domingo, 23 de agosto de 2009




Caros, colegas artistas, é com muito orgulho que eu repasso para todos vocês, enfim, o produto final do nosso esperado filho. Parido num trabalho de parto (muito) doloroso, mas foi (muito) gostoso de fazer e de conhecer (muitos) de vocês que dividiram comigo os seus talentos, as suas dores e os seus sonhos. E o que eu aprendi com tudo isso: que um poeta (de verdade) deve ser um não-especializado, ir no ventre do vento, cortar a porra do cordão umbilical, fugir do Panteão.


Só pra variar. Mas, mesmo que as nossas obrigações diárias nos façam capengar e quanto mais você se afastar da poesia, mais poesia você faz. E é preciso se agarrar à poesia, mesmo fugindo dela. Tudo é matéria para o homem, essa geléia de dúvidas, também, sem dúvida. Mas, como sempre digo, cansa quando não se alcança. Talvez o homem não olhe (e não molhe) mais a poesia, mas a Internet está fazendo esse papel (de olhar e de molhar). Quer falar de si? Abra um blog, um Twitter, um Orkut, ponha fotos na rede. Eu, faço e seguirei fazendo poesia sempre porque, falar, todo mundo fala. Eu quero é dizer alguma coisa. Por isso, segue abaixo o link para vocês comprarem o livro diretamente com a editora. Tentei a todo custo convencê-los em baratear mais o livro que sairia, a princípio, por R$ 64,90, mas mesmo com os custos de edição, custos administrativos, custos logísticos, impostos e meios de pagamentos, ficou por R$ 45,38 (*ainda está caro, eu sei) para um livro de 315 páginas, papel supremo 250g/m², 4x0, laminação fosca, brochura sem orelhas. Divulguem em seus blogs, Twitters, Orkuts, MSNs, amigos, amantes e sei lá mais quem. Cadastrem-se no site da editora, comprem o livro e comentem. Vamos espalhar boas ideais por aí. E parabéns a todos vocês!
Elenilson Nascimento


“Oxalá, que esse livro consiga superar as nossas expectativas de vendas e seja mais um, de uma série infindável, para que em nossas gavetas permaneçam apenas as traças.”

Por Varley Farias Rodrigues

A discriminação exercida pelas grandes editoras, grandes autores e grande parte da mídia nacional, em relação aos pequenos autores/escritores, prejudica a produção literária, o surgimento de novos valores e a cultura de modo geral. Cria-se uma “panela” onde os pequenos são deixados de lado. Muitos sucumbem ante o embate cruel, e enterram seus talentos nas gavetas (HDs) para sempre. Mas, como existem exceções a todas as regras, aqui e ali surge uma “alma caridosa”, que consegue enxergar o outro lado da história e estende as mãos aos que são relegados ao descaso.

Uma dessas “almas” é um jovem baiano “arretado”, ex-professor, escritor, poeta e jornalista que trás no sangue não só um talento ímpar, mais também um indiscutível e refinado gosto pela literatura, além de uma visão que o faz enxergar, nos mais remotos confins desse país-continente, sementes que podem em algum momento oferecer frutos saborosos à literatura nacional.

Esse cidadão que atende pelo nome de Elenilson Nascimento, mais uma vez estende as mãos a “novos talentos” e os tornam visíveis aos olhos da mídia discriminatória. Agora, lança o livro “Poemas de Mil Compassos”, que é um apanhado poético garimpado com esmero e dedicação. “Poemas de Mil Compassos” tem 315 páginas, onde 51 poetas, entre eles, eu, desengavetam suas poesias e oferecem aos leitores não só palavras agrupadas em versos, mas sim, palavras carregadas de sentimentos. São nossas dores, nossas desilusões, nossas solidões, nossos gritos e silêncios, nossas indignações. São poesias que encherão de beleza, amor, paz e graciosidade os corações dos leitores.

Fruto de um trabalho árduo e coletivo, esse livro vem juntar-se a outros tantos que são produzidos de forma corajosa, por pessoas como o Sr. Elenilson que mesmo sem recursos financeiros e sem nenhum apoio de qualquer programa paternalista governamental, segue estendendo a mão a literatura e tentando a todo custo erguê-la, com o objetivo primordial de produzir cultura, porque entende que é com educação que se faz a verdadeira revolução capaz de combater o imperialismo dos grandes que não consegue ver nada mais além do que a sua empáfia, em detrimento de um povo carente e que necessita não se deter no mundo dos grandes, mas sim, descobrir novos horizontes literários e fugir da imposição covarde das editoras e da mídia de modo geral.

