terça-feira, 13 de abril de 2010

Vídeo Poesia

Artur Gomes e Igor Fagundes – filmados por Jiddu Saldanha, no Parque das Ruínas – Santa Teresa – Rio de Janeiro

Overdose Sonora em Santa Teresa

Artur Gomes interpreta Mário Faustino – filmado por Jiddu Saldanha

Artur Gomes e May Pasquetti – filmados por Jiddu Saldanha no Parque das Ruínas – Santa Terea – Rio de Janeiro
PunçãoPoÉtica

INs Piração
onde se cata
lixo intacto remoVendo
escombros de letras
por letras corroendo
o vírus letal da veia
clara da gema
como prova
lamparina não clareia
a palavra NÃO poema
Ovo
Ova

veredas pois...

o vácuo na palavra espaço entre o tempo e o oco do tempo as letras uma a uma não dizendo nada poema inconcluso onde uso a cardioGrafia das pedras como espelho d’água
as paredes das palavras as muralhas dos poemas as cordilheiras das letras
a criação das coisas a que damos nome
anna katarina do itanhandu
a pele de sol na carne da lua o sangue das estátuas a escritura das veias
junto a isso leio os passos da noite e as curvas do trem na estação
da janela a montanha nos olhos contraste entre o solar e os edifícios escuto teu silêncio incauto e ladro como um cão vencido
a lua me persegue em signosn a boca de um dragão noturno a coisa que percebo é vasta letreiros urbanizando íntimos a pedra do meu sonho é gêmea
irmã dos teus segredos ínfimos

PÁTRIA(R)MADA

só me queira assim caçado
mestiço vadio latino
leão feroz cão danado
perturbando o seu destino

e só me queira encapetado
profanando àqueles hinos
malandro, moleque safado
depravando os seus meninos

só me queira enfeitiçado
veloz, macio, felino
em pêlo nu depravado
em sua cama sol a pino

e só me queira desalmado
cão algoz e assassino
duplamente descarado
quando escrevo e não assino


antLírica

eu não sou zen
muito menos zhô
nem tão pouco
zapa
nem ando na contra capa
do teu disquinho
digital

não alinho pela esquerda
nem à direita do fonema

vôo no centro/viagem
olho rasante/miragem
veia pulsante/poema

Lady Gumes African's Baby

meto meus dedos cínicos no teu corpo em fossa proclamando o que ainda possa vir a ser surpresa porque amor não tem essa de cumer na mesa é caçador e caça mastigando na floresta todo tesão que resta desta pátria indefesa ponho meus dedos cínicos sobre tuas costas vou lambendo bostas destas botas NeoBurguesas porque meu amor não tem essa de vir a ser surpresa é língua suja grossa visceral ilesa pra lamber tudo que possa vomitar na mesa e me livrar da míngua dessa língua portuguesa.


sousAndrática
leve ave pena leve arara amazônica breve sobrevo arara lâmpada límpida
azul de zinco impávida oceânica cérebro vivo ofusca a serra wall street cega bela city desumana anti passarada morte que me roa ave pena leve sousândrade que me doa


SampleAndo
o poema pode ser um beijo em tua boca carne de maçã em maio um tiro oculto sob o céu aberto estrelas de neon em vênus refletindo pregos no meu peito em cruz
na paulista consolação na água branca barra funda metal de prata desta lua que me inunda num beijo sujo como a estação da luz
nos vídeos filmes de TV eu quero um clipe nos teus seios/quentes uma cilada em tuas coxas japa como uma flecha em tuas costas índia ninja gueixa eu quero a rota teu país ou mapa teu território devastar inteiro como uma vela ao mar de fevereiro molhar teu cio e me esquecer na lapa


Arte
transparências no papel a seda grafismo em carne minha cor nos dedos recortes visuais no olho vazados como um cão em marte
fissura de espada em riste aponto minha língua em cortes a flama do meu sangue em chamas imagens regrafando imagens
a sombra do objeto em prismas o dedo no gatilho oculto atiro contra o tédio infame pedaços do meu corpo em prumo
poemas refazendo em transe retalhos de um tecido em partes seguindo por segundo a trilha na etérea construção da Arte

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