domingo, 7 de junho de 2009


fotos: Rita Barreto









o sonho é o momento sagrado em que o
espírito está livre e em que realiza várias
tarefas: purifica o corpo físico, sua morada;
viaja até a morada ancestral; muitas vezes, voa
pela aldeia; e, algumas vezes, através de
Whahutedew`á, o Espírito de Tempo, vai até as
margens do futuro, assim como caminha pelas
trilhas do passado

Kaka Werá Jecupé
índio guarani


Mataram A POesia Ave Lino Jura Que Não Foi Ele

Meus caros amigos e amigas, poemas com o teor irônico como este do meu brother Eliakin Rufino, que de Boa Vista, Roraima, despencou até Campos para concorrer ao V FestCampos de Poesia Falada, deve ser uma das razões apresentadas pelo Presidente da Fundação Oswaldo Lima, de matar de vez com o mesmo, e ele Jura que a idéia não é dele, são forças superiores que assim desejam. É bom que ele saiba também que forças superiores querem acabar com as Fundações Municipais, a Oswaldo Lima, a Zumbi dos Palmares e a Trianon. Só que aí meu caro Avelino, o buraco é mais em baixo, como os milhares que existem pelas ruas e calçadas de Campos dos Goytacazes – minha musa que continua corrompida.

“pintar o NU não é canibalizar o Modelo”. Orávio de Campos janeiro de 1989.

Pois bem de Mau Gosto meu caro Avelino,, deve ser não pagar em dia, as bandas de Campos, ou deixar de pagas alguns serviços prestado a esta digníssima Fundação, que em tempos passados eu denominei de Oswaldelina a Presidente da Fundação Pai Dela. Recorda que nos 43 dias em que você esteve Presidindo a Fundação, eu fui convidados por Dedé Muylaaert, para participar do espetáculo: Marginalia Poética Musical – com poemas dos marginais da década de 70? Artur Gomes, Chacal, Charles Peixoto e Bernardo Vilhena, pois bem, além de ter meus poemas no espetáculo eu acabei de formatá-lo, colocando mais alguns poemas que dessem uma finalização contundente ao mesmo. Pois é, se recorda não? Até hoje não me foi pago o cachê para tal vocÊ SABIA?

Como também não deve saber que até hoje Wellington Cordeiro não recebeu pela Noite do Vinil realizada este ano no Verão do Farol, e se recebu foi por estes dias, porque até bem pouco tempo quando discutíamos sobre, ele não tinha recebido. E também não deve saber, que a mim foi confidenciado pelo Secretário de Cultura antes de sua posse, que o OBA OBA no Farol, trios elétricos, axé, pagode, iria acabar. Mas isso não acabou o que acabou segundo suas próprias palavras a mim reportadas quando estive na Fundação a seu convite, foi que O FestCampos de Poesia Falada, estava fora das prioridades da Fundação, porque segundo seu superior, o evento não alcançava os objetivos para o qual foi criado. Como não? Se nos últimos anos em que Le foi realizado, não alcançava, não foi pelos fundamentos do Festival em si, e sim, pela incapacidade de quem o coordenava de divulgar, e fazer cumprir o que está previsto em seus objetivos.

Você mesmo que era o Fotógrafo Oficial do FestCampos, sempre foi testemunha do que acontecia no Palácio da Cultura, durante os 3 dias da sua realização. Não só você, mas o próprio Orávio, que em duas edições esteve presente na Comissão Julgadora, inclusive quando quem venceu o FestCampos, foi o poeta paraibano Sérgio de Castro Pinto, com o poema Camões/Lampião, poema posteriormente publicado na Antologia Os 100 Melhores Poemas do Século. Então como isso não é alcançar os objetivos?

A não ser que os objetivos fossem outros, mas o Objetivo do FestCampos de Poesia Falada, é grande poesia, a poesia de qualidade, e não importa que ela seja escrita por campistas ou não. Bairrismo nunca foi meu forte, mas sim, criar, instigar, fomentar, discutir, criticar, questionar, com ironia sim, com sarcasmo sim, com sátira sim, afinal meu caro somos discípulo assumido de Serafim Ponte Grande, filho do antropófago mor Oswald de Andrade, coisa que a pós/modernidade campista ainda não digeriu, porque pós/modernidade aqui é falácia fake, e quem se diz pensador dela também.

