segunda-feira, 31 de agosto de 2009















Poemas de Mil Compassos Vol. 01 (álbum/2009).

Neste ano de 2009, enfim, o livro “Poemas de Mil Compassos” com organização de Elenilson Nascimento foi publicado, com participação de 51 poetas de todas as partes, inclusive de Portugal. Agora, de repente, não mais que de repente, surge o CD “Poemas de Mil Compassos Vol. 01” com alguns desses poemas e um monte de bônus tracks. E como disse o Waldick Garrett no livro: “Escritores são artistas e artistas não entram em extinção!”.

Confira abaixo o tracklist:
1. PERNA - Érika Machado
2. ALGUMA POESIA – Artur Gomes
3. URGÊNCIA - Maurício Zerk
4. INQUIETAÇÃO - Gaspar Silva
5. MELANCOLIA - Sueli Aduan
6. GATAMIA - Leandra Lil
7. BALADAS & SUSPIROS NO CARCÉRE DE INSIGHTS - Elenilson Nascimento
8. SE HÁ PAZ, SEI QUE O FAZ - Daniel Matos
9. ENTRE A VIDA E A MORTE - Eliane Silvestre
10. VOOS DA ALMA - Andréia de Oliveira
11. MEU DELEITE DERRAMADO - Ricardo Vieira
12. DE ONDE VEM A POESIA? - Brunno Andrade
13. COMENDO PEDRA - Márcio Mello Bônus Tracks:
14. ESCREVA SUA HISTÓRIA - Toni Garrido
15. AUTO-INTERPRETAÇÃO - Elenilson Nascimento
16. DIÁLOGO ONÍSSORO - Cabeza Marginal
17. ME DIGA, FRANCISCA - Marina Lima
18. SECADOR, MAÇÃ E LENTE - Érika Machado
19. NOBRE VAGABUNDO - Márcio Mello
20. CAPITU - Zélia Ducan
21. FILTRO SOLAR - Pedro Bial
22. SAMBA DE VERÃO/GAROTA DE IPANEMA - Marcos Baô
23. SONETO DO AMOR TOTAL/SAMBA EM PRELÚDIOO - Vinícius de Moraes c/ part. Quarteto em Cy download
CLIQUE AQUI e adquira o livro direto com a editora.
E AQUI e conheça os autores.

artwork: Elenilson Nascimento/Ewerton Thiago/Hugo Rafael Soares
fonte: Poemas de Mil Compassos
quero botar no seu Orkut
um negócio sem vergonha
um poema descarado
ta chegando fevereiro
e meu rio de janeiro
fica lindo mascarado

quero botar no seu e-mail
um negócio por inteiro
eu não sou zeca baleiro
pra ficar cantando a mamma
que ainda tem medo do papa

meu negócio é com a mina
que me trampa quando trapa
meu negócio é só com a mina
que me canta ouvindo rappa


OUTRO 69 – um tributo ao som de 69
Com Real Cia. Velha
(Os Outros + Amora Pêra + Pedro Rocha + qinhO + Convidados)

Em repertório retirado exclusivamente das cem músicas mais tocadas no Brasil em 1969
Toda sexta-feira de setembro – dias 04, 11, 18 e 25
Na Drinkeria Maldita – Rua Aires Saldanha, 98 – Copacabana – Esquina com Miguel Lemos

21hs EM PONTO – R$ 20 ou R$ 15 com nome na listaamigashow@gmail.com
ou respondendo esse email
Convidados:
04/09 – CHICAS
11/09 – LOS PORONGAS (AC)
18/09 – Surpresa!
25/09 – THAÍS GULIN


não bastaria delirar copacabana
e esta coisa de sal que não me engana
a lua na carne navalhando um charme gay
e um cheiro de fêmea no ar devorador
aparentando realixmo hiper moderno
num corpo de anjo que não foi
meu deus quem fez
esse gosto de coisa do inferno
como provar do amor no posto seis
numa cósmica e profana poesia
entre as pedras e o mar do arpoador
mistura de feitiço e fantasia
em altas ondas de mistérios que são vossos


não.
não bastaria toda poesia
que eu trago em minha alma un tanto porca
este postal com uma imagem meio lorca
um bondinho aterrisando lá na urca
e esta cidade deitando água em meus destroços
pois se o cristo redentor deixasse a pedra
na certa nunca mais rezaria padre nossos
e na certa só faria poesia com os meus ossos







Loucos Somos Nós

A Nação Goytacá lançará breve a campanha Loucos Somos Nós, em prol do hospital João Vianna, instituição que cuida de deficientes mentais, e que passa no momento por precárias situações financeiras. O hospital João Vianna tem como mantenedora a Liga Espírita de Campos, que por não comungar dos mesmos dogmas de quem no momento dirige o governo municipal, tem tido problemas em receber os repasses financeiros a que tem direito por convênio.
poesia
tesão teu nome
transforma tirual & gesto
não presto porque te amo
te amo porque não presto







Artur,

fico feliz que meu texto se desenrole por aí, em muitas bocas e línguas, nas tuas oficinas de florestas e canaviais e em teus deuses da chuva e da fartura de fazer da poesia, esta senhora madura, fruto de mais e mais saber.
fico te respondendo a entrevista lá no Literatura Clandestina - tem mais perguntas? - mas me lembrei que antes de tudo, quando pensei em você lendo para o "Eu Te Empresto Um Verso Meu", havia guardado um poema que agora te mando. Vê se gosta, se você a tosta com sua língua ferina de poeta sano, mano meu.
abraço.

marco.
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ENGENHOS

O amor
é doce
como o céu da sacarose
da mais pura linhagem.

O amor
é doce
como o mel da sacanagem
da mais puta overdose
que o produziu.

O amor
é acaso.
(ocasos, arrebóis
nada tem
nada com isso).

O amor
é um caso
flagrante
triturado a todo
caldo,
trucidado a
todos-os-dias
por nossas almas
e corpos
diletantes.

marco valença.
http://olhonolho.blogspot.com/

Baby é Cadelinha


Boca do Inferno

Por mais que te amar seja uma zorra
Eu te confesso amor pagão
Não tem de ter perdão pra nós
Eu quero mais é teu pudor de dama
Despetalando em meus lençóis

E se tiver que me matar que seja
E se eu tiver que te matar que morra
Em cada beijo que te der amando
Só vale o gozo quando for eterno
Infernizando os céus e santificando
A Boca do Inferno


Arturgomes
http://carnavalhagumes.blogspot.com/

Proejto MultiArte
oficina cine vídeo teatro poesia






como naquela questão da semiótica do método orgânico grâmico de não compor nesta pluma vara pássaro que me arara ave que me declara máscara in/verso cerâmica profunda caça traça neste plenus caso de amor o que de sangue expsto tem em veia corre deposto em mar e mangue exposto onde tudo rasa sem expressão do que fica matas que nos cortaram foice espingarda e medo a sol do céu incomum meu boi de olhos tão tristes meu boi de carnes tão rastas meu boi de patas tão gastas o ciúme é uma espinha na garganta mar em chamas terremoto que desconhece outros estados mais fáceis de compreender que não se deve ser tomado de um desejo lícito como um processo mental organizado este prumo vara que me besta besta este prumo que me vara in/verso que me réstia máscara não delírio de canção passageira Drummond imerso em pedra cal e cuspe itas ocas Cabral em pleno vôo sem risco morte vida Severino sem nos ocultar ossário do seu rito o vento em silêncio gargalha numa fonte sobrepasso no éter da memória evidente que tudo não foi dito grita no banquete a fala que não soube engolir silêncios e vomita monologas análogas ausências do mais perfeito que pretérito assassinato às portas das humanas não futuras radiografias de nossas vidas cidadãos sensatos assassinos vadios cúmplices do desterro comendo no teu corpo tua alma como forma de jejum na penitência da natureza inter/semiótica não por simples atração do exotismo no limiar mais radical da invenção entre o carnal e não matéria ou como facas em fogo nas vestes que correm por teu corpo acima que o mantêm estreitamente ligado no centro da cena onde nenhuma militância a ele se compara estados de ficção ou de distúrbios começamos a compreender o interG no direito dos instintos ou estados de espelhos nos códigos dos fenômenos simbolistas onde o boi signo da morte auto se condena ao exílio sem soletrar ruídos e decifrar o homem posto sem alarde naquela questão semiótica do método grâmico de não compor

















Projeto Urbanidades - Sesc Campos

Dia 3 setembro 2009 – 19:00h
Instinto R – Rock And Roll
participação especial: Artur Gomes
produção: Wellington Cordeiro













