terça-feira, 22 de setembro de 2009

césar castro - transpirações gráficas
foto: macaxeira/divulgação
PUTA QUE PARIU!

Eis algo que eu adoraria ver: Ocupação Paulo Leminski: Vinte Anos em Outras Esferas, exposição sobre a obra do poeta samurai com curadoria de Ademir Assunção.

Pra quem tá em Sampa, é simplesmente imperdível. Sem exagero!
Como não vou, fica a dica.

Abaixo, e-mail que recebi do Itaú Cultural, divulgando:

Quinta, 1º de outubro, o Itaú Cultural apresenta a terceira edição do projeto Ocupação, desta vez dedicada ao poeta, romancista, compositor e tradutor Paulo Leminski. A exposição, com curadoria de Ademir Assunção, revê o legado do escritor 20 anos após sua morte.

Poeta reconhecido e respeitado, Leminski, entretanto, é um daqueles autores pouco visitados de verdade. Ocupação Paulo Leminski: Vinte Anos em Outras Esferas é uma oportunidade de tomar contato com sua obra por meio de seus poemas, suas composições, seus manuscritos e textos inéditos, além de depoimentos em vídeo de muitos parceiros.

Programação completa aqui. Abaixo, texto do curador da mostra sobre. Paulo Leminski: 20 Anos em Outras Esferas

Com quantos Paulos se faz um Paulo Leminski? O poeta curitibano sempre foi um e sempre foi mil: estudioso de línguas (inglês, francês, latim, grego, japonês, espanhol), compositor popular, judoca zen-budista, erudito familiarizado com a poesia clássica ocidental e com as rupturas das linguagens mais radicais, moleque culto tomado pelo espírito rebelde do verdadeiro rock’-n’-roll, livre-pensador cosmopolita que se intitulava “A Besta dos Pinheirais”. Todos convergindo para um único centro: o de poeta em tempo integral. Intenso, como um vendaval. Sutil, como um beija-flor.O múltiplo poder transformador da arte de Paulo Leminski quiçá esteja espalhado em cada canto dessa exposição. Seja nos poemas impressos em seus livros, seja nas composições individuais ou em parcerias gravadas por dezenas de intérpretes, nos depoimentos registrados em vídeo, nos manuscritos em papel de carta, guardanapo ou cadernos (como o “laboratório” do livro Catatau) ou nos textos inéditos ainda encerrados em 18 caixas plásticas azuis. Alguns deles, trazidos pela primeira vez a público, aguardam zeloso estudo para futuras publicações.

Aliás, fuçar esses arquivos que reclamam um urgente memorial à altura da obra leminskiana foi a parte mais emocionante de todo o trabalho. Mais que isso: um privilégio. Meu mais profundo agradecimento a Alice Ruiz e às filhas Áurea e Estrela Ruiz Leminski pela confiança depositada.

A impressionante vitalidade e a desmedida paixão pela vida nos deixam a nítida sensação de que 20 anos após sua passagem “para o sonho de outras esferas” Paulo Leminski continua mais vivo do que muitos vivos. A impressão é que a qualquer momento ele pode entrar pela porta bradando seus versos incendiários e nos convidar para uma nova rebelião contra a assustadora mercantilização da arte e da vida. Você toparia?

Ademir Assunção
curador



Leia o trecho extraído da Wikipedia...
"A Divina Comédia (em italiano: Divina Commedia, originalmente Comedìa, mais tarde batizada de Divina por Giovanni Boccaccio) é um poema de viés épico e teológico da literatura italiana e da mundial, escrita por Dante Alighieri, e que é dividida em três partes: Inferno,Purgatório e Paraíso. O poema chama-se "Comédia" não por ser engraçado mas porque termina bem (no Paraíso). Era esse o sentido original da palavra Comédia, em contraste com a Tragédia, que terminava, em princípio, mal para os personagens.(...)"

Certamente, nossos treze leitores(as)imaginam que as acusações de aliciamento e prostituição de menores, no episódio conhecido como "As meninas de Guarus", terminará como nas comédias, ou seja, ninguém será punido e todos acabarão felizes em seus paraísos de hipocrisia e poder...
Pode ser que sim, pode ser que não...

A sociedade de Campos dos G., e uma parte dela, que visita os blogs, já percebeu a leniência omissa e cúmplice da mídia local...
Seria o caso de enviar a esses veículos, e-mails, cartas, telefonemas, e toda a espécie de contato possível, exigindo que a informação fosse publicada...
Envie também aos seus parlamentares, protestos pela inclusão de Campos dos G., nas investigações de abusos contra menores...
Enfim, remeta aos órgãos da capital e do resto do país sua indignação...

