terça-feira, 18 de agosto de 2009






Noite do Vinil presta homenagem ao maluco beleza nos 20 anos de sua morte

Antecipando o Tributo em homenagem ao maluco beleza - Raul Seixas, que acontecerá na sexta-feira, dia 21 na praça do SENAI às 22h, a Noite do Vinil dessa quarta, dia 19, na Taberna Dom Tutti, vai homenagear o guru da Sociedade Alternativa, o magro abusado, o indefinível Raul Seixas.

Falar de Raul Seixas significa falar da essência do rock brasileiro. Poucos artistas nesse país conseguiram impôr de forma tão marcante sua personalidade, e deixaram sua marca de forma tão expressiva como Raul Seixas. Ele costumava dizer que queria deixar sua impressão digital no planeta, e hoje, vinte anos após sua morte, seu nome continua em evidência, uma façanha nesse país tão sem memória, que costuma esquecer tão rapidamente seus ídolos. Ao contrário, a legião de fãs que acompanha Raul sempre se renova, e hoje é comum encontrar entre seus maiores fãs jovens que nasceram depois de seu desaparecimento, em 21 de agosto de 1989.


Raul como artista foi filósofo, anarquista, palhaço, contestador, mas acima de tudo um autêntico rocker, capaz de incendiar multidões com seu enorme carisma no palco. Compositor dos mais inspirados, conseguia atingir com suas músicas, todas as classes sociais e culturais com a mesma força, provando que sua música tem um alcance enorme, e consegue unir qualidade e popularidade.


Taberna Dom Tutti
Rua das Palmeiras, 13




SampleAndo

o poema pode ser um beijo em tua boca
carne de maçã em maio
um tiro oculto sob o céu aberto
estrelas de neon em vênus
refletindo pregos no meu peito em cruz

na paulista consolação
na água branca barra funda
metal de prata desta lua que me inunda
num beijo sujo como a estação da luz

nos vídeosfilmes de TV
eu quero um clipe
nos teus seios quentes
uma cilada en tuas coxas japa
como uma flecha em tuas costas índia
ninja, gueixa eu quero a rota
teu país ou mapa

teu território devastar inteiro
como uma vela ao mar de fevereiro
molhar teu cio e me esquecer na lapa

artur gomes
http://goytacity.blogspot.com/







Vídeo filmado em Bento Gonçalves com participação de Érica Ferri

FESTIVAL DE LITERATURA DE SÃO JOÃO DEL REI

A 3ª edição do Felit (*Festival de Literatura de São João Del Rei) tem como foco a literatura brasileira, sobretudo a literatura marginal dos anos 70, que na Felit será homenageada pelo escritor Francisco Alvim. Estão previstas mesas redondas, exposições, feiras de livros, apresentações musicais no Café Literário, além do lançamento da obra "Versos Inversos", produzida pelos alunos da oficina literária de extensão da Felit.Quando: de 27 a 30 de agostoOnde: Galpões da Rotunda, em São João Del Rei - Minas GeraisInformações: (31) 3291-2765Quanto: gratuito>>>Mais informações – CLIQUE AQUI.

Leia também o texto sobre uma missa para um torturador da ditadura militar. A "celebração"(?) dos 30 anos da morte do delegado Sérgio Fleury, torturador da ditadura civil-militar, reúne cerca de 70 pessoas em São Paulo – CLIQUE AQUI.

fonte: http://literaturaclandestina.blogspot.com/
Anvisa determina normas de funcionamento para as farmácias

