sábado, 20 de junho de 2009











Cronópios publica prosa de campista


NA REDE - Dois textos escritos pelo poeta ganham a internet "Decididamente, mamãe não ouve e nem gosta do Rei Roberto Carlos, porque não tem medo de lobisomem e, desde os tempos em que lia José Cândido de Carvalho, sabe muito bem quem são os Coronéis [...] fuma um baseado quando lê Umberto Eco e passa a contar o que sobrou. Mamãe é foda, cultiva, no jardim, flores e trombetas e, às vezes, sai pelos campos catando cogumelos e ervas cidreiras, dizendo que o chá é bom para o fígado [...]". Essas palavras, transformadas em prosa, são do texto "Mamãe é brega mas é xique", de autoria do poeta Artur Gomes. Esse texto, assim como um outro, "Jura secreta 78", foi publicado no Cronópios, http://www.cronopios.com.br/, sítio virtual de grande reconhecimento em São Paulo e em todo o país. "Mamãe é brega mas é xique" é, também, o nome de uma série de outros textos, que vêm sendo trabalhados pelo autor. - O que estou produzindo para a série está no endereço http://.mamabrega.blogspot.com/ - anuncia Artur, falando um pouco das produções que podem ser lidas no Cronópios e de sua opção, aqui, pela prosa. - São textos em prosa poética, que misturam ficção e realidade.

A "mamãe", nos textos, fala do que gosta e não gosta, comenta situações, faz críticas. São textos com sátiras, críticos. E escolhi a aproximação com a prosa porque ela, diferentemente da poesia, te dá uma margem maior para dizer as coisas. E as coisas que acontecem em Campos, como conta Artur, não fogem à mira dos textos. - São sátiras que têm muito a ver com a cidade; é um olhar sobre ela - afirma. E isso pode ser visto através da própria "Mamãe...", que, decididamente e segundo Artur, sabe perfeitamente bem quem são os Coronéis...

fonte: Folha da Manhã http://www.fmanha.com.br/


O intelectual engole os palcos

Lapa. Esta é a protagonista. Preconceito. Discriminação. Prostituta se casa com médico e se transforma em dama da sociedade campista. Esta história envolvente e intrigante pertence ao conto "A mulher que segurou o Ururau pelo rabo", do livro "Na curva da Lapa", do professor Fernando da Silveira. Vitrinado no último dia 8, na Academia Campista de Letras, Fernando pediu à atriz Adriana Medeiros e seu parceiro de palco, José Sisneiros, que encenassem o conto referido no evento. Dito e feito. O trabalho deu tão certo que, a partir dele, os artistas decidiram transformar a obra do acadêmico num espetáculo para o teatro. A peça chamará "Volta da Lapa". Em cena, Adriana Medeiros e Pedro Fagundes sob direção de José Sisneiros.

Os três mosqueteiros estão ocupados na adequação dos contos escolhidos do livro, que traz "Ururau-Engole-Mundo", amigo da preservação das histórias e dos "causos" da gente campista. A previsão é que a primeira apresentação aconteça no prazo de um mês.

Sobre o autor - Fernando da Silveira se graduou em Direito pela Faculdade de Direito de Campos, em 1970, e adquiriu Licenciatura Plena em Direito Usual e Legislação pela Faculdade Niteroiense de Formação de Professores, em 1975. Se especializou em Direito Privado em1998 e em Direito Processual Civil em 1996, ambos através da Faculdade de Direito de Campos. Mais tarde, em 1987, começou a trilhar caminhos distintos, através da especialização em Comunicação Integrada pela Faculdade de Filosofia de Campos e mestrado em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, datado de 2003. Atualmente, é professor titular do Centro Universitário Fluminense e membro da Academia Campista de Letras (ACL). - Fernando da Silveira retrata, em seus textos, lugares da cidade por um viés que nossos olhos não captam.

Pisoteia a burocracia, existente na época e ainda tão presente nos dias de hoje. Escreve com tanta verdade, que parece que estamos entre quatro paredes. O erotismo é demonstrado com elegância, nas entrelinhas. Fazer este trabalho será um presente - afirma Adriana. A atriz revelou ter conhecido Fernando da Silveira entre 1986 e 1987, quando assistia aulas ministradas por ele na Faculdade de Filosofia. O curioso era que ela não estudava na instituição, apenas assistia às aulas junto de alguns de seus amigos. - O livro fala de preconceito e destruição através da ganância. Retrata o falso moralismo, o comportamento das pessoas na sociedade e a falta de atenção com os bens naturais da cidade, como, por exemplo, o tão atual Canal Campos-Macaé.

Nossa intenção é levar este trabalho rico e fascinante para as faculdades e fazer com que os textos sejam, finalmente, abertos ao debate - opina Sisneiros. Entre os idealizadores da peça, é consensual a possibilidade de se realizar um trabalho de qualidade sem ser provinciano ou pequeno, se aproveitando da força do texto de Fernando. Para Adriana e Sisneiros, o teatro é um veículo usado para mostrar e valorizar o trabalho de quem o constrói.


v-
há uns três dias que não parava de chover. o que era um bom motivo pra ela não sair do quarto. que já era um todo impregnado de sexo. seus dedos-desejos. fumou o último cigarro deliciosamente. o gato por entre as roupas jogadas por cima do baú. uma vida que parecia lhe sorrir. sentia-se cansada e só. como em qualquer outro dia. pensou no sujeito que há anos lhe pareceu tão interessante
: seus corpos não se encontravam há já pra lá de duas semanas. ele a mordia, sugava, dançava sobre suas ancas ao som do samba que lhes batia ao longe. ela se movia vaga-rosa-mente. arfava o eterno cansaço dos joelhos que não dormem. ele insistia. virava-a e ela se re-virava. era molhada e vermelha-sangue. sangue, puta não. não como ele gostava que fosse. molhada penetrou-a todos lados. ela contraiu-se. ele insistia fogo. resfolegou. passou-lhe a língua nos suores que tanto prazer lhe davam. voltou a cobri-la. dói ela disse. levantou. insistiu em se lavar as mãos e pênis. podia vê-la no escuro (aquela... pediu que tentasse. insistisse num esforço à favor de suas necessidades mais e tão vitais). voltou pra cama e ela lhe abraçou. sua pélvis encontrou de novo ancas-fantásticas-flácidas. gostava. suas mãos queriam o ar. em movimento vento. ela friccionava-se nele que prendia louco o ar pra não ter que dizer qualquer coisa. um nome que não era um qualquer. quase explodia vermelho não dela. de sonhos desfeitos. você me quer muito? ela arfava num quase-desejo. eu te amo muito, você me ama o quanto? sim. o abraçou. ele via o cinzento mar e ela gozava. ele tinha de lavar as mãos. como ela pôde gozar? mulheres!... puxou-o glande, mas ele se levantou. precisava de literatura. de cigarros...
que se passa? ele sempre a fazia gozar em só pensar. eles que tinham a toda perícia-imaginária. teria ela desaprendido os dedos de tanta falta de inércia e então viciados-insensíveis? dessa vez não conseguiu. pensou em sair. incrível. ver gente. precisava de um bom pretexto e o tinha

: cigarros!

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