domingo, 21 de junho de 2009






Segunda Feira, 22 de junho às 23 horas pela UFMG Educativa 104.5

Wiltod Gombrowicz + Entrevista com Artur Gomes
O programa Tropofonia é produzido e apresentado pelo poeta mineiro Wilmar Silva, e pelo cineasta e teatrólogo portenho Sebastian Moreno.

Artur Gomes estará de 9 a 12 de julho está em Belo Horizonte com a performance multimídia LeminskiArte da Palavra em Cena, onde interpreta a poesia de Paulo Leminski em vídeo e no palco.

Cris Dalana Vence Festival em São João da Barra

com uma maginífica interpretação da sua belíssima canção Semeia, ouça aqui: http://www.youtube.com/watch?v=Vz_ro2TB9aM&feature=channel_page o gaúcho Cris Dalana, faturou o primeiro lugar do XXII Festival da Canção de São João da Barra, na noite do último sábado dia 20 de junho. Além da primeiro lugar, Cris Dalana foi também escolhido como o Melhor Intérprete. Gaúcho de Passo Fundo há lgum tempo radicado em Campos dos Goytacazes, Cris já tem uma história vencedora pelos Festivais de Música da região. Músico, compositor e cantor com um estilo original, apresenta em suas belas baladas, além de um ritmo contagiante, como em Muro http://www.youtube.com/watch?v=87jrMPTADvM&feature=channel_page e Nó do Tempo http://www.youtube.com/watch?v=I3Kk-BKEDp4&feature=channel_page Para os campistas ou para quem estiver em Campos, e que aina não conhecem o seu talento Cris Dalana pode ser visto e ouvido todas as quintas e sábados no Bar e Restaurante Capixaba, no início da Pelinca.
Dias 2 e 3 de julho um evento na Argentina discutirá os coletivos Eloísa Cartonera e Dulcinéia Catadora e seu papel na divulgação de autores brasileiros na Argentina e argentinos no Brasil. Confira a programação, que está bem legal. Xico Sá, nosso colaborador, autor de Tripa de Cadela, participará do evento. E nossos livros estarão lá.

O prédio é cinzento e em local esfumaçado e barulhento. Seus traços dos anos 40 não escondem a idade. E sua robustez não deixa dúvida quanto à sua intenção de durar por muitas e muitas gerações. A tinta desbotada, o forro em mau estado, as portas e janelas fragilizadas, por outro lado, mostram que mesmo os mais valentes inspiram cuidados.Esta é a sede da Associação de Imprensa Campista (AIC), entidade que completou 80 anos no último dia 17 – e comemorou ontem com pinta de velhinha assanhada, se mexendo sob o samba de Lene Moraes.
O prédio, na Rua Formosa (que me recuso a chamar de Tenente Coronel Cardoso), próximo ao cruzamento com 13 de Maio, merece ser mais conhecido pelos campistas e ser definitivamente incluído entre os bens tombados do município.Ele já é protegido pela área de interesse histórico do Centro, o que lhe garantiu documento que determina a preservação da fachada e fez ser removida uma indecorosa janela de vidro azul que um dos inquilinos manteve por anos em uma das salas com vista para a rua.
A associação é mais antiga que a maioria dos veículos de comunicação da cidade, e tem vocação para ser um local para abrigar um possível museu da imprensa, numa região que tem certa tradição no ramo – especialmente em razão da saga deste Monitor Campista, com seus 175 anos.Além disso, a AIC tem sido uma aliada importante na defesa do jornalismo de qualidade e da organização dos jornalistas, servindo também de sede para a representação local do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, entidade que já passou dos 50 anos e também inspira cuidados por parte da categoria – e, diferentemente da associação, ainda não goza do conforto de ter uma casa própria.
Neste momento em que o jornalismo é fortemente impactado pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de extinguir a necessidade de formação universitária na área para o exercício da profissão, tanto os jornalistas quanto a sociedade precisam cuidar das instituições que historicamente defendem a democracia e a liberdade de expressão. Uma desvirtuação do debate acerca do diploma provocou a interpretação equivocada de que os jornalistas e suas entidades seriam contrários à livre difusão de idéias. Justamente o jornalismo e os jornalistas, historicamente perseguidos em razão da luta pelo direito de publicar as diferentes vozes da sociedade.
Esta mesma AIC, que pode ser vista como excessivamente vetusta pelos que não a conhecem de perto, abrigou palestras de comunistas em tempos sombrios, convenções de partidos e movimentos de diferentes tonalidades ideológicas.Para o bem de Campos e do jornalismo, vida longa à AIC.
Artigo publicado na edição de hoje do Monitor Campista
Postado por Vitor Menezes
Rio em Pele Feminina

o rio com seus mistérios
molha meu cio em silêncio
desejo o que nos separa
a boca em quantos minutos
as flores soltas na fala
o pó dos ossos dos anos

você me diz não ter pressa
teus olhos fogo na sala
o beijo um lance de dados
cuidado cuidado cuidado
não beije assim meus segredos

meus olhos faróis nos riachos
meus braços dois afluentes
pedaços do corpo no rio
meus seios ilhas caladas
das chamas não conhece o pavio
se você me traz para o cio
assim que o sexo aflora
esta palavra apavora

o beijo dado mais cedo
quebra meu ser no espelho
meu cerne é carne de vidro
na profissão dos enredos

quando mais água me sinto
presa ao lençol dos seus dedos
o rio retrata meu centro
na solidão de mim mesma
segundo a segundo nas águas

lá onde o sol é vazante
lá onde a lua é enchente
lá onde o sol é estrada
onde coloca seus versos
me encontro peixe e mais nada

por tudo quanto o mais sagrado

escrevo este poema
para te Le var à boca
como mais profundo beijo

mesmo assim
não mato teu desejo
não sacio tua fome

porque neste poema
não está a minha língua
nem a carne do meu nome


Artur Gomes
http://poeticasfulinaimicas.blogspot.com



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