ao Paquistão.

Em Washington, o secretário de Justiça Eric Holder anunciou a detenção e afirmou que a investigação prossegue, perseguindo várias pistas. "Mas está claro que a intenção por trás deste ato terrorista era a de matar americanos", declarou Holder.

As autoridades americanas começaram a procurar o suspeito depois que rastrearam o antigo proprietário do veículo Nissan preto, registrado anteriormente na cidade de Bridgeport (Connecticut), que tinha anunciado a caminhonete para venda em vários sites de revenda de carros. Segundo o antigo dono, o suspeito pagou o carro em dinheiro vivo e a venda foi tratada sem qualquer documentação formal.

O artefato explosivo encontrado dentro do carro era feito com fertilizantes, fogos de artifícios, gasolina e gás propano, e foi descrito como "amador", mas segundo as autoridades, tinha o potencial de causar uma grande bola de fogo e um incidente "mortal".

Alertada por um vendedor de rua, a polícia evacuou a região da Times Square na noite de sábado e desativou o carro-bomba.

Uma força conjunta antiterrorismo, que inclui oficiais do Departamento de Justiça e do FBI, a polícia federal americana, está agora analisando as ligações telefônicas feitas pelo homem. Logo após o atentado, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, e a secretária americana de Segurança Interna, Janet Napolitano, insistiram que não havia evidências de que a tentativa de atentado tenha ligação com alguma grande rede extremista, como a Al Qaeda ou o Taleban, mesmo após terroristas estrangeiros já terem reivindicado a autoria do atentado frustrado.

Investigação

Três passageiros de um vôo da Emirates entre Nova York e Dubai foram obrigados a desembarcar do avião na segunda-feira à noite como parte da investigação sobre o atentado frustrado em Times Square, informou a companhia aérea de Dubai.

Em um comunicado, a Emirates destaca que as autoridades de Nova York impediram a decolagem do voo 302 (NY-Dubai) em 3 de maio e obrigou o desembarque de três passageiros.
O texto não divulga a identidade nem a nacionalidade dos três passageiros.

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