segunda-feira, 29 de junho de 2009






Inscrições para o Edital
do BNB iniciam no dia
29

A partir do próximo dia 29, o Banco do Nordeste do Brasil (BNB), em parceria com o BNDES, dará início ao Programa BNB de Cultura 2010. O objetivo será o estímulo de ações culturais na Região Nordeste, norte de Minas e norte do Espírito Santo.
Nesta edição, o Programa incentivará projetos de música, literatura, artes cênicas, artes visuais, audiovisual e artes integradas. As inscrições deverão ser realizadas pelo site do BNB, até 24 de julho.
Fonte: site Lei de Patrocínio

Edital da Infraero beneficiará
projetos culturais e esportivos

A Infraero recebe, até 15 de julho, a inscrição de projetos culturais e esportivos para patrocínio e apoio no segundo semestre de 2009 e primeiro semestre de 2010. Na área cultural, o Programa está voltado para projetos aprovados pela Lei Rouanet nas áreas de artes visuais, artes cênicas, música, literatura, cinema, vídeos e eventos.

Já na área esportiva, a empresa continuará incentivando a Confederação Brasileira de Judô e patrocinará projetos desportivos, independentemente da utilização dos benefícios fiscais. Os interessados deverão se inscrever diretamente pelo site da Infraero. Fonte: site Lei de Patrocínio

Lei de Esporte do ICMS RJ
voltará a aprovar projetos

A Secretaria de Esporte do Rio, que havia suspendido a avaliação e aprovação de projetos esportivos desde novembro de 2008, voltará a analisar nesta quinta-feira (16/04), projetos que tenham interesse em pleitear os benefícios fiscais da Lei do ICMS-RJ.
Contudo, após a paralisação, a Secretaria definiu como estratégia deste ano, o incentivo a projetos de caráter olímpico, visando principalmente o desenvolvimento do esporte e estímulo à candidatura da cidade do Rio para as Olimpíadas de 2016.

Fonte: site Lei do Patrocínio

Programa Rumos Itaú Cultural
2009 recebe inscrições de projetos


O Programa Rumos Itaú Cultural, um dos maiores programas nacionais de apoio financeiro a projetos artísticos e culturais, está com as inscrições abertas para a edição de 2009. O objetivo é incentivar a produção artística e intelectual explorando a criatividade.
Neste ano, o Programa investirá nas áreas de Arte Cibernética, Cinema e Vídeo, Dança e Jornalismo Cultural. As inscrições são gratuitas e estão abertas até o dia 29 de maio para os três primeiros editais e até 31 de julho para o último.

FONTE: site Lei de Patrocínio

Mudanças previstas
para a Lei Agnelo-Piva

O Ministério do Esporte apresentará uma proposta de decreto para regulamentar a distribuição de recursos da Lei Agnelo-Piva, que atualmente destina verbas provenientes de loterias para o Comitê Olímpico (COB) e o Comitê Paraolímpico (CPB).
O objetivo do novo decreto é repassar cerca de 30% dos recursos para clubes formadores de atletas olímpicos, contribuindo assim, para o crescimento do esporte no país.
FONTE: site Lei do Patrocínio

"Apresentação de projetos ao
MinC já pode ser feita pela internet

Já está disponível no site do Ministério da Cultura o novo formulário para o preenchimento de propostas culturais pela internet. Para apresentar a proposta, é necessário preencher o formulário eletrônico no Sistema de Apoio às Leis de Incentivo - SALICWEB - e enviá-lo pela internet. Nele estão contidas todas as orientações sobre o envio. Em breve será disponibilizado um manual com instruções para o preenchimento.Depois de autorizado pelo MinC, o proponente deve encaminhar, à sede do MinC em Brasília, ou a uma das representações regionais, o formulário preenchido e assinado e a documentação listada na Portaria nº 54/2008, conforme o segmento cultural do projeto e a natureza do proponente.Caso falte algum documento, ou algo seja encaminhado em desacordo com o exigido, o proponente será comunicado por e-mail, para se adequar. Somente após a análise da documentação, se esta estiver conforme estabelecido, a proposta é convertida em projeto cultural e este recebe um número no PRONAC (Programa Nacional de Apoio à Cultura), pelo qual será identificado.Atenção: Para acessar o formulário é necessário antes se cadastrar no SALICWEB.
Lei de Incentivo ao
Esporte sofre mudanças

O Ministério do Esporte publicou recentemente a Portaria de n° 198, que apresenta novas diretrizes na elaboração de projetos esportivos, como por exemplo, o prazo limite de 2 anos para a execução de projetos desportivos e paradesportivos de ação continuada.
Outra novidade é o estimulo para o patrocínio por pessoas físicas através da divulgação de informações de como patrocinar projetos. A primeira medida do Ministério foi destinar o valor de 10% para a captação realizada somente com pessoas físicas, que podem destinar 6% do IR.
Além disso, está em tramite no Senado o retorno da lei que concede isenção de impostos sobre equipamentos esportivos para treinamento e preparação de atletas para competições em jogos olímpicos, paraolímpicos, pan-americanos e mundiais. A expectativa é que no ano que vem os atletas possam se beneficiar da lei.

