sábado, 18 de julho de 2009

Lady Gumes Apresenta:
Federico Baudelaire

em Um Lance de Dedos

com quantos silêncios se faz uma palavra oculta mesmo assim as claras foram comidas pelo mar nessas nossas doidas aventuras a baia esplendia com seus morros e enseadas seriam talvez quatro horas da manhã quem foi aos infernos sem estar iniciado e purificado será precipitado na lama meus olhos faziam linha reta com a boca de fogo que atirava salve-me rainha fui atrás e encontrei-a deitada com a saia completamente erguida tinha tirado a calça branca de algodão e a tendência de incorporar a infância mais no corpo social que no grupo familiar o tangenciamento desse nó górdio em que campos alertava para relações dos dois manifestos que alertavam para as transformações do mundo salve-me rainha porque nestas questões da mulher e do amor a vitória não consiste somente na posse da verdade inquietante que ela com tanto brilho anunciara exigem uma análoga revolução na estruturação da linguagem contra a chibata e a carne podre que se lançava no mar ou então que se passem os olhos sobre a crise messiânica o homem sem profissão o verdadeiro cozinheiro das almas ela estava sentada numa cadeira sempre a mesma situação principalmente nesta peça Ademir assunção e sua máquina peluda escrivocando sarcasticamente ao rei de Portugal sarava meu rei pirei durante dois anos carreguei um inútil luto fechado fazia isso sem a menor cerimônia tensão de palavras coisas no espaço tempo para penetrar o âmago sintético de suas virtualidades ao inserir suas reflexões no contexto mais amplo da dimensão sócio-cultural penetrar por entre as malhas da aparências apesar das diferenças e divergências salve-me rainha aqui ali e acolá em paralelo a tudo isso que se pensa também mas é que ontem quando o trem parou na estação tinha se revelado um hábil condutor de navios tudo isso e maior drama nada seria se o rio grande não fosse o lugar do drama que hora desce sobre mim e sob impacto do ciúme a gente atira em Freud e o enigma reflui retruca com um outro refluxo de ciúme que retorna nas ciladas do incesto e se levanta para amaldiçoar o ovo salve-me rainha em torno da mulher os homens formam duas correntes completamente diversas e opostas sejamos portanto após esses acenos levados de volta ao que nos cabe discernir antes disso porém lembramos ao leitor por falta de um objeto predestinado que deveria ser o próprio ser da sua existência então nos servimos de algumas declarações assim como uma antologia movido talvez por um sentimento de irresponsabilidade lampejos claros sobre uma confusão interminável embaralhando cartas sob a mesa existe realmente uma desordem sem uma única esperança ante a agonia salve-me rainha o ciúme que se tornou minha amante não por fruto de qualquer casualidade passageira ao mesmo tempo que não tem nenhum pudor de lançar mão penetrar fundo no lugar onde ela estava que na primeira oportunidade que tive de estar com ela sozinho em casa procurei-a na cama e calmamente seguiu-se a mestra nas artes de guerra do amor sob o arco da ponte transversal enquanto explicava que o seu órgão genital não tinha forças para escrever mais um romance para mim sempre e sempre a melhor maneira de compreender o ciúme seria penetrar logo de saída em sua organização espacial na própria fisicalidade das massas das palavras às vezes muito raro em raro utilizar outros recursos de escrever a não ser que o ciúme sobre elas devagar foi que me fez segredos da vida que desconhecia profundamente aí vim a conhecer a silhueta esguia deste gesto impronunciável tendo talvez por causa dele de vagar no abismo do país das letras por toda e toda eternidade desnudada e linda de cabelos soltos ela sentou no leito com o olho na fresta e para isso chamava-me a atenção o momento em que a poesia não precisa mais definir-se em anti sintaxe mas despe