quinta-feira, 18 de junho de 2009


cris grando lendo hilda hilst - foto: avelino ferreira








Quando Tudo Pede Um
Pouco Mais de Calma

Adriana Medeiros

Nos últimos anos virei "expert" em perder amigos pra essa praga. Lamento ter conhecido o sofrimento de pessoas tão amadas e ter que aprender sobre a enfermidade delas.
Minha "meiga e doce" Lalá me deu lições admiráveis de otimismo e coragem durante toda a sua luta travada contra o câncer... Ela me dizia que isso não tira a espectativa diante da vida e que nada, de fato , acontece sem um porque... E lá vou eu com mais uma notícia sabida.
Não vou conseguir escrever mais nada pq me veio uma nostagia da minha lista de mortos que vai crescendo quando eu não quero e me fazendo admitir que isso é um rodizio,um revesamento da humanidade e que sempre , no jogo, existe a hora de estarmos no banco de reserva e nos prepararmos para um retorno triunfal ou brilhar e fazer música em outro plano.
De qualquer maneira fique com essa letra do Lenine que sempre soprava pra Lalá tentando acalentar os suspiros que nos pedem PACIÊNCIA.

Mesmo quando tudo
pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de calma
A vida não para
Enquanto o tempo acelera
E pede pressa
Eu me recusa ,faço hora
vou na valsa
A vida é tão rara
Enquanto todo mundo espera
A cura do mal
E a loucura finge que
Isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é tempo
Que lhe falta pra perceber?
Será que temos esse tempo
Pra perder ?
E quem quer saber...
A vida é tão rara...
Tão rara...
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei a vida não para...
A vida não para não...
Será que é tempo
Que lhe falta pra perceber?
Será que temos esse tempo pra perder???
E quem quer saber...
A vida é tão rara...
Tão rara
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei a vida não para
A VIDA NÃO PARA NÃO..........

Lenine


Cris Dalana No Festival de São João da Barra

O músico, cantor e compositor gaúcho(Passo Fundo), radicado em Campos Cris Dalana, está classificado com duas músicas para a fase final do Festival de Música de São João da Barra. Autor de extremo bom gosto, Cris recentemente foi premiado no XXI FECAM Festival de Música de Cardoso Moreira, com a música Nó do Tempo, e todas as quintas e sábado pode ser ouvido no Bar e Restaurante Capixaba, no início da Pelinca.


Mamãe é Brega no Cronópios

O site de arte e literatura Cronópios, um dos mais importantes da categoria no país http://www.cronopios.com.br/ acaba de publicar dois textos do poeta Artur Gomes um deles, Mamãe é Brega Mas é Xique, que teve sua primeira publicação neste blog, foi publicado também no blog Discutindo Literatura http://discutindoliteraturacronicas.blogspot.com/ o outro texto que está no Cronópios é Jura Secreta 78 uma prosa poética que mistura realidade e ficção bem ao estilo do poeta quando explora sua lira do delírio.


Ai, rapaz, tomara que sim!

Semana passada a Deise do SESC já veio me dizer que esse ano não poderão mais "bancar" o festival. Ao mesmo tempo em que eu já estava meio preparado pra isso (pelo que muitas pessoas me diziam), tinha muita confiança de que poderia acontecer ainda esse ano porque eles me pediram pra refazer 3 x o release do projeto.Mas, enfim, vamos vendo isso, também estou em contato com um pessoal do Rio que demonstrou algum interesse.Me mantenha, por favor, informado sobre esses "meandros culturais campistas", porque ainda me sinto leigo em entender a mentalidade dessa cidade. E vamos seguindo, na fé (inclusive de que o Luiz sairá bem dessa!) e criatividade.Um abraço grande do esquizosônico!