Mau Gosto meu caro, é contratação de Obras em Licitação, ou quando tem, são formatadas de uma forma a excluir as Empresas de Campos, para beneficiarem as que foram patrocinadoras de Campanhas. Na verdade isso não se trata só de Mau Gosto, é ilícito. E para sua informação meu caro Avelino, ontem na Assetec(sede campestre da Associação de Funcionários e Professores do Cefet), provoquei uma discussão com dois colegas do Cefet(IFF), que atualmente prestam informações a Fundação Municipal de Esportes, e um deles afirmou: “Romário tem sim uma empresa terceirizada que ganhou uma licitação”. Ele sabe de uma, porque a outra, naturalmente é de algum laranja. Mas Romário é Estrela. E Estrela phodeeeeeeee!. E nosso colega ainda afirmou em alto e bom som : “para o pessoal de Campos acabou mesmo agora é só para os de fora!”

Mau gosto também meu amigo, é usar meu nome, para justificar a Comissão que você montou para a Organização da Bienal, quando da sua briga com Kapi, e eu nunca ter participado de nenhuma discussão desta comissão, não que eu me negasse estar nela, como não neguei quando você me convidou, mas como em nenhum momento participei das discussões porque logo, a seguir com o retorno de Mocaiber, você saiu. Quer dizer na hora que tem que usar o meu nome para alguma função, é uma atitude de Bom Gosto.? E também é de muito Mau Gosto, convidar os produtores culturais da cidade, e os artistas para darem cursos, oficinas, fazerem shows nas praças e jardins, com o voluntários, de graça, pelos belos olhos da rainha. com a desculpa que a cultura não tem verba, mas para os shows das Grandes Estrelas, continua tendo verdas e outras morodmias mais. Mau Gosto é isso, e se isso não é razão de sobra para indgestão e dores no fígado, não sei mais o que é ser Homem, Cidadão, Índio Goytacá. Mas isto meu amigo, só nos oferece mais subsídios para os enredos da nossa Mocidade Independente de Padre Olivácio - a Escola de Samba Oculta no Inconsciente Coletivo - pois por aqui as coisas continuam a acontecer ocultas, as sombras, as escuras, nos bastidores. E não é atoa né meu amigo que na FCJOL já tevfe fuga - pela portinha dos fundos.

Pra teu governo eu não pedi a ninguém que me passasse as informações sobre o show do Rei do Brega Religioso, ou de outras atrações de mau gosto, que andam circulando por aí, partiu de pessoas do seu Clã. Não tenho culpa, investigue agora para você ficar bem informado com o que acontece dentro da Fundação presidida por Vossa Senhoria.

Pintar o NU, é canibalizar o modelo, sim senhor, porque somos Goytacazes, e como índios canibais e antropófagos que somos, temos fome de carne. Para o estômago e para o sexo. Quem não gostar que se dane. Que se lixe!

E assino em baixo o poema do Eliakin
Lei do Silêncio não faz meu tipo.
Artur Gomes
http://goytacity.blogspot.com/


Lei do Silêncio Não Faz Meu Tipo

Sem essa de dizer que a pressa
É inimiga da perfeição
Eu sou amigo da pressa
Perfeição não me interessa
O que é perfeito está morto
Eu quero o falho o feio o torto
Quero os pecados da alma
E as imperfeições do corpo
Se a pressa inimiga da perfeição
É amiga da mudança
Irmão da revolução

Boca fechada não entra mosca
Mas também não sai palavra
Quem cala consente
Quem sente fala
O silêncio pode ser uma jaula
É preciso estar atento
É preciso ter cuidado
Uma coisa é silêncio
Outra é ser silenciado

Lei do silêncio não faz sentido
O mundo sem palavras é quadrado
Boca fechada não faz meu tipo
O meu estilo é ser articulado

Eliakin Rufino
Poeta filósofo. Professor da Universidade Estadual de Roraima. Autor de Cavalo Selvagem, interpretação que lhe conferiu prêmio de segundo melhor intérprete no V FestCampos de Poesia Falada - 2003

camões/lampião

camões ao habitar-se
no olho cego
sentia-se íntimo,mais interno
que o habitar-se
no olho aberto.

lampião ao habitar-se
nos dois olhos
a eles dividia:
o olho aberto matava
e o outro se arrependia.

