quarta-feira, 29 de julho de 2009

Manifesto pelo Galego

A nossa língua na Galiza está a passar por sérias dificuldades, já nem sabemos se vamos poder resistir os embates dos etnocidas centralistas espanhois... Mas sempre devemos tentar, né? Quem sabe um dia a verdade vence...Venho pedir que se podes assines o nosso manifesto, pode colocar lá o seu e-mail, http://www.peticao.com.pt/hegemonia-social-do-galego fica guardado e só vemos os que gerimos a página...Joga no google: 'hegemonia galego' e podes assinar... Eternamente agradecida :) eu e a Galiza
Beijos, saúde e língua !!


Concha Rousia

Homenagem a Lindolfo Bell

No próximo sábado, dia 1 de agosto, às 14h30, no Lugar Pantemporâneo, novo espaço cultural da cidade, criado pelo escultor e advogado Valdir Rocha, haverá um encontro com o poeta e ensaísta Paes Loureiro. O tema a ser abordado é muito interessante: Os Processos Atuais da Produção Poética. E Paes Loureiro é um craque nesse assunto.Não perca.No sábado seguinte, dia 8 de agosto, também às 14h30, e no mesmo Lugar Pantemporâneo, é a vez do lançamento do livro do poeta catarinense Lindolf Bell, que tornou-se celebridade nos anos 60 com a sua Catequese Poética. A organização e seleção de poemas foi do poeta e jurista Péricles Prade que, na ocasião, fará um depoimento sobre o amigo. Outro poeta, Rubens Jardim,integrante também da Catequese Poética, prestará homenagem falando das Lembranças de Lindolf Bell.
Vale conferir.

Rubens Jardim

Baseado em Quê?

baseado em quê? foi escrito na intenção de levantar mais uma voz (não são poucas) contra a atual política relativa às drogas, tendo em vista que sempre que o assunto vem à tona, só são chamados para discutir os que são contra a legalização. No entanto, se todos sabemos que política empregada até agora tem se mostrado ineficaz e o consumo de drogas tem aumentado, não seria hora de pelo menos experimentar outro modelo de atuação?

Baseados em quê podemos formar opiniões, se são tão poucos os argumentos e o espaço dedicados a quem defende a legalização? No entanto, já se sabe, é a diversidade de opiniões que nos ajuda a tomar posições que se aproximem mais do que intimamente já pensamos e queremos. E não há dúvida de que o repressão e violência contra os mais pobres não extinguirá o uso das drogas.

baseado em quê? foi lançado em maio, na Marcha da Maconha. Está à venda na loja La Cucaracha, em Ipanema e através de depósito no Banco Real, Ag. 0906, Conta corrente 0009207, no valor de 15,00. A partir do depósito, é só avisar por email e receber pelo correio.
Aproveitando o assunto, vai aqui meu irrestrito apoio ao Ministro Carlos Minc, o único dos políticos que tomou posição (coragem é produto raríssimo no mercado) por ocasião da Marcha.

Helena Ortiz
http://integradaemarginal.blogspot.com/

A EXCOMUNHÃO DA VÍTIMA

Miguezim de Princesa*
Peço à musa do improviso
Que me dê inspiração,
Ciência e sabedoria,
Inteligência e razão,
Peço que Deus que me proteja
Para falar de uma igreja
Que comete aberração.

Pelas fogueiras que arderam
No tempo da Inquisição,
Pelas mulheres queimadas
Sem apelo ou compaixão,
Pensava que o Vaticano
Tinha mudado de plano,
Abolido a excomunhão.

Mas o bispo Dom José,
Um homem conservador,
Tratou com impiedade
A vítima de um estuprador,
Massacrada e abusada,
Sofrida e violentada,
Sem futuro e sem amor.

Depois que houve o estupro,
A menina engravidou.
Ela só tem nove anos,
A Justiça autorizou
Que a criança abortasse
Antes que a vida brotasse
Um fruto do desamor.

O aborto, já previsto
Na nossa legislação,
Teve o apoio declarado
Do ministro Temporão,
Que é médico bom e zeloso,
E mostrou ser corajoso
Ao enfrentar a questão.

Além de excomungar
O ministro Temporão,
Dom José excomungou
Da menina, sem razão,
A mãe, a vó e a tia
E se brincar puniria
Até a quarta geração.

É esquisito que a igreja,
Que tanto prega o perdão,
Resolva excomungar médicos
Que cumpriram sua missão
E num beco sem saída
Livraram uma pobre vida
Do fel da desilusão.

Mas o mundo está virado
E cheio de desatinos:
Missa virou presepada,
Tem dança até do pepino,
Padre que usa bermuda,
Deixando mulher buchuda
E bolindo com os meninos.

Milhões morrendo de Aids:
É grande a devastação,
Mas a igreja acha bom
Furunfar sem proteção
E o padre prega na missa
Que camisinha na linguiça
É uma coisa do Cão.

E esta quem me contou
Foi Lima do Camarão:
Dom José excomungou
A equipe de plantão,
A família da menina
E o ministro Temporão,
Mas para o estuprador,
Que por certo perdoou,
O arcebispo reservou
A vaga de sacristão.

*Miguel Lucena, 42, Poeta, cordelista,
jornalista, bacharel em direito e delegado de polícia

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