quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Ilha do Desterro ou da Magia





















na terça feira já embriagado de tanta beleza pelas paisagens da ilha, fomos para o centro histórico, logo depois do despertar. Adília ficou por algumas horas resolvendo questões relacionadas ao seu trabalho na Procuradoria Federal, enquanto eu Rodrigo e Isabela caminhamos em direção ao Mercado Público. Pelas ruas já fomos descortinando a farra a festa até o Zero Grau, um belo bar que ocupa um dos box dentro do Mercado. Nos alojamos na área externa e por altas horas ficamos a nos deliciar com camarão e cerveja Xingu. Ali mesmo no Zero Grau, assistimos ao final da partida da Seleção Sub-20 com a Costa Rica. Adília já havia chegado, e dali saímos captando imagens, enquanto eu procurava uma Monalisa Japonesa ou uma mulher para dançar um Tango. Bebemos alguma cervejas em cia. de Bruna e Inês duas gaúchas procurando trabalho em Floripa. Depois subimos pela rua Tiradentes, até o Bar Canto de Noel, um verdadeiro pedaço do Rio de Janeiro encravado no Centro Histórico da Ilha. O Canto de Noel, é um espetáculo à parte, além do seu cenário com fotos ilustrando toda a nata do Samba Carioca, ficamos por longas horas ouvindo João Nogueira, e histórias contadas por Rafael, um freguês assíduo do Bar.
Ontem enquanto a Adília foi levar a Isabela na Escola, eu e Rodrigo caminhamos até a Costa do Moçambique, onde nas pedras da encosta começou a brotar este texto abaixo o Sul Realista. Moçambique é aquele marisco, que em outras regiões é também conhecido como lambe lambe, utilizado nos ingredientes do caldo de sururu, principalmente pelos baianos. A praia de Moçambique como já frisei, é um recanto de surfistas, com uma água azul cristalina, mas como em todas praias do sul, muito fria. Adília foi nos pegar na estrada e dalí partimos par a Costa da Lagoa, uma viagem de mais ou menos uns 30 minutos de carro, pela estrada à beira-mar, uma visão paradisíaca. De barco atravessamos a Lagoa da Conceição e nos alojamos no bar Sabor da Costa. Com muita cerveja original degustamos uma bela muqueca de badejo e camarão. A noitinha Adília voltou para a Ilha, e eu e Rodrigo por sugestão do proprietário do bar nos alojamos numa das casas da Charlene, uma catarinense lindíssima. A noite subimos pelas escadarias da Igrejinha e fomos até o Mirante Bar, onde assistimos o segundo tempo do jogo Brasil e Venezuela, e conhecemos a Manu, uma menina de 5 anos nascida no Chuí, e desde os 2 anos moradora da Lagoa. No pear em frente a casa de Charlene gravamos uns vídeos hilários, que breve estarão disponíveis por aqui. Uma curiosidade local, são os nomes dos barcos. Os escamados tem nomes de mulheres, e os lisos tem nomes masculinos. Morri de rir, quando percebi que o barco que estávamos atravessando na ida, tem o nome de Ingrid.
Hoje, acordamos cedo, depois de uma noite de ventania e chuva intensa. Subimos pela trilha até o Coração de Mãe, o último bar da Costa da Lagoa, procurávamos um lugar par tomar café, e lá fomos brindamos com uma xícara de Café com Leite, o que serviu para amenizar a ressaca. Do Coração de Mãe retornamos pela trilha até o Lagoa Azul, onde as primeiras cervejas começaram a ser degustadas, com pastéis de camarão e casquinha de siri. Os albatroz faziam a festa sobrevoando por nossos pés e cabeças para pegarem as cabeças de camarão que oferessiámos a eles para que pudéssemos registrá-los bem de perto. Nosso almoço foi outra vez uma bela sequência de camarão. A tarde retornamos, fazendo a atravesia no Daniela IV, com uma Lagoa revolta pela maré alta e pelo vento forte que soprava rumo ao Norte, me apontando a direção do amanhã.

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