camões ao habitar-se
no olho cego
polia as palavras
e usava-as absorto
como se apalpasse
e possuísse o próprio corpo.

lampião ao habitar-se
no olho cego
chorava os mortos
do seu interno,
mas o olho aberto
era casto
e via no matar
um gesto beato.

camões ao habitar-se
no olho aberto
via-se todo ao inverso
(pelo lado de fora)
mas rápido se devolvia
e fechava o olho aberto
pra ser total a miopia.

lampião ao habitar-se
no olho murcho
via o olho aberto
estrábico e rústico
e compreendia
o olho aberto
mais murcho
que o olho cego.

camões ao habitar-se
no olho murcho
via o mundo claro
dentro do escuro
e o olho aberto
era inútil
ao habitar-se
no olho murcho.

lampião atrás dos óculos
sentia-se acrescido, somado
e era mais lampião
naqueles óculos de aro.
os óculos
lhe eram binóculos
íntimos sobre a miopia
e quando os óculos tirava
lampião se decrescia:
o olho cego somava
e o aberto diminuía.

camões molhava a pena
como se no tinteiro
molhasse o olho cego
e tateando, cuidadoso,
saía do seu interno.

(no tinteiro as palavras
em forma líquida
juntam-se uma a uma
à retina, à pupila).

camões escrevia com o olho cego
por senti-lo mais seu
do que o olho aberto
e por poder o olho cego
infiltrar-se, ir mais dentro
e externar o seu inverso.

Sérgio de Castro Pinto
vencedor do II FestCampos de Poesia Falada
poema publicado na antologia os 100 Melhores Poemas do Século


Manual para assassinar frangos

Às vezes, era o Rio Paraíba do Sul
que desmesuradamente crescia.
E as ruas ficavam cheias de escorpiões,
cobras d´água, lacraias com mil pernas...
parecia um monstro epiléptico e barrento
numa corrida maluca até o mar.

A gente torcia para que o rio subisse mais,
cada vez mais,
para que alguma tragédia
se consumasse, como no cinema.

Queríamos ver casas desabando,
árvores arrancadas à força,
as meninas, descalças,
impedidas de ir à missa dominical,
bêbados patinando no caos,
arrastados até a foz de Atafona,
numa infinita poça de lama e cuspe
que mandávamos para o céu.

Estávamos prenhes de vida
e queríamos a morte de mentirinha.
Sonhávamos com o apocalipse doméstico,
com a bomba asfixiando nossos
pré-sonhos.

O primeiro amor estava ao lado,
nas aulas do Liceu que, às vezes,
assassinávamos
com delicado prazer.

No verão de 66,o rio ficou irado de verdade,
se emputeceu, invadiu o baú
onde eu guardava meus gibis
trocados antes das matinês do Cine Coliseu.


Adeus minha coleção
tão preciosamente inútil
de David Crocket, Buffalo Bill, Zorro,
Rock Lane, Cavaleiro Negro e etc.

E me lembro dessa grande enchente,
da aniquilação dos pessegueiros,
das parreiras, dos limoeiros, dos frangos,
da horta que minha avó tão bem cuidava.


Abius, mangueiras, bananeiras,
caramboleiras, formigas,
tudo se foi com o rio,
com essa referência geográfica
e conceitual
que ainda hoje tento traduzir.


Tudo se foi com o boi morto
no meio da correnteza,
coberto de urubus.

E no radinho de pilha de s´eu Bertolino
(que, em uma canoa, ajudava as famílias
a recolherem seus pertences),
os Beatles cantavam “I want a hold your hands”.

Comecei a crescer com os Beatles(e eles comigo),
a respeitar o rio e a temer s´eu Leleno,
meu vizinho e flamenguista doente,
que nas tardes de domingo,
quando o seu time perdia, enfiava a porrada
na Dorotéia, sua mulher - e maior torcedora
do Flamengo, por motivos amplamente justificados.

Também havia a Josete,
que ajudou a me descriar
e que tinha um namorado chamado Jomar,
um refinado sem vergonha.


Em 62, o Brasil foi bi-campeão
e Josete imaginava
Jomar fazendo gols nela.


Se Josete gozava, o fazia discretamente,
como os anjos gozam.
No silêncio.

Josete, que hoje é avó,
era filha de Neco Felipe,
um negro caolho e feliz,
que organizava os forrós
em Conselheiro Josino,
interior de Campos dos Goytacazes.