Rio em Pele Feminina

o rio com seus mistérios
molha meu cio em silêncio
desejo o que nos separa
a boca em quantos minutos
as flores soltas na fala
o pó dos ossos dos anos

você me diz não ter pressa
teus olhos fogo na sala
o beijo um lance de dados
cuidado cuidado cuidado
não beije assim meus segredos

meus olhos faróis nos riachos
meus braços dois afluentes
pedaços do corpo no rio
meus seios ilhas caladas
das chamas não conhece o pavio
se você me traz para o cio
assim que o sexo aflora
esta palavra apavora

o beijo dado mais cedo
quebra meu ser no espelho
meu cerne é carne de vidro
na profissão dos enredos

quando mais água me sinto
presa ao lençol dos seus dedos
o rio retrata meu centro
na solidão de mim mesma
segundo a segundo nas águas

lá onde o sol é vazante
lá onde a lua é enchente
lá onde o sol é estrada
onde coloca seus versos
me encontro peixe e mais nada







Bolero Blue

beber desse conhac em tua boca
para matar a febre nas entranhas
entre/dentes
indecente é a forma que te como
bebo ou calo
e se não falo quando quero
na balada ou no bolero
não é por falta de desejo
é que a fome desse beijo
furta qualquer outra palavra presa
como caça indefesa
dentro da carne que não sai








Governo volta atrás e vai pedir urgência para mudanças no pré-sal
da Folha Online, em Brasília
fonte: http://www.uol.com.br/

O governo voltou a mudar de ideia e confirmou na tarde desta segunda-feira que vai pedir urgência na aprovação das mudanças nas regras para exploração de petróleo e gás na área do pré-sal. A decisão foi tomada durante reunião do Conselho Político, que reúne os ministros, líderes e presidentes dos partidos aliados. Com isso, o governo rompe o acordo fechado com os governadores dos Estados produtores de petróleo no Sudeste.


Entenda o que é a camada pré-sal

Entenda a polêmica sobre as regras para exploração do pré-sal

O governo acrescentou ainda outras duas áreas que receberão os recursos obtidos com a exploração da área, meio ambiente e cultura. Já havia a prioridade de investimento em educação, ciência e tecnologia e combate à pobreza. As informações foram repassadas por Romero Jucá, líder do governo no Senado.


Pré-sal tem problemas de produção no bloco de Tupi

Lula, Dilma e Petrobras delinearam novo modelo

Regras do pré-sal são novo Dia da Independência, diz Lula


Sobre a divisão de royalties, Jucá afirmou que nada mudará, ou seja, os maiores produtores (SP, RJ e ES) continuarão com a maior parte dos recursos.


As alterações serão encaminhadas em quatro projetos ao Congresso.
Os líderes governistas minimizaram o descumprimento do acordo e sustentaram que a retomada da urgência foi um pedido dos integrantes do Conselho Político.


"A questão da riqueza do pré-sal está sendo debatida há 2 anos, estes modelos internacionais tem sido estudados seguramente pelo governo, pela oposição, pelo mercado e por todos que têm interesse legítimo nesta área. Esse prazo de 90 dias é absolutamente suficiente para fazer um debate com toda profundidade necessária", disse o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS).


Fontana, no entanto, reconheceu que a pressa do governo em aprovar a proposta também é motivada pelo debate eleitoral de 2010. "Nós sabemos que o ano que vem é eleitoral e, portanto, mais difícil de fazer um debate como esse e o país não pode esperar um ano, um ano e meio para ter um marco regulatório definido. A oposição vai expressar as suas opiniões, mas tenho convicção que o projeto apresentado é muito equilibrado", afirmou.


A urgência dos projetos estabelece um prazo de 90 dias para deputados e senadores analisarem a proposta. A retirada tinha sido negociada na madrugada de hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os governadores Sérgio Cabral (Rio de Janeiro), José Serra (São Paulo) e Paulo Hartung (Espírito Santo). O presidente atendeu um pedido do governador José Serra, que argumentou da necessidade de ampliar as discussões do marco.


Em outra frente, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), rebateu às críticas da oposição de que o governo pretende transformar as discussões da nova Lei do Petróleo em plataforma eleitoral. Jucá acusou a oposição de politizar a proposta.


"A partidarização está surgindo da oposição que já pré-julga os projetos e antecipa os debates. Se antes de receber e discutir a proposta, a oposição já começou a atacar, partidarizar e politizar essa discussão, a urgência desses projetos são ainda mais necessárias", disse.
Plataforma eleitoral


Diante da promessa do governo de tornar a apresentação da nova Lei do Petróleo em uma festa, a oposição reagiu neste domingo e divulgou uma nota acusando o governo de fazer "oba-oba" em torno do debate da proposta e transformar o tema em 'plataforma eleitoral' para 2010.
"O oba-oba palaciano tem o objetivo explícito de transformar o tema em plataforma eleitoral para 2010. No entanto, ao apresentar o modelo que considera mais conveniente para suas pretensões eleitorais de curto prazo, o governo também abre espaço para uma grande discussão".

VOZERIO


MINHA VOZ , NOSSA VOZ ECOS DOS MOVIMENTOS PERIFÉRICOS CONTANDO HISTÓRIA DE MÚSICA, DE GENTE E LUGARES DENTRO DE NÓS.


MARKO ANDRADE, HENRIQUE SILVA E ANTONIO CARLOS MARIANO - IMPERDÍVEL,


DIAS 04 E 05 DE SETEMBRO

NO CENTRO DE REFERÊNCIA DA MÚSICA CARIOCA

AS19 :00 /INGRESSO 10 REIAS

LOCAL: RUA CONDE DE BONFIM 824 ,TIJUCA RJ


http://www.youtube.com/watch?v=9Yh6YM8UejoSaiba


DIVULGUE PARA SEUS AMIGOSMARKO ANDRADE

www.myspace.com/tupyafro

TROPOFONIA

Belo Horizonte
...um laboratório de sons e palavras...

24/08 Safra Nueva


Guillermo de Pósfay (Argentina)
João Miguel Henriques (Portugal)
Reina Lissete Ramírez (Rep. Dominicana)

Entrevista com João Ventura (Portugal)
segunda-feira às 23h

Rádio UFMG Educativa 104,5. Ouça aqui

"Hoy tiene que ser un día gratis" Guillermo de Pósfay

"Con raíces encendidas por la desesperación,
por toda la pasión de pretender ser carne,
me consechaste junto a las piedras, junto al sueno..."
Reina Lissete Ramírez

“demora-te anos dentro de mim
demora-te imenso
que eu quero agarrar nas mãos
os dias passados contigo
o sossego das aragens suaves”
João Miguel Henriques

RÁDIO – ARTE – SONIDOS – PALABRAS – SILÊNCIOS – AUTORES


TROPOFONIA
UN LUGAR, UN NO LUGAR, UNA EXPERIENCIA DEL LENGUAJE
http://www.tropofonia.com.ar/








Pornofônico Confesso

se este poema inocente primitivo natural indecente em teu pulsar navegante entrar por tua boca entre dentes espero que não se zangue se misturar o meu sangue em teu pensar quando antropo por todas bocas do corpo em total porno.grafia na sagração da mulher me diga deusa da orgia se também tu não me quer quando em ti lateja e devora palavra por palavra dentro e fora em pornofonia sonora me diga lady senhora nestes teus setenta anos se nunca gozou pelos ânus me diga bia de dora num plano lítero/estético qual o humano ou cibernético que te masturba ou te deflora?

federico baudelaire htpp://federicobaudelaire.blogspot.com

pontal.foto.grafia
Aqui,redes em pânico pescam esqueletos no mar esquadras - descobrimento espinhas de peixe convento cabrálias esperas relento escamas secas no prato e um cheiro podre no AR caranguejos explodem mangues em pólvora Ovo de Colombo quebrado areia branca inferno livre - Rimbaud - África virgem carne na cruz dos escombros trapos balançam varais telhados bóiam nas ondas tijolos afundando náufragos último suspiro da bomba na boca incerta da barra esgoto fétido do mundo grafando lentes na marra imagens daqui saqueadas Jerusalém pagã visitada Atafona.Pontal.Grussaí as crianças são testemunhas: Jesus Cristo não passou por aqui Miles Davis fisgou na agulha Oscar no foco de palha cobra de vidro sangue na fagulha carne de peixe maracangalha que mar eu bebo na telha que a minha língua não tralha? penúltima dose de pólvora palmeira subindo a maralha punhal trincheira na trilha cortando o pano a navalha fatal daqui Pernambuco Atafona.Pontal.Grussaí as crianças são testemunhas: Mallarmè passou por aqui. bebo teu fato em fogo punhal na ova do bar palhoças ao sol fevereiro aluga-se teu brejo no mar o preço nem Deus nem sabre sementes de bagre no portoa porca no sujo quintal plástico de lixo nos mangues que mar eu bebo afinal
?






