sábado, 27 de fevereiro de 2010





Acompanhe as últimas notícias e a programação da Fundação Iberê Camargo:Aproveite o último

Fim-de-semana na Fundação, com atividades especiais para visitantes.
Abertas as inscrições para novo encontro de Capacitação de Professores paralelo à mostra do Acervo. Participe!

A Fundação Iberê Camargo agora tem uma página no Facebook. Acesse, confira nossa programação e deixe seus comentários.

Exposições em cartaz Mostra do Acervo, Paisagens de Dentro volta-se para obras de Iberê ainda pouco estudadas. A curadoria é de de Icleia Borsa Cattani.

Cálculo da expressão reúne gravuras de Iberê Camargo, Lasar Segall e Oswaldo Goeldi, com curadoria de Vera Beatriz Siqueira.

A Fundação Iberê Camargo está no Twitter. Siga!

Em Reportagens, veja a retrospectiva de Gordon Matta-Clark, em exibição no MAM-SP.

Cildo Meireles apresenta gravuras inéditas no Museu Chácara do Céu, no Rio de Janeiro.

Paço das Artes propõe diálogo entre artistas experientes e da nova geração.

Centro Cultural São Paulo apresenta Wonderland - Ações e Paradoxos.

EAV Parque Lage abre inscrições para cursos gratuitos de artes. Associação Chico Lisboa expõe obras de artistas criadas em 20 x 20 cm.

Acompanhe em Últimas Notícias as novidades das artes.

Fundação Iberê Camargo

Av. Padre Cacique 2.00090810-240 Porto Alegre RS Brasil

tel [55 51] 3247-8000





"As mulheres querem o poder", diz Giorgio Armani

JULIANA LOPES
Colaboração para o UOL, de Milão

Logo após a primeira de uma das duas apresentações da grife Emporio Armani, nesta sexta-feira (26), o lendário estilista italiano Giorgio Armani, com expressão de vigor e ânimo, contou como é a mulher a quem a marca se refere.

Giorgio Armani em entrevista no backstage do desfila da Emporio Armani, em Milão (26/02/2010)


"Uma mulher que não quer mais ser apenas bela. Uma mulher que se impõe com força e quase agressividade", disse o estilista ao UOL Estilo. Sua coleção para o Inverno 2010/11 apresentou ombros potentes e estruturados e valorização de traços geométricos (nos cortes de cabelo, nos acessórios, nas fendas diagonais). Segundo Armani, esta é uma busca de firmeza e definição no comportamento da mulher. "As mulheres querem recuperar o poder. Elas querem o poder".

Como as mulheres dos anos 80? Que começaram a vagarosamente tomar os postos de trabalho, inclusive os anteriormente dominados pelos homens?, perguntou o UOL ao estilista. Ele sorri, porque sabe que a referência oitentista é impossível de ser negada. Mas demonstra que é apenas uma nuance. "Sim... digamos que também remetemos àquela mulher", disse, despedindo-se e caminhando protegido por seus seguranças.

Intervenção federal no DF é cercada de polêmica

Maria Carolina Marcello
Em Brasília

A crise política que atinge o Distrito Federal, cujo comando passou pela mão de três governadores em 12 dias, abre caminho para uma intervenção federal no DF.
Leia também


O tema é cercado de discussões jurídicas que provocam um clima de indefinição. Encaminhado pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, o pedido de intervenção será julgado pelo Supremo Tribunal Federal. Não há, no entanto, data para que a STF analise o caso.

A demanda de Gurgel é extensiva aos poderes Executivo e Legislativo. A intervenção se justificaria, de acordo com a Constituição, para "por termo a grave comprometimento da ordem pública", "garantir o exercício de qualquer dos poderes nas Unidades da Federação" e "reorganizar as finanças da unidade da Federação", entre outros.

O relator do processo e presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, aguarda que a Câmara Legislativa envie informações para dar seguimento ao processo. A Casa tem até a próxima segunda-feira para encaminhar os dados.

Para o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, a situação de "desequilíbrio institucional" exige agilidade no julgamento do pedido de intervenção pelo STF.

"Há uma urgência em que se faça essa análise. É preciso tirar essa espada do pescoço de Brasília. Não há certeza sobre quem vai governar o DF", afirmou.

Enquanto a OAB nacional prega urgência, a OAB-DF defende que a crise no DF não é suficiente para preencher os requisitos necessários a uma intervenção. Tanto é que, na última quarta-feira, o presidente da Ordem no DF, Francisco Caputo, anunciou movimento "suprapartidário" contra a medida.

O cientista político David Fleischer, da Universidade de Brasília (UnB), se posiciona a favor da medida.

Se o Supremo autorizar, será a primeira vez, desde 1956, que um Estado sofre intervenção federal. Na década de 1950, a medida foi motivada por um tiroteio na Assembléia Legislativa de Alagoas, onde tramitava um pedido de impeachment contra o então governador, Muniz Falcão, do Partido Social Progressista (PSP).

"A intervenção se justifica quando há total quebra do Estado de Direito, ou em termos de corrupção generalizada. Esse é o caso de Brasília. É muito provável uma intervenção no DF na primeira quinzena de março", avaliou.

Também o presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, Antônio Carlos Bigonha, acredita na necessidade do mecanismo.

"Nós consideramos que a intervenção é o único remédio capaz de sanar os males da corrupção na cidade. É muito forte, porém necessário para a doença que atacou o DF", afirmou Bigonha.
Intervenção não atrapalha Congresso

Durante sua vigência, o mecanismo impede a votação pelo Congresso de propostas de emendas à Constituição. Hoje, estão em discussão PECs como a que prevê reduzir a jornada de trabalho para 40 horas, a que efetiva titulares de cartório não concursados e a que estabelece piso nacional para policiais e bombeiros militares.

Além do pedido de intervenção federal no DF, há outros 128 processos da mesma natureza em tramitação no STF, mas ao contrário da situação do DF, a maioria deles se refere à execução de pagamentos de precatórios, medidas judiciais de obrigatoriedade de pagamento de dívida pelos Estados.

Outro ponto discutível no âmbito jurídico, segundo Cavalcante, da OAB nacional, é a composição da linha sucessória determinada pela Lei Orgânica do DF. Ao contrário da Constituição Federal, a legislação distrital inclui o vice-presidente na Câmara Legislativa na sequência.

A Constituição também prevê eleições indiretas em 30 dias se os cargos de governador e vice estiverem vagos. Mas, em teoria, o posto de governador não está vago, José Roberto Arruda está apenas licenciado.

A crise no DF começou em novembro com as denúncias de corrupção que atingiram Arruda (sem partido), preso na Polícia Federal desde 11 de fevereiro por obstrução da Justiça.

Em seu lugar assumiu o vice, Paulo Octávio, também envolvido no escândalo e que, por falta de apoio político, inclusive de seu partido, renunciou na terça-feira, deixando também o

Democratas. Assumiu o presidente da Câmara Legislativo, Wilson Lima (PR), aliado de Arruda.

Comissão do Legislativo aprovou nesta sexta-feira abertura de processo de impeachment contra Arruda, que deve percorrer agora várias etapas. Outros três pedidos que pesavam sobre Paulo Octávio foram arquivados depois da renúncia.

Octávio, Arruda e pelo menos oito deputados distritais estão envolvidos em investigação da Polícia Federal sobre suposto esquema de distribuição de propina a parlamentares e integrantes do governo do DF.

Nenhum comentário:

Postar um comentário