sexta-feira, 12 de março de 2010

I Fórum Vale Poético






Começa amanhã o I FÓRUM VALE POÉTICO, criação do cineasta e poeta MÁRCIO VACCARI. Eventos poéticos e artísticos acontecerão
simultaneamente em 7 cidades do Vale do Paraíba. Começa amanhã e termina dia 28 de março. 15 dias de muita poesia, música, cinema, teatro e muitas Oficinas de arte e muito debate e discussão sobre a Produção Independente no Brasil. o poeta Goytacá ARTUR GOMES é o grande homenageado desse I FÓRUM POÉTICO.
Núcleo de Produção Áudio Visual Casa Cenográfica
Rua Marquês de Rabicó, 175 – Taubaté-SP
Apresenta:
Oficina de Cine Vídeo Poesia Falada
Dia 20 março - 14:00h às 18:00h
Direção: Artur Gomes & Márcio Vaccari
Artur Gomes Entidentes
mais informações: fulinaima@gmail.com





SampleAndo 4
para Márcio Vaccari
http://youtube.com/oficinavideo


Jazz Free Som Balaio
Para Moacy Cirne
gravada no CD fulinaíma sax blues poesia

ouvidos negros Miles trumpete nos tímpanos
era uma criança forte como uma bola de gude
era uma criança mole como uma gosma de grude
tanto faz quem tanto não me fez
era uma ant/Versão de blues
nalguma nigth noite uma só vez

ouvidos black rumo premeditando o breque
sampa midinigth ou aversão de Brooklin
não pense aliterações em doses múltiplas
pense sinfonia em rimas raras
assim quando desperta do massificado
ouvidos vais ficando dançarina cara
ao Ter-te Arte nobre minha musa Odara

ao toque dos tambores ecos sub/urbanos
elétricos negróides urbanóides gente
galáxias relances luzes sumos prato
delícias de iguarias que algum Deus consente
aos gênios dos infernos que ardem gemem Arte
misturas de comboios das tribos mais distantes
de múltiplas metades juntas numa parte

Artur Gomes
http://poeticasfulinaimicas.blogspot.com/

fulinaíma 3
para Louise Marrie
louise deixe que a minha mão deslize
sobre este papel ou pela tela
e os dedos toquem teclas
de onde jorrarão escritas
grafismos grafitemas figuralidades
quando meus olhos aqui desta janela
não querem visões desta cidade
mas sim delicadezas
síntese da pureza
nestes teus olhos bailarinos
e a sagração dos pássaros
pelo teu corpo inteiro
deixa eu tocar primeiro
no teu sentir mais íntimo
quando olhar no espelho
como um tocar de sinos
em sagradas missas
sendo profano o canto
do que penso agora
no teu batom vermelho

Artur Gomes
http://carnavalhagumes.blogspot.com/

SampleAndo 4
para Ademir Assunção
agora que esta cidade me penetra
com tuas línguas avárias
cheiro de flor das marginálias
perfuma o estrume do asfalto
dou um salto do outro lado da ponte
no Viaduto do Chá
na praça Santa da Sé
encaro a estação da luz
preciso apagar essa Pagu da minha pista
como a isca de políciao
uvir Itamar Assunção
depois de Carlos Careqa
naquele choro de Antônio
amor de periferia
nestas noites severinas
em madrugadas sagaranas
naquela orgia das esquinas
rola um Edvaldo Santana
Artur Gomes
o poema pode ser um beijo em tua boca
carne de maçã em maio
um tiro oculto sob o céu aberto
estrelas de neon em Vênus
refletindo pregos no meu peito em cruz
na paulista consolação
na água branca barra funda
metal de prata desta lua que me inunda
num beijo sujo como a Estação da Luz
nos vídeos filmes de TV
eu quero um clipe nos teus seios quentes
uma cilada em tuas coxas japa
como uma flecha em tuas costas índia
ninja gueixa eu quero a rota teu país ou mapa
teu território devastar inteiro
como uma vela ao mar de fevereiro
molhar teu cio e me esquecer na lapa
Artur Gomes
musicado e gravado por Naiman
gravada nos cds fulinaíma sax blues poesia
& fulinaíma outra vozes outras falas
ando por São Paulo meio Araraquara
a pele índia do meu corpo
em sua carne clara
juntei meu goitacá seu guarani
Tupy Or Not Tupy
não foi a língua que ouvi
na sua boca caiçara
para falar para lamber para lembrar
de sua língua arco íris litoral como colar de uiara
é que eu choro como a chuva curuminha
mineral da mais profunda lágrima
que mãe chorara
para roçar para cumer para tocar
na sua pele urucun de carne osso
minha língua tara
sonha lamber do seu almoço
e ainda como um doido curuminha
a lamber o chão da Guanabara
porque trancar as portas
tentar proibir as entradas
se já habito os teus cinco sentidos
e as janelas estão escancaradas?
um beija-flor risca no espaço
algumas letras de um alfabeto grego
signo de comunicação indecifrável
eu tenho fome de terra
e esse asfalto sob a sola dos meus pés
agulha nos meus dedos
quando piso na Augusta
poema dá um tapa na cara da Paulista
flutuar na zona do perigo
entre o real e o imaginário
João Guimarães rosa Caio Prado
Martins Fontes um bacanal de ruas tortas
eu não sou flor que se cheire
nem mofo de língua morta
o correto deixei na Cacomanga
matagal onde nasci
com os seus dentes de concreto
São Paulo é quem me devora
e selvagem devolvo a dentada
na carne da rua Aurora
arturgomes


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