FRUTA FARTA
néctar de um pomar , amor de amora, frutos das árvores genealógicas gerando flores e mulheres, pela aurora e pela flora no rumo dos ramos. como na ruma das rimas, das obras primas e tias e sobrinhas, impressas nos genes, expressas nos gênesis destas tantas frutas santas, destas glórias e cecílias e alices e clarices tão suaves e míticas e mitológicas ou muito lógicas e líricas. singelas rosas, nocivas cobras e harpias estrelas brilhantes anteriores ao haja luz de venenos de língua através das raízese antídotos de vozes por outras ruizes. eu te digo ame a todas, coma a carne lambuzando os lábios. apalpe o poema sugue o sumo pelo prumo, dilacere a polpa mas poupe a fruta, a fruta farta, a poesia!

Rodrigo Mebs http://frutafarta.blogspot.com/

Cobra de vidro


morde-se a carne e o tempo acalma a marca mas não a do prazer na memória, nos labirintos de lembrança e pêlos frestas, flancos, ângulos em cada gota de suor o gozo pelo esforço encarniçado o gosto mútuo – trabalho forçado, espelho múltiplo: pés pernas pescoço rosto colo seios cabelos mão braços.
morde-se o momento mas o sabor é urgente e lasso nó desfeito corpo destrançado pele inaderente (adereços dissipados). mas este túnel e esta seta em nossos corpos é passagem e endereço.
morde-se o vento – ele não fica sem nenhum pedaço.

Marco Valença






Depois que nos falamos pela última vez grambel calou tua boca de onde nada mais ouvia secreta mata onde Circe desnudou os dedos ainda mais que o ciúme régia de fogo no olho esquerdo de dédalus direito de beatrices agarrando os dentes com unhas da forma mais desprezível em busca do seu próprio corpo esqueleto submerso no íntimo da existência em harmonia com o gosto que o mundo assim exigia retalhos imortais do SerAfim imagens palavras cortantes mostram-se inteiramente nuas diante dos meus sexus salve-me rainha das deformações que se apresentam a esse respeito na consciência humana formada pela escravidão social temos um exemplo disso no ciúme para surpreender o íntimo na posse da solidão que alimenta carruagens de seda com cavalos noturnos durante o solar e o inverno ao sabor da convulsão das águas golpe funesto nos seios sertão de intrínsecas gaitas de esporas na garupa um punhal dentro da fruta do meu tédio mas outro tópico me parece instigante nessa relação ciúme silêncio no estágio atual das ciências eletrônicas eletro científicas palavras em tom de alerta soam como pré sentimentos do futuro ou antenas canibais da filosofia descontinuidade do apego e do rigor com que cada sentimento se instala no aparelho divisor do corpo/espada/olho/TV seios estourando a cauda do vestido minerais que dormem a vida inteira quando acordares e o sentires do teu lado roçando-te os ombros como formas de alento mas quem conhece a fundo vive só a cena se desenvolve também numa platéia no interior do Ícaro onde arde pregando um facho na primeira fila de cadeiras que permanecerá vazia sem desejar nada de ti ofereço-te meu coração de galinha no impacto da primeira cicatriz que cai na medida exata daquilo que acentuamos no processo e ganha espaço um imenso painel de artes plásticas acima de tudo contemporâneo e o mar esse trem do quase azul das artes visuais nos ensaios das tardes de setembro vozes como uma faca sertão e corta seus instintos como corpo e signo argamassa do silêncio dos seus gumes prateados pousa delicadamente sobre o tempo e do silêncio da poeira ainda possa soletrar teu nome sobre as águas e a tão inutilmente que nem da palavra amor vitória réstia da memória na busca pertinaz dos nossos descaminhos sob a náusea e o terror desenhando nos teus lábios do ciúme salve-me rainha dessas vozes símiles abismos labirintos desde a última vez que nos falamos grambel calou tua boca de onde nada mais ouvia

Objeto de Amar

De tal ordem é e tão precioso o que devo dizer-lhes que não posso guardá-lo sem que me oprima a sensação de um roubo: cu é lindo! Fazei o que puderdes com esta dádiva. Quanto a mim dou graças pelo que agora sei e, mais que perdôo, eu amo.

(Adélia Prado)

Neurolingüistíca Adélia Prado
Quando ele me disse ô linda, pareces uma rainha, fui ao cúmice do ápice mas segurei meu desmaio. Aos sessenta anos de idade, vinte de casta viuvez, quero estar bem acordada, caso ele fale outra vez.

Dona Doida Adélia Prado

Uma vez, quando eu era menina, choveu grosso com trovoadas e clarões, exatamente como chove agora. Quando se pôde abrir as janelas, as poças tremiam com os últimos pingos. Minha mãe, como quem sabe que vai escrever um poema, decidiu inspirada: chuchu novinho, angu, molho de ovos. Fui buscar os chuchus e estou voltando agora, trinta anos depois. Não encontrei minha mãe. A mulher que me abriu a porta, riu de dona tão velha, com sombrinha infantil e coxas à mostra. Meus filhos me repudiaram envergonhados, meu marido ficou triste até a morte, eu fiquei doida no encalço. Só melhoro quando chove.

Homem
não me faço de rogado sou um homem apaixonado pelo mundo e suas artes não me faço de desentendido sou um homem acometido da praga da vida tão forte e tão contraída que não posso não faço de demente minha febre é veneno de serpente meu andor carrega o céu por baixo a terra e em meio disto eu não me faço de desprevenido sou um homem decidido no meu rosto um asterisco não decifra não devora sou um homem como todos sem mistério nessa hora sem remédio
sou um homem nos meus pêlos e pedidos e pedaços e suicídios e fracassos e perigos eu sou um homem nos meus pesos e medidas e trapaças e saídas e desgraças e armadilhas eu sou um homem nos seus becos e botecos, nos meus gritos, nos seus ecos, no meu brio mais possesso, no meu cio a descoberto eu sou um homem com meus meios e meus fins, meus anseios, meus confins, minhas barganhas ruins, minha erva- santa e capim eu sou um homem com seus secos e molhados, espírito enxovalhado, num ritmo acelerado, conflitos segredos nos ouvidos dos espantalhos, amigo pro seu trabalho, colírio pra mau olhado.

Marco Valença







Querência
quero-te, como e engulo feito um pobre qualquer resto. quero-te, feito e efeito como um murro numa faca. quero-te assim com os desejos menores e os sentimentos enormes: quero-te pulga na unha quero-te nuvem no céu presa que prepara a fuga monge que crê e jejua dique nos países-baixos ponte por sobre veneza a strip trip desnuda moça do rosto de véu dia de sol, realeza noite farol fogo e facho. quero-te feito um vadio na cidade busca um beco. quero-te como um perdido no deserto sonha a água.

Mais que o futuro
por você até comer a cebola que bóia na bacia dos acarajés. você é mais cheiro de coentro e o maduro das goiabas nos cestos. por você cultivar Acres com estrume, lavar Bahias de caranguejos. você é mais essencial que a essência da baunilha, especial mais que a espécie mais remota de orquídeas do Abaeté. por você no devido lugar é abrir o corpo e a imaginação sem limites. você é mais que o mais do máxi do máximo do mais infinito. mais do que eu exprimo. mais do que eu pressinto.

Poema
rima não é talento: há dicionários. rima é teima. vezes som sabedoria meses antigo inventário. fezes deixadas ao vento sangue pinçado na veia. poemas tem teto de vidro mas sobrevivem ao relento.

Verbo
às vezes saudável e imprescindível como tapa no recém nascido.
às vezes ato inútil como barbear um morto.

Marco Valença http://olhonolho.blogspot.com/






o amor não é apenas um nome que anda por sobre a pele um dia falo letra por letra no outro calo fome por fome é que a flor da tua pele consome apele do meu nome

quinta-feira, 27 de agosto de 2009



CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA:
http://www.festivaldecataguases.com/
Palestras, oficinas literárias e lançamentos de livros.
Inscrições abertas a partir do dia 24 de agosto.



