quinta-feira, 16 de julho de 2009



Estão abertas as inscrições do Femup

Interessados em participar do Festival de Música e Poesia de Paranavaí e, também, do Concurso Literário de Contos, a serem realizados nos dias 12, 13 e 14 de novembro de 2009, podem se inscrever até o dia 29 de agosto para pleitear prêmios de R$ 1 mil a R$ 2 mil reais nas categorias música, conto, poesia e declamação.

Realizado em Paranavaí há 43 anos, o Femup, um dos festivais culturais mais tradicionais do Paraná, é uma iniciativa da Fundação Cultural com o apoio daSecretaria de Estado da Cultura. O objetivo do evento é intensificar o intercâmbio artístico entre todas as regiões do Brasil, além de descobrir e valorizar novos talentos. “Para participar, o interessado precisa apenas ser brasileiro, independente de estar no país ou não”, informa o presidente da Fundação Cultural, Paulo Cesar de Oliveira.

Os trabalhos devem ser enviados para a Fundação Cultural de Paranavaí, na Rua Guaporé, 2080 - Caixa Postal 511 - CEP 87705-120.
As inscrições são gratuitas, e o regulamento está disponível aqui.

fonte: http://www.novacultura.com.br/

Prezados Arthur e Helios, estou pronto para o combate em defesa da sociedade organizada pela paixão. A paixão pela verdade de Giordano Bruno, de Rosa de Luxemburgo pela revolução, de Maiakóviski pela poesia, de Van Goh pela pintura, de Hélio Leites pela contação de história e de todos os artistas por uma arte que seja no mínimo um instrumento entre outros para a construção da liberdade. Abraços fraternos, Sady Bianchin.

Caro Amigo Artur
Sempre que recevo o mensagens de você veio sua imagen na minha cabeça

Tarde:

Te asomas y gritas a mil vientos
apenas tu rostro es noche
tu leve ronquido
tras el pórtico
se oye languideciendo
un hombre de sal quieres ser
cierro mis ojos al mundo y
sois eremita en mis pasos cedidos
que a exactitud de mujer en cintos
preñado de olores es viento de mi barro en tarima
que siente devorar un siglo en artesas
mientras susurras a oídos que sois:
eclipse lunar
nube herida
fuego de mi vientre que hierve
para el que no hayasbesto que soporte.

Allí…Barro y Sal
sucumben a sus delirios
de pétalos, antorchas y saetas
silbando a miembro y cáliz
zurcidos por el tiempo que es eternidad en tu fiereza
que a graznidos perfila el mar en mis pies
para legarme toda mi esencia de mujer en barro y saly
que me azote la luz en ciernes
para hacerme círculo y fuego.

© Gloria Dávila Espinoza
Poemas del Libro inédito
“Fuego del Cadalso
”Perú

Gloria Dávila Espinoza
Poeta, escritora, teatrista y Promotora Cultural
Presidenta de CAPPAZ para Perú, desde Brasi
Directora General de Relaciones
Internacionales de CAPPAZ
Coordinadora de la Unión Hispanoamerica de Escritores
para América UHE
Embajadora Universal de la Paz/
Huánuco Perú/Ginebra Suiza
http://www.espacioblog.com/gloria-davila
Laguardia disse...
Aproveitando a idéia da Passeata Virtual “Fora Sarney”, faço aqui a sugestão de que no dia 7 de Setembro de 2009, façamos outra passeata virtual, nos organizando desde já. Esta passeata, como a Fora Sarney, começaria no seu computador e terminaria em vários pontos: Na presidência da República, No Congresso Nacional, No Supremo Tribunal Federal, na Procuradoria Geral da União, na Assembléia Legislativa de seu estado, no Palácio do Governo do seu estado, na Câmara de Vereadores de sua cidade e na Prefeitura de sua cidade.
A idéia é enviar o maior número possível de emails de protesto contra a situação atual, da falta de ética, de moral, de honestidade de nossos governantes e parlamentares. Denunciaremos o governo federal por agir a margem da lei com a campanha eleitoral antecipada, o que é ilegal, e exigindo, como cidadãos, que fossem tomadas as devidas providências.Os e mails seriam mandados para os seguintes enderêços: Senado Federal: Alô Senado http://www.senado.gov.br/sf/senado/centralderelacionamento/sepop/?page=alo_sugestoes&area=alosenadoCâmara Federal: Fale com o deputado: http://www2.camara.gov.br/canalinteracao/faledeputadoSupremo Tribunal Federal – Central do Cidadão - http://www.stf.jus.br/portal/centralCidadao/enviarDadoPessoal.aspProcuradoria Geral da União - pfdc@pgr.mpf.gov.brPresidência da República – Fale com o Presidente - https://sistema.planalto.gov.br/falepr2/index.php
Gostaria de ter a opinião dos leitores com relação a idéia.

