sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Jura secreta 102



na subida alicee
la me gritou de susto
pedindo a todo custo que ficasse
assim como se fosse amante
do engenho de dentro ainda tenho
um coração que é arte
e nele leio os poemas
que pensei no parque
e agora escrevo o hoje
que ficou no ontem

arturgomes

Caros amigos


Apesar do terremoto, o Haiti deve pagamentos exorbitantes pela “dívida externa da ditadura” de anos atrás. Assine a petição para cancelar a dívida externa do Haiti, a Avaaz e parceiros irão entregá-la ao FMI e Ministros das Finanças semana que vem:

É chocante: mesmo com ajuda sendo direcionada para as comunidades desesperadas do Haiti, o dinheiro sai por outro lado para pagar a dívida externa exorbitante do país. Mais de $1 bilhão de uma dívida injusta acumulada anos atrás por credores e governos inescrupulosos.

O chamado pelo cancelamento total da dívida externa do Haiti está ganhando força ao redor do mundo e já convenceu alguns governantes. Porém, rumores dizem que outros países credores ainda estão resistindo. O tempo é curto: os Ministros das Finanças do G7 irão tomar uma decisão semana que vem em um encontro no Canadá.

Vamos gerar um chamado global por justiça, compaixão e bom senso para o povo do Haiti neste momento de tragédia. A Avaaz e parceiros irão entregar o chamado pelo cancelamento da dívida externa diretamente no encontro. Clique abaixo para assinar a petição e depois divulgue para os seus amigos:
http://www.avaaz.org/po/haiti_cancel_the_debt/?vl

Mesmo antes do terremoto, o Haiti já era um dos países mais pobres do mundo. Depois que os escravos Haitianos ganharam a independência em 1804, a França demandou bilhões em indenização – lançando uma espiral de pobreza e dívidas injustas que já duram dois séculos.
Há alguns anos, campanhas globais pelo cancelamento de dívidas externas despertaram a consciência do mundo. Nos últimos dias, sob uma pressão crescente, financiadores começaram a dizer a coisa certa sobre o cancelamento da dívida externa do Haiti, que ainda é um fardo devastador para o país.

Porém o problema está nas entrelinhas. Depois do tsunami em 2004, o FMI anunciou um alívio no pagamento da dívida externa dos países atingidos – mas os juros continuaram a acumular. Quando a atenção pública diminuiu, os pagamentos da dívida eram maiores do que nunca.
Chegou a hora de cancelar a dívida externa do Haiti incondicionalmente para garantir que a ajuda enviada seja em forma de doação e não empréstimo. Uma vitória agora irá afetar a vida das pessoas do Haiti, mesmo depois que a atenção do mundo se dissipar. Participe do chamado pelo cancelamento da dívida externa e depois encaminhe este alerta para pessoas que se preocupam também:
http://www.avaaz.org/po/haiti_cancel_the_debt/?vl

Enquanto assistimos as imagens na televisão e pela Internet, é difícil não se comover. E a relação dos países ricos com o Haiti é de fato bastante obscura.
Porém, momentos como este podem trazer transformações. Ao redor do mundo, milhões de pessoas fizeram doações para salvar vidas no Haiti. Apoiadores da Avaaz contribuíram mais de USD$ 1 milhão nos últimos 10 dias. Porém, nós precisamos erguer as nossas vozes como cidadãos globais para trazer à tona as causas humanas que deixaram nossos irmãos e irmãs do Haiti tão vulneráveis aos desastres naturais.
Não podemos fazer o suficiente para mudar tudo, mas vamos fazer tudo que podemos.

Com esperança,
Ben, Alice, Iain, Ricken, Sam, Milena, Paula e toda a equipe Avaaz
PS: Para fazer uma doação para o Haiti, clique aqui: https://secure.avaaz.org/po/stand_with_haiti?cl=460681466&v=5282
Mais informações:
Organizações sociais apresentam carta para a anulação da dívida do Haiti (Jubileu Sul): http://www.jubileubrasil.org.br/nao-a-guerra/organizaciones-sociales-exigen-la-anulacion-de-la-deuda
Oxfam pede perdão para dívida externa do Haiti (Último Segundo): http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/01/24/oxfam+pede+que+governos+perdoem+divida+externa+do+haiti+9375042.html
Banco Mundial cancela por 5 anos pagamento da dívida do Haiti (Reuters): http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRSPE60L00220100122
Diretor do FMI defende um "Plano Marshall" para o Haiti (BBC): http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/01/100120_fmi_haiti_vdm.shtml


SOBRE A AVAAZ
Avaaz.org é uma organização independente sem fins lucrativos que visa garantir a representação dos valores da sociedade civil global na política internacional em questões que vão desde o aquecimento global até a guerra no Iraque e direitos humanos. Avaaz não recebe dinheiro de governos ou empresas e é composta por uma equipe global sediada em Londres, Nova York, Paris, Washington DC, Genebra e Rio de Janeiro. Avaaz significa "voz" em várias línguas européias e asiáticas. Telefone: +1 888 922 8229Você está recebendo esta mensagem porque você assinou "Lula: sua chance de proteger a Amazônia" no 2009-06-24 usando o email silsilsi2008@gmail.com. Para garantir que os nossoas alertas cheguem na sua caixa de entrada, porfavor adicione avaaz@avaaz.org na sua lista de endereços. Para mudar o email inscrito, sua língua ou outras informações pessoas, clique aqui:https://secure.avaaz.org/act/index.php?r=profile&user=3afe0539ebd84353e84f63cba0b38356&lang=po ou clique aqui para remover o seu email da nossa lista.

Para entrar em contato com a Avaaz não responda para esse email, escreva para info@avaaz.org. Você pode nos telefonar nos números +1-888-922-8229 (EUA) ou +55 21 2509 0368 (Brasil). Se você tiver problemas técnicos visite http://www.avaaz.org/

Silvana
(11) 9628-0803

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

ABC do SOM


collagens fulinaímicas: artur gomes

CRÍTICA DE ARIANO SUASSUNA SOBRE O FORRÓ ATUAL


'Tem rapariga aí? Se tem, levante a mão!'. A maioria, as moças, levanta a mão. Diante de uma platéia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz de forró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, de todas bandas do gênero). As outras são 'gaia', 'cabaré', e bebida em geral, com ênfase na cachaça. Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas se apresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade.Pra uma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicas bem representativas destas bandas. Não vou nem citar letras, porque este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá:

Calcinha no chão (Caviar com Rapadura),
Zé Priquito (Duquinha),
Fiel à putaria (Felipão Forró Moral),
Chefe do puteiro (Aviões do forró),
Mulher roleira (Saia Rodada),
Mulher roleira a resposta (Forró Real),
Chico Rola (Bonde do Forró),
Banho de língua (Solteirões do Forró),
Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal),
Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada),
Sou viciado em putaria (Ferro na Boneca),
Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró),
Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró).