Forrós animados com cachaça, lampiões,
sanfona e alguma voz desdentada,
uivando para a Lua, nas quentes
madrugadas.

Além de Neco Felipe,
conheci outras pessoas felizes
que moravam naquela vila
no verdadeiro cú do mundo,
entranhada na miséria e nos canaviais
(os dois sempre andaram juntos),
com um cemitério
na beira da estrada.

Minha cabeça
se embaralhou toda:- como é que as pessoas
podiam ser felizesem Conselheiro Josino ?

Como é que as pessoas
podiam ser felizes
naquela merda,
ao lado de um cemitério
mambembe,
perto de um rio carregando tudo?

Como é que as pessoas
podiam ser ?
Mas as pessoas
eram
e algumas até se
foram.

Martinho Santafé
jornalista e escritor .
Vencedor do III FestCampos de Poesia Falada,
Campos dos Goytacazes-RJ, agosto-2001.
O poema do Martinho foi interpretado por
Aldebaran, que recebeu o Prêmio de Melhor Intérprete

E o Conselho Municipal de Cultura, será que existe? Me perungata Federico. Se existe deveria se posicionar, pois em 2008, quando o Diretor do Departamento de Literatura do da FCJL tentou transforma o FestCampos em evento regional, só não conseguiu, como ele mesmo afirma(leia texto abaixo sobre o esvaziamneto do FestCampos), só não consseguiu porque não houve tempo do Conselho se manifestar. E para quem não sabe, o FestCampos de Poesia Falada, está inluído no Calendário da Cidade, oficialmente, e se issonão é obedecido, é porque Poeta que é Poeta, é a Pimenta do Planeta, e como tal, na vai perfumar a faca, e nem cortar os espinhos da rosa.

RECEITA PARA LAVAR PALAVRA SUJA

Mergulhar a palavra suja em água sanitária.
depois de dois dias de molho, quarar ao sol do meio dia.
Algumas palavras quando alvejadas ao sol
adquirem consistência de certeza.

Por exemplo a palavra vida.
Existem outras, e a palavra amor é uma delas,
que são muito encardidas pelo uso,
o que recomenda esfregar e bater
insistentemente na pedra,
depois enxaguar em água corrente.

São poucas as que resistem a esses cuidados,
mas existem aquelas.
Dizem que limão e sal tira sujeira difícil, mas nada.

Toda tentativa de lavar a piedade
foi sempre em vão.
Agora nunca vi palavra tão suja como perda.

Perda e morte na medida em que são alvejadas
soltam um líquido corrosivo,
que atende pelo nome de amargura,
que é capaz de esvaziar o vigor da língua.

O aconselhado nesse caso é mantê-las
sempre de molho
em um amaciante de boa qualidade.

Agora, se o que você quer é somente
aliviar as palavras do uso diário,
pode usar simplesmente sabão em pó
e máquina de lavar.

O perigo neste caso é misturar
palavras que mancham
no contato umas com as outras.

Culpa, por exemplo, a culpa mancha
tudo que encontra e deve ser
sempre alvejada sozinha.

Outra mistura pouco aconselhada
é amizade e desejo, já que desejo,
sendo uma palavra intensa,
quase agressiva, pode, o que não é inevitável,
esgarçar a força delicada da palavra amizade.

Já a palavra força cai bem
em qualquer mistura.
Outro cuidado importante é
não lavar demais as palavras
sob o risco de perderem o sentido.

A sujeirinha cotidiana, quando não é excessiva,
produz uma oleosidade que dá vigor aos sons.
Muito importante na arte de lavar palavras
é saber reconhecer uma palavra limpa.

Conviva com a palavra durante alguns dias.
Deixe que se misture em seus gestos,
que passeie
pela expressão dos seus sentidos.

À noite, permita que se deite,
não a seu lado mas sobre seu corpo.
Enquanto você dorme, a palavra,
plantada em sua carne,
prolifera em toda sua possibilidade.


Se puder suportar essa convivência
até não mais
perceber a presença dela,
então você tem uma palavra limpa.

Uma palavra LIMPA é uma palavra possível.


