quarta-feira, 12 de agosto de 2009



Insanamente Lúcido

Já que em Campos Sucupira dos Goytacazes, a onda agora é Proibir, Matar, poesia, crítica, opinião, cantemos então esta canção: É Proibido Proibir, como fez Caetano há 41 anos atrás num tempo de trevas, escuridão, obscurantismo e ditadura, que infelizmente neste país de bostas ainda não acabou. Quando eu afirmo com todas as letras que Democracia no Brasil é uma instituição falida, querem me esquartejar e espalhar meus destroços pelos postes da cidade. Só nos resta pensar e agir da mesma forma como em tantas outras décadas, com metralha nas palavras, carNAvalha, fogo nos palácios, poesia guerrilha, universo de trincheiras. Num País, num Estado, numa cidade, mergulhados num lamaçal de corrupção onde os Detritos Federais, Estaduais, Municipais exalam mal cheiro pelos 4 ventos, calar não posso, cantar eu posso, e assim eu faço.

É Proibido Proibir
Caetano Veloso

A mãe da virgem diz que não
E o anúncio da televisão
E estava escrito no portão
E o maestro ergueu o dedo
E além da porta
Há o porteiro, sim...
E eu digo não
E eu digo não ao não
Eu digo: É!
Proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir...
Me dê um beijo meu amor
Eles estão nos esperando
Os automóveis ardem em chamas
Derrubar as prateleiras
As estantes, as estátuas
As vidraças, louças
Livros, sim...
(falado)
Cai no areal na hora adversa que Deus
concede aos seuspara o intervalo
em que esteja a alma imersa
em sonhos que são Deus.
Que importa o areal, a morte, a desventura,
se com Deusme guardei
É o que me sonhei, que eterno dura e esse que regressarei.
E eu digo sim
E eu digo não ao não
E eu digo: É!
Proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir...
Me dê um beijo meu amor
Eles estão nos esperando
Os automóveis ardem em chamas
Derrubar as prateleiras
As estátuas, as estantes
As vidraças, louças
Livros, sim...
E eu digo sim
E eu digo não ao não
E eu digo: É!
Proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir...

Couro Cru & Carne Viva
sal gado
mar de fezes
batendo nas muralhas
do meu sangue confidente
quem botou o branco
na bandeira de Alfenas
só pode ser canalha
na certa se esqueceu das orações
dos penitentes
e da corda que estraçalha
com os culhões de Tiradentes
meu coração
é tão hipócrita
que não janta
e mais imbecil
que ainda canta
ou
viram no ipiranga
as margens plácidas
uma bandeira arriada
num país que não levanta

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