Esta é uma pequeníssima lista do repertório das bandas. Porém o culpado desta 'desculhambação' não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo. O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando-se.


Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas da turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de 'forró', parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde. Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos alternativos de Belgrado, Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo estético. Pior, o glamour, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo.


Aqui o que se autodenomina 'forró estilizado' continua de vento em popa. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem 'rapariga na platéia', alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é: 'É vou dá-lhe de cano de ferro/e toma cano de ferro!', alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos.

Ariano Suassuna

Observação: O secretário de cultura Ariano Suassuna foi bastante criticado, numa aula-espetáculo, no ano passado, por ter malhado uma música da Banda Calypso, que ele achava (deve continuar achando, claro) de mau gosto. Vai daí que mostraram a ele algumas letras das bandas de 'forró', e Ariano exclamou: 'Eita que é pior do que eu pensava'. Do que ele, e muito mais gente jamais imaginou.


Realmente, alguma coisa está muito errada com esse nosso país, quando se levanta a mão pra se vangloriar que é rapariga, cachaceiro, que gosta de puteiro, ou quando uma mulher canta 'sou sua cachorrinha'. Aonde vamos parar? Como podemos querer pessoas sérias, competentes? E não pensem que uma coisa não tem a ver com a outra não, pq tem e muito! E como as mulheres querem respeito como havia antigamente? Se hoje elas pedem 'ferro', 'quero logo 3', 'lapada na rachada'? Os homens vão e atendem. Vamos passar essa mensagem adiante, as pessoas não podem continuar gritando e vibrando por serem putas e raparigueiros não. Reflitam bem sobre isso, eu sei que gosto é gosto... Mas, pensem direitinho se querem continuar gostando desse tipo de 'forró' ou qualquer outro tipo de ruído, ou se querem ser alguém de respeito na vida!

Tragédia no Haiti já é a mais letal das Américas

O governo do Haiti havia sepultado até ontem 72 mil vítimas desde terça passada, segundo seu premiê, Jean-Max Bellerive. Isso faz do terremoto de 7 graus na escala Richter a mais letal tragédia das Américas em todos os tempos e um dos piores terremotos do mundo nos últimos cem anos, informa da reportagem da Folha desta quarta-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL).


Ainda nesta terça-feira, os números foram atualizados para 75 mil mortos, 250 mil feridos e um milhão de desabrigados, segundo anunciou a Direção da Proteção Civil haitiana.

Os números atualizados foram incluídos em um comunicado divulgado pela Direção de Proteção Civil do Haiti, que disse que o país caribenho precisa desesperadamente de abrigo, água, alimentos, medicamentos e técnicos.

Segundo o Bellerive, "muitíssimos" outros cadáveres foram enterrados pelas próprias famílias e estão fora das estatísticas oficiais. A estimativa total de mortos no país permanecia entre 100 mil e 200 mil mortos e 250 mil feridos.

Até a divulgação do número de vítimas por Bellerive, a catástrofe com mais mortos no continente era o terremoto de intensidade 7,9, que vitimara 66 mil pessoas na localidade peruana de Chimbote em 1970.

Levando-se em conta o número de mortos em decorrência de terremotos em todo o planeta, o sismo do Haiti já é o sétimo na lista dos que mais mataram nos últimos cem anos, de acordo com dados compilados pelo Instituto de Pesquisa Geológica dos EUA.

Controle

Agências de ajuda internacionais, contudo, alertam que muitos haitianos desabrigados ou feridos estão morrendo enquanto as equipes tentam superar o caos na organização da distribuição da ajuda e alguns criticam o controle excessivo dos americanos como parte do problema.

A ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) queixou-se nesta terça-feira que um avião carregado um quinto da sua ajuda médica de emergência para os sobreviventes do terremoto não recebeu permissão para pousar no aeroporto de Porto Príncipe, controlado pelos EIA desde a semana passada.

A organização médica humanitária com sede em Paris afirmou que o avião com 12 toneladas de medicamentos, material cirúrgico e duas máquinas de diálise teve de desistir de pousar e desviar-se para a vizinha República Dominicana.
Mais de 30 países se apressaram a enviar ajuda de emergência ao Haiti desde o terremoto, congestionando o local.

"Não podemos aceitar que os aviões de salvamento carregando suprimentos médicos e equipamentos continuem a ser afastado enquanto os nossos pacientes morrem", disse Rosa Crestani, um coordenador médico do MSF em um hospital da capital haitiana, por meio de uma nota de imprensa.

O cenário descrito pelas ONGs é de que, de um lado há o controle dos americanos sobre o aeroporto. Do outro lado, a ONU diz que controla a distribuição de comida. A crítica é principalmente sobre a ONU, que não tem o papel de comando que deveria assumir.

Tragédia

O terremoto ocorreu às 16h53 do último dia 12 (19h53 no horário de Brasília) e teve epicentro a 15 quilômetros da capital Porto Príncipe, que ficou virtualmente devastada. A maioria dos prédios oficiais desabou, assim como a sede da missão de paz da ONU no país.

O Exército brasileiro confirmou que 17 militares da Minustah morreram em consequência do terremoto, além da médica brasileira Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança e do chefe-adjunto civil da missão da ONU no Haiti, Luiz Carlos da Costa. O major do Exército Márcio Martins e Cleiton Batista Neiva, um policial licenciado de Brasília a serviço da ONU, são considerados desaparecidos.

Antes do tremor, a Minustah contava com cerca de 7.000 militares, sendo 1.266 brasileiros. Havia ainda cerca de 60 civis brasileiros no país.