Ode ao Chocolate



“ come chocolate menina come chocolate
e não há mais metafísica no mundo
do que comer chocolate’
fernando pessoa

amo esta mulher
que me lembe em chocolate
como menina travessa
me levando ao cheque mate
na subida da brigadeiro
com avenida luiz antônio
me arrastando na augusta
e o que me custa
dar-te-me em brigadeiro
com gosto de beijos na boca
agora que me chamam
o louco da paulista
e nem Oswald sequer eu sou
Mário muito menos
Itamar um tanto quase
Edvaldo mais ainda
cão das periferias
com essa voragem vadia
em dia de aniversário
e essa mulher me invade
com seu desejo de doce
e se poeta eu não fosse
ou mesmo se fosse um padre
rasgaria toda batina
como esse fogo me rasga
e a levaria pra casa
de brigadeiros da esquina
por todas honras de um vate
e lambuzaria a menina
com meus dedos de chocolate

Artur Gomes
http://multiartecultura.blogspot.com/

Agradecendo o seu carinho e felicitações pelo meu aniversário, lhe dedico este poema:

Jura Secreta 14

eu te desejo flores lírios brancos girassóis
rosas vermelhas margaridas
tudo quanto pétala
asas estrelas borboletas
alecrim bem-me-quer e alfazema

eu te desejo emblema
deste poema desvairado
com teu cheiro
teu perfume teu suor teu sabor tua doçura

e na mais santa loucura
declarar-te amor até os ossos
eu te desejo e posso
palavrArte até a morte
enquanto a vida nos procura

Artur Gomes
Nação Goytacá – presidente
http://goytacity.blogspot.com/


quarta-feira, 26 de agosto de 2009

mataram a poesia macabea jura que não foi ela

africanamente eu falo que o prazer está na pele muito mais que na carne dentro ou fora é como se fossem plumas roçando os pêlos e os 7 sentidos do corpo não agüentassem por mais de um segundo a sensação que esse toque provoca quando o íntimo é devassado de maneira que não dá para segurar o gozo mesmo que o ato em si não seja amor ou sexo como em algumas tribos onde alguns índios se fodem a distância federika bem sabia quando Xingu dançava pelas noites de ventanias e o cheiro da erva brotava entre tuas ventas entranhas de mulher vadia que não suporta ver o coito quando não for com ela 24 horas por dia quando lia sobre a morte de Saramago nem mesmo assim sedava seu instinto vasto de desejos plenos querendo traçar a tribo inteira visto que da mocidade que deixara em campos não esperava nada ainda que os trapos que serviam de blusa ou vestido foram trazidos de lá e enquanto a tribo dançava em seu ritual de entrega ao deuses da mata ela se masturbava com os dedos pensando o prazer que macabea nunca conhecera na província federal dos iffs naqueles palcos de merdas no teatro do não me toques ainda virgem casta e mal trepada fugindo da poesia como o diabo foge da cruz

federico baudelaire
da série mamãe é brega mas é xique
http://mamabrega.blogspot.com/



CAFETINA BAR 712 Norte

Show com Engels Espíritos Trio

Você já viu uma gaita virar guitarra?
Você já viu uma gaita virar sanfona?
E virar violino ou didjeridou?

Então embarque nessa estação de sons que vão de ritmos regionais do Brasil à musica afro-americana e... boa viagemO Cantor e Gaitista Engels Espíritos apresentará o show FACES DA GAITA, tema de seu segundo CD que traz uma linguagem musical diversificada com os principais estilos entre a música brasileira e a americana. Com um show acústico acompanhado pelo violonista Rafael Dornelles e pelo percussionista Davi, Engels Espíritos impressiona o público extraindo sonoridades e timbres de sua gaita que imitam os da guitarra, do violino e da sanfona.

Local: Cafetina Club 712 norte
Dia: 27 de agosto
Nesta quinta-feira!
Horário: 22hs
Entrada: 10 reais

Festivais de música em São Paulo revivem os anos 1990
THIAGO NEYda Folha de S.Paulo
fonte: www.uol.com.br

Não aguenta mais o revival dos anos 1980? Pois prepare-se para celebrar os anos 1990. Dois dos principais festivais pop que acontecem no Brasil neste segundo semestre de 2009 serão ancorados por artistas e bandas cujo auge foi alcançado há mais de dez anos.

A segunda edição do Maquinaria está marcada para 7 e 8 de novembro, na Chácara do Jockey, em São Paulo (mesmo local onde ocorreu o show do Radiohead, no início do ano).As duas principais atrações do evento são Faith No More e Jane's Addiction, além do neometal Deftones. Os três grupos tocam no dia 7 de novembro.

No mesmo dia, mas no Playcenter, será realizada a terceira edição do Planeta Terra. Ontem os organizadores divulgaram a primeira banda internacional da escalação: a britânica Primal Scream.

Assim, os paulistanos, que este ano tiveram poucas opções de eventos pop, terá de escolher entre Faith No More e Jane's Addiction, de um lado, e, de outro, Primal Scream e outras bandas a serem anunciadas.

Liderado pelo incansável vocalista Mike Patton, o Faith No More estava parado desde 1998. Responsável por unir o rock com o hip hop e experimentalismos em álbuns como "The Real Thing" (1989) e o injustiçado "Angel Dust" (1992), o grupo foi reativado neste ano e vem frequentando a escalação de grandes festivais americanos e europeus.

Já o Jane's Addiction fará seu primeiro show no Brasil e provavelmente incluirá várias faixas de "Ritual de lo Habitual", disco de 1990 que fez a banda ser mundialmente conhecida.
"Esse revival dos anos 1990 está acontecendo com força", afirma Milkon Chriesler, um dos produtores do Maquinaria. "O Rage Against the Machine fez uma turnê milionária. O Faith No More fechou festivais enormes na Europa."

Disputa por público

Se até o ano passado a extensa cartela de festivais pop (Skol Beats, Tim Festival, Nokia Trends, Motomix etc.) fazia com que esses eventos disputassem entre si as mesmas bandas, em 2009 essa briga está condensada entre Planeta Terra e Maquinaria. Além da concorrência por artistas, eles vão competir por público, já que acontecem em 7 de novembro.
"A coincidência de data é ruim para os dois", diz Pablo Fantoni, diretor artístico do Planeta Terra. "Nós temos um festival grande que já está na terceira edição. Nem sabia que o Maquinaria existia."

O Planeta Terra deve ter 15 atrações, entre nacionais e internacionais. Ontem, além do Primal Scream, cujo último grande disco foi lançado em 2000, foram divulgados os nacionais Móveis Coloniais de Acaju e Macaco Bong. Com três palcos, o festival espera receber 15 mil pessoas no Playcenter.

"Não iríamos arriscar fazer o nosso festival em um local como a Chácara do Jockey, um lugar que já teve problemas em outros eventos, como o show do Radiohead. Não adianta chamar público grande se não tiver estacionamento adequado etc.", afirma Fantoni.

Já o Maquinaria deve anunciar pelo menos mais um ou dois nomes internacionais. "Estamos aguardando algumas confirmações de bandas que tocarão no segundo dia, o domingo. Serão artistas conceitualmente diferentes daqueles que se apresentam no sábado."

Chriesler diz que o evento reunirá 25 mil pessoas. "Meu festival não depende de patrocínio. O foco é a marca Maquinaria. A ideia é fazer o festival nos próximos dez anos."

terça-feira, 25 de agosto de 2009











Elvis Aaron, ou melhor Elvis Presley – o rei do Rock, nasceu em 8 de janeiro de 1935, em uma pequena cabana no Mississipi, e faleceu em 16 de agosto de 1977, em uma mansão em Memphis, Tennessee. Pelas muitas conquistas e vitórias, a vida de Elvis é uma fascinante história. Mesmo atualmente, 30 anos após a sua morte, ainda há muita gente que afirma: Elvis não morreu!
Talvez por causa de sua origem humilde, Elvis sempre foi aceito pelos seus fãs como "um deles", uma honra que fama, riqueza ou celebridade nenhuma pode mudar. Elvis deu acesso sem precedentes e sincero aos seus fãs durante toda sua vida, fãs estes que tornaram impossível que ele tivesse uma vida normal.
Embora Elvis Presley tenha morrido em 1977, com apenas 42 anos de idade, o seu nome, a sua música e a sua imagem ainda chamam a atenção do público. O período após sua morte foi marcado por controvérsias, idolatria, ridicularização e comercialismo: policiais discutiram o papel das drogas na sua morte, organizações musicais homenagearam suas conquistas, a mídia ridicularizou os fãs e os exploradores fizeram muito dinheiro com tudo isso. Das manchetes dos jornais até o topo dos prêmios e das homenagens, Elvis continuou a ser notícia. A morte não foi o fim da carreira de Elvis, foi apenas um marco de outra fase.