Para maiores informações acesse:
http://www.leidepatrocinio.com.br/

sexta-feira, 26 de junho de 2009







Virada Cultural Solidária


Dia 12 julho domingo das 15:00h
Até a madrugada do dia 13 de julho

Dia 13 julho horário a definir
Dia Internacional do Rock
Local: Shoopping Estrada
Uma homenagem Ao Avyador do Rock Luizz Ribeiro
http://www.youtube.com/watch?v=SG1cG5HvyTM&feature=channel_page
Blog IN Rock, Blues, MPB, Reggae,
Teatro, Poesia & Baratos Afins

já confirmada as participações de:

Lolô, Cris Dalana, França, Álvaro Manhães, Ângelo Nani, Bia Reis, Nelsinho Meméia(Blues Band Vidro), Reubes Pess Band, Evolução das Espécie, Adriana Medeiros, Grupo de teatro Nós na Rua(São João da Barra, Lene Moraes, Renato Arpoador, Leo Navarro, Dalton Freire, Artur Gomes e Fernando Guru.

Na produção: Romualdo Braga, Wellington Cordeiro, Gustavo Rangel, Nick Ferreira, Leo Navarro, Nelsinho Meméia, Alexandro Florentino e Artur Gomes

Fulinaimagem
o que trago embaixo as solas dos sapatos
é fato
bagana acesa sobra do cigarro
é sarro
dentro do carro ainda ouço Jimmi Hendrix
quando quero
dancei bolero
sampleAndo rock and roll
pra colher lírios há que se por o pé na lama
a seda pura é foto síntese do papel
tem flor de lótus nos bordéis Copacabana
procuro um mix da guitarra de Santanna
com os espinhos da Rosa de Noel

Artur Gomes
Nação Goytacá
http://goytacity.blogspot.com/
fulinaíma vídeo poesia
Aidan diz que vereadores são desocupados

Por: Júlio Gardesani julio@abcdmaior.com.br

Declarações causaram mal-estar durante sessão

Em resposta oficial ao requerimento de informações do vereador Jairo Bafile, o Jairinho (PT), solicitando explicações sobre os convênios firmados pela Prefeitura de Santo André com ONGs, o prefeito Aidan Ravin (PTB) se negou a prestar esclarecimentos afirmando que os questionamentos seriam ações de “desocupados”. O documento causou mal-estar entre os vereadores durante a sessão desta quinta-feira (25/06).
Além dos “desocupados”, a Prefeitura, ainda de acordo com o documento, não poderia dar explicações sobre os convênios a “adversários políticos”, que pretendem apenas “atormentar inutilmente aqueles que (Administração) estão encarregados de cuidar de coisas mais importantes”.
Jairinho, que considerou as declarações um “desrespeito” com os vereadores, levou o documento ao Ministério Público, cobrando na Justiça que Aidan preste as explicações sobre os convênios.
“Os contratos geram dúvidas em todos os vereadores. Alguns contratos nem foram divulgados nos Atos Oficiais. Essa é a ditadura do Aidan, que desrespeitou todos os parlamentares e a população com esta resposta agressiva”, afirma Jairinho.
Até mesmo os vereadores da situação consideraram os ataques desnecessários. “Se ele chama os vereadores de desocupados ele também é. Todos, assim como o prefeito, estão aqui para o bem da cidade. Desocupado é o Aidan”, rebateu Evilásio Santana, o Bahia (DEM).
A resposta pode comprometer a “aproximação” e a trégua na troca de farpas entre a bancada do PT e o prefeito Aidan. “Pelo jeito, não tem como resolver este problema. A Administração tem um ranço com o PT que é irrecuperável. O ataque parte do próprio governo”, garantiu o presidente municipal do PT e vereador Tiago Nogueira.
A prefeitura se defendeu dizendo que a solicitação do vereador foi “infundada”, pois seria necessário parar os trabalhos do Executivo para responder ao requerimento.
“Ele deveria ter especificado de qual contrato queria as informações. Para responder tudo teríamos que parar vários setores. Não houve intenção de ofender, mas sim, sermos didáticos. Ninguém é desocupado, mas o PT é um adversário político. Não acredito que as relações possam piorar depois deste fato”, se explicou o secretário de Gabinete, Walter Torrado, o Beto.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