Vivinae Mosé
poeta filósofa
Vencedora e Melhor Intérprete
do IV FestCampos de Poesia Falada - 2002

V FestCampos de Poesia Falada
3 noites com a fina flor da poesia Com uma comissão julgadora composta por Deneval Filho, doutor em literatura, Cristiane Grando, doutora em literatura, Ednalda Almeida, mestra e doutoranda em literatura, Carlos Márcio Vianna, doutor em filosofia, Aline Cristina Sales, graduada e pós graduanda em literatura, Leonardo Andrés Lobos Lagos, poeta chileno, Fernando Araújo, jornalista, Fernando Rossi, diretor de teatro e Francisco Ribeiro de Aguiar, jornalista, o V FestCampos de Poesia Falada emocionou intensamente o público, nas noites de 28, 29 e 30 de agosto último e concedeu a Canção Amiga, de autoria de Antônio Roberto Góis Cavalcanti, o prêmio máximo do Festival.

Resultado Final:
1º lugar – Canção Amiga
Antônio Roberto Góis Cavalcanti – Campos-RJ
Prêmio: R$ 2.000.00
2º lugar – Elogio do Arame –
Marcus Vinícius Quiroga – Rio de Janeiro-RJ
Prêmio: R$ 1.500,00

Sábado, Agosto 02, 2003

V FestCampos de Poesia Falada
Poesias Selecionadas para as Semi-Finais:
DIA 28/08 20H

1 - O Espantalho - Fábio Peres Martins
2 - Tempo e Linguagem - Emanuel Medeiros
3 - Eu Entendo Mas Não Sou Entendido - Eliakin Rufino
4 - Senzala e Sherezade - Flávia Savary
5 - Canção Amiga - Antonio Roberto Góis Cavalcanti
6 - Otelo - Eros Lopes Raphael
7 - Mordida na Alma - Adriano Moura
8 - Poema da Oração da Perda - Adão Ventura
9 - A Linguagem e Suas Gangrenas - Rita de Cássia Alves
10 - Cidade Sem Nome - Fabrício Jorge Vasselai
11 - Figos Maduros - Lau Siqueira
12 - Poema em Linha Torta - Flávia Soares
13 - O Risco - Alexandro Fernando da Silva
14 - Poesia de Raiz - Aclyse de Mattos
15 - Manual da Criação de Ratos - Antonio Roberto Góis Cavalcanti
16 - Inverso - Adriano Moura
17 - Amor em Japonês - Eliakin Rufino
18 - Teia - Lau Siqueira
19 - O Túmulo do Poeta Desconhecido - Aclyse de Mattos
20 - Licença Poética - Antonio Roberto Góis Cavalcanti
21 - Cavalo Selvagem - Eliakin Rufino
22 - Tecido - Alexandro Fernando da Silva
23 - Lugar da Poesia - Flávia Soares
24 - Poema Interino - Lau Siqueira
25 - Elejaca - Aclyse de Mattos
26 - Indiferença Inusitada - Maria Fernanda Bath
27 - Poema Surdo - Manuela Siqueira
28 - Piscinas Naturais - Ubirajara Galli
29 - A Quinta Parede - Igor Fagundes
30 - Caraíva - Carlos Versiani dos Anjos

DIA 29/08 - 20H

1 - Bucólica - Dora Locatelli
2 - Noivado - Laura Esteves
3 - Neblina - Marcus Vinicius Quiroga
4 - Passeio da Noite em Torno de Nós - Cris Guima
5 - Sistema Digestivo - Teresa Drummond
6 - Mais Tarde - Paula Padilha
7 - Beatriz de Setembro - Diana de Hollanda
8 - Fome Para Todos - Helena Ortiz
9 - Concessões de Outono - Rodolfo Muanis
10 - Labirinto - Cairo Trindade
11 - Elogio do Arame - Marcus Vinicius Quiroga
12 - Algo Assim Liquidificado - Sergio Gerônimo
13 - O Discurso e as Mãos - Paula Padilha
14 - Rebelião - Helena Ortiz
15 - Etíope Chique - Cris Guima
16 - Barco - Silvio Ribeiro de Castro
17 - Pronominal - Diana de Hollanda
18 - Sexta Feira - Vitor Collona
19 - Memorabilia - Cairo Trindade
20 - Jura - Maria Helena Bandeira
21 - Grito dos Olhos - Rodolfo Muanis
22 - A Vida É Assim - Silvio Ribeiro de Castro
23 - Estudo Para Mergulhos e Vôos - Marcus Vinicius Quiroga
24 - Inter-Dito - Cris Guima
25 - O Que a Palavra Diz - Helena Ortiz
26 - Ventania - Paula Padilha
27 - Sopa de Letrinhas - Vitor Collona
28 - Rio Centro - Dora Locatelli
29 - Conjugação - Lila Maia
30 - Mary Columbus - Sergio Gerônimo