Uma semana após terremoto, Haiti vive fome, sede e conta seus mortos


Uma Porto Príncipe devastada, milhares de habitantes famintos e incontáveis mortos, enterrados e à espera de enterro, são o saldo, uma semana depois, do terremoto de 7 graus na escala Richter que atingiu o Haiti na última terça-feira (12).
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O início da tragédia tem hora e local: 16h53 (19h53 no horário de Brasília), epicentro a 15 quilômetros da capital do país. Mas os estragos ultrapassaram as fronteiras da nação mais pobre do hemisfério ocidental, hoje com 1,5 milhão de desabrigados, metade de sua população.Entre os mortos, estrangeiros de pelo menos 25 nacionalidades e 19 brasileiros. Entre eles, a médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU (Organização das Nações Unidas) no Haiti e o brasileiro no mais alto posto da organização.Primeiro país independente da América Latina, o Haiti agora depende da mobilização internacional iniciada logo após o tremor. A ajuda, no entanto, enfrenta a barreira logística -a dificuldade de distribuir alimento e água a milhares espalhados em acampamentos improvisados, dormindo ao relento, sob uma paisagem de destroços e corpos em decomposição.

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Se a estimativa do governo haitiano se concretizar, serão 200 mil mortos que colocarão a tragédia entre as dez piores da história. Hoje, a OMS (Organização Mundial da Saúde) acredita em 100 mil mortes. Aproximadamente 70 mil corpos haviam sido enterrados em valas comuns até esta segunda-feira (18).Na tentativa de recuperação, que deve levar anos, o Brasil tem papel de destaque. Lidera as tropas da missão de paz da ONU no país, com 1.266 militares -número que pode dobrar, segundo o Exército, para ajudar na reconstrução do país. A Minustah, como é chamada a missão da ONU no Haiti, tem contingente de cerca de 9.000 pessoas, pouco mais de 7.000 delas militares.

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Em meio ao caos, cenas de esperança. Um grupo, do qual fazia parte um menino de sete anos, sobreviveu 120 horas sob escombros de um supermercado. Somam-se às cerca de 70 pessoas retiradas com vida do que restou dos prédios derrubados, mesmo após dias debaixo da terra.Mas as consequências do terremoto vão além da destruição de patrimônio em um país com elevados índices de doenças como Aids, tuberculose e malária. Para médicos no Haiti, o pior ainda está por vir. As infecções decorrentes da demora em enterrar os mortos e atender os feridos em um país de crianças subnutridas, onde a higiene já era um desafio, pode provocar um dos piores desastres médicos da história.O Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, prevê surtos de doenças infecciosas. "Há as variedades de doenças típicas daqui, mas certamente haverá uma piora depois de um desastre como esse", afirmou à agência Reuters Steven Harris, diretor médico do CDC no Haiti.

Secretário-geral da ONU pede mais 3.500 soldados para reforçar missão no Haiti

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu hoje ao Conselho de Segurança que amplie a missão de estabilização no Haiti com mais 3.500 soldados, os capacetes azuis, para reforçar a segurança e melhorar a distribuição de assistência.
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Ban falava a repórteres depois de se dirigir ao Conselho em uma sessão a portas fechadas nesta segunda-feira (18). A Minustah, força de manutenção da paz do organismo no Haiti, tem atualmente cerca de 9.000 soldados e policiais no país.


Ban, que hoje informou ao Conselho de sua visita de seis horas realizada no último domingo ao país, pediu também que o aumento das forças internacionais de paz no Haiti "se prolongue por seis meses".AjudaA União Europeia (UE) prevê destinar uma ajuda de mais de € 420 milhões (cerca de R$ 1,067 bilhão) para a reconstrução do Haiti, informou hoje o ministro espanhol para Assuntos Exteriores, Miguel Angel Moratinos.

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Ao término de uma reunião de ministros europeus de Desenvolvimento, os 27 países da UE decidiram destinar 122 milhões de Euros (cerca de R$ 311 milhões) como ajuda humanitária imediata, 100 milhões de Euros (R$ 255 milhões) para a reabilitação a curto prazo e 200 milhões (R$ 510 milhões) para médio e longo prazo, explicou Moratinos, cujo país exerce a presidência de turno do bloco.


O Reino Unido também anunciou que vai triplicar sua ajuda ao Haiti, totalizando US$ 33 milhões (R$ 58 milhões), segundo o ministro de Desenvolvimento Internacional, Douglas Alexander.


Londres, que inicialmente ofereceu US$ 10 milhões, comunicará a extensão da ajuda em uma reunião ministerial prevista nesta segunda-feira em Bruxelas.A França igualmente decidiu doar 10 milhões de Euros (R$ 25,5 milhões) à ONU, anunciou o ministro das Relações Exteriores.


A Noruega, por sua vez, duplicará sua ajuda de emergência a US$ 17,6 milhões (US$ 30,8 milhões), informou o ministério de Ajuda ao Desenvolvimento.As Nações Unidas lançaram um pedido de doações de emergência para arrecadar US$ 562 milhões para o Haiti.
Leia mais



Conferência sobre Haiti acontece dia 25


A primeira reunião preparatória da conferência internacional para a reconstrução do Haiti será realizada em 25 de janeiro, em Montreal (Canadá), anunciou nesta segunda-feira um comunicado da assessoria do primeiro-ministro francês François Fillon após uma reunião com os ministros das Relações Exteriores, Bernard Kouchner, e da Defesa, Hervé Morin.


O presidente Nicolas Sarkozy lançou na semana passada a proposta desta conferência internacional com ajuda dos Estados Unidos, Brasil e Canadá.Haiti abre 280 centros para distribuir ajudaCerca de 280 centros de emergência devem começar a funcionar nesta segunda-feira (18) para distribuir ajuda humanitária e receber desabrigados, segundo o governo do Haiti.


Diante de uma situação caótica e uma população revoltada e desesperada, o governo haitiano decretou estado de emergência neste domingo (17). O governo também anunciou luto nacional de 30 dias. Cerca de 70 mil corpos foram enterrados em fossas comuns no Haiti depois do violento terremoto que devastou o país, anunciou neste domingo (17) o secretário de Estado para a Alfabetização, Carol Joseph.


Morte de brasileiros


O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 16 militares do país que participam da Minustah, a missão da ONU no Haiti, morreram em consequência do terremoto.A médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti, também morreram no tremor.