da armadura formal da sintaxe discursiva o veio tem assim uma complexa história uma espinha dorsal ou plataforma da discussão onde o ciúme entra com sua flecha mais aguda enquanto o feminino na face mais radical dos acontecimentos por falta de um objeto predestinado lambe a linha e grafa assim com frases toda essa vaca espiritual e veste por baixo das saias rodadas instaurando a contradição por causa as vezes de uma barata ou lagartixa nesses decisivos momentos a viada humana satiriza sarcasticamente a noção mais realista e exata levantando a cruz lá do grande lixão de merda ocultando o que já foi há muito descoberto tentando matar o ovo por ciúme salve-me rainha do quanto preciso do feminino para alegria e encanto é claro que desde o futurismo existe a possibilidade do namoro com o biscoito fino que ainda oculto ao lado da massa que olha mas não vê o ciúme quando se acha em seu primeiro estágio ao alcance de todos mesmo ainda quando não podemos compreender encaminha-se para a trema esquerda e firma-se nesse lado do primitivismo ignorando sua origem social se sustenta em doses de sarcasmo como uma doença infantil tão contraditório como o homem que partido é amassado tão exatamente igual na maneira simpática e ambígua efetiva-se como um processo não via de regras no sentido de traduzir o máximo afastamento dos elementos originários do ciúme salve-me rainha da lógica do imaginário condicionado por esse sobressalto na convergência do estado bruto da confecção primitivista onde as horas passam o corpo e seu incômodo sem auroras onde a morte é só tumulto e a vida não é susto e uma réstia de amor por deferência ou a carne do pai por referência não apenas transeuntes posto que o ciúme pasta e verga vesgo visgo onde os curvellos sobressaem Tiradentes e na solidão desse refúgio o verbo gasto casta e custo também conforme o cristo dito foi que se ocultou entre juazeiro e Petrolina por denúncia do sempre estando a pé ia dançando ao som de cada rima e cada cama copiava ao som de sua clava assim tranfez-se em sino e viu que o menino após o livro de estréia se cala quando pedra e inicia o seu destino de incendiário e dançarino quando o som das suas fontes osso e corpo corpo osso cintilantes quando as suas consonâncias exerciam a profissão e na geometria se amparava pois que os ossos da noite doem como vidros na escuridão latejam como seios onde o ciúme na linha que teu ovo escreve aos passos da linguagem na carne do poema impera sensual penteia as crinas quando o sexo explode no veludo do teu peito e só eu sei quando me arde custa na fogueira do ofício os lábios se abrindo para o nascimento perfurando antes de gozar violentamente em teus silêncios são palavras além de mesas postas minutos por minutos em cada flor em cada pedra falar de amor é muito fácil até brincar de morte súbita talvez assim eu me decifre tenso como corda em riste ou prestes a detonar outro ciúme recusou convite e foi jantar em seu palácio empunha faca esteio do contraste no fosso do instante desdenhando o fruto reverte a essencial rosa-dos-ventos muito mais que concreto por si só é uma evidência dessa consciência a começar pela afirmação real e palpável de que o ciúme existe no espaço físico gráfico tal afirmativa é facilmente notada por críticos literários que podem dividir o ciúme em dois tempos um abutre ou deduzir dele o azul em que o ciúme em prosa consagra o automatismo verbal até as entranhas da cor da pele quando assume compromissadamente posturas regionalistas onde paisagens e homens integram o conteúdo de suas aparições a olho nu e às margens do corpo o ciúme conquista prêmios guardando no ventre a palavra inquieta curral Del rei o nome da cidade na boca de quem não fala o baton nos lábios do silêncio em tua cama orgânica no drama das salivas de tua boca orgástica com quando silêncios se faz uma palavra