As histórias de que Elvis está vivo e a enorme quantidade de publicidade que rodeia essa situação ajudaram a redesenhar o Elvis histórico em um herói folclórico norte-americano com suas particularidades e significado simbólico como Davy Crockett ou Wyatt Earp. Como um ícone, Elvis Presley pode evocar inúmeras idéias, inclusive rebeldia, sucesso, excesso e a glória e os problemas da fama. Como um herói folclórico, ele inspira casos e mais casos e histórias exageradas e manipuladas para ilustrar qualquer uma dessas idéias.
Nos anos desde sua morte, Elvis Presley tem sido extremamente homenageado e muito criticado. Em alguns momentos, um símbolo poderoso de revolução, em outras, uma piada nacional, embora sempre lembrado como o Rei do Rock. A sua coroa está intacta, apenas um pouco gasta pelas críticas, pela exploração e pela publicidade. É um título adequado porque mostra o tamanho de uma carreira extraordinária e porque nos faz lembrar de música - seu verdadeiro legado à cultura norte-americana.
Noite do Vinil
Quarta-feira, 26 de agosto a partir das 22h
Taberna Dom Tutti
Rua das palmeiras, 13
http://www.noitedovinil.blogspot.com/
Contato:
Wellington Cordeiro - 99697840

O SESC Rio apresenta o 2º módulo do projeto Urbanidades com um roteiro que reúne música, exposições, cinema, esporte e literatura como expressão das diferentes manifestações urbanas reforçando as várias possibilidades de sobrevivência das culturas.
A sinestesia, ou seja, mistura de várias sensações é uma linguagem bastante explorada nas produções artísticas contemporâneas. O presente trabalho parte desta proposta, em que estímulos sonoros verbais e visuais são produzidos durante uma performance interativa. Nela, um ator, um dj e um grafiteiro, criam simultaneamente um ambiente em que a palavra é ouvida, vista, falada e sentida. Textos de autores diversos e improvisações poéticas são pontuados por músicas e ruídos eletrônicos, enquanto um artista plástico transforma em imagem, através do grafite, aquilo que é ouvido. Os textos falam de questões comuns ao universo Hip Hop como injustiça social, violência urbana e a solução desses conflitos.
Nesta quinta-feira, dia 27 de agosto às 19h será a vez da banda Eixo Nacional se apresentar no SESC Campos. A banda surgiu em 2006, em Campos-RJ, graças a vontade de tocar de cada um dos integrantes e também graças ao skate; esporte que proporcionou o encontro dos músicos. A banda tem como base o hardcore. Mas busca sempre um diferencial; misturando as influências de cada integrante em suas composições formam um som autêntico e original.
Contatos:
Water – 98792538
Betinho – 98448063
Wellington - 99697840
Artur Gomes - 8116-0872







fotos: wellington cordeiro e ingrid monteiro







Urbanidades
Dia 27 agosto 19:horas
Eixo Nacional Skate Rock
Participação Especial: Artur Gomes
Local – Sesc Campos

Jura secreta 84

não estando aqui
mas como se estivesse
e esse poema fosse fruto
uva manga pêra pêssego
em tua pele de seda
fosse setembro já vindo
outubro que nos espera
palavra espora ou espuma
em tuas mãos como plumas
em tua língua de púrpuras
quando me fala do agora
do corpo que treme de febre
ou grita paixão entre os poros
e salta saudade entre os pêlos
como se fosse esta tarde
o dia em que conhecemos
um outro outubro lá dentro
das veias e vivas memórias
de azul vestida de rendas
na sala eu te olhava de longe
depois te peguei pelos braços
e poemas falei bem de perto
na tua boca me via
dentro os teus olhos pulsavam
peguei tuas mãos que tremiam
e o pulso já pela garganta
este poema uma planta
em tua carne sedenta
de águas cervejas de vinhos
e nestas linhas te bebo
como voraz passarinho

arturgomes
http://poeticasfulinaimicas.blogspot.com/

Boi Pintadinho
ArturGomes/Paulo Ciranda

Levanta meu Boi levanta
Que é hora de viajar
Acorda Boi povo todo
Povo e Boi tem que lutar... (refrão)

Levanta meu Boi Bahia
Cantador dos alagados
Das províncias das cancelas
Das filhas de Santo Amaro
Dos modelos do mercado
E da lavagem do Bonfim

Levanta meu boi levanta...

Levanta meu Boi menino
De tantos anos de história
Tua carne não foi santa
Nem santa a carne será
Cataram teu ouro todo
E secarão teu Paraná

Levanta meu Boi levanta...
Levanta meu Boi mineiro
Pintadinho e brasileiro
Ninguém quer que o ferro em brasa
Enterre vivo em seu traseiro
Boi animal de minha casa
Mugindo em berro e desespero

Levanta meu Boi levanta...

Levanta que há tempo ainda
Boi do frevo de Olinda
Pois as tardes que eram mansas
Estão caiadas de suor
Mas teu passo é uma dança
Vem trazer coisa melhor

arturgomes/naiman
gravada no CD fulinaíma sax blues poesia
fulinaíma produções - 2002

devemos não ter pressa
a lâmina acesa sob o esterco de Vênus
onde me perco mais
me encontro menos
visto uma vaca triste
como a tua cara
estrela cão gatilho morro:
a poesia é o salto de um vara

disse-me uma vez só quem não me disse
ferve o olho do tigre enquanto plasma
letal a veia no líquido do além
cavalo máquina
meu coração quando engatilho

devemos não ter pressa
a lâmina acesa sob os demônios de Eros
onde minto mais
porque não veros
fisto uma festa mais que tua Vera:
cadela pão meu filho forro
a poesia é o auto de uma fera

devemos não ter pressa
a lâmina acesa sob os panos
quem incesta?
perfume o odor final do melodrama
sobras de mim papel e resma
impressão letal dos meus dedos imprensados
misto uma merda a mais que tua garra:
panela estrada grão socorro
a poesia é o fausto de uma farra


guima meu mestre guima
em mil perdões eu voz peço
por esta obra encarnada
na carne cabra da peste
da hygia ferreira bem casta
aqui nas bandas do leste
a fome de carne é madrasta
ave palavra profana
cabala que voz fazia
veredas em mais sagaranas
a morte em vidas severinas
tal qual antropofagia
teu grande sertão vou comer
nem joão cabral Severino
nem virgulino de matraca
nem meu padrinho de pia
me ensinou usar faca
ou da palavra – o fazer
a ferramenta que afino
roubei do mestre drummundo
que o diabo giramundo
é o narciso do meu ser.
Artur Gomes
o rio com seus mistérios
molha meu cio em silêncio
desejo o que nos separa
a boca em quantos minutos
as flores soltas na fala
o pó dos ossos dos anos
você me diz não ter pressa
teus olhos fogo na sala
o beijo um lance de dados
cuidado cuidado cuidado
que sou um anjo de fadas
não beije assim meus segredos
meus olhos faróis nos riachos
meus braços dois afluentes
pedaços do corpo no rio
meus seios ilhas caladas
das chamas não conhece o pavio
se você me traz para o cio
assim que o sexo aflora
esta palavra apavora
o beijo dado mais cedo
quebra meu ser no espelho
meu cerne é carne de vidro
na profissão dos enredos
quando mais água me sinto
presa ao lençol dos seus dedos
o rio retrata meu centro
na solidão de mim mesma
segundo a segundo nas águas
lá onde o sol é vazante
lá onde a lua é enchente
lá onde o sol é estrada
onde coloca seus versos
me encontro peixe e mais nada
arturgomes



“Admiro a iniciativa de tentar unificar autores tão diversos num mesmo livro, numa mesma parada...”
Por IkaRo MaxX