A TrOLha aposta que a pressão da sociedade "obrigaria" a esses veículos a mostrarem de que lado estão: da sociedade ou de seus "sócios"...Esse seria "um ótimo castigo"....
Nesses dias, chegou-nos a informação que o carro oficial em que foram levadas as
"meninas de Guarus" passou em frente a uma fazenda de um vereador local, e lá dentro, as meninas apontaram: "olha, era aqui que nos traziam"...
Constrangimento geral dentro do veículo....

Alguns gaiatos, dizem que pela quantidade de almas parlamentares pecadoras , tratava-se do inferno de Dante...

Postado por Xacal
"O que é preciso para se criar um grupo teatral forte e atuante? Tenho me perguntado muito isso nos últimos meses. Não há fórmulas de sucesso, eu bem sei. Cada grupo constrói (e destrói) as suas próprias fórmulas e códigos de convivência. Há grupos que tem o seu forte na assinatura estética, outros que apostam na circulação, alguns gostam de estar sempre em risco experimentando algo novo, e outros mergulham em longos e enriquecedores processos de pesquisa. Cada um constrói sua identidade. O importante é ter uma identidade, uma marca forte junto ao público e a classe artística. Será?
Tenho refletido sobre isso ultimamente. Não que estejamos passando por alguma crise interna. Se há crise, é externa. Atualmente somos um grupo formado por artistas que raramente estão na mesma cidade. Mas isso é o de menos no momento. Algo nos mantém ligados e atentos um ao outro e ao teatro que nos une e inquieta. A questão da identidade é o que me preocupa. Não buscamos uma marca. Nossa marca é nosso trabalho. Quando penso identidade, penso o que nos mantém juntos?
Vejamos: Somos um jovem velho grupo. O Grupo Bicho de Porco nasceu em 1995 em Niterói nas mãos do diretor Gilsérgio Botelho e teve uma bela trajetória até 2002, quando nos separamos e cada um foi buscar outras experiências. Eu fiz parte dessea história. Palavra-chave dessa época: Inquietação. Anos depois, em maio de 2008 na cidade de Cabo Frio, após uma bela experiência criativa com Jiddu Saldanha surge a idéia de formar um grupo e com base nos meus relatos daquela época, e com a aprovação e torcida de seu antigo diretor (agora conduzindo a Cia OperaKata), ressurge o Grupo Bicho de Porco. O que liga histórias, trajetórias tão distintas? A mesma palavra-chave. Inquietação. Uma inquietação tão forte que foi capaz de construir três trabalhos em menos de um ano.
Poderia até pensar se vamos completar quinze ou três anos em 2010. Mas o que me move mesmo é manter essa palavra-chave viva no nosso trabalho e na nossa conduta em relação ao teatro e ao mundo de forma geral. Lógico que inquietação não é tudo. Assim como uma excelência técnica e estética não são garantias de um grupo vivo e pulsante (no máximo garantem um teatro limpo e bem executado, mas sabemos que isso não é tudo). Na busca por essa tal identidade descobrimos outras palavras e termos que tem o poder de tijolos na construção de uma casa. Autonomia. Nada de ator preguiçoso ou dependente do diretor. Ética. Respeito. Estudo. Escuta. Fome. Suór. Banquete. Silêncio. Repetição ("até ficar vivo"). Visão de Mundo (esse termo nem é um tijolo mas a janela nessa construção). Tudo isso muito vivo e exercitado na relação que (re)começamos a criar. (Sim, temos que exercitar tudo isso, e que belo exercício tem sido).A primeira conclusão que chego é que exercitar tudo isso é o que tem nos tornado Grupo Bicho de Porco.
Trabalhar é preciso. Pesquisar novos trabalhos, circular com O Cão Sem Plumas, com Jornada Shakespeare e Jornada de Paz Tempo de Guerra. Encontrar nosso público e permitir que ele nos encontre. Comungar com outros artistas. Descobrir. Aprender mais e mais. Fazer o melhor trabalho possível sempre.
São nossos grandes objetivos como grupo de teatro. . Mas não é apenas isso que nos torna um grupo. Ah, o poder das palavras!
(Ainda voltarei a falar dessas palavras.)"
Postagem realizada por Bruno Peixoto Cordeiro no Blog do Grupo Bicho de Porco

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