O nosso livro pode ser comprado diretamente com a editora (clique aqui) – coisa muito difícil de achar nas listas dos livros mais vendidos de hoje em dia, mas pra quem ama a poesia pura, talvez seja um preço bem pago. Oxalá, seja esse livro consiga superar as nossas expectativas de venda e seja mais um, de uma série infindável, para que em nossas gavetas permaneçam apenas as traças (vírus nos HDs) e a poesia possa se massificar e contaminar a todos, assim, o processo de revolução pela educação terá percorrido um caminho sem volta e nossa nação haverá se transformado numa grande nação de fato.Antes de terminar, gostaria de parabenizar a todos os poetas que passaram por essa rigorosa seletiva, são talentos e merecem essa mão. Oro para que apareçam no nosso querido Brasil, pessoas como o Sr. Elenilson e torço para que ele continue com esse firme propósito de elevar a literatura ao patamar que merece, e tendo sempre essa visão de mecenas.

Leia também o Blog do Varley: “Eu fumei e bebi mais que Bukowsky, nas infinitas madrugadas de solidão. Querendo criar coragem para dizer aquelas palavras difíceis. Hoje, cheio de vícios, só o travesseiro me ouve as confissões. E aquele poema de amor está enterrado numa gaveta qualquer”.

“Não estamos apagando incêndios, estamos compondo, somos maestros de nossa própria sinfonia de loucuras, e este livro tem as nossas explosões estrelares, silenciosas e violentas.”

Por Johnny Tiago

Graças à labuta e a coragem de Elenilson Nascimento, apresento a vocês o livro Poemas de Mil Compassos, fruto de um esforço coletivo de 51 poetas, entre eles, eu. Produzir cultura nesse nosso país se tornou uma guerra contra todas as adversidades, pois na era da banalização da literatura, da arte e da poesia, ser um escritor/poeta que escreve de verdade vem se tornando cada vez mais difícil, num país onde a cultura é a última prioridade, onde não há políticas públicas para incentivar a produção literária, publicar um livro se torna uma via crucis para novos escritores e novos poetas. Por isso, esse livro significa muito para nós que nadamos contra correnteza.

Não estamos apagando incêndios, estamos compondo, somos maestros de nossa própria sinfonia de loucuras, e este livro tem as nossas explosões estrelares, silenciosas e violentas. Não estamos comungados com a cultura de massa, somos os esquizóides, por que não estamos contentes com a mercadologia dos sentimentos, da inspiração, da frustração, da tristeza, da alegria e do amor.

Nós somos incendiários, e é preciso que alguém o seja, pois é preciso mais do que nunca implodir o status quo e toda essa glória que circunda os ambientes do Olímpio da grande estirpe literária. Falamos com a audácia de quem não tem a pompa, mas de quem tem a benção da Arte e não a vende por fama, popularidade ou dinheiro, falamos com a segurança de quem sabe quem não se encontra em posição de servidão ao sistema, porque as palavras que lá estão são nossas, e não foi escrita para agradar ninguém, apenas para satisfazer a motivadora de tudo isso, a força que impulsiona cada verso, a verdadeira musa, a própria e verdadeira Poesia.O nosso livro pode ser comprado diretamente com a editora (clique aqui).

Houve um grande esforço da gente para tentar baratear um pouco mais o nosso livro que sairia, a princípio, por R$ 64,90, mas assim mesmo, com os esforços, com os custos de edição, custos administrativos, custos logísticos, impostos e meios de pagamentos, ficou por R$ 45,38, preço salgado para um livro de 315 páginas, papel supremo 250g/m², 4x0, laminação fosca, brochura sem orelhas, mesmo com conteúdo, coisa difícil de achar nas listas dos livros mais vendidos de hoje em dia, mas pra quem ama a poesia pura, talvez seria um preço bem pago.