GRUPO SAMBA URBANO
Convidado Especial
DELCIO CARVALHO
BALNEÁRIO DA LAPA Av. Mem de Sá, 63 ? LapaInformações e Reservas 2222-0328
25/06 - 5ª feira às 20:30 horasR$ 10,00 -18 anos
LISTA AMIGA R$ 7,00
sambaurbano@hotmail.com



Caros Amigos,
Segue link para artigo que coloquei lá no blog urgente http://urgente.blogspot.com/2009/06/por-uma-greve-nacional-dos-jornalistas.html
Abs Vitor Menezes
A Academia Campista de Letras
recebe o escritor Márcio de Sousa Soares,
autor de A Remissão do Cativeiro,
A dádiva da alforria e o governo dos escravos nos Campos Goitacases, c. 1750 – c. 1830.
O lançamento se dará, dia 25/06, às 19 horas,
e a seguir haverá um coquetel de congraçamento.


Autor: Márcio de Sousa Soares
ISBN: 978-85-61022-13-6

“Há tempos se sabe que, no conjunto das sociedades escravistas do Novo Mundo, o Brasil foi o país que mais importou africanos escravizados. Sabe-se, também, que as alforrias foram bastante freqüentes nessas paragens. Salvo algumas poucas exceções, contudo, as duas constatações raramente foram lidas de forma conjunta pelos historiadores. Neste livro, Márcio Soares articula admiravelmente as duas pontas do processo institucional da escravidão, examinando uma zona central da economia brasileira oitocentista: as planícies açucareiras dos Campos dos Goitacases, no Rio de Janeiro. O autor trata do período de arranque da atividade na região, na virada do século XVIII para o XIX. Aliando exaustiva pesquisa documental e imaginação teórica, enfrenta interpretações consagradas a respeito das alforrias no Brasil, que as encararam como negação do cativeiro. Soares argumenta, pelo contrário, que as manumissões foram centrais para a reprodução de nosso edifício escravista. O trabalho que o leitor tem em mãos, com implicações de relevo para o conhecimento da história do Brasil e das demais sociedades escravistas americanas, certamente provocará debate. Mais não se espera de um livro de qualidade.”

Rafael de Bivar Marquese
Universidade de São Paulo

Currículo:
Márcio de Sousa Soares é Licenciado em História pela Faculdade de Filosofia de Campos (FAFIC). Obteve os títulos de Mestre e Doutor em História Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Atualmente é Professor Adjunto na Universidade Federal do Tocantins (UFT) e participa de dois projetos coletivos de pesquisa sobre alforria e mobilidade social de descendentes de escravos nas áreas canavieiras das Províncias de São Paulo e do Rio de Janeiro, nos séculos XVIII e XIX.


INTERNAÇÃO

(Ferreira Gullar, pai de dois filhos esquizofrênicos)

Ele entrava em surto
E o pai o levava de
carro para
a clínica
ali no Humaitá numa
tarde atravessada
de brisas e falou
(depois de meses
trancado no
fundo escuro de
sua alma)
pai,
o vento no rosto
é sonho, sabia?


Infelizmente, não temos o “sonho”, mas temos uma profunda noção de responsabilidade e um inquestionável respeito pelas dores do próximo, em especial aquele em momentâneo desequilíbrio psíquico, a quem tem-se oferecido não apenas o medicamento prescrito, mas o resgate da sua dignidade, enquanto criatura feita à imagem e semelhança do Pai e, por isso mesmo, predestinadamente fadada à luz e ao progresso. Talvez, muitos deles, sejam almas que caminham à nossa frente, buscando, na dificuldade transitória, o resgate de suas falhas do passado para, então, empreenderem o grande vôo que lhes garantirá a colheita da vida e a alegria do reencontro.

Não tem sido fácil, mas, num esforço cotidiano para driblar nossas ainda insistentes imperfeições e limitações, temos buscado, no aprendizado do amor incondicional, a nossa melhor arma contra o desânimo, o pessimismo e a desesperança. Tem sido a noção do dever e do compromisso inadiável com as leis divinas, inscritas na consciência de cada um dos Seus Filhos, a nossa fonte permanente de renovação, de compromisso com a verdade e com a perfeita e transparente aplicação das verbas que nos são enviadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pela Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes.