Harlem "AlienAqtor"


Caro Artur Gomes,

parabéns pela sintaxe apresentada em "Mamãe é brega mas é xique!" Lancei recentemente o romance "A Hora dos Náufragos", Ed. Bertrand Brasil.Gostaria de tê-lo como leitor.
Para mim, o leitor é mais importante do que o autor.
Segundo o poeta e tradutor Ivo Barroso, "Pedro Maciel nos faz acreditar na possibilidade de que a literatura brasileira possa ainda nos apresentar alguma coisa de novo que, curiosamente, remonta à própria arte de escrever: o estilo. Seu livro "A Hora dos Náufragos" nos perturba pela força de sua linguagem. O que há de mais próximo desse livro seriam os famosos "fusées" de Baudelaire".

abraçosempre,
Pedro Maciel
Artur Gomes, meu caríssimo
obrigado pelo generoso retorno. O meu primeiro romance intitulado
"A Hora dos Náufragos", Ed. Bertrand Brasil pode ser encontrado em todas as livrarirasbrasileiras mas, caso a livraria não tenha um exemplar no momento, faça o pedido ao livreiro que ele pede ao distribuidor. Sim, meu amigo, eu estive em Batatais e estava sempre levando um papo com O Uilcon, Leonardo Fróes e o Mautner. Naveguei pelo seu blog e não encontrei o meu texto. Provavelmente deve ser um texto sobre Leminski, não?
Mas não colaboro mais para jornais ou revistas. Sites, como http://www.cronopios.com.br/, http://www.digestivocultural.com.br/, http://www.storm-magazine.com/, entre outros, apenas reproduzem os meus breves ensaios que eram publicados no JB, O Globo, Folha, Suplemento Litrerário de Minas Gerais e Revista Bravo. Desde o ano de 2003 que voltei-me totalmente para a literatura.
Há uma fala do meu personagem em "A Hora dos Náufragos" que diz o seguinte : "Sinto-me profundamente superfície". Era assim que eu me sentia quando exercia o jornalismo. O jornalismo é bom para o escritor mas ele tem que saber a hora de parar. Não desligue os canais.
abraçosempre,
Pedro
Ps; em agosto lanço o segundo romance intitulado "Como deixei de ser deus".
PS2: "Mamãe é brega mas é xique" é um 'puta' texto, diria mesmo que um texto muito poético.

Artur, li sua prosa no Cronópios, gostei, tem o rosto do Coletivo Dulcinéia Catadora, estamos procurando prosa, fomos publicando poesia, falta a prosa, vou fazer uma proposta pessoal, caso haja interesse envie algo em torno de 26 a 30 contos desses, para dulcineia.catadora@gmail.com, não deciso sozinho, mas terá meu esforço para ter seu texto por lá. Tudo sobre o projeto você pode encontrar na duas últimas indicações abaixo.
Carlos Pessoa Rosa (Carlos Alberto Pessoa Rosa)
visite:
Informações das Cigarras
SESC Santo André
O projeto, que acontece sempre na penúltima sexta-feira de cada mês (maio a dezembro), promove uma feira de troca de livros, integrada à uma programação paralela, a fim de abrir espaço para encontro de leitores, debate de ideias, oficinas, intervenções literárias e contações de histórias. Em princípio, as obras disponibilizadas contemplam os livros mais procurados pelos leitores que frequentam e utilizam o acervo da nossa biblioteca, na sua grande maioria composto por obras de literatura contemporânea, prosa e poesia, abrangendo ainda os infanto-juvenis e áreas como fotografia, artes plásticas, esporte, turismo, música e muito mais.
Feira de Troca
Dia(s) 19/06 Sexta, das 11h30 às 21h.
Segunda edição do evento onde o público interessado em algum título deve apenas deixar outro (em bom estado) no momento da troca. Biblioteca
Dia(s) 19/06 Sexta, às 19h.
Em comemoração ao Dia do Meio Ambiente (05 de junho), o grupo As Rutes faz de forma intimista e bem humorada, considerações relevantes sobre a importância da troca de livros para preservação do meio em que vivemos.
Com Beatriz Carvalho e Cristiana Ceschi. Biblioteca.

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