Não falo só por mim, mas pelos poetas que conheci na produção. Espero que divulguem, leiam e apreciem nossas confissões, distâncias, ausências, desesperos, fracassos, vitórias e alegrias - nossas poesias. Parabéns a todos os 51 vencedores desse projeto, e as famílias e amigos que nos deram apoio - principalmente aos meus.
Leia também as Letras dos Olhos: “Entre os olhos e as estrelas existem milhões de distâncias e distâncias, entre estes, existem centenas de milhares de nuvens, entre as nuvens há milhares de pensamentos, entre os pensamentos contamos centenas de sonhos, entre os sonhos, algumas palavras com as quais eu fiz esta
Definir ou conceituar "poesia" é uma tarefa herculana que pode ser tentada de incontáveis formas e perspectivas. Para todos que já tiveram a experiência viva de ler e escrever poesia, não é difícil compreender muitas das definições existentes (*por mais diferentes que elas sejam) e, apesar de todas essas diferenças, "encaixar" as múltiplas visões e torná-las até complementares entre si.
Porém, existem, é claro, alguns genuínos conflitos sobre a natureza e o propósito da poesia, mas esses, em minha humilde opinião, podem ser atribuídos mais a correntes, escolas, épocas e modismos, que a diferenças entre as diversas perspectivas pelas quais se pode tentar uma compreensão abrangente do tema.
Por isso, de forma independente, surge neste ano tenebroso de 2009, mais um livro viceral cheio de diálogos para as nossas interrogações, cheios de gemidos pertinentes de criação tirados de dentro das nossas gavetas (*ou melhor, dos nossos HD’s).
E, hoje, mais do que nunca, temos que acreditar que a ARTE está vulnerável porque se faz inativa por estar sedentária em prateleiras que ainda exalam cheiro de revistas que alastram apenas fofocas. Então, segue abaixo os 51 (*uma boa ideia!) poetas selecionados para o livro “Poemas de Mil Compassos” da Coleção Literatura Clandestina/2009.
Airton Soares – ANTES DE CAIR NA FOLIA
Alfredo de Morais – FAZER-TE UM FILHO
Andréa C Migliacci – PASSADO
Andréia de Oliveira – VOOS DA ALMA
Antonio Naud Júnior – ÁRVORE DE MIM
Artur Gomes – ALGUMA POESIA
Bruno Oliveira – FRAÇÃO DE SEGUNDOS
Brunno Andrade – DE ONDE VEM A POESIA?
Cássio Marcos Amaral – LUA INSANA SOL DEMENTE
Cezar Sturba - A ZOMBARIA DO CURINGA
Clarice Cristina Dumke – SINTO FALTA
Cláudio Domingos Borges – SONHO QUE SONHEI
Cláudio Manoel Gonçalo – KASPER HAUSER
Corisco – VIDA BELA
Cristiane d´Eça Moreira – INFORMATICONTO
Daniel Matos – SE HÁ PAZ, SEI QUE O FAZ
Daniel Terra – MACACOS UIVANTES
Di Freitas – REVOLTA DO POETA
Elenilson Nascimento – BALADAS & SUSPIROS NO CARCÉRE DE INSIGHTS
Eliane Silvestre – ENTRE A VIDA E A MORTE
Érika Machado – PERNA
Ewerton Lages – FASES MORTAS
Ewerton Thiago Costa – ENQUANTO VOCÊ DORMIA
Fernando Diamantino – CHEIRO
Gaspar Silva – INQUIETAÇÃO
Gil Veiga – SEM TÍTULO
Ib Souza – ARROGÂNCIA
IkaRo MaxX – ABANDONEI O PARAÍSO
Ilda Oliveira – MEU AMOR
Inês Pereira – EFEITO COLATERAL
João Carlos Freitas – TOMANDO CEREAL COM GOSTO DE ALFORRIA
Johnny Tiago – PARA SE CANTAR NUMA JAULA
Leandra Lil – GATAMIA
Luiz Guimarães – ALMA VAZIA
Kleber Gutierrez - SEM TÍTULO
Márcio Domenes - A CONJURAÇÃO DOS QUATRO
Márcio Mello – COMENDO PEDRA
Marco Valença – AS CICATRIZES DAS COISAS
Marcos Baô – O DIA DE HOJE
Marcus Baby – EU BABY
Maurício Zerk – URGÊNCIA
Nelson Magrini – INDECISA SIMETRIA
Paola Benevides - O PERFUME
Renáli de Carvalho – LÁGRIMAS
Ricardo Vieira – MEU DELEITE DERRAMADO
Sandra Fuentes – A DOR DO POETA
Sueli Aduan – MELANCOLIA
Tonho Matéria – RAÍZES URBANAS
Uarlen Becker – MENINA DAS LUZES
(OU O POEMA DO FIM)
Varley Farias Rodrigues – AMA-ME
Waldick Garrett – O BONDE ESTAQUEADO

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