E no epicentro da agonia podemos estar agora, mas, isso não quer dizer que ainda não teremos chance, muito pelo contrário... O homem mais feliz do mundo terá que ser um inquieto e miserável que já viu com os próprios olhos o abismo mais profundo ou que nele foi emergido. Há muito tempo que sinto isso, amigo, como se estivesse (sobre)vivendo em baixo d'água... mas sinto do que isso me tira de fôlego me devolve em força, coragem, em um amor profundo e um ódio visceral que me faz ainda sentir vivo. O resto ainda está fora da margem... prestes a ser escrito, com tinta indelével... tinta do destino com as cores da carne.
Pois é, pessoal... Admiro pessoas que são loucas o bastante para se jogar no esforço de ainda tentar extrair tinta deste tinteiro esvaziado, dessa realidade sucateada e fodida... Sou um deles, mas, me dirijo, agora, ao Elenilson Nascimento, esse baiano louco e estranho que me convidou para participar desta segunda seleção de poesias e se mostrou um cara que "vem com tudo, mesmo que os ventos estejam contrários". Admiro pessoas assim e admiro a iniciativa de tentar unificar autores tão diversos num mesmo livro, numa mesma parada...
Tenho a sorte também de possuir conhecidos, amigos, nessa história... Falo do meu grande amigo de vivências e poesia, Cezar Sturba, que mora hoje em Londres e batizou o meu primeiro livro, "Um Cristo Cuspido nos Espelho do Século", e da poetisa Renálide Carvalho. No mais, irei conhecer o trabalho de pelo menos 49 pessoas que - embora de outras "linhas" - não devem vacilar, ao menos com o papel e a caneta ou com os dedos no teclado... Cada um construindo suas canções solitárias, sua redenção ou confissão de cansaço... mas, sempre alçando a poesia, no fim de tudo.Grande abraço a todos que se esforçaram e que estão integrados nesta coletânea e que o leitor goze as páginas, lendo, o que gozamos escrevendo.

O talentoso IkaRo MaxX no túmulo do autor de
“O Retrato de Dorian Gray”, Oscar Wilde, em Londres.

Leia também Dionísio em Pedaços: “Liberdade, chama negra que arde. Labareda que lambe corpos, atitudes estranhas, voo solitários para além do limite da normalidadedo bem e do mal. Renúncia ao teatro burguês dos costumes esclerosados...”
CLIQUE AQUI e adquira o livro direto com a editora.
fonte: Dionísio em Pedaços

segunda-feira, 24 de agosto de 2009



Cineclube Sesc: Programadora Brasil

Memórias da Boca do Lixo
dia 25/08, às 19h, no Sesc Campos

A “Boca do Lixo” é uma região do centro de São Paulo tradicionalmente marcada pela prostituição, a criminalidade. Durante o final da década de 1960, vários pequenos produtores transferiram suas empresas para a região, que ao longo da década de 1970, transformou-se num dos maiores pólos de produção de filmes comerciais da história do cinema brasileiro. Comédias eróticas, filmes policiais, fitas de terror e até memso westerns estão entre os gêneros explorados pelos diretores e produtores da "Boca". Responsável por muitos dos maiores sucessos de bilheteria do cinema brasileiro entre o final dos anos 60 até a "era Collor", o cinema popular produziu na "Boca do Lixo" começou a perder fôlego no início dos anos 80, quando o mercado brasileiro foi invadido pelos filmes americanos de sexo explícito. A pá de cal no cinema da "Boca" veio com a extinção, nos anos 90, dos mecanismos que fiscalizavam a obrigatoriedade de exibição do filme brasileiro no mercado nacional.

Filmes que serão exibidos:

* Boca Aberta
Rubens Xavier , SP, 1984
Documentário realizado em 1984 sobre alguns dos principais protagonistas da cinematografia ligada à Boca-do-lixo, como Odi Fraga, realizador que dirigiu inúmeros longas, muitos deles sobre a temática do sexo explícito, Ozualdo Candeias, com uma filmografia mais autoral, e Toni Vieira, que dirigiu mais de 20 filmes. A rotina de atores e produtores ligados a este pólo de produção de filmes de apelo mais popular e que foram responsáveis pela produção das comédias eróticas das décadas de 60 e 70.

* Candeias: da Boca pra fora
Celso Gonçalves , SP, 2002
Um retrato original de um dos mestres do Cinema Marginal, Ozualdo Candeias, realizador dos clássicos “A Margem” e “Zezero”; genuinamente um cineasta do povo. Divertidos e controversos depoimentos de personalidades do cinema como Zé do Caixão, Carlos Reichenbach, Inácio Araújo e Jairo Ferreira.

* O Galante Rei da Boca
Alessandro Gamo e Luís Rocha Melo , SP, 2003
Também chamado de o "Rei da Boca", ou o "Produtor Biônico", A. P. Galante produziu de filmes de cangaço a comédias eróticas, dramas psicológicos e filmes policiais, passando por bang-bangs e filmes de kung-fu, num total de mais de 50 obras. Com depoimentos do prórpio Galante, trechos de seus filmes, imagens de São Paulo e da Boca do Lixo de ontem e de hoje e entrevistas inéditas com nomes como Carlos Reichenbach, Jairo Ferreira, Rogério Sganzerla, Inácio Araújo, Severino Dadá, Miro Reis, Sylvio Renoldi, Pio Zamuner, Antônio Meliande, Cláudio Portioli, Sebastião de Souza e João Silvério Trevisan (técnicos, diretores e críticos que fizeram a história do cinema brasileiro), O Galante Rei da Boca é um documentário que, com humor e a simpatia peculiares de seu personagem central, reflete e informa sobre o fazer cinema no Brasil.

* Soberano
Ana Paula Orlandi e Kiko Mollica ,
Reminiscências resgatam a trajetória do bar Soberano, símbolo da intensa e espontânea produção do movimento cinematográfico da Boca do Lixo

domingo, 23 de agosto de 2009




Caros, colegas artistas, é com muito orgulho que eu repasso para todos vocês, enfim, o produto final do nosso esperado filho. Parido num trabalho de parto (muito) doloroso, mas foi (muito) gostoso de fazer e de conhecer (muitos) de vocês que dividiram comigo os seus talentos, as suas dores e os seus sonhos. E o que eu aprendi com tudo isso: que um poeta (de verdade) deve ser um não-especializado, ir no ventre do vento, cortar a porra do cordão umbilical, fugir do Panteão.


Só pra variar. Mas, mesmo que as nossas obrigações diárias nos façam capengar e quanto mais você se afastar da poesia, mais poesia você faz. E é preciso se agarrar à poesia, mesmo fugindo dela. Tudo é matéria para o homem, essa geléia de dúvidas, também, sem dúvida. Mas, como sempre digo, cansa quando não se alcança. Talvez o homem não olhe (e não molhe) mais a poesia, mas a Internet está fazendo esse papel (de olhar e de molhar). Quer falar de si? Abra um blog, um Twitter, um Orkut, ponha fotos na rede. Eu, faço e seguirei fazendo poesia sempre porque, falar, todo mundo fala. Eu quero é dizer alguma coisa. Por isso, segue abaixo o link para vocês comprarem o livro diretamente com a editora. Tentei a todo custo convencê-los em baratear mais o livro que sairia, a princípio, por R$ 64,90, mas mesmo com os custos de edição, custos administrativos, custos logísticos, impostos e meios de pagamentos, ficou por R$ 45,38 (*ainda está caro, eu sei) para um livro de 315 páginas, papel supremo 250g/m², 4x0, laminação fosca, brochura sem orelhas. Divulguem em seus blogs, Twitters, Orkuts, MSNs, amigos, amantes e sei lá mais quem. Cadastrem-se no site da editora, comprem o livro e comentem. Vamos espalhar boas ideais por aí. E parabéns a todos vocês!
Elenilson Nascimento


“Oxalá, que esse livro consiga superar as nossas expectativas de vendas e seja mais um, de uma série infindável, para que em nossas gavetas permaneçam apenas as traças.”

Por Varley Farias Rodrigues

A discriminação exercida pelas grandes editoras, grandes autores e grande parte da mídia nacional, em relação aos pequenos autores/escritores, prejudica a produção literária, o surgimento de novos valores e a cultura de modo geral. Cria-se uma “panela” onde os pequenos são deixados de lado. Muitos sucumbem ante o embate cruel, e enterram seus talentos nas gavetas (HDs) para sempre. Mas, como existem exceções a todas as regras, aqui e ali surge uma “alma caridosa”, que consegue enxergar o outro lado da história e estende as mãos aos que são relegados ao descaso.

Uma dessas “almas” é um jovem baiano “arretado”, ex-professor, escritor, poeta e jornalista que trás no sangue não só um talento ímpar, mais também um indiscutível e refinado gosto pela literatura, além de uma visão que o faz enxergar, nos mais remotos confins desse país-continente, sementes que podem em algum momento oferecer frutos saborosos à literatura nacional.