BRASÍLIA - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou hoje uma resolução contendo novas regras de funcionamento para as farmácias. Segundo o documento, os medicamentos não poderão mais ficar ao alcance dos clientes, incluindo os produtos isentos de prescrição médica (que podem ser comprados sem apresentação da receita do médico).
A resolução também define quais alimentos poderão ser vendidos nas farmácias, quais serviços poderão ser prestados e orienta sobre a realização da venda por meios remotos (telefone e internet)."O estabelecimento farmacêutico no país tem um desvio sério" afirmou o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Mello. "Já encontrei, no Rio Grande do Norte uma farmácia que vendia bebida alcoólica."Os únicos medicamentos que poderão ser comprados diretamente pelos consumidores nas prateleiras são os fitoterápicos, preparações de uso dermatológico e medicamentos oficinais (como água boricada, glicerina, hidróxido de magnésio).
O uso de medicamentos isentos de prescrição tem aumentado o número de intoxicações, além de mascarar doenças graves, de acordo com Raposo.Em 2007, 30% das intoxicações no país foram causadas por medicamentos . Na cidade de São Paulo, no mesmo ano, de 600 casos de intoxicação por medicamentos, 150 foram causadas por remédios isentos de prescrição, segundo a Anvisa. A venda de alimentos nas farmácias "banaliza o ambiente da farmácia atraindo o paciente para dentro dela", disse Raposo. "Ao entrar na farmácia (para comprar alimentos), muitas vezes, o consumidor é seduzido para levar um medicamento, uma vitamina", afirmou.Ainda segundo a resolução, será permitida a venda de alimentos para fins especiais (para dietas com restrições de sódio ou de nutrientes, por exemplo), alimentos para grupos populacionais específicos (como idosos e gestantes), suplementos vitamínicos e/ ou minerais, mel, própolis, geléia real e alguns tipos de alimentos comercializados sob a forma de tabletes, saches ou similares.
Entre os serviços que poderão ser prestados pelas farmácias, o farmacêutico poderá monitorar a pressão arterial e a temperatura corporal, administrar medicamentos injetáveis e inalatórios e realizar o atendimento domiciliar. As farmácias poderão oferecer o serviço de perfuração de orelha, desde que realizado em condições adequadas.
Para oferecer medicamentos por meio remoto (telefone e internet), elas devem existir fisicamente e estar abertas ao público. De acordo com o texto, continua permitida a venda de plantas medicinais, drogas vegetais, essências florais empregadas em floralterapia, cosméticos, perfumes, produtos de higiene pessoal, produtos médicos e para diagnóstico, mamadeiras, chupetas, bicos e protetores de mamilos, lixas de unha, cortadores de unhas e similares.A resolução prevê 180 dias (a partir de hoje) para as farmácias se adequarem às normas. As multas para quem descumprí-las variam entre R$ 2 mil até R$ 1,5 milhão.
CPI da Petrobras rejeita requerimentos e deixa de fora investigação da Fundação Sarney

MÁRCIO FALCÃO da Folha Online, em Brasília
A base governista respondeu nesta terça-feira à manobra da oposição que permitiu o depoimento da ex-secretaria da Receita Federal Lina Vieira no Senado e rejeitou na CPI da Petrobras requerimentos apresentados pelos oposicionistas.
Com a medida, ficam de fora da investigação da CPI requerimentos polêmicos que pediam, por exemplo, informações sobre a prestação de contas da Fundação José Sarney e também de uma nova convocação da ex-secretária da Receita.
A fundação que leva o nome do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), é acusada de desviar ao menos R$ 500 mil dos recursos repassados pela Petrobras para patrocinar um projeto cultural.
O dinheiro teria ido parar em contas de empresas com endereços fictícios e contas paralelas ligadas à família Sarney. O projeto nunca saiu do papel. A fundação teria recebido R$ 1,34 milhão da Petrobras entre o fim de 2005 e setembro passado para preservação de seu acervo.
A oposição defendia que a ex-secretária da Receita participasse da CPI para discutir a manobra tributária utilizada pela estatal para pagar menos impostos --o que resultou numa compensação fiscal de R$ 1,4 bilhão no final de 2008 para a empresa. O novo secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, falou na CPI sobre o artifício fiscal na semana passada e disse que a legislação é omissa sobre o tema.
Na votação, só o senador Antonio Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA), representava a oposição. O relator da CPI, Romero Jucá (PMDB-RR), comandou a resposta e aproveitou o cochilo dos oposicionistas e a ampla maioria governista presente na reunião da CPI. Na votação foram aprovados dois requerimentos apresentados por governistas para convidar técnicos da Petrobras para prestarem esclarecimentos.
Serão ouvidos: Glauco Colleti, gerente-geral de implementação de empreendimentos para refinaria de Abreu e Lima, e de Sérgio Santos Arantes, gerente de engenharia de custos e prazos da Petrobras.
Os governistas ficaram irritados com o presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Demóstenes Torres (DEM-GO), que se recusou a colocar em votação hoje requerimento que suspendia o depoimento Lina Vieira à comissão. Jucá, autor do requerimento, prometeu recorrer ao plenário da Casa contra a decisão do democrata.
Demóstenes argumentou, com base no regimento do Senado, que o texto apresentado pelo governista não atendia aos preceitos previstos na Casa. O presidente da CCJ desafiou Jucá a recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) contra a sua decisão, o que irritou o governista.
Depoimento
A ex-secretária da Receita Federal confirmou, em depoimento à CCJ do Senado, que se encontrou com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) no final do ano passado, quando Dilma lhe pediu para agilizar as investigações da Receita sobre familiares do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).
Ela disse que seu objetivo não é prejudicar a ministra ou provocar polêmicas públicas, mas sim preservar a sua biografia.
Lina Vieira disse que o encontro foi solicitado pela secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, que foi à Receita Federal para marcar a reunião. Segundo a secretária, o circuito interno de imagens da Casa Civil tem condições de comprovar o seu encontro com Dilma.
"Certamente, no Planalto, deve ter a filmagem, eu entrando no quarto andar, entrando na sala. Eu não sou fantasma, deve ter alguma coisa em algum lugar registrado", afirmou.
PAUS D´ ARCO E OS CARAS-DE-PAU