Nota Divulga na site MeioTom http://www.meiotom.art.br/ O FestCampos de Poesia Falada, sempre teve repercussão na mídia Nacional, por alcançar os objetivos para o qual foi pensado, criado executado durante todo o tempo em que o coordenei. Se a partir de 2005 ele foi esvaziado e perdeu sua respeitabilidade enquanto evento, a culpa meu caro, não me cabe. O FestCampos de Poesia Falada, semore teve em suas edições a concorrências de Poetas de todo território Brasileiro, porque para isso ele foi criado, e quaando algum poeta classificado, não podia comparecer, era ofericida uma Oficina de Interpretação de Poesia, para que fossem selecionados intérpretes para o Festival, porque isto também era objetivo dele, fomentar, e criar espaço para a Arte da Criação e da Interpetação Poética, coisa que hoje isto morreu por aqui. Por objetivos Ocultos, quem sabe? Objetivos se alcançam com trabalho, deidcdação e competência meu amigo, e tudo mais é conversa pra Boi Dormir.


Depoimento de um poeta Carioca
Todo este ACASO começou exatamente em 18 de outubro de 2000. Humaitá-Botafogo, no Espírito das Artes arriscava lançar o inocente “O Meu Reino de Poemas e Canções”. “Rimas fáceis e calafrios” cantaria a Adriana Calcanhoto se tivesse me assistido aquele dia. Como é bom ser jovem e poder errar sem culpa. O livro, no meu ver belo e inocente, abriu muitas portas e me fez descobrir um universo vivo e diverso de poemas e poetas. Caí na estrada falando meus versos para as estrelas e fui aprendendo a domar a palavra. No Rio de Janeiro, ainda era uma sombra vagando nos recitais sempre distante do palco. Em 2001, pelo correio “o meu reino” seguia em busca de novos palcos. Na Bienal da UERJ fiz o primeiro recital de um ano que prometia. Veio então o convite do Ademir Bacca para participar do IX Congresso Brasileiro de Poesia, em Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul. Pedi uma semana ao chefe no trabalho, que apenas me disse: “Não me importo que as pessoas persigam os seus sonhos e realizem os seus projetos pessoais. O importante é caçar o rato. Como você vai fazer isto, não me interessa. Só não quero que fique nada pendente por aqui.” E tranquei todos os ratinhos na gaiola nas semanas que antecederam outubro e me mandei para o Sul. O esquema de improviso do Congresso foi um senhor aprendizado. Escolas, teatros, ruas, vidraças, praças. A poesia ganhou mil facetas naquela semana. Nunca fiz tantos amigos em tão curto espaço de tempo. De volta ao Rio, Jiddu Saldanha me levou ao Quarta Capa, Helena Ortiz ao Panorama da Palavra e encarei o palco aberto do CEP 20.000, onde “vomitei” alguns versos. 2002 já rolava e em junho o poema “Maria Teresa num templo da perdição” era selecionado entre os 60 semifinalistas do IV FestCampos de Poesia Falada e lá fui eu conhecer Campos e bradar meu poema. A poesia corria nas veias, enquanto me formava em Administração de Empresas, pela UERJ. O “reino de poemas e canções” ficava para trás e a Oficina de Poesia do Estação das Letras me ensinava a assassinar os maus poemas sem sentimento de culpa. Nesta maravilhosa escola, Lígia Nogueira me presenteou com o poema “Alvíssaras ao Novo”, que carinhosamente coloquei de recheio na quarta-capa deste livro. Em outubro, Bento Gonçalves foi novamente palco de farras poéticas e tempo de rever “os amigos que tínhamos e não conhecíamos”, como disse o mestre poeta Eliakim, de Roraima. Será que este também dava para cortar? (risos) Lá, lancei ao lado de mais quatro jovens poetas brasileiros (Fabio Rocha, Fellipe Cosme, Juliana Stefani e Jiddu Saldanha) o mini-cordel 5 poetas em amostra grátis, com o simples objetivo de pescar alguns leitores. 2003 vai se desabrochando com perfume de poesia e resolvi mandar mais um cartão de visitas por aí reunindo coisas escritas nestes últimos anos.
Rodolfo Muanis - Rio de Janeiro

