quarta-feira, 10 de junho de 2009

Mataram a Poesia Célio
Pedreira Jura Que Não Foi ele

VACINA

Seu choro brotou
tão quente e sólido
que alcançou
meus estreitos.

Assim pedra
ouço sua dor
e trinco-a nos dentes
fazendo em pó
seus inversos.
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Célio Pedreira

Cavalo Selvagem

eu sou cavalo selvagem
não sei o peso da sela
não tenho freio nos beiços
nem cabresto
nem marca de ferro quente
não tenho crina cortada
não sou bicho de curral

eu sou cavalo selvagem
meu pasto é o campo sem fim
para mim não existe cerca
sigo somente o capim

eu sou cavalo selvagem
selvagem é minha alegria
de ser livre noite e dia
selvagem é só apelido
meu nome é mesmo cavalo

cavalo solto no pasto
veloz carreira que faço
lavrado todo atravesso
caminhos no campo eu traço
eu corro livre galope
transformo galope em verso

eu sou cavalo selvagem
sou garanhão neste campo
eu sou rebelde alazão
sou personagem de lendas
sou conversa nas fazendas
sou filho livre do chão

eu sou cavalo selvagem
meu mundo é a imensidão

Eliakin Rufino - Roramima RR - interpretado no V FestCampos
de Poesia Falada - 2003 - Por Gean Queiroz(Roraima)
prêmio segundo melhor intérprete.

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