Não posso deixar de reparar que ao lado da coluna de leitores do jornal onde todos pedem a saída de Sarney ou expressam seu inconformismo com o fato de que ele permaneça no cargo, mesmo com o peso das acusações que recebe não hoje, mas ao longo da vida, pra quem se lembra, ali mesmo, do ladinho, na outra página, há uma coluna em que o mesmo Sarney diz as bobagens que quer e ainda pede que paremos com tudo isso (ou seja, pensar mal dele) para observar a maravilha que são os paus d´arco que ora florescem em Brasília.
O que espanta em tudo isso não é Sarney se fazendo de morto, mas o fato de que o jornal, surdo, mantenha uma coluna assinada por ele, mesmo com todo o clamor contrário. Vocês já sabem que estou falando do JB, embora o Globo também goste de dar voz aos bandidos. O JB hoje é do tamanho daqueles tapetinhos para limpar os pés, e é para isso que serve. Mas circula, e sempre tem quem compre. Eu mesma compro, para ler Mauro Santayana, com quem lavo a alma. Feito isso, limpar os pés.
Fiquemos, pois, com os paus d´arco, enquanto permanecem os caras-de-pau que às vezes ameaçam, mas (que coisa!) não caem.
PS. Não sabia das manifestações que aconteceram no sábado, mas não me iludo. Já vi Collor sair, ACM morrer, e sempre tem alguém pra tomar o lugar. No caso de ACM, então, sobrou-lhe um neto que vou te contar. Há outros sucessores, mas não vou tirar o tempo de vocês enquanto os paus d´arco seguem em flor. Já Sarney...
Helena Ortiz
Literato cantabile
Agora não se fala mais
toda palavra guarda uma cilada
e qualquer gesto é o fim
do seu início;
agora não se fala nada
e tudo é transparente em cada forma
qualquer palavra é um gesto
e em sua orla
os pássaros de sempre cantam assim:
do precipício:
a guerra acabou
quem perdeu agradeça
a quem ganhou.
não se fala. não é permitido
mudar de idéia. é proibido.
não se permite nunca mais olhares
tensões de cismas crises e outros tempos
está vetado qualquer movimento
do corpo ou onde que alhures.
toda palavra envolve o precipício
e os literatos foram todos para o hospício.
e não se sabe nunca mais do fim. agora o nunca.
agora não se fala nada, sim. fim, a guerra
acabou
e quem perdeu agradeça a quem ganhou.
Agora não se fala nada
e tudo é transparente em cada forma
qualquer palavra é um gesto
e em sua orla
os pássaros de sempre cantam
nos hospícios.
Você não tem que me dizer
O número do mundo deste mundo
Não tem que me mostrar
A outra face
Face ao fim de tudo
Só tem que me dizer
O nome da república ao fundo
O sim do fim
Do fim de tudo
E o tem do tempo vindo;
Não tem que me mostrar
A outra mesma face ao outro mundo
(não se fala. não é permitido:
mudar de idéia. É proibido
não se permite nunca mais olhares
tensões de cismas crises e outros tempos
está vetado qualquer movimento.
(NETO, Torquato. Os últimos dias de paupéria.
In. Marcha à revisão. 1ªed.: perspectiva, São Paulo. Pág. 35. 1973).
A Primeira Vez, Mamãe, Que Eu Fui Ao Cinema
A primeira vez, mamãe, que eu fui ao cimena
Mergulhei de cabeça em toda aquela cena
Até mesmo você nunca mais foi a mesma
Mergulhei de cabeça e quase
Antes mesmo que as luzes todas se apagassem
Eu já estava assistindo um filme e nem sabia
Que era bem a visão que o tempo me daria
Uma tela enorme e vazia
Eu tive medo
Do que enxergaria ali mais tarde
Ou mais cedo
As poltronas frente à cena nua
Igreja sem deus
Adoravam as imagens numa
Arena cruel
Será que eu pensava assim
Que alguém seria imolado em sacrifício ali
Quem sabe eu?
A primeira vez, mamãe, que eu fui ao cimena
Alterou totalmente o meu sistema
Embaralhou a solução e o problema
Alterou totalmente o quase
Me levou a fugir num vôo de kamikaze
Tinha em mim coisas que você nem imagina
Coisas muito mais baixo e muito mais pra cima
Uma tela enorme e vazia
Eu tive medo
Do que enxergaria ali mais tarde
Ou mais cedo
As poltronas frente à cena nua
Igreja sem deus
Adoravam as imagens numa
Arena cruel
Será que eu pensava assim
Que alguém seria imolado em sacrifício ali
Quem sabe eu?
José Miguel Wisnick

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