quinta-feira, 6 de agosto de 2009

mataram a poesia
o santíssimo jura
que não foi ele

ainda a tarde
onde tudo no teu corpo arde
e entro
porta entre mar de pêlos
e dentro
a sílaba da palavra
grita
o canto
explode como gozo intenso
e suspenso o grito
que sustenta a fala
vaza
pelos teus cabelos
pelas tuas coxas
pelas tuas costas
e nas encostas
litoral que estamos
salvador
não fica mais ali
defronte o farol
é barra
o mar já engole os peixes
e peixes
não moram mais no mar
eu grito
porque tenho fome
e canto porque tenho sede
de amor de fogo e sexo
escrevo porque não me calo
e falo que calar não posso
só dia em que este mar for nosso
descanso
minha profana escridura
na carne crua do teu colo

arturgomes
http://poeticasfulinaimicas.blogspot.com


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