A Carteira
de Machado de Assis
...De repente, Honório olhou para o chão e viu uma carteira.
Abaixar-se, apanhá-la e guardá-la foi obra de alguns instantes. Ninguém o
viu, salvo um homem que estava à porta de uma loja, e que, sem o conhecer, lhe
disse rindo:
— Olhe, se não dá por ela; perdia-a de uma vez.
— É verdade, concordou Honório envergonhado.
Para avaliar a oportunidade desta carteira, é preciso saber que Honório tem
de pagar amanhã uma dívida, quatrocentos e tantos mil-réis, e a carteira trazia o
bojo recheado. A dívida não parece grande para um homem da posição de Honório,
que advoga; mas todas as quantias são grandes ou pequenas, segundo as
circunstâncias, e as dele não podiam ser piores. Gastos de família excessivos, a
princípio por servir a parentes, e depois por agradar à mulher, que vivia aborrecida
da solidão; baile daqui, jantar dali, chapéus, leques, tanta cousa mais, que não havia
remédio senão ir descontando o futuro.
Endividou-se. Começou pelas contas de lojas e armazéns; passou aos
empréstimos, duzentos a um, trezentos a outro, quinhentos a outro, e tudo a crescer,
e os bailes a darem-se, e os jantares a comerem-se, um turbilhão perpétuo, uma
voragem.
—Tu agora vais bem, não? dizia-lhe ultimamente o Gustavo C..., advogado e
familiar da casa.
— Agora vou, mentiu o Honório.
A verdade é que ia mal. Poucas causas, de pequena monta, e constituintes
remissos; por desgraça perdera ultimamente um processo, com que fundara grandes
esperanças. Não só recebeu pouco, mas até parece que ele lhe tirou alguma cousa
à reputação jurídica; em todo caso, andavam mofinas nos jornais.
D. Amélia não sabia nada; ele não contava nada à mulher, bons ou maus
negócios. Não contava nada a ninguém. Fingia-se tão alegre como se nadasse em
um mar de prosperidades. Quando o Gustavo, que ia todas as noites à casa dele,
dizia uma ou duas pilhérias, ele respondia com três e quatro; e depois ia ouvir os
trechos de música alemã, que D. Amélia tocava muito bem ao piano, e que o
Gustavo escutava com indizível prazer, ou jogavam cartas, ou simplesmente
falavam de política.
Um dia, a mulher foi achá-lo dando muitos beijos à filha, criança de quatro
anos, e viu-lhe os olhos molhados; ficou espantada, e perguntou-lhe o que era.
— Nada, nada.
Compreende-se que era o medo do futuro e o horror da miséria.
Mas as esperanças voltavam com facilidade. A idéia de que os dias
melhores tinham de vir dava-lhe conforto para a luta. Estava com, trinta e quatro
anos; era o princípio da carreira: todos os princípios são difíceis. E toca a trabalhar,
a esperar, a gastar, pedir fiado ou: emprestado, para pagar mal, e a más horas.
A dívida urgente de hoje são uns malditos quatrocentos e tantos mil-réis de
carros. Nunca demorou tanto a conta, nem ela cresceu tanto, como agora; e, a rigor,
o credor não lhe punha a faca aos peitos; mas disse-lhe hoje uma palavra azeda,
com um gesto mau, e Honório quer pagar-lhe hoje mesmo. Eram cinco horas da
tarde.
Tinha-se lembrado de ir a um agiota, mas voltou sem ousar pedir nada. Ao
enfiar pela Rua. da Assembléia é que viu a carteira no chão, apanhou-a, meteu no
bolso, e foi andando.
Durante os primeiros minutos, Honório não pensou nada; foi andando,
andando, andando, até o Largo da Carioca. No Largo parou alguns instantes, —
enfiou depois pela Rua da Carioca, mas voltou logo, e entrou na Rua Uruguaiana.
Sem saber como, achou-se daí a pouco no Largo de S. Francisco de Paula; e ainda,
sem saber como, entrou em um Café. Pediu alguma cousa e encostou-se à parede,
olhando para fora. Tinha medo de abrir a carteira; podia não achar nada, apenas
papéis e sem valor para ele. Ao mesmo tempo, e esta era a causa principal das
reflexões, a consciência perguntava-lhe se podia utilizar-se do dinheiro que achasse.
Não lhe perguntava com o ar de quem não sabe, mas antes com uma expressão
irônica e de censura. Podia lançar mão do dinheiro, e ir pagar com ele a dívida?
Eis o ponto. A consciência acabou por lhe dizer que não podia, que devia
levar a carteira à polícia, ou anunciá-la; mas tão depressa acabava de lhe dizer isto,
vinham os apuros da ocasião, e puxavam por ele, e convidavam-no a ir pagar a
cocheira. Chegavam mesmo a dizer-lhe que, se fosse ele que a tivesse perdido,
ninguém iria entregar-lha; insinuação que lhe deu ânimo.
Tudo isso antes de abrir a carteira. Tirou-a do bolso, finalmente, mas com
medo, quase às escondidas; abriu-a, e ficou trêmulo. Tinha dinheiro, muito dinheiro;
não contou, mas viu duas notas de duzentos mil-réis, algumas de cinqüenta e vinte;
calculou uns setecentos mil-réis ou mais; quando menos, seiscentos. Era a dívida
paga; eram menos algumas despesas urgentes. Honório teve tentações de fechar os
olhos, correr à cocheira, pagar, e, depois de paga a dívida, adeus; reconciliar-se-ia
consigo. Fechou a carteira, e com medo de a perder, tornou a guardá-la.
Mas daí a pouco tirou-a outra vez, e abriu-a, com vontade de contar o
dinheiro. Contar para quê? era dele? Afinal venceu-se e contou: eram setecentos e
trinta mil-réis. Honório teve um calafrio.
Ninguém viu, ninguém soube; podia ser um lance da fortuna, a sua boa sorte,
um anjo... Honório teve pena de não crer nos anjos...
Mas por que não havia de crer neles? E voltava ao dinheiro, olhava,
passava-o pelas mãos; depois, resolvia o contrário, não usar do achado, restituí-lo.
Restituí-lo a quem? Tratou de ver se havia na carteira algum sinal.
"Se houver um nome, uma indicação qualquer, não posso utilizar-me do
dinheiro," pensou ele.
Esquadrinhou os bolsos da carteira. Achou cartas, que não abriu,
bilhetinhos dobrados, que não leu, e por fim um cartão de visita; leu o nome; era do
Gustavo. Mas então, a carteira?... Examinou-a por fora, e pareceu-lhe efetivamente
do amigo. Voltou ao interior; achou mais dous cartões, mais três, mais cinco. Não
havia duvidar; era dele.
A descoberta entristeceu-o. Não podia ficar com o dinheiro, sem praticar um
ato ilícito, e, naquele caso, doloroso ao seu coração porque era em dano de um
amigo. Todo o castelo levantado esboroou-se como se fosse de cartas. Bebeu a