O Esvaziamento do FestCampos começou em 2005
Inscrições para o FestCampos de Poesia em agosto
Por Elis Regina Nuffer(publicadono site da Prefeitura)

A poesia em sua forma oral e com os poetas recitando seus próprios versos ganha ainda mais vida desde a época em que Homero percorria a Grécia entoando seus versos. Os poetas brasileiros ou estrangeiros que residem há mais de dois anos no país que quiserem mostrar essa arte poderão se inscrever no 10º FestCampos de Poesia Falada, de 1º a 31 de agosto. O evento vai ocorrer nos dias 24 e 25 de outubro e serão distribuídos R$ 11 mil em prêmios entre os cinco melhores poemas e três melhores intérpretes.

O FestCampos de Poesia Falada (criado foi criado pelo poeta Artur Gomes em 1999, e coordenado por ele até 2004) é realizado pela prefeitura, através da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL). Os interessados poderão se inscrever pelos Correios ou na sede da Fundação. Todos terão de preencher a ficha, que será divulgada no portal da prefeitura (www.campos.rj.gov.br) quando começarem as inscrições, com nome completo, RG, conta bancária, número do banco e agência, pois os pagamentos serão feitos em cheque nominal, endereço, telefone e e-mail para contato e o nome do intérprete da poesia inscrita.

A ficha de inscrição trará ainda autorização do autor à Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima para publicar seus poemas selecionados para o festival. O documento terá também a data e a assinatura do autor. O diretor do Departamento de Literatura da FCJOL e coordenador desta edição do festival, Antônio Roberto Fernandes, disse que pretende transformar o evento a nível estadual, mas este ano ainda continua sendo nacional porque não houve tempo para que a proposta de alteração fosse analisada pelo Conselho Municipal de Cultura, cuja diretoria tomará posse em 6 de agosto próximo. – O objetivo do FestCampos de Poesia Falada é valorizar mais os poetas da região e do estado. Como é aberto a todos os poetas do país muitos se inscrevem, mas não comparecem ao evento. Queremos a participação do poeta porque é preciso haver essa relação de proximidade entre a obra e o autor, destacou Fernandes. Para lembrar – No 9º FestCampos de Poesia Falada, realizado no ano passado, o vencedor foi o poeta campista Aluysio Abreu Barbosa com a poesia “Muda”.

Regulamento – Cada autor poderá inscrever o máximo de três poemas, em cinco vias digitadas em Times New Roman, corpo 12, espaço 2, em folha formato A-4, acompanhadas de um disquete ou CD, e todas assinadas com pseudônimo. Os envelopes fechados devem ser endereçados ao X FestCampos de Poesia Falada, Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Palácio da Cultura, Praça da Bandeira, s/nº, Centro, Campos dos Goytacazes-RJ, CEP.: 28.035-119. Mais informações pelo telefone (22) 2723.0449, ramal 30, fax, (22) 2723.1570, ou pelo e-mail festpoesiafalada@yahoo.com.br.

Para subscritar, o remetente deverá usar apenas o pseudônimo. A ficha de inscrição com a identificação do autor, autorização para publicação dos trabalhos, caso sejam selecionados entre as semifinalistas e demais informações necessárias, deverá ser enviada junto, em outro envelope lacrado. As inscrições feitas fora de Campos terão como data válida o dia de postagem nos Correios na cidade de origem, obedecendo ao dia 31 de agosto de 2008 como limite máximo.

Serão classificados 20 poemas para a fase semifinal, sendo apresentados em 24 de outubro, às 20h, na FCJOL. Destes, serão selecionados 10 poemas para a final no dia 25 de outubro. A comissão julgadora será composta por profissionais ligados às áreas de comunicação, teatro e literatura, escolhidos pelo diretor do Departamento de Literautra e coordenador desta edição do evento. Ainda de acordo com o regulamento do FestCampos 2008, os poemas inscritos não têm necessidade de serem inéditos, desde que não tenham sido classificados nas edições anteriores do FestCampos de Poesia Falada.