Tem sido desta forma, intransigente e rigorosa, a conduta da Liga Espírita de Campos, nos seus quase 79 anos, no cumprimento de uma das suas cinco missões, que é “manter em funcionamento o Hospital Abrigo Dr. João Viana para tratamento de doentes psiquiátricos”.
Assim, para que não pairem dúvidas ou outro qualquer tipo de justificativa/desculpa para não nos pagar o Convênio, relativo aos meses de abril e maio, pedimos que esclareça toda a comunidade campista através do seu respeitável blog, sobre o abaixo relatado:

Recebida verba no valor de R$ 300.000,00 referente a três meses (janeiro, fevereiro e março) na data de 28/04;
Prestação de contas entregue em 29/05;
Solicitação de pendências recebida em 22/05 e entregue em 05/06;
Solicitação de pendências recebida em 16/06 e entregue em 23/06;

Nota: estas pendências referem-se ao recebimento do convênio do mês de dezembro/2008;
Recebido em 07/04 o valor de R$ 100.000.00;
Prestação de contas em 15/05/09.

Permita-me lembrá-los que o Convênio foi assinado para vigência até junho e que todos os membros da Diretoria da Liga Espírita de Campos não são remunerados, nem recebem qualquer tipo de benefício ou vantagem, mantenho a minha indignação e estranheza pela forma como temos sido tratados pelos responsáveis pela Saúde em nosso Município, fazendo-me as seguintes indagações:

Até quando a burocracia vai se sobrepor ao tratamento do doente?
O doente pode esperar, as contas não?(se fosse o caso de estarmos atrasados no cumprimento das exigências);
Por que não pagar em dia como amplamente anunciado, deixando para promover a redução dos repasses caso as exigências não fossem cumpridas, nas parcelas posteriores?
O que faz os Gestores do Município pensarem que estão isentos de necessitarem, um dia, direta ou indiretamente, desse tipo ou de outro serviço prestado pela rede municipal de hospitais, ou seja, de estarem no meio do furacão , vítimas do descaso e do caos que eles mesmos ajudaram a implantar, pois desconstruíram e não estão sabendo reconstruir...

Tenho vergonha de olhar no olho dos internos, dos corpos médico e técnico, dos inúmeros funcionários, muitos deles pais e mães de família, pois eles já adivinham o que vou falar! E, aí, opto por pensar, pois talvez eles não consigam “adivinhar meu pensamento”!... Tristemente, penso em Bertold Brecht, quando diz:

“Na primeira noite,
eles se aproximam e roubam
uma flor do nosso jardim:
não dizemos nada.
Na segunda, já não se escondem.
Pisam as flores, matam o nosso cão
e não dizemos nada.
Até que um dia o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz e, conhecendo
o nosso medo, arranca-nos a
voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.”

Que me desculpem, mas hoje ventou sul no meu rosto!

Atenciosamente,
Maria Cristina Torres Lima,
pela Diretoria da LIGA ESPÍRITA DE CAMPOS, em 23 de junho de 2009.


Laguardia disse...
Prezados amigosHá muito venho lendo e vendo o que tem acontecido no Brasil com relação aos nossos políticos. Não passa um dia sem que haja uma denuncia de atos de corrupção, falta de ética, e imoralidade por parte de nossos governantes.O Presidente Lula recentemente em defesa do Senador José Sarney definiu que no Brasil existem dois tipos de cidadãos. Aqueles para os quais não existe lei ou Constituição e os demais que estão submetidos aos rigores da lei.Aqueles que sofrem nas filas do SUS, ficando internados em macas nos corredores dos hospitais e aqueles que se tratam nos melhores hospitais do país com a melhor equipe médica. Em ambos os casos o contribuinte paga.É chegada a hora de parar de reclamar e partir para a ação antes que seja tarde demais.Minha proposta e que comecemos em conjunto a pensar numa ação coordenada para o dia 7 de setembro de 2009. É o dia em que comemoramos a independência de nossa pátria, a libertação de nosso povo. Não há momento melhor do que este para um protesto contra a pouca vergonha, os desmandos do governo e o fato de que pouco a pouco estamos perdendo nossa liberdade e democracia.