Esse cidadão que atende pelo nome de Elenilson Nascimento, mais uma vez estende as mãos a “novos talentos” e os tornam visíveis aos olhos da mídia discriminatória. Agora, lança o livro “Poemas de Mil Compassos”, que é um apanhado poético garimpado com esmero e dedicação. “Poemas de Mil Compassos” tem 315 páginas, onde 51 poetas, entre eles, eu, desengavetam suas poesias e oferecem aos leitores não só palavras agrupadas em versos, mas sim, palavras carregadas de sentimentos. São nossas dores, nossas desilusões, nossas solidões, nossos gritos e silêncios, nossas indignações. São poesias que encherão de beleza, amor, paz e graciosidade os corações dos leitores.

Fruto de um trabalho árduo e coletivo, esse livro vem juntar-se a outros tantos que são produzidos de forma corajosa, por pessoas como o Sr. Elenilson que mesmo sem recursos financeiros e sem nenhum apoio de qualquer programa paternalista governamental, segue estendendo a mão a literatura e tentando a todo custo erguê-la, com o objetivo primordial de produzir cultura, porque entende que é com educação que se faz a verdadeira revolução capaz de combater o imperialismo dos grandes que não consegue ver nada mais além do que a sua empáfia, em detrimento de um povo carente e que necessita não se deter no mundo dos grandes, mas sim, descobrir novos horizontes literários e fugir da imposição covarde das editoras e da mídia de modo geral.

O nosso livro pode ser comprado diretamente com a editora (clique aqui) – coisa muito difícil de achar nas listas dos livros mais vendidos de hoje em dia, mas pra quem ama a poesia pura, talvez seja um preço bem pago. Oxalá, seja esse livro consiga superar as nossas expectativas de venda e seja mais um, de uma série infindável, para que em nossas gavetas permaneçam apenas as traças (vírus nos HDs) e a poesia possa se massificar e contaminar a todos, assim, o processo de revolução pela educação terá percorrido um caminho sem volta e nossa nação haverá se transformado numa grande nação de fato.Antes de terminar, gostaria de parabenizar a todos os poetas que passaram por essa rigorosa seletiva, são talentos e merecem essa mão. Oro para que apareçam no nosso querido Brasil, pessoas como o Sr. Elenilson e torço para que ele continue com esse firme propósito de elevar a literatura ao patamar que merece, e tendo sempre essa visão de mecenas.

Leia também o Blog do Varley: “Eu fumei e bebi mais que Bukowsky, nas infinitas madrugadas de solidão. Querendo criar coragem para dizer aquelas palavras difíceis. Hoje, cheio de vícios, só o travesseiro me ouve as confissões. E aquele poema de amor está enterrado numa gaveta qualquer”.

“Não estamos apagando incêndios, estamos compondo, somos maestros de nossa própria sinfonia de loucuras, e este livro tem as nossas explosões estrelares, silenciosas e violentas.”

Por Johnny Tiago

Graças à labuta e a coragem de Elenilson Nascimento, apresento a vocês o livro Poemas de Mil Compassos, fruto de um esforço coletivo de 51 poetas, entre eles, eu. Produzir cultura nesse nosso país se tornou uma guerra contra todas as adversidades, pois na era da banalização da literatura, da arte e da poesia, ser um escritor/poeta que escreve de verdade vem se tornando cada vez mais difícil, num país onde a cultura é a última prioridade, onde não há políticas públicas para incentivar a produção literária, publicar um livro se torna uma via crucis para novos escritores e novos poetas. Por isso, esse livro significa muito para nós que nadamos contra correnteza.

Não estamos apagando incêndios, estamos compondo, somos maestros de nossa própria sinfonia de loucuras, e este livro tem as nossas explosões estrelares, silenciosas e violentas. Não estamos comungados com a cultura de massa, somos os esquizóides, por que não estamos contentes com a mercadologia dos sentimentos, da inspiração, da frustração, da tristeza, da alegria e do amor.

Nós somos incendiários, e é preciso que alguém o seja, pois é preciso mais do que nunca implodir o status quo e toda essa glória que circunda os ambientes do Olímpio da grande estirpe literária. Falamos com a audácia de quem não tem a pompa, mas de quem tem a benção da Arte e não a vende por fama, popularidade ou dinheiro, falamos com a segurança de quem sabe quem não se encontra em posição de servidão ao sistema, porque as palavras que lá estão são nossas, e não foi escrita para agradar ninguém, apenas para satisfazer a motivadora de tudo isso, a força que impulsiona cada verso, a verdadeira musa, a própria e verdadeira Poesia.O nosso livro pode ser comprado diretamente com a editora (clique aqui).

Houve um grande esforço da gente para tentar baratear um pouco mais o nosso livro que sairia, a princípio, por R$ 64,90, mas assim mesmo, com os esforços, com os custos de edição, custos administrativos, custos logísticos, impostos e meios de pagamentos, ficou por R$ 45,38, preço salgado para um livro de 315 páginas, papel supremo 250g/m², 4x0, laminação fosca, brochura sem orelhas, mesmo com conteúdo, coisa difícil de achar nas listas dos livros mais vendidos de hoje em dia, mas pra quem ama a poesia pura, talvez seria um preço bem pago.

Não falo só por mim, mas pelos poetas que conheci na produção. Espero que divulguem, leiam e apreciem nossas confissões, distâncias, ausências, desesperos, fracassos, vitórias e alegrias - nossas poesias. Parabéns a todos os 51 vencedores desse projeto, e as famílias e amigos que nos deram apoio - principalmente aos meus.
Leia também as Letras dos Olhos: “Entre os olhos e as estrelas existem milhões de distâncias e distâncias, entre estes, existem centenas de milhares de nuvens, entre as nuvens há milhares de pensamentos, entre os pensamentos contamos centenas de sonhos, entre os sonhos, algumas palavras com as quais eu fiz esta
Definir ou conceituar "poesia" é uma tarefa herculana que pode ser tentada de incontáveis formas e perspectivas. Para todos que já tiveram a experiência viva de ler e escrever poesia, não é difícil compreender muitas das definições existentes (*por mais diferentes que elas sejam) e, apesar de todas essas diferenças, "encaixar" as múltiplas visões e torná-las até complementares entre si.
Porém, existem, é claro, alguns genuínos conflitos sobre a natureza e o propósito da poesia, mas esses, em minha humilde opinião, podem ser atribuídos mais a correntes, escolas, épocas e modismos, que a diferenças entre as diversas perspectivas pelas quais se pode tentar uma compreensão abrangente do tema.
Por isso, de forma independente, surge neste ano tenebroso de 2009, mais um livro viceral cheio de diálogos para as nossas interrogações, cheios de gemidos pertinentes de criação tirados de dentro das nossas gavetas (*ou melhor, dos nossos HD’s).
E, hoje, mais do que nunca, temos que acreditar que a ARTE está vulnerável porque se faz inativa por estar sedentária em prateleiras que ainda exalam cheiro de revistas que alastram apenas fofocas. Então, segue abaixo os 51 (*uma boa ideia!) poetas selecionados para o livro “Poemas de Mil Compassos” da Coleção Literatura Clandestina/2009.
Airton Soares – ANTES DE CAIR NA FOLIA
Alfredo de Morais – FAZER-TE UM FILHO
Andréa C Migliacci – PASSADO
Andréia de Oliveira – VOOS DA ALMA
Antonio Naud Júnior – ÁRVORE DE MIM
Artur Gomes – ALGUMA POESIA
Bruno Oliveira – FRAÇÃO DE SEGUNDOS
Brunno Andrade – DE ONDE VEM A POESIA?
Cássio Marcos Amaral – LUA INSANA SOL DEMENTE
Cezar Sturba - A ZOMBARIA DO CURINGA
Clarice Cristina Dumke – SINTO FALTA
Cláudio Domingos Borges – SONHO QUE SONHEI
Cláudio Manoel Gonçalo – KASPER HAUSER
Corisco – VIDA BELA
Cristiane d´Eça Moreira – INFORMATICONTO
Daniel Matos – SE HÁ PAZ, SEI QUE O FAZ
Daniel Terra – MACACOS UIVANTES
Di Freitas – REVOLTA DO POETA
Elenilson Nascimento – BALADAS & SUSPIROS NO CARCÉRE DE INSIGHTS
Eliane Silvestre – ENTRE A VIDA E A MORTE
Érika Machado – PERNA
Ewerton Lages – FASES MORTAS
Ewerton Thiago Costa – ENQUANTO VOCÊ DORMIA
Fernando Diamantino – CHEIRO
Gaspar Silva – INQUIETAÇÃO
Gil Veiga – SEM TÍTULO
Ib Souza – ARROGÂNCIA
IkaRo MaxX – ABANDONEI O PARAÍSO
Ilda Oliveira – MEU AMOR
Inês Pereira – EFEITO COLATERAL
João Carlos Freitas – TOMANDO CEREAL COM GOSTO DE ALFORRIA
Johnny Tiago – PARA SE CANTAR NUMA JAULA
Leandra Lil – GATAMIA
Luiz Guimarães – ALMA VAZIA
Kleber Gutierrez - SEM TÍTULO
Márcio Domenes - A CONJURAÇÃO DOS QUATRO
Márcio Mello – COMENDO PEDRA
Marco Valença – AS CICATRIZES DAS COISAS
Marcos Baô – O DIA DE HOJE
Marcus Baby – EU BABY
Maurício Zerk – URGÊNCIA
Nelson Magrini – INDECISA SIMETRIA
Paola Benevides - O PERFUME
Renáli de Carvalho – LÁGRIMAS
Ricardo Vieira – MEU DELEITE DERRAMADO
Sandra Fuentes – A DOR DO POETA
Sueli Aduan – MELANCOLIA
Tonho Matéria – RAÍZES URBANAS
Uarlen Becker – MENINA DAS LUZES
(OU O POEMA DO FIM)
Varley Farias Rodrigues – AMA-ME
Waldick Garrett – O BONDE ESTAQUEADO