quase noite. Caminhou para casa. Parece que a necessidade ainda lhe deu uns
dous empurrões, mas ele resistiu.
"Paciência, disse ele consigo; verei amanhã o que posso fazer."
Chegando a casa, já ali achou o Gustavo, um pouco preocupado e a própria
D. Amélia o parecia também. Entrou rindo, e perguntou ao amigo se lhe faltava
alguma cousa.
— Nada.
— Nada?
— Por quê?
— Mete a mão no bolso; não te falta nada?
— Falta-me a carteira, disse o Gustavo sem meter a mão no bolso.
— Sabes se alguém a achou?
— Achei-a eu, disse Honório entregando-lha.
Gustavo pegou dela precipitadamente, e olhou desconfiado para o amigo.
Esse olhar foi para Honório como um golpe de estilete; depois de tanta luta com a
necessidade, era um triste prêmio. Sorriu amargamente; e, como o outro lhe
perguntasse onde a achara, deu-lhe as explicações precisas.
— Mas conheceste-a?
— Não; achei os teus bilhetes de visita.
Honório deu duas voltas, e foi mudar de toilette para o jantar.
Então Gustavo sacou novamente a carteira, abriu-a, foi a um dos bolsos, tirou
um dos bilhetinhos, que o outro não quis abrir nem ler, e estendeu-o a D. Amélia,
que, ansiosa e trêmula, rasgou-o em trinta mil pedaços: era um bilhetinho de amor.
www.nead.unama.br

2 comentários:

  1. Oi
    Gostaria de te convidar par fazer parte do meu blog: camadegatogoytaca.blogspot.com
    Coto com sua colaboração.
    Um
    Candoca

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  2. Aproveitando a idéia da Passeata Virtual “Fora Sarney”, faço aqui a sugestão de que no dia 7 de Setembro de 2009, façamos outra passeata virtual, nos organizando desde já.

    Esta passeata, como a Fora Sarney, começaria no seu computador e terminaria em vários pontos:

    Na presidência da República, No Congresso Nacional, No Supremo Tribunal Federal, na Procuradoria Geral da União, na Assembléia Legislativa de seu estado, no Palácio do Governo do seu estado, na Câmara de Vereadores de sua cidade e na Prefeitura de sua cidade.

    A idéia é enviar o maior número possível de emails de protesto contra a situação atual, da falta de ética, de moral, de honestidade de nossos governantes e parlamentares.

    Denunciaremos o governo federal por agir a margem da lei com a campanha eleitoral antecipada, o que é ilegal, e exigindo, como cidadãos, que fossem tomadas as devidas providências.

    Os e mails seriam mandados para os seguintes enderêços:


    Senado Federal: Alô Senado http://www.senado.gov.br/sf/senado/centralderelacionamento/sepop/?page=alo_sugestoes&area=alosenado
    Câmara Federal: Fale com o deputado: http://www2.camara.gov.br/canalinteracao/faledeputado
    Supremo Tribunal Federal – Central do Cidadão - http://www.stf.jus.br/portal/centralCidadao/enviarDadoPessoal.asp
    Procuradoria Geral da União - pfdc@pgr.mpf.gov.br
    Presidência da República – Fale com o Presidente - https://sistema.planalto.gov.br/falepr2/index.php

    Gostaria de ter a opinião dos leitores com relação a idéia.

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