quarta-feira, 24 de junho de 2009

GRUPO SAMBA URBANO
Convidado Especial
DELCIO CARVALHO
BALNEÁRIO DA LAPA Av. Mem de Sá, 63 ? LapaInformações e Reservas 2222-0328
25/06 - 5ª feira às 20:30 horasR$ 10,00 -18 anos
LISTA AMIGA R$ 7,00
sambaurbano@hotmail.com



Caros Amigos,
Segue link para artigo que coloquei lá no blog urgente http://urgente.blogspot.com/2009/06/por-uma-greve-nacional-dos-jornalistas.html
Abs Vitor Menezes
A Academia Campista de Letras
recebe o escritor Márcio de Sousa Soares,
autor de A Remissão do Cativeiro,
A dádiva da alforria e o governo dos escravos nos Campos Goitacases, c. 1750 – c. 1830.
O lançamento se dará, dia 25/06, às 19 horas,
e a seguir haverá um coquetel de congraçamento.


Autor: Márcio de Sousa Soares
ISBN: 978-85-61022-13-6

“Há tempos se sabe que, no conjunto das sociedades escravistas do Novo Mundo, o Brasil foi o país que mais importou africanos escravizados. Sabe-se, também, que as alforrias foram bastante freqüentes nessas paragens. Salvo algumas poucas exceções, contudo, as duas constatações raramente foram lidas de forma conjunta pelos historiadores. Neste livro, Márcio Soares articula admiravelmente as duas pontas do processo institucional da escravidão, examinando uma zona central da economia brasileira oitocentista: as planícies açucareiras dos Campos dos Goitacases, no Rio de Janeiro. O autor trata do período de arranque da atividade na região, na virada do século XVIII para o XIX. Aliando exaustiva pesquisa documental e imaginação teórica, enfrenta interpretações consagradas a respeito das alforrias no Brasil, que as encararam como negação do cativeiro. Soares argumenta, pelo contrário, que as manumissões foram centrais para a reprodução de nosso edifício escravista. O trabalho que o leitor tem em mãos, com implicações de relevo para o conhecimento da história do Brasil e das demais sociedades escravistas americanas, certamente provocará debate. Mais não se espera de um livro de qualidade.”

Rafael de Bivar Marquese
Universidade de São Paulo

Currículo:
Márcio de Sousa Soares é Licenciado em História pela Faculdade de Filosofia de Campos (FAFIC). Obteve os títulos de Mestre e Doutor em História Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Atualmente é Professor Adjunto na Universidade Federal do Tocantins (UFT) e participa de dois projetos coletivos de pesquisa sobre alforria e mobilidade social de descendentes de escravos nas áreas canavieiras das Províncias de São Paulo e do Rio de Janeiro, nos séculos XVIII e XIX.


INTERNAÇÃO

(Ferreira Gullar, pai de dois filhos esquizofrênicos)

Ele entrava em surto
E o pai o levava de
carro para
a clínica
ali no Humaitá numa
tarde atravessada
de brisas e falou
(depois de meses
trancado no
fundo escuro de
sua alma)
pai,
o vento no rosto
é sonho, sabia?


Infelizmente, não temos o “sonho”, mas temos uma profunda noção de responsabilidade e um inquestionável respeito pelas dores do próximo, em especial aquele em momentâneo desequilíbrio psíquico, a quem tem-se oferecido não apenas o medicamento prescrito, mas o resgate da sua dignidade, enquanto criatura feita à imagem e semelhança do Pai e, por isso mesmo, predestinadamente fadada à luz e ao progresso. Talvez, muitos deles, sejam almas que caminham à nossa frente, buscando, na dificuldade transitória, o resgate de suas falhas do passado para, então, empreenderem o grande vôo que lhes garantirá a colheita da vida e a alegria do reencontro.

Não tem sido fácil, mas, num esforço cotidiano para driblar nossas ainda insistentes imperfeições e limitações, temos buscado, no aprendizado do amor incondicional, a nossa melhor arma contra o desânimo, o pessimismo e a desesperança. Tem sido a noção do dever e do compromisso inadiável com as leis divinas, inscritas na consciência de cada um dos Seus Filhos, a nossa fonte permanente de renovação, de compromisso com a verdade e com a perfeita e transparente aplicação das verbas que nos são enviadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pela Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes.