70 mil corpos já foram enterrados no Haiti, diz governo local

Cerca de 70.000 corpos já foram enterrados em valas comuns no Haiti após o terremoto que devastou o país na última terça-feira, disse neste domingo o secretário de Alfabetização local, Carol Joseph.
O último informe oficial sobre os corpos enterrados após o terremoto foi dado ontem pelo primeiro-ministro do país caribenho, Jean-Max Bellerive. Na ocasião, ele calculou em 25 mil os que já haviam sido enterrados.
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O secretário disse ainda que o governo decretou estado de emergência até o final de janeiro e luto oficial por 30 dias. Com isso, as bandeiras nos edifícios oficiais ficarão a meio mastro até 17 de fevereiro.
Apesar de ser cada vez menor as chances de encontrar sobreviventes entre os escombros, hoje mais pessoas foram resgatadas pelas equipes de emergência, incluindo um soldado dinamarquês da Minustah (forças de paz da ONU no Haiti).
Três haitianos foram resgatados dos escombros de um supermercado de Porto Príncipe chamado Caribbean Market. Os sobreviventes, com ferimentos relativamente leves, são uma menina de sete anos, um homem de 34 e uma mulher de 50.
Já o "capacete azul" dinamarquês estava entre os escombros da sede da Minustah em Porto Príncipe --o mesmo local onde morreram as duas principais autoridades da ONU no país caribenho, o tunisiano Hedi Annabi e o brasileiro Luiz Carlos da Costa.
Tragédia
O terremoto aconteceu às 16h53 desta terça-feira (19h53 no horário de Brasília) e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país.
Ainda não há um dado preciso sobre o número de mortos. A Organização Pan-americana de Saúde, ligada à ONU, diz que pode ter morrido cerca de 100 mil pessoas. Já o Cruz Vermelha estima o número de mortos entre 45 mil e 50 mil. Nesta sexta-feira, governo do Haiti afirmou estimar em 140 mil o total de vítimas.
15 militares brasileiros morreram no terremoto e, segundo o ministro Nelson Jobim (Defesa), mais três civis: a médica Zilda Arns, o chefe-adjunto civil da missão da ONU no Haiti, Luiz Carlos da Costa, e um terceiro que não foi identificado.
Mais 16 militares brasileiros ficaram feridos no terremoto. Eles chegaram ao Brasil nesta sexta-feira, e desde então estão internados no Hospital Geral do Exército, em São Paulo, para um
período de quarentena.
Escola de Artes Visuais do Parque Lage reinaugura as Oficinas da Imagem Gráfica Rio de Janeiro

No dia 14 de janeiro, às 18h, a Escola de Artes Visuais do Parque Lage vinculada à Secretaria de Estado de Cultura reabriu ao público suas oficinas de gravura e o laboratório de fotografia, reestruturados e equipados para abrigar as Oficinas da Imagem Gráfica. Entre as ações, estão a recuperação dos espaços físicos, a aquisição de mobiliário apropriado, a informatização, a reforma das prensas de gravura e a criação de um laboratório digital com projetor, impressora de plotters e computadores Macintosh. A iniciativa possibilita o intercâmbio com demais centros de ensino e cultura e incentiva a experimentação de diversas linguagens, como também oferece ótimas condições de trabalhos a professores, artistas e alunos.

Na ocasião, o público pode conferir, ainda, a inauguração da exposição EX ORBIS da artista Regina Silveira com curadoria de Carlos Martins, além de cinco cursos gratuitos para estudantes.
O projeto das Oficinas da Imagem Gráfica, onde estão reunidas as tecnologias tradicionais de reprodução da imagem (Gravura em Metal, Litografia, Serigrafia e Xilogravura) e as mais atuais (Fotografia e Mídias Digitais) foi realizado através da Lei de Incentivo à Cultura do ICMS/SEC e contou com patrocínio da Oi e apoio cultural do Futuro, instituto de responsabilidade social da Oi.
Sobre a exposição

EX ORBIS teve sua origem em 1997 como cenário para o espetáculo. Mais Pesado que o ar. de Denise Stoklos e, em 1999, foi executado como um enorme plotter para a fachada do Museu Nacional da Aviação em Ottawa, Canadá. Mais recentemente, em 2001, foi instalado no aeroporto Salgado Filho de Porto Alegre como um grande painel cerâmico de 7 por 11 metros.

Na exposição, a renomada artista Regina Silveira se apropria de projetos e desenhos de máquinas voadoras de toda a espécie, de diferentes épocas e procedências. Alguns destes projetos foram construídos, mas outros ficaram apenas na utopia. As reflexões da artista revelam o universo das regras da perspectiva e da geometria. A fotografia e os recursos tecnológicos são ferramentas importantes para a realização de seu trabalho, que é relacionado às artes gráficas.

O público deve decifrar e perceber as máquinas voadoras, já que o trabalho visa a deformação gradual das figuras em uma progressão muito expansiva para uma das laterais.
No mesmo dia da inauguração e abertura da exposição, 14 de janeiro, será realizado um encontro da artista com o público, às 18h no Salão Nobre da EAV-Parque Lage.

Sobre os cursos

Serão oferecidos cinco cursos gratuitos a estudantes a partir de 16 anos, que estiverem matriculados em instituições de ensino fundamental, médio ou superior. As inscrições já estão abertas e vão até o dia 12 de janeiro de 2010. Os interessados deverão preencher um formulário próprio na secretaria da EAV, levando comprovante atual de matrícula, documento de identidade e 1 (um) retrato 3x4. Será feita uma seleção seguida de entrevista. Limite de 15 vagas por turma. As aulas têm início no dia 18 de janeiro e vão até 12 de fevereiro de 2010.
Entre os cursos oferecidos estão Xilogravura, com Efrain Almeida; Gravura em Metal, com Tatiana Grinberg; Serigrafia, com Evany Cardoso; Litogravura, com Tina Velho, e Fotografia, com Simone Rodrigues.Data e horárioInauguração das Oficinas da Imagem Gráfica e abertura da exposição

EX ORBIS, de Regina Silveira:
Quinta-feira, 14 de janeiro de 2010, a partir das 18h
Encontro com a artista:
Quinta-feira, 14 de janeiro, às 18h, no Salão NobreExposição:
Até 21 de março de 2010
Segunda a quinta, das 9h às 22h; sexta, sábado e domingo, das 9h às 17h
Entrada gratuita
Local
Escola de Artes Visuais do Parque LageRua Jardim Botânico, 414Rio de Janeiro RJ
Maiores informaçõesFones 21 3257 1800 / 3257 1823
Website: http://www.eavparquelage.rj.gov.br/

Três dias após terremoto, haitianos estão sem comida e sem água

Depois de três dias do terremoto que destruiu a capital do Haiti, a ajuda humanitária começou a chegar a Porto Príncipe. A população, entretanto, ainda vaga pelas ruas em busca de comida e água. Há centenas de corpos acumulados pelas calçadas e, à medida que o tempo passa, vozes de sobreviventes sob escombros começam a calar.

