quarta-feira, 15 de julho de 2009

Pedro Toestes e seu Termo de Apreensão




Repressão na FLIP




Rodrigo Ciriaco, fala em seu blog http://efeito-colateral.blogspot.com/ sobre a repressão que rolou em Parati, por ocasião da última edição da Feira Internacional Literária, a mais badalada desse país de bostas. Onde ser poeta é crime dá cadeia, enquanto os bandidos de colarinho branco deitam e rolam no Planalto Central e em outras Planícies mais próximas.

Recado do Rodrigo: Pedro teve 16 livros seus apreendidos durante a Flip. Poemas, do livro "Descaminhar". Publico aqui um poema dele que está nesse seu livro e que tem tudo a ver com o momento que passamos por lá. Obra-prima, na minha opinião. Leia aí:

PANFLETO Pedro Tostes

alguém precisa avisar pra todo mundo que existe uma ditadura que todos pensam igual e ai de quem pensar diferente que nos são ofertados muitos modelos e nenhuma oportunidade de não comprá-los que precisamos ser obtusos e previsíveis, rezar a cartilha de "como sobreviver na selva" mesmo que isso nos incomode que não podemos mais ser loucos e inconsequentes porque isso pega mal pra gente que é preciso uma enorme dedicação em vão que sonhar não custa nada mas viver cada vez é mais caro que não podemos ir pras ruas pois elas estão perigosas que é mais fácil calar e ver tv que protestos mimeografados não são mais lidos que o poeta incomada que não podemos ser poetas
alguém precisa avisar


Neste ano que a festa homenageou o grande escritor e poeta pernambucano Manuel Bandeira, eles deveriam ter observado melhor as suas palavras, principalmente a do seu poema Poética, em que ele diz: “Estou cansado do lirismo bem comedido / Do lirismo bem comportado / Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente protocolo e manifestações de apreço ao sr. Diretor (...)” Nós também. E avisamos: não importa que não sejamos bem-vindos. Por enquanto, a festa está em uma cidade. Patrimônio histórico da humanidade. Ela é pública e aberta. E se é de todos, tem que ser também da rua. Tem que ter a nossa cara. Nossas frases, nossos poemas. Nossa arte: digna, única e legítima. E gostem ou não, nós literalmente continuaremos a “invadir sua praia”. Não só com a vitrolinha, mas com a maletinha. Cheia de livros.


Rodrigo Ciríaco é historiador, integrante da Cooperifa e autor do livro de contos “Te Pego Lá Fora” – Edições Toró. Contato: rodrigociriaco@yahoo.com.br


"As galinhas de Frô Alegre" no
Teatro de Bolso - mudança de horário

Depois do sucesso de público e crítica, a peça "As Galinhas de Frô Alegre" estará no Teatro de Bolso Procópio Ferreira em Campos dos Goytacazes nos dias 18 e 19 de Julho. A peça conta a história de Jacinto Pinto, Marta, Ritinha que sonham com o estrelato no cinema, Dona Odete avó de Ritinha que não pode nem ouvir sua neta dizer que quer ser atriz de Hollywood e o misterioso Luiz Cláudio que todos acreditam que é diretor de cinema. Em meio a fofocas e sumisos das galinhas Belezura e Princesa. "Na primeira temporada, tivemos que recusar pessoas pois o Cine Teatro não comportava mais ninguém" recorda a autora da peça Ana Carolina. É a primeira vez que a montagem se apresentará em Campos e a equipe garante boas risadas. Além disso o elenco prepara um surpresa: um novo final. "Temos o orgulho de dizer que essa peça é toda nossa, fizemos tudo: cenário, figurino as músicas foram escritas por Saullo assim como a direção também é dele, o texto foi escrito por Ana Carolina e todos nós atuamos com muita dedicação, foi mais de um ano de ensaio." diz Jéssica Neves atriz da peça.


"As galinhas de Frô Alegre

"Texto: Ana Carolina Berto
Direção: Saullo Oliveira
Elenco: Jéssica Neves, Saullo Oliveira, Silvano Motta, Ana Carolina Berto e Renê Belmiro
Ingressos:R$10,00 (inteira)R$5,00 (meia entrada)
Horário:18/07 - 19:0019/07 - 17:00 e 19:00
Venda de Ingressos:- Bilheteria do Teatro- Produção / Elenco do espetáculo
Matéria e Design: Ana Carolina
Foto: Luan Abreu

outras informações e mais fotos, acesse:
http://asgalinhasdefroalegre.blogspot.com/

Desabafo de Adriana Medeiros A Preta

Aproveito para pegar carona nessa aberração que infelizmente acontece de alguma forma em Campinas e de outra em Campos.

Na semana passada apresentamos no Teatro Municipal Trianon, sem nenhum custo da Prefeitura que não reconhece a importância desse espetáculo, a peça "O Auto do Ururau". Não temos aqui na cidade alguem designado para fazer a divulgação ficando essa tarefa a cargo dos atores que vão à jornais, canais de TV e rádios da cidade sendo, na maioria das vezes, muito bem recebidos... Mas na terra onde a "mulecagem" corre solta e a corja da infantilidade permitida se julga detentora de todo o poder, fomos em um programa de rádio e pasmem...Fomos "barrados", o pior é que a alegação era exatamente a mais torpe delas... Segundo um outro apresentador ou comunicador ou sei lá, a nada "linda" pessoa mandou o seguinte recado ao ator que lá se encontrava para uma entrevista agendada... " Aqui ele não entra pois fez campanha para a oposição ". - Viu nêgo? Não pode dar beijo no coração (rsrsrsr). Mas este é um município bom, me pedem que repita enquanto me vigiam a palavra e também a escrita. A censura é algo tão demodê que me entristece vê-la nua pela cidade. O que é incoerente é que a mesma empresa deu ao espetáculo uma página inteira do seu caderno 2... Não é DEMAIS??? Bem esse é mais um sinal dos tempos e a gente tem que ir por ai contando essas e outras histórias que nivela essa gente como incompetentes em sua profissão, perseguidores do nada que para lugar algum vão e que cultuam a coisa do diminutivo para tornar suas vidinhas um pouquinho mais ajeitadinhas com um patrãozinho ditadorzinho e um salariozinho de mais de cinquentinha pra poder aparecer na minha cidade. Eu prefiro as palavras que não diminuam e tornam as coisas conversa de cumadre, prefiro o arrojo à pulsilanimidade, a verdade à demagogia, a idéia própria à coisa guiada... Quanto ao espetáculo...Foi, aconteceu independente de qualquer pedregulho em nossos caminhos e o limo existente no banheiro do camarim e no final, acredite, contra tudo e todos foi "mara". "

As pessoas que aqui estão
atravancando meu caminho...
Elas passarão (com certeza) Eu passarinho... "
Mário Quintana.

MPF pede que Supremo
acabe com regulamentação
da profissão de músico

fonte: http://www.uol.com.br/


A procuradora-geral da República interina, Deborah Duprat, propôs uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) para acabar com a regulamentação da profissão de músico. Duprat, que ocupa o cargo até a posse do novo procurador-geral, Roberto Gurgel, pretende que o Supremo considere incompatível com a Constituição a Lei 3.857/60, que criou a OMB (Ordem dos Músicos do Brasil) e estabeleceu requisitos para o exercício da atividade.

A argumentação utilizada na ADPF (Arguição de descumprimento de preceito fundamental) 183 é semelhante a que levou ao fim da exigência de diploma para os jornalistas. Depois dessa decisão, o presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, afirmou que outras profissões deveriam ser desregulamentadas.

Leia mais: Supremo acaba com obrigatoriedade de diploma para jornalista Requião vai ao STF contra exigência de diploma para oficial de Justiça Senador apresenta PEC para retomar exigência de diploma para jornalista

Para a procuradora, tanto as restrições profissionais, como a fiscalização da atividade com poder de polícia são incompatíveis com a liberdade de expressão artística e com a liberdade profissional.

“Numa democracia constitucional, não cabe ao Estado policiar a arte, nem existe justificativa legítima que ampare a imposição de quaisquer requisitos para o desempenho da profissão de músico”, afirma Deborah Duprat.

A procuradora ressalta que a manifestação artística é um dos campos mais relevantes da atividade humana, em especial a música, e ataca a exigência de filiação à OMB. “Da mesma maneira, é indiscutível a ofensa à liberdade de expressão consubstanciada na atribuição a orgão estatal do poder de disciplinar, fiscalizar e punir pessoas em razão do exercício de sua atividade artística”, observa.

Ela acrescenta ainda que a profissão de músico não pode ser regulamentada, pois não está entre as quais a Constituição Federal autorizou o legislador a estabelecer pré-qualificações —outro argumento que sustentou a queda do diploma para jornalistas.

“Se um profissional for um mau músico, nenhum dano significativo causará à sociedade. Na pior das hipóteses, as pessoas que o ouvirem passarão alguns momentos desagradáveis. Além do que, em matéria de arte, o que é péssimo para alguns pode ser excelente para outros, não cabendo ao Estado imiscuir-se neste seara, convertendo-se no árbitro autoritário dos gostos do público”, adverte.

A procuradora-geral afirma também que a escolha e o exercício da profissão representam uma garantia contra a intromissão indevida dos poderes públicos num campo reservado à autonomia existencial do indivíduo. No entanto, ressalvou que esse direito não é absoluto, já que algumas profissões lidam com questões sensíveis da coletividade e demandam conhecimentos técnicos —o que não é o caso dos músicos. Os dispositivos questionados pela ADPF são os artigos 1º (parcial); 16; 17, caput (parcial) e parágrafos 2º e 3º; 18; 19; 28; 29; 30; 31; 32; 33; 34; 35; 36; 37; 38; 39; 40; 49, caput; 50; 54, alínea b (parcial); e 55 (parcial) da Lei n° 3857/60. A procuradora-geral pede a suspensão desses dispositivos, até o julgamento final da ação, porque “essa normas criam inadmissíveis embaraços aos músicos profissionais- sobretudo para os mais pobres, sem formação musical formal, e que muitas vezes não dispõem dos recursos para pagar sua anuidade – dificultando o exercício a sua profissão e cerceando o seu direito à livre expressão artística. E privam toda a sociedade do acesso à obra destes artistas”.

Com informações da PGR.

Literatura Clandestina

“Na antiguidade as catapultas eram usadas para lançar pedras ou dardos de grande tamanho contra tropas e/ou fortificações inimigas. Hoje, mesmo com uma enorme torcida do contra, o ex-professor de literatura e escritor baiano Elenilson Nascimento usa a sua catapulta para espalhar flechas contra essa maré de alienação que aí impera – tirando poeira das suas valiosas estantes e gritando contra a massificação. Mas, será que só isso adianta? Que espécie de parto a literatura operou na história? Que forma do humano ela deu à luz ao fazê-lo desfrutar do desejo do saber? Até hoje ainda não sabemos sobre nada disso, principalmente quando temos que “esmolar” a Lei Rouanet para tentar publicar e agora, com a total falta de incentivo ainda temos que competir com igrejas evangélicas, mas continuamos com a certeza que ARTE é um dispositivo revelador para entendermos o nosso presente, pois pensar cansa, mas é muito bom! Leia muitos livros e também o nosso portal, pois precisamos refletir sobre a literatura não como mercadoria, mas como obra do espírito.”

http://literaturaclandestina.blogspot.com/
Diário Oficial publica anulação
de atos secretos; advogado-geral
diz que medida tem "plena eficácia"
Filho de Sarney é indiciado
O empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, foi indiciado pela PF sob a acusação de falsificar documentos para favorecer empresas em contratos com estatais, entre outros crimes.

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