Tem sido desta forma, intransigente e rigorosa, a conduta da Liga Espírita de Campos, nos seus quase 79 anos, no cumprimento de uma das suas cinco missões, que é “manter em funcionamento o Hospital Abrigo Dr. João Viana para tratamento de doentes psiquiátricos”.
Assim, para que não pairem dúvidas ou outro qualquer tipo de justificativa/desculpa para não nos pagar o Convênio, relativo aos meses de abril e maio, pedimos que esclareça toda a comunidade campista através do seu respeitável blog, sobre o abaixo relatado:

Recebida verba no valor de R$ 300.000,00 referente a três meses (janeiro, fevereiro e março) na data de 28/04;
Prestação de contas entregue em 29/05;
Solicitação de pendências recebida em 22/05 e entregue em 05/06;
Solicitação de pendências recebida em 16/06 e entregue em 23/06;

Nota: estas pendências referem-se ao recebimento do convênio do mês de dezembro/2008;
Recebido em 07/04 o valor de R$ 100.000.00;
Prestação de contas em 15/05/09.

Permita-me lembrá-los que o Convênio foi assinado para vigência até junho e que todos os membros da Diretoria da Liga Espírita de Campos não são remunerados, nem recebem qualquer tipo de benefício ou vantagem, mantenho a minha indignação e estranheza pela forma como temos sido tratados pelos responsáveis pela Saúde em nosso Município, fazendo-me as seguintes indagações:

Até quando a burocracia vai se sobrepor ao tratamento do doente?
O doente pode esperar, as contas não?(se fosse o caso de estarmos atrasados no cumprimento das exigências);
Por que não pagar em dia como amplamente anunciado, deixando para promover a redução dos repasses caso as exigências não fossem cumpridas, nas parcelas posteriores?
O que faz os Gestores do Município pensarem que estão isentos de necessitarem, um dia, direta ou indiretamente, desse tipo ou de outro serviço prestado pela rede municipal de hospitais, ou seja, de estarem no meio do furacão , vítimas do descaso e do caos que eles mesmos ajudaram a implantar, pois desconstruíram e não estão sabendo reconstruir...

Tenho vergonha de olhar no olho dos internos, dos corpos médico e técnico, dos inúmeros funcionários, muitos deles pais e mães de família, pois eles já adivinham o que vou falar! E, aí, opto por pensar, pois talvez eles não consigam “adivinhar meu pensamento”!... Tristemente, penso em Bertold Brecht, quando diz:

“Na primeira noite,
eles se aproximam e roubam
uma flor do nosso jardim:
não dizemos nada.
Na segunda, já não se escondem.
Pisam as flores, matam o nosso cão
e não dizemos nada.
Até que um dia o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz e, conhecendo
o nosso medo, arranca-nos a
voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.”

Que me desculpem, mas hoje ventou sul no meu rosto!

Atenciosamente,
Maria Cristina Torres Lima,
pela Diretoria da LIGA ESPÍRITA DE CAMPOS, em 23 de junho de 2009.


Laguardia disse...
Prezados amigosHá muito venho lendo e vendo o que tem acontecido no Brasil com relação aos nossos políticos. Não passa um dia sem que haja uma denuncia de atos de corrupção, falta de ética, e imoralidade por parte de nossos governantes.O Presidente Lula recentemente em defesa do Senador José Sarney definiu que no Brasil existem dois tipos de cidadãos. Aqueles para os quais não existe lei ou Constituição e os demais que estão submetidos aos rigores da lei.Aqueles que sofrem nas filas do SUS, ficando internados em macas nos corredores dos hospitais e aqueles que se tratam nos melhores hospitais do país com a melhor equipe médica. Em ambos os casos o contribuinte paga.É chegada a hora de parar de reclamar e partir para a ação antes que seja tarde demais.Minha proposta e que comecemos em conjunto a pensar numa ação coordenada para o dia 7 de setembro de 2009. É o dia em que comemoramos a independência de nossa pátria, a libertação de nosso povo. Não há momento melhor do que este para um protesto contra a pouca vergonha, os desmandos do governo e o fato de que pouco a pouco estamos perdendo nossa liberdade e democracia.

Sugestões para o email laguardia.luizf@gmail.com

Nenhum comentário:

Postar um comentário