Nação Goytacá Elege Diretoria

Em Assembléia realizada na tarde do último sábado dia 22 de agosto de 2009, na Rua das Palmeiras 13, em Campos dos Goytacazes, a Associação de Arte e Cultura Esporte e Lazer, n Nação Goytacá, elegeu a sua primeira Diretoria para um mandado de 2 anos de acordo com o seu Estatuto.
Terminada a Assembléia a Diretoria foi empossada e o Caldeirão Cultural rolou pela
madrugada a dentro na Taberna D Tutty, com as Bandas Eixo Nacional Skate Rock e Evolução da Espécie com intervenções poéticas dos poetas Artur Gomes e Adriano Moura

Diretoria Eleita

A primeira Diretoria da Nação Goytacá está assim constituída:
Presidente - Artur Gomes
Vice Presidente – Romualdo Braga
Secretária – Aucilene Freitas
Segunda Secretária – Adriana Medeiros
Tesoureira – Indrid de Mello Monteiro

Conselho Fiscal
Titulares:
Wellington Cordeiro
Alexandro Florentino
Maurício D Tutty

Suplentes:
Luiz de Souza Ribeiro Filho
Márcio de Aquino
Álvaro de Siqueira Manhães

Além da Diretoria Executiva, dentro das atribuições que o Estatuto da ONG Nação Goytacá confere ao seu Presidente, Artur Gomes, nomeou outros sócios fundadores, nas seguintes funções:

Diretor de Patrimônio - Harlem Pinheiro
Diretor Cultural – Adriano Moura
Diretor de Arte – Wellington Cordeiro
Diretor de Esporte – Water da Silva Klein
Diretor de Comunicação – Vítor Menezes
Diretora de Educação e Pesquisa – Vera Vasconcellos
Diretoras de Ações Sociais – Loana Rios e Mariângela Dias
Diretor Jurídico – Fernando M. Silva
*CURSO PROFISSIONALIZANTE DE ATOR COM ESTÁGIO GARANTIDO.

*Formação responsável de qualidade focando no desenvolvimento do ator artista.maiores informações no site.: www.ciadeteatrocontemporaneo.com.br ou nos telefones :( 21)- 25375204 ou( 21) 31832391

*OFICINAS *“Por algumas horas é possível ir muito longe, podem acontecer experiências sociais que são muito mais radicais do que qualquer uma que um chefe de estado possa propor”-Peter Brook

1. CURSO DE RECICLAGEM PARA ATORES *– o que você anda fazendo na sua carreira ? Quintas - das 14 às 17 horas

2. OFICINA DE CANTO E VOZ * MÓDULO 1 MUSICAIS BRASILEIROS -MÚSICAS DE CHICO BUARQUE-*INÍCIO DIA 2 DE SETEMBRO* INSCRIÇÕES ABERTAS*Quartas das 16hs às 17:30 hs prof. Paula Santoro - www.paulasantoro.com.br
Duração 3 meses
Nesta oficina, os atores/cantores irão interpretar as canções de musicais brasileiros como Gota d'Água, Ópera do Malandro, Roda Viva, Calabar, entre outros, além de aprender a correta colocação da voz através de exercícios de aquecimento vocal.No final do semestre haverá uma apresentação do repertório no teatro da Cia de Teatro Contemporâneo. Maiores Informações :* www.ciadeteatrocontemporaneo.com.br *ou nos telefones :* (21) 25375204 ou (21) 25305264 ou (21)31832391

*3. OFICINA DE DRAMATURGIA –* PROF. Regiana Antonini Descubra seu estilo.
*Segundas das 15:30 às 17:00 horas

*6. OFICINA DE DRAMATURGIA *– PROF. Ivan Fernandes- Terças das 20:00 às 22:00 horas
CURSOS REGULARES – LIVRES – INSCRIÇÕES ABERTAS

“Se reinvente, faça teatro”

* TEATRO PARA ADULTOS – INICIANTES* TEATRO PARA NÃO ATORES* TÉCNICAS DE IMPROVISAÇÃO ( TEATRO ESPORTE- MATCH DE IMPRO ETC...)* TEATRO EM INGLÊS* TEATRO EM FRACÊS* TEATRO PARA ADOLESCENTES ( novas turmas, novos horários nesse semestre – início dia 2 de setembro)* TEATRO PARA CRIANÇAS ( A PARTIR DE 4 ANOS )maiores informações no site.: www.ciadeteatrocontemporaneo.com.br ou nos telefones :( 21)- 25375204 ( 2131832391

Qualquer dúvida ou maiores informações pode me retornar , ok.emails.: cia@ciadeteatrocontemporaneo.com.br ou cenaecia@gmail.comOu entrar no site.: www.ciadeteatrocontemporaneo.com.br

Abs
Aline Bourseau*
Sede da Cia de Teatro Contemporâneo
Rua Conde de Irajá 253 - Botafogo
tels.: 21 25375204 ou 31832391 ou 87861294*
*CAI O PANO
visite o site: www.ciadeteatrocontemporaneo.com.br


Movimento Marina Silva Presidente

Você é convidado e convidada para conhecer o Movimento Marina Silva Presidente. Se está recebendo este convite é porque algum amigo ou amiga seu lhe indicou. O Movimento está crescendo rapidamente e com muita qualidade, é provável que você receba este convite mais de uma vez. O Movimento Marina Silva Presidente é uma campanha apartidária e não-institucionalpara que Marina Silva seja Presidente do Brasil. Identificamos em Marina uma forte liderança política e ambientalista com capacidade para assumir a Presidência da República. Eu, junto com mais de seis mil e cem pessoas, estou apostando na candidatura dessa mulher, brasileira e planetária, com potencial político e pedagógico para expressar a emergente - e emergencial - transição para a Democracia com Sustentabilidade.

Marina tem força para concretizar as mudanças e transformações fundamentais que poucas lideranças políticas, hoje, teriam a capacidade de acessar para tornar realidade. É um exemplo para inspirar e educar a sociedade brasileira a seguir novos caminhos políticos diferentes das atualmente oferecidas pelas lideranças políticas estabelecidas. Nós, cidadãos e cidadãs, precisamos assumir responsabilidades individuais e coletivas para com o conjunto da sociedade em nossa convivência com os outros seres da Natureza. Nossas escolhas afetam a todas e a cada pessoa, o local e o global. Temos uma chance agora, que está em nossas mãos, com ajuda da internet. A eleição de Barack Obama já nos mostrou a força das redes sociais na política.

A sua opinião e atuação pode mudar SIM o Brasil e o Mundo. LEMBRETE: esta é uma iniciativa de cidadania ambiental e ética, formada por sujeitos históricos e ecológicos e não possui vínculo com a própria Marina Silva. Vamos juntos sensibilizar o Brasil e a própria Marina Silva a aceitar e assumir a força desta liderança. Seja co-responsável pelo Desenvolvimento com Sustentabilidade e Democracia.
Acesse o site http://www.marinasilvapresidente.org/ conheça e inscreva-se. Abraços, esperança e ação.

MOVIMENTO MARINA SILVA PRESIDENTE