Sugestões para o email laguardia.luizf@gmail.com

terça-feira, 23 de junho de 2009















Riverdies Hoje No Teatro Odisséia
Dia 23 junho 20:00h
Rua Mem de Sá – Lapa – Rio de Janeiro

Alex Melch – vocal
Fil Buc – guitarra
Leo Graterol – guitarra
Gui Farizelli – baixo
Vítor - batera

Riverdies – Still Remans
http://www.youtube.com/watch?v=3k0FRyoPoKo&feature=channel_page

PátriA(r)mada

só me queira assim caçado
mestiço vadio latino
leão feroz cão danado
perturbando o teu destino

só me queira enfeitiçado
veloz macio felino
em pêlo nu depravado
em tua cama sol a pino

só me queira encapetado
profanando àqueles hinos
malandro moleque safado
depravando os teus meninos

só me queira desalmado
cão algoz e assassino
duplamente descarado
quando escrevo e não assino

Artur Gomes

http://goytacity.blogspot.com/
Mamãe é Brega Mas é Xique
http://mamabrega.blogspot.com/



domingo, 21 de junho de 2009






Segunda Feira, 22 de junho às 23 horas pela UFMG Educativa 104.5

Wiltod Gombrowicz + Entrevista com Artur Gomes
O programa Tropofonia é produzido e apresentado pelo poeta mineiro Wilmar Silva, e pelo cineasta e teatrólogo portenho Sebastian Moreno.

Artur Gomes estará de 9 a 12 de julho está em Belo Horizonte com a performance multimídia LeminskiArte da Palavra em Cena, onde interpreta a poesia de Paulo Leminski em vídeo e no palco.

Cris Dalana Vence Festival em São João da Barra

com uma maginífica interpretação da sua belíssima canção Semeia, ouça aqui: http://www.youtube.com/watch?v=Vz_ro2TB9aM&feature=channel_page o gaúcho Cris Dalana, faturou o primeiro lugar do XXII Festival da Canção de São João da Barra, na noite do último sábado dia 20 de junho. Além da primeiro lugar, Cris Dalana foi também escolhido como o Melhor Intérprete. Gaúcho de Passo Fundo há lgum tempo radicado em Campos dos Goytacazes, Cris já tem uma história vencedora pelos Festivais de Música da região. Músico, compositor e cantor com um estilo original, apresenta em suas belas baladas, além de um ritmo contagiante, como em Muro http://www.youtube.com/watch?v=87jrMPTADvM&feature=channel_page e Nó do Tempo http://www.youtube.com/watch?v=I3Kk-BKEDp4&feature=channel_page Para os campistas ou para quem estiver em Campos, e que aina não conhecem o seu talento Cris Dalana pode ser visto e ouvido todas as quintas e sábados no Bar e Restaurante Capixaba, no início da Pelinca.
Dias 2 e 3 de julho um evento na Argentina discutirá os coletivos Eloísa Cartonera e Dulcinéia Catadora e seu papel na divulgação de autores brasileiros na Argentina e argentinos no Brasil. Confira a programação, que está bem legal. Xico Sá, nosso colaborador, autor de Tripa de Cadela, participará do evento. E nossos livros estarão lá.

O prédio é cinzento e em local esfumaçado e barulhento. Seus traços dos anos 40 não escondem a idade. E sua robustez não deixa dúvida quanto à sua intenção de durar por muitas e muitas gerações. A tinta desbotada, o forro em mau estado, as portas e janelas fragilizadas, por outro lado, mostram que mesmo os mais valentes inspiram cuidados.Esta é a sede da Associação de Imprensa Campista (AIC), entidade que completou 80 anos no último dia 17 – e comemorou ontem com pinta de velhinha assanhada, se mexendo sob o samba de Lene Moraes.
O prédio, na Rua Formosa (que me recuso a chamar de Tenente Coronel Cardoso), próximo ao cruzamento com 13 de Maio, merece ser mais conhecido pelos campistas e ser definitivamente incluído entre os bens tombados do município.Ele já é protegido pela área de interesse histórico do Centro, o que lhe garantiu documento que determina a preservação da fachada e fez ser removida uma indecorosa janela de vidro azul que um dos inquilinos manteve por anos em uma das salas com vista para a rua.
A associação é mais antiga que a maioria dos veículos de comunicação da cidade, e tem vocação para ser um local para abrigar um possível museu da imprensa, numa região que tem certa tradição no ramo – especialmente em razão da saga deste Monitor Campista, com seus 175 anos.Além disso, a AIC tem sido uma aliada importante na defesa do jornalismo de qualidade e da organização dos jornalistas, servindo também de sede para a representação local do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, entidade que já passou dos 50 anos e também inspira cuidados por parte da categoria – e, diferentemente da associação, ainda não goza do conforto de ter uma casa própria.
Neste momento em que o jornalismo é fortemente impactado pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de extinguir a necessidade de formação universitária na área para o exercício da profissão, tanto os jornalistas quanto a sociedade precisam cuidar das instituições que historicamente defendem a democracia e a liberdade de expressão. Uma desvirtuação do debate acerca do diploma provocou a interpretação equivocada de que os jornalistas e suas entidades seriam contrários à livre difusão de idéias. Justamente o jornalismo e os jornalistas, historicamente perseguidos em razão da luta pelo direito de publicar as diferentes vozes da sociedade.
Esta mesma AIC, que pode ser vista como excessivamente vetusta pelos que não a conhecem de perto, abrigou palestras de comunistas em tempos sombrios, convenções de partidos e movimentos de diferentes tonalidades ideológicas.Para o bem de Campos e do jornalismo, vida longa à AIC.
Artigo publicado na edição de hoje do Monitor Campista
Postado por Vitor Menezes
Rio em Pele Feminina