Aglomerações se formam nos lugares com a possibilidade de encontrar algo para beber. Diante da quase inexistência dos serviços públicos, da ainda insuficiente ajuda de outros países e da demora em conseguir alimento, as autoridades temem que as pessoas se revoltem e iniciem uma onda de violência.

Essa preocupação foi expressada ontem (14) pelo próprio presidente haitiano, Reneé Préval, em reunião com o ministro da Defesa brasileiro, Nelson Jobim, que coordenou a missão que veio ao país identificar as necessidades mais urgentes de ajuda. Entre os pontos acertados com a missão brasileira está o envio de equipamentos e munição não letal para conter a multidão em caso de revolta.

O presidente haitiano também se comprometeu a indicar um local para que o Brasil possa iniciar o trabalho de sepultamento dos corpos, muitos ainda sob escombros. Passadas mais de 48 horas, os corpos já começam a entrar em decomposição, há muita poeira e moscas e o risco de epidemias é iminente.

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Pela cidade, nas áreas descampadas e nas praças, as pessoas se concentram com medo de um novo terremoto. Tremores de pequena intensidade são sentidos a todo momento o que aumenta a sensação de medo.

Hoje, o governo brasileiro começa a montar o hospital de campanha em uma área próxima à Base Charlie com capacidade para atender de 300 a 400 pessoas por dia além de 20 leitos para pessoas em estado grave.

O governo brasileiro também acertou o envio de barracas para que as pessoas possam se abrigar. Muitas perderam as casas, outras não, mas não acham seguro voltar. Preferem improvisar tendas, utilizando principalmente lençóis. O presidente René Préval acertou ontem com o ministro da Defesa a dispensa do passaporte para os 60 profissionais de saúde que vão trabalhar no hospital.

Desde a última terça-feira (12), quando ocorreu o terremoto que atingiu sete graus de magnitude, o serviço de comunicação não funciona. Há desabastecimento de gasolina já que um dos reservatórios da cidade foi atingido pelo terremoto. O governo da República Dominicana, país vizinho ao Haiti, se comprometeu a ajudar com o envio de combustível. O aeroporto de Porto Príncipe permanece fechado.

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Corpo de Zilda Arns chega a Curitiba; velório será aberto ao público

fonte: http://www.uol.com.br/

O corpo da médica Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, vítima do terremoto que atingiu o Haiti na terça-feira, chegou às 10h20 desta sexta-feira a Curitiba (PR), foi recebido por cerca de 50 familiares, e seguiu em um caminhão dos bombeiros até o Palácio das Araucárias, sede oficial do governo do Paraná, onde será velado a partir das 11h. O velório será aberto ao público até as 13h, quando será realizada uma celebração apenas com os familiares. Após as 14h, a visitação volta a ser aberta. O enterro será no sábado no Cemitério da Água Verde, em Curitiba, onde estão enterrados familiares da vítima.

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O corpo da médica chegou a Brasília às 3h30 de hoje em um caixão parafusado, segundo seu sobrinho, o senador Flávio Arns (PSDB-PR), que também integrou a comitiva. Após ser desembarcado, ele seguiu para uma funerária de Brasília para ser preparado para o enterro.
Patrícia Santos/Folha Imagem

Corpo de Zilda Arns chega a Curitiba e velório será aberto para visitação do público
Junto no avião também veio a irmã Rosangela Altoé, que trabalhava com Zilda na Pastoral da Criança. Muito abalada e com um ferimento na mão esquerda, ela relatou que estava a cinco metros de Arns quando houve o desabamento do prédio em que estavam.

"Ela [Zilda] já saía do local quando ocorreu o terremoto. Foi por uma questão de minutos que ela não se salvou", disse.

No mesmo voo, retornou ao Brasil o ministro Nelson Jobim (Defesa), que foi ao Haiti para verificar a situação do país.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), confirmaram presença no velório.
Missão

Zilda estava em Porto Príncipe, capital do Haiti, para uma missão humanitária. Ela era irmã do cardeal dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo.
Em nota, ele disse que ouviu emocionado a notícia que sua "caríssima" irmã sofreu "com o bom povo do Haiti o efeito trágico do terremoto". Para o religioso, não é hora de perder a esperança.
"Que nosso Deus, em sua misericórdia, acolha no céu aqueles que na terra lutaram pelas crianças e os desamparados. Não é hora de perder a esperança", diz dom Paulo na nota.

Em nota, a família de Zilda pede que em vez de enviar coroas de flores, sejam feitas doações para o trabalho da Pastoral da Criança, "como seria o desejo dela".
Quem desejar fazer doações, deve acessar o site da pastoral para mais informações. "Essa seria a melhor maneira de homenagear concretamente a Dra. Zilda Arns Neumann, ajudando com isso a salvar vidas", diz a família na nota.

Nascida em 1934, Zilda era representante da CNBB (Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil) e fundadora também da Pastoral da Pessoa Idosa.

Ela também era membro do Conselho Nacional de Saúde e membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Viúva e mãe de cinco filhos, ela era empenhada em causas ligadas ao combate à mortalidade infantil, desnutrição e violência familiar. Ela chegou a ser indicada ao prêmio Nobel da Paz em 2006 e recebeu outros diversos prêmios.
Brasileiros

Segundo reportagem da Folha, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou na madrugada de hoje, ao desembarcar em Brasília, que 17 brasileiros morreram no terremoto de 7 graus que devastou a capital do país.