Os trabalhos enviados sem cumprir as exigências do regulamento estarão sujeitos à desclassificação antes de serem analisados. Os originais não serão devolvidos.

Obs.: Aqui já havia a intenção de matar a Poesia e agora acabam de enterrá-la.

fulinaimicamente

do som dessa palavra
nasce uma outra palavra
fulinaimicamente
no improviso do repente
do som dessa palavra
nasce uma outra palavra
fulinaimicamente

brasileiro sou bicho do mato
brasileiro sou pele de gato
brasileiro mesmo de fato
yauaretê curumim carrapato

em rio que tem piranha
jacaré sarta de banda
criolo tô na umbanda
índio fui dentro da oca
meu destino agora traço
dentro da aldeia carioca

jackson do pandeiro
federico baudelaire
nas flores do mal me quer
artur rimbaud na festa
de janeiro a fevereiro
itamar da assunção
olha aí zeca baleiro
no olho do mundo cão

Artur Gomes/Naiman
gravada no CD Fulinaíma Outras Vozes Outras Falas
http://youtube.com/fulinaima


VI FestCampos de Poesia Falada - Resultado
Com o espaço do Café Literário no Palácio da Cultura completamente lotado foi realizada no dia 18 de dezembro de 2004 a grande final do VI FestCampos de Poesia Falada, criado pelo poeta e ator Artur Gomes, que atuou também na coordenação e apresentação do evento. A Comissão Julgadora foi composta por: Orávio de Campos, teatrólogo, escritor, pesquisador de cultura popular, mestre em comunicação e professor da Faculdade de Filosofia de Campos. Arlete Sendra doutora em literatura e presidente da Academia Campista de Letras. Avelino Ferreira, jornalista e ator, articulista do jornal Folha da Manhã. Álvaro Rogério Goulart, professor, escritor e escultor, um dos vencedores do XIV Concurso Naciona l de Contos José Cândido de Carvalho. Sandra Leal, professora de literatura do Centro Educacional Nossa Senhora Auxiliadora.
A comissão foi presidida pelo atual presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Marco Antônio Leite Gondim, que atuou dando o voto de minerva para dois casos de empate, um na categoria poesia, e outro na categoria intérprete.
Depois de quase duas horas de intensa emoção proporcionado pela interpretação e poetas e atores, a comissão julgadora chegou ao seguinte resultado:
Poesia:
Primeiro Lugar – Ele Bebe Toró
Autor: Luciano Carvalho, de São Paulo-SP
Segundo Lugar – Panis Et Circense
Autor: Antônio Roberto Góis Cavalcanti, de Campos-RJ
Terceiro Lugar – Elo Perdido
Autora: Adriana Medeiros, de Campos-rj
Quarto Lugar – Entre Deus e Pernas
Autora: Adriana Medeiros
Quinto Lugar – Ave-Marias
Autor: Paulo Barbosa Alves, de São paulo-SP
Intérpretes:Primeiro Lugar – Adriana Medeiros
Segundo Lugar – Luciano Carvalho
Terceiro Lugar – Filipe Manhães
Petrobras lança site sobre CPI
A Petrobras tem divulgado na sua intranet informações sobre a questão abaixo para que toda sua força de trabalho tenha como fonte a própria Empresa e as receba em primeira mão. Ampliando o alcance, para que a sociedade também tenha acesso a informaçõesa partir da Petrobas foi divulgado hoje no Estadão o site criado pela Companhia. Cabe a todos nós divulgar para os familiares, amigos e a quem mais possamos
alcançar.

Alvo de uma CPI no Senado, a Petrobrás inaugurou um site na web paradivulgar fatos e dados recentes da estatal brasileira. Segundo a assessoriada estatal, o endereço www.petrobras.com.br/fatosedados
"reitera ocompromisso da companhia com a transparência".

Novos Uivos

Olá, amigos.
No próximo feriado (11/06) tem Sarau CONECTE!
Das 19:30 às 23h e com entrada franca.
Local: Estilo da Lapa (Av Mem de Sá, 127 - RJ)

CONECTANDO:
Dalberto Gomes - Lançando "Dando a cara a tapa"
Flávio Dórea - Lançando "Fotografia de um poeta"João João -
Música
Os CONECTADOS! - Performance
E mais Ciranda Poética com os artistas presentes.
Até quinta.
Carlitos & Barbara-Ella
Pazzzzzzzzzzzzzz

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