o rio com seus mistérios
molha meu cio em silêncio
desejo o que nos separa
a boca em quantos minutos
as flores soltas na fala
o pó dos ossos dos anos

você me diz não ter pressa
teus olhos fogo na sala
o beijo um lance de dados
cuidado cuidado cuidado
não beije assim meus segredos

meus olhos faróis nos riachos
meus braços dois afluentes
pedaços do corpo no rio
meus seios ilhas caladas
das chamas não conhece o pavio
se você me traz para o cio
assim que o sexo aflora
esta palavra apavora

o beijo dado mais cedo
quebra meu ser no espelho
meu cerne é carne de vidro
na profissão dos enredos

quando mais água me sinto
presa ao lençol dos seus dedos
o rio retrata meu centro
na solidão de mim mesma
segundo a segundo nas águas

lá onde o sol é vazante
lá onde a lua é enchente
lá onde o sol é estrada
onde coloca seus versos
me encontro peixe e mais nada

por tudo quanto o mais sagrado

escrevo este poema
para te Le var à boca
como mais profundo beijo

mesmo assim
não mato teu desejo
não sacio tua fome

porque neste poema
não está a minha língua
nem a carne do meu nome


Artur Gomes
http://poeticasfulinaimicas.blogspot.com



sábado, 20 de junho de 2009











Cronópios publica prosa de campista


NA REDE - Dois textos escritos pelo poeta ganham a internet "Decididamente, mamãe não ouve e nem gosta do Rei Roberto Carlos, porque não tem medo de lobisomem e, desde os tempos em que lia José Cândido de Carvalho, sabe muito bem quem são os Coronéis [...] fuma um baseado quando lê Umberto Eco e passa a contar o que sobrou. Mamãe é foda, cultiva, no jardim, flores e trombetas e, às vezes, sai pelos campos catando cogumelos e ervas cidreiras, dizendo que o chá é bom para o fígado [...]". Essas palavras, transformadas em prosa, são do texto "Mamãe é brega mas é xique", de autoria do poeta Artur Gomes. Esse texto, assim como um outro, "Jura secreta 78", foi publicado no Cronópios, http://www.cronopios.com.br/, sítio virtual de grande reconhecimento em São Paulo e em todo o país. "Mamãe é brega mas é xique" é, também, o nome de uma série de outros textos, que vêm sendo trabalhados pelo autor. - O que estou produzindo para a série está no endereço http://.mamabrega.blogspot.com/ - anuncia Artur, falando um pouco das produções que podem ser lidas no Cronópios e de sua opção, aqui, pela prosa. - São textos em prosa poética, que misturam ficção e realidade.

A "mamãe", nos textos, fala do que gosta e não gosta, comenta situações, faz críticas. São textos com sátiras, críticos. E escolhi a aproximação com a prosa porque ela, diferentemente da poesia, te dá uma margem maior para dizer as coisas. E as coisas que acontecem em Campos, como conta Artur, não fogem à mira dos textos. - São sátiras que têm muito a ver com a cidade; é um olhar sobre ela - afirma. E isso pode ser visto através da própria "Mamãe...", que, decididamente e segundo Artur, sabe perfeitamente bem quem são os Coronéis...

fonte: Folha da Manhã http://www.fmanha.com.br/


O intelectual engole os palcos

Lapa. Esta é a protagonista. Preconceito. Discriminação. Prostituta se casa com médico e se transforma em dama da sociedade campista. Esta história envolvente e intrigante pertence ao conto "A mulher que segurou o Ururau pelo rabo", do livro "Na curva da Lapa", do professor Fernando da Silveira. Vitrinado no último dia 8, na Academia Campista de Letras, Fernando pediu à atriz Adriana Medeiros e seu parceiro de palco, José Sisneiros, que encenassem o conto referido no evento. Dito e feito. O trabalho deu tão certo que, a partir dele, os artistas decidiram transformar a obra do acadêmico num espetáculo para o teatro. A peça chamará "Volta da Lapa". Em cena, Adriana Medeiros e Pedro Fagundes sob direção de José Sisneiros.