posto que o ciúme
pasta e verga vesgo visgo
onde os curvellos sobressaem
Tiradentes e na solidão
desse refúgio
o verbo gasto casta e custo
também conforme o cristo
dito foi que se ocultou
entre juazeiro e Petrolina
por denúncia do sempre
estando a pé ia dançando
ao som de cada rima
e cada cama copiava
ao som de sua clava
assim tranfez-se em sino
e viu que o menino
após o livro de estréia se cala
quando pedra
e inicia o seu destino
de incendiário e dançarino


Medo da gripe suína lota hospitais
e postos de saúde do Rio de Janeiro

fonte: http://www.uol.com.br/

A preocupação com a gripe Influenza A (H1N1), conhecida como gripe suína, provocou uma corrida aos hospitais da rede pública, postos de saúde e UPA (Unidade de Pronto Atendimento) no Rio de Janeiro, neste sábado.
Três dias depois da morte de uma mulher com a doença, em uma comunidade carente da cidade do Rio de Janeiro, e a primeira confirmada no Estado, pacientes com sintomas de gripe lotaram as emergências das unidades de saúde em busca de atendimento, mas ficaram frustrados com a longa espera, pois nenhuma unidade de saúde reforçou a equipe médica.

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Com um bebê de três meses dormindo em seu colo, a empregada doméstica Michele de Oliveira, de 27 anos, moradora de São Cristóvão, na zona norte da cidade, chegou à UPA da Penha, que fica ao lado do Hospital Estadual Getúlio Vargas, também na zona norte, por volta das 8h deste sábado, e se juntou às dezenas de pessoas que, desde o início da manhã, aguardavam por atendimento, com crianças com sintomas de gripe.

Duas horas depois, Michele continuava sentada em um banco e sem perspectiva de ser atendida, diante da informação de um vigilante que só havia um pediatra atendendo. "Meu filho está com gripe, com catarro, tossindo muito e com febre alta. Já procurei atendimento em três hospitais, mas não consegui número para ser atendida. Agora me restou a UPA da Penha, mas parece que aqui também não tem médicos para atender a gente", disse Michele.

Na emergência do Hospital Souza Aguiar, no centro do Rio, a procura por atendimento também foi grande durante toda a manhã de hoje. A maioria dos pacientes tinha sintomas de gripe. Desesperado com o filho de 15 anos reclamando de dor de garganta e febre, o vendedor ambulante Ednaldo da Silva, de 48 anos, morador de Bonsucesso, disse que já aguardava atendimento por quase três horas e que não tinha esperanças, pois uma mulher que se identificou como chefe da enfermagem havia lhe dito que não tinha clínico geral na unidade. "Eu quero uma solução. Estou desde cedo aqui com meu filho doente. Já passei por outros hospitais e a situação é a mesma", reclamou.

As emergências também estavam lotadas nos hospitais estaduais Rocha Farias, em Campo Grande, e Albert Schweitzer, em Realengo, e no posto de saúde em Sulacap, todos na zona oeste da cidade, e no Hospital Miguel Couto, no Leblon, zona sul do Rio.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde do Estado informou que o número de pessoas com sintomas de gripe aumentou bastante nos hospitais da rede ontem (17) e hoje o reforço na equipe médica seria feito caso houvesse necessidade. A assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde do município não se manifestou. O Estado do Rio de Janeiro tem 129 casos confirmados da gripe suína. O Brasil teve 11 mortes provocadas pela doença.

OMS
Ontem (17), a OMS (Organização Mundial de Saúde) desistiu de contar os casos individuais de gripe suína e não irá mais emitir boletins globais sobre o número de doentes. Segundo a organização, manter a conta de infectados é muito dispendioso, pois o vírus se espalha rapidamente. "Nas pandemias anteriores, os vírus gripais precisaram de mais de seis meses para se propagar tanto como aconteceu com o novo vírus A [H1N1] em menos de seis semanas", afirmou em um comunicado, a organização com sede em Genebra.
Ela também acrescentou que a contagem dos casos individuais já não é essencial (nos países mais afetados) para seguir o nível ou a natureza do risco causado pelo vírus ou para dar indicações sobre a melhor resposta para a doença.

"Em alguns países, a análise sistemática dos casos suspeitos mobiliza a maior parte das capacidades dos laboratórios, o que deixa pouca margem para o acompanhamento e as pesquisas de fatos excepcionais", destacou a OMS para justificar sua decisão de não proporcionar mais estatísticas mundiais. A organização pediu aos países afetados que sigam "de perto os fatos incomuns", como, por exemplo, as infecções graves ou mortais em grupos de população, os sintomas pouco frequentes que possam apontar mutação do vírus. A OMS se limitará a partir de agora a informar sobre os novos países afetados.

"A OMS continuará pedindo a esses países que comuniquem os primeiros casos confirmados e, à medida do possível, deem a cada semana cifras e descrições epidemiológicas dos novos casos", segundo a nota publicada. De acordo com a OMS, já foram reportados 95 mil casos da gripe suína no mundo, incluindo 429 mortes. No entanto, estes dados são ultrapassados pela velocidade do vírus.

Sintomas
A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal. Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório.

Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).

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