O governo do Haiti enterrou nesta quinta-feira 7.000 em uma vala comum, diante de estimativas de que as vítimas podem chegar aos 50 mil.
Jobim afirmou que, até o momento, há 14 militares e três civis brasileiros mortos. Os militares já haviam sido confirmados pelo Comando do Exército na manhã de ontem.

O ministro disse ainda que os quatro militares tidos como desaparecidos estão mortos --informação que não é confirmada pelo Comando do Exército. "Evidente que nesse momento, a palavra desaparecido funciona como um eufemismo."

Há cerca de 1.310 brasileiros no Haiti, dos quais cerca de 50 são civis. O Brasil possui 1.266 militares na missão de paz da ONU, Minustah (missão de estabilização da ONU liderada pelo Brasil), enviada ao país depois de uma sangrenta rebelião, em 2004, que sucedeu décadas de violência e pobreza.

"No clube, embora exista palco, não existe pedestal. Artistas e público se misturam e dali surgem grandes histórias."

Zé Rodrix é homenageado no Prêmio Caiubi
Sessenta nomes estão na disputa em 12 categorias. A segunda edição do Prêmio Caiubi, que acontece no próximo dia 18, às 21h30, no Café Piu Piu, tem como homenageado o cantor Zé Rodrix. Pela primeira vez a categoria especial contou com um único indicado devido ao grande empenho de Rodrix no Clube.
Ao todo, 60 nomes concorrem nas 12 categorias relacionadas ao universo da música. Para os artistas que levaram ao palco o nome Caiubi, Tavito, Affonso, Gláucia Nasser, Rossa Nova no Ao vivo, Amanda Barros e Lis Rodrigues estão indicados para melhor show.

Na abertura das segundas autorais, Zé Alexandre, Beto Furquim, Ricardo Moreira/Ari reia, Banda Mandau e Laert Sarrumor surpreenderam e estão juntos no melhor pocket show.Muitos são os nomes que se escondem atrás de canções como Cardo Peixoto, Vlado Lima, Tavito, Bárbara Rodrix, Caê Rolfsen, Tó Brandileoni e Lio de Souza. Um destes pode ser o compositor do ano embalado, ou não, pela que será a música do ano.

Com a internet dominando a venda de músicas, o Clube Caiubi homenageia aqueles que acreditam e acertam na produção de CDs, como Affonso Moraes (Já era hora), A Felicidade.exe (Elio Camalle), Coral UNIFESP (Afrosambas), Tavito (Tudo) e Banda Mandau.
Algumas das obras indicadas na categoria música do ano saíram do site do Clube e das segundas autorais com a qualidade para se tornarem eternas. São elas: E Eu Ali (Sonekka/Zé Edu), A Pele do Poema (Luciane Lopes/Cardo), Todo Dia (Rondon/Alemos), Pode Ir (Rolan/Nando), Zarabatana (Kátya Chamma), Sobradão do Arnesto(Nando Távora Sonekka) e Time is so still(Roney Giah).

Rogerio Santos & Floriano Villaça

Local: Café Piu Piu - 20/01 - 21:30
Rua 13 de Maio, 134Fone: 11-3258-8066
Ingresso: R$10,00

Rogerio Santos: voz
Floriano Villaça: violão e arranjos
Luiza Albuquerques: voz
Caio Góes: baixo
André Kurchal: percussão
Participação Especial: Nanda Mazza

O repertório do show é baseado no trabalho autoral da tríade de compositores, Rogerio Santos (letrista), Floriano Villaça e Tony Pituco (que reside em Tóquio e mantém parceria virtual)Canções como "Torresmo na Madruga", "Carro Anfíbio", "Breque do Guioza" e "Enterprise", dão o tom das "Crônicas Paulistanas" que marcam a parceria Rogerio/Pituco, quando passeiam com poesia, bom humor e nostalgia pelos meandros do cotidiano paulistano.

Por outro lado, "Valsa Etérea", "Bailarina" e "Prisma", dão o tom mais lírico da parceria Rogerio/Floriano Villaça.Tudo isso dentro de um leque diverso de ritmos da Musica Popular Brasileira.Além das autorais, o repertório apresenta grandes compositores, como Cartola, João Bosco, Guinga, entre outros. Compareçam.

DIA 15 DE JANEIRO, SEXTA-FEIRA

PARTICIPE DA PROGRAMAÇÃO EM HOMENAGEM AOS 'COMBATENTES TOMBADOS 'DURANTE A DITADURA INICIADA COM O GOLPE MILITAR DE 1964.

18:00 Exibição do filme 'Marighella o Retrato Falado do Guerrilheiro'
18:50 Debate da platéia com militantes da resistência e o diretor do filme Sylvio Tendler
20:15 Homenagem aos Heróis da Resistência através de seus familiares
20:45 Explanação da Secretaria Especial dos Direitos Humanos sobre a 'Comissão da Verdade'
21:15 Visitação à exposição MARIGHELLA
Endereço: Caixa Cultural do Rio de Janeiro -

Av. Almirante Barroso, 25 - Centro
GTNM/RJ MarighellaViVe RJ exposição MARIGHELLA

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Riverdies Dia 31/1 no Parque das Ruínas Santa Teresa


Collagens Fulinaímicas

collagens fulinaímicas: arturgomes





travessia

de Almada
vou atravessar o Tejo
barco a vela
Portugal afora

em Lisboa
vou compor um fado
e cantar no porto
feito um blues rasgado
de amor pela senhora
que me espera em paz

e todo vinho
que eu beber agora
será como um beijo
que guardei inteiro
como um marinheiro
que retorna ao cais

travessia 1

com os dentes
cravados na memória
soletro teu nome
Cabo Frio

barco bêbado
fora do teu cais

caminho marítimo
por onde talvez
já passou meu pai

arturgomes
http://artur-gomes.blogspot.com/

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

couro cru & carne viva

collagem fulinaímica: artur gomes



Terra de santa cruz
ao batizarem-te
deram-te o nome
posto que a tua profissão
é abrir-te em camas
dar-te em ferro
ouro prata
rios minas mata

deixar que os abutres
devorem-te na carne
o derradeiro verme
salve-lindo pendão que balança
entre as pernas abertas da paz
tua nobre sifilítica herança
dos rende-vouz de impérios atrás
meu coração
é tão hipócrita
que não janta
e mais imbecil
que ainda canta:
ou
viram no Ipiranga
às margens plácidas
uma bandeira arriada
num país que não levanta.
fosse o brazil mulher das amazonas
caminhasse passo a passo
disputasse mano a mano
guardasse a fauna e a flora
da fome dos tropicanos
ouvisse o lamento dos peixes
jandaias araras e tucanos
não estaríamos assim condicionados
aos restos do sub-humano
só desfraldando
a bandeira tropicalha
é que a gente avacalha
com as chaves dos mistérios
desta terra tão servil:
tirania sacanagem safadeza
tudo rima uma beleza
com a pátria mãe que nos pariu
bem no centro do universo
te mando um beijo ó amada
enquanto arranco uma espada
do meu peito varonil
espanto todas as estrelas
dos berços do eternamente
pra que acorde toda esta gente
deste vasto céu de anil
pois enquanto dorme o gigante
esplêndido sono profundo
não vê que do outro mundo
robôs te enrrabam ó mãe gentil!

telefonaram-me
avisando-me que vinhas
na noite uma estrela
ainda brigava contra a escuridão
na rua sob patas
tombavam homens indefesos
esperei-te 20 anos
até hoje não vieste
à minha porta
o poeta estraçalha a bandeira
raia o sol marginal quarta feira
na geléia geral brazileira
o céu de abril não é de anil
nem general é my brazil
minha verde/amarela esperança
portugal já vendeu para frança

e o coração latino balança
entre o mar de dólar do norte
e o chão dos cruzeiros do sul
o poeta esfrangalha a bandeira
raia o sol marginal sexta feira
nesta zorra estrangeira e azul
que a muito índio dizia:
meu coração
marçal tupã
sangra tupi & rock and roll
meu sangue tupiniquim
em corpo tupinambá
samba jongo maculelê
maracatu boi bumbá
a veia de curumim
é coca cola & guaraná
o sonho rola no parque
o sangue ralo no tanque
nada a ver com tipo dark
muito menos com punk
meu vício letal é baiafro
com ódio mortal de yank
ó baby a coisa por aqui
não mudou nada
embora sejam outras
siglas no emblema
espada continua a ser espada
poema continua a ser poema

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Pop Rock Poesia

VMH Estúdio apresenta:
http://www.vmhonline.com

Pop Rock Poesia
& Outros Baratos Afins

Dia 31 janeiro 2010
Parque das Ruínas – Santa Teresa – Rio de Janeiro

14 às 16:00h – Poesia &
Outros Baratos Afins

Artur Gomes & Convidados:
Jiddu Saldanha + Cairo Trindade + Marcelo Girard + Margareth Bravo
+ May Pasquetti + Marko Andrade + Namay Mendes + Sadi Bianchini + Salgado Maranhão + Marisa Vieira + Manuela Cordeiro + Igor Fagundes
+ Jorge Ventura + Os Golliardos
Local: Teatro Interno

16:00 – Rock na Veia
Bandas: Riverdies + Noisecraft + Laranja Dub + Tipo Uísque
Local: Palco Externo
Entrada Franca

http://www.riverdies.com/
http://myspace.com/riverdies

Riverdies - Mileage



Retalhos Imortais do SerAfim – Artur Gomes e May Pasquetti em Bento Gonçalves-RS


Artur Gomes & Fil Buc – Overdose Polifônica


Artur Gomes & Fil Buc - VeraCidade


Jiddu Saldanha – Arte e Flecha


Marko Andrade – Comunhão


May Interpreta Artur Gomes


Tão Pimenta Tão Petróleo – filme de Artur Gomes com Érica Ferri - trilha sonora de Zeca Baleiro Sobre poema de Algado Maranhão


Jiddu Saldanha Prezepada Poética


Torquato ReVisitado In Brasília – com participação de Elba Ramalho, cantando poema de Salgado Maranhão


alguma poesia
in couro cru & carne viva

não.
não bastaria a poesia de algum bonde
que despenca lua nos meus cílios
num trapézio de pingentes onde a Lapa
carregada de pivetes nos teus arcos
ferindo a fria noite como um tapa
vai fazendo amor por entre os trilhos

não bastaria a poesia cristalina
se rasgando o corpo estão muitas meninas
tentando a sorte em cada porta de metrô
e nós poetas desvendando palavrinhas
vamos dançando uma vertigem
no tal circo voador

não bastaria todo riso pelas praças
nem o amor que os pombos tecem pelos milhos
com os pardais despedaçando nas vidraças
e as mulheres cuidando dos seus filhos

não.
não bastaria delirar Copacabana
e esta coisa de sal que não me engana
a lua na carne navalhando um charme gay
e um cheiro de fêmea no ar devorador
num corpo de anjo que não foi meu deus quem fez
esse gosto de coisa do inferno
como provar do amor no posto seis
numa mistura de feitiço e fantasia
entre as pedras e o mar do Arpoador
em altas ondas de mistérios que são vossos

não.
não bastaria toda poesia que eu trago
em minha alma um tanto porca
este postal com uma imagem meio Lorca
um bondinho aterrisando lá na Urca
e esta cidade deitando água em meus destroços
pois se o Cristo Redentor deixasse a pedra
na certa nunca mais rezaria padre nossos
e na certa só faria poesia com os meus ossos

Artur Gomes
http://poeticasfulinaimicas.blogspot.com/

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Patrimônio abandonado em Rio das Ostras










Patrimônio de Rios das Ostras Abandonado há mais de 6 anos... O descaso é visível... Um lugar que poderia ser um dos maiores atrativos da Cidade... Um espaço cultural, por exemplo, largado na Rodovia Amaral Peixoto , em frente à uma das mais belas Praias... Praia da Tartaruga...
“Ninguém duvida que a consciência é importante. Todos sabemos o que está errado. É hora de botar a mão na massa. Retórica é bom, mas nem sempre resolve. A consciência tem de ir além da mera teoria. A mudança requer nossa ação individual. Podemos iniciar projetos em nossa Cidade, difundir conceitos em nossos bairros e mostrar às pessoas que essa situação pode mudar!!!
Se for preciso gritar...grite! Passe adiante...reclame...isso é por "nós" Que fiquemos todos juntos e misturados...E que dessa mistura o melhor aconteça...Que possamos ressuscitar esse Lindo Patrimônio! Alessandra Gadelha”
Fomos "gentilmente" convidados a nos retirar por querer registrar esse momento... Educação passou longe... e, não satisfeitos, com a "educação" e "qualidade do diálogo", fomos acompanhados por ambos funcionários da Defesa Civil, até o lado de fora da faixa, como fôssemos um dos tantos vândalos que deixaram um prédio tão lindo, chegar nesse estado de degradação. Mas tudo bem.... O pouco já é muito!!!
Está aí...
Mas com certeza os profissionais que nos tiraram dali... nessas horas... devem estar muito ocupados... porque tirar foto da linda arquitetura do prédio, que a gente não sabe até quando ainda resistirá, é "Errado"... Mas destruir o que o povo com certeza gostaria muito de apreciar... Ahhhh...isso não é "Errado"... E, ao nos pedir que nos retirássemos, disseram ser um patrimônio da Prefeitura. Uau! É nosso pessoal!!! Afinal, não é aqui que moramos e pagamos nossos impostos??? Mas, não percebemos nenhuma placa, como vocês podem reparar nas fotos, avisando ser patrimônio particular ou da Prefeitura.
Mas não era preciso estar dentro do prédio... para se notar que... quem nos tirou de lá... não estava zelando... pelo que está caindo aos pedaços... mas sim nos afastando das provas... Concretas e absurdas que pudemos registrar...
Fomos convidados a nos retirar do local... porque a nossa única ferramenta destrutiva... era "uma máquina fotográfica"... para registrar... o que muitos moradores, como nós, e turistas vêem... ao passar no principal acesso à cidade, a Rodovia Amaral Peixoto.
Mas o que temos??? Ora.... Um depósito: de bicho... de excremento... de ratos... baratas... de entulho... e tudo o mais de ruim ... bem ali .... à disposição de qualquer olhar!!! Temos a faixa de interditado! Funcionários fardados da Defesa Civil..." que apareceram do nada" pra nos proibir de tirarmos fotos... só faltou a plaquinha escrito: "Patrimônio da Prefeitura" Proibido tirar fotos.
Só entre se for para destruir... quebrar... ou fazer suas necessidades!!! Poderíamos ter uma galeria... exposta com obras de artistas locais e convidados ... poderíamos ter um local de convenções... um lugar para visitação... com fatos e fotos da Cidade... um ambiente para Eventos... Qualquer coisa que tanto os moradores, como nós, quanto os turistas pudessem visitar... e quem sabe falar: "É lá que quero ir".... Afinal, nossos jovens têm tantas opções de recreação na cidade, não?
Por quê, será que eles só se concentram na rua do Antigo Shopping?? Mas, seria irônico se não fosse triste, tinha um cone escrito: Táxi. Por final... o ponto de Táxi... sim..porque o cone é de um ponto de táxi.... Ou você acha que a Prefeitura ia colocar ali... um Outdoor... escrito: "Mais um serviço da Prefeitura de Rio das Ostras"?!?!....
Hahahaha.... E, que fique claro, não estamos fazendo propagandas eleitoreiras, ou a favor desse ou daquele prefeito. Porque, certamente é o que irão alegar os falastrões de plantão. Mas, temos mais uma perguntinha que não quer calar... Por que acabaram com os shows de qualidade na cidade?
Tirando o Jazz e Blues que resistiu. BRAVO!!!! E, certamente os excelentes eventos que acontecem no restaurante Casa da Praia. Ah, que fique claro isso também, não é propaganda e nem o Ginaldo de Souza, nos pagou absolutamente nada por isso. Na verdade, nem sei se ele vai tomar conhecimento dessas linhas. Ah, sim... Não poderia esquecer de citar o Festival de Novos Talentos que com certeza foi MUITO BOM! Bem, como moradores da cidade, inclusive do mesmo bairro onde o prédio em questão se encontra, nunca vimos táxi algum parado ali.
Confesso que tomei conhecimento da lenda da mulher de branco, assim que viemos morar na cidade. Minha filha, inclusive lembra da letra até hoje, que aprendeu juntamente com outras músicas quando fazia parte do Coral Vozes do Leripe, que ela tanto se orgulha ter participado. Agora, lenda urbana de táxi ghost, nós ainda não ouvimos falar. O prédio virou depósito de lixo... moradia de vândalos e acreditem ou não.. .um banheiro dos piores já vistos... usado é claro... por pessoas que constantemente fazem uso no período da noite...
Se você quiser um pouco de entulho... fica triste não... a Prefeitura tem um "pé plantado" lá... É lastimável ver a vista do fundo... com tanto lixo na frente... Pôxa, PREFEITO... a cidade está cheia de turistas, além de nós moradores que não saímos da cidade nesses períodos. Libera ao menos pra que se possa tirar fotos das ruínas, antes que se transforme em alguma "Obra estrategicamente estudadas por fantásticos e competentes profissionais, de trânsito, por exemplo. Nada pessoal!!! Que chegue à divina conclusão e convença aos "quens" de direito a aprovar que se crie ali, uma sede da Defesa Civil, por exemplo.

Att. Jaqueline Serávia e Alessandra Gadelha

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Esfinge



Esfinge

o amor
não e apenas um nome
que anda por sobre a pele
um dia falo letra por letra
no outro calo fome por fome

é que a flor da tua pele
consome a pele do meu nome

cravado espinho na chaga
como marca cicatriz
eu sou ator ela esfinge
clarisse/beatriz

assim vivemos cantando
fingindo que somos decentes
para esconder o sagrado
em nosso profanos segredos
se um dia falta coragem
a noite sobra do medo

na sombra da tatuagem
sinal enfim permanente
ficou pregando uma peça
em nosso passado presente

o nome tem seus mistérios
que se esconde sob panos
o sol e claro quando não chove
o sal e bom quando de leve
para adoçar desenganos
na língua na boca na neve

o mar que vai e vem
não tem volta
o amor e a coisa mais torta
que mora lá dentro de mim
teu céu da boca e a porta
onde o poema não tem fim

artur gomes
http://poeticasfulinaimicas.blogspot.com