Os três mosqueteiros estão ocupados na adequação dos contos escolhidos do livro, que traz "Ururau-Engole-Mundo", amigo da preservação das histórias e dos "causos" da gente campista. A previsão é que a primeira apresentação aconteça no prazo de um mês.

Sobre o autor - Fernando da Silveira se graduou em Direito pela Faculdade de Direito de Campos, em 1970, e adquiriu Licenciatura Plena em Direito Usual e Legislação pela Faculdade Niteroiense de Formação de Professores, em 1975. Se especializou em Direito Privado em1998 e em Direito Processual Civil em 1996, ambos através da Faculdade de Direito de Campos. Mais tarde, em 1987, começou a trilhar caminhos distintos, através da especialização em Comunicação Integrada pela Faculdade de Filosofia de Campos e mestrado em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, datado de 2003. Atualmente, é professor titular do Centro Universitário Fluminense e membro da Academia Campista de Letras (ACL). - Fernando da Silveira retrata, em seus textos, lugares da cidade por um viés que nossos olhos não captam.

Pisoteia a burocracia, existente na época e ainda tão presente nos dias de hoje. Escreve com tanta verdade, que parece que estamos entre quatro paredes. O erotismo é demonstrado com elegância, nas entrelinhas. Fazer este trabalho será um presente - afirma Adriana. A atriz revelou ter conhecido Fernando da Silveira entre 1986 e 1987, quando assistia aulas ministradas por ele na Faculdade de Filosofia. O curioso era que ela não estudava na instituição, apenas assistia às aulas junto de alguns de seus amigos. - O livro fala de preconceito e destruição através da ganância. Retrata o falso moralismo, o comportamento das pessoas na sociedade e a falta de atenção com os bens naturais da cidade, como, por exemplo, o tão atual Canal Campos-Macaé.

Nossa intenção é levar este trabalho rico e fascinante para as faculdades e fazer com que os textos sejam, finalmente, abertos ao debate - opina Sisneiros. Entre os idealizadores da peça, é consensual a possibilidade de se realizar um trabalho de qualidade sem ser provinciano ou pequeno, se aproveitando da força do texto de Fernando. Para Adriana e Sisneiros, o teatro é um veículo usado para mostrar e valorizar o trabalho de quem o constrói.


v-
há uns três dias que não parava de chover. o que era um bom motivo pra ela não sair do quarto. que já era um todo impregnado de sexo. seus dedos-desejos. fumou o último cigarro deliciosamente. o gato por entre as roupas jogadas por cima do baú. uma vida que parecia lhe sorrir. sentia-se cansada e só. como em qualquer outro dia. pensou no sujeito que há anos lhe pareceu tão interessante
: seus corpos não se encontravam há já pra lá de duas semanas. ele a mordia, sugava, dançava sobre suas ancas ao som do samba que lhes batia ao longe. ela se movia vaga-rosa-mente. arfava o eterno cansaço dos joelhos que não dormem. ele insistia. virava-a e ela se re-virava. era molhada e vermelha-sangue. sangue, puta não. não como ele gostava que fosse. molhada penetrou-a todos lados. ela contraiu-se. ele insistia fogo. resfolegou. passou-lhe a língua nos suores que tanto prazer lhe davam. voltou a cobri-la. dói ela disse. levantou. insistiu em se lavar as mãos e pênis. podia vê-la no escuro (aquela... pediu que tentasse. insistisse num esforço à favor de suas necessidades mais e tão vitais). voltou pra cama e ela lhe abraçou. sua pélvis encontrou de novo ancas-fantásticas-flácidas. gostava. suas mãos queriam o ar. em movimento vento. ela friccionava-se nele que prendia louco o ar pra não ter que dizer qualquer coisa. um nome que não era um qualquer. quase explodia vermelho não dela. de sonhos desfeitos. você me quer muito? ela arfava num quase-desejo. eu te amo muito, você me ama o quanto? sim. o abraçou. ele via o cinzento mar e ela gozava. ele tinha de lavar as mãos. como ela pôde gozar? mulheres!... puxou-o glande, mas ele se levantou. precisava de literatura. de cigarros...
que se passa? ele sempre a fazia gozar em só pensar. eles que tinham a toda perícia-imaginária. teria ela desaprendido os dedos de tanta falta de inércia e então viciados-insensíveis? dessa vez não conseguiu. pensou em sair. incrível. ver gente. precisava de um bom pretexto e o tinha

: cigarros!

oferta do dia de nina rizzi http://putasresolutas.blogspot.com/

sexta-feira, 19 de junho de 2009






Após temporadas de sucesso de público e crítica nos teatros Laura Alvim e Teatro dos 4 do Shopping da Gávea, a peça Apocalipse segundo Domingos Oliveira, de Domingos Oliveira, estará no Canecão no próximo domingo, dia 21 de junho, às 20:30h.

A comédia conta com mais de 30 atores em cena, entre eles, .Mônica Montone., no papel de Magnólia, a mulher infiel; e Gregório Duvivier, que também apresenta o espetáculo Zé – Zenas Emprovizadas, no papel de Deus.

Recomendada pela revista Veja como um dos dez melhores espetáculos em cartaz, Apocalipse segundo Domingos Oliveira traz um texto divertido e afiado sobre uma crise existencial de Deus.

O homem é viável? A fidelidade existe? Quem inventou o amor?
Você não pode perder! Única apresentação!
Até lá,

assessoria fina flor.
Lathife Cordeiro
Cels: (21) 7847.7352 / (21) 7608.6882
ID: 81*70613

Mataram a Poesia Artur
Gomes Jura Que Não Foi ele


Um poema zil

ma
ma
a floresta
rala
as araras
raras
os papagaios
nada
quero descobrir a nova fala dentro das penas de um bem-te-vi
dentro
dentro as escamas de um peixe espada
no cio das onças tigres lontras javalis e leopardos
quero minha nova fala ma ma mata a dentro
mesmo quando urbano sempre urbano entro
em cada carne em cada pedra onde subo pau a pique
Nick
a pedra é rock
a pedra é toque
a pedra é barro duro
e triturada é pó
faz tempo muito tempo
que não ouço
joão Gilberto
e ando tão desafinado
que o dente lambe a fala
e escava a lavra nova
faz tempo muito tempo
que não falo ave palavra
ave profana
ave cio
que não vejo o arrepio
de um pássaro selvagem
logo pós o pós mergulho
em algum canto
do rio
essa selva estraçalhada
faz tempo muito tempo
que não vejo
em mim cidade
goytacazes
goyta city
que não vejo em alvoroço
alegria quando festa
quando farra fausto
sol de verão
poesia e primavera
tudo o que ja foi
já era
mesmo o hoje
uma quimera
uma espera
insana e falsa
de um presente
que não vem
de um futuro absinto
mas que saber o que sinto
nada sinto
sinto muito
quer dizer
eu muito minto
minto muito
tudo é pouco
e o buraco
quando esgoto
na urbanidade do que falo
com os dentes na ferida
aqui tem tudo
falta vida
e a poesia foi vendida
e o poema
foi pro ralo

Artur Gomes
http://goytacity.blogspot.com/
ASSIM, FICA FÁCIL....

Enquanto a maioria dos mortais, dão um duro do cacete, correndo atrás do pão nosso de cada dia para matar a fome desgraçada, outros, metem a mão nos recursos públicos, são apanhados com a boca na botija, com todas as evidências. Aí vem a ordem de prisão....Por terem curso superior,tem tratamento especial na prisão.... Por terem muito dinheiro, contratram o melhor advogado e no dia seguinte, são soltos para responder em liberdade. Como a justiça é lenta e muitas vezes falha... o julgamento.... ah, .... esquece. Você já viu alguém preso por corrupção nesse Brasil varonil?!
Hiena

quinta-feira, 18 de junho de 2009


cris grando lendo hilda hilst - foto: avelino ferreira








Quando Tudo Pede Um
Pouco Mais de Calma

Adriana Medeiros

Nos últimos anos virei "expert" em perder amigos pra essa praga. Lamento ter conhecido o sofrimento de pessoas tão amadas e ter que aprender sobre a enfermidade delas.
Minha "meiga e doce" Lalá me deu lições admiráveis de otimismo e coragem durante toda a sua luta travada contra o câncer... Ela me dizia que isso não tira a espectativa diante da vida e que nada, de fato , acontece sem um porque... E lá vou eu com mais uma notícia sabida.
Não vou conseguir escrever mais nada pq me veio uma nostagia da minha lista de mortos que vai crescendo quando eu não quero e me fazendo admitir que isso é um rodizio,um revesamento da humanidade e que sempre , no jogo, existe a hora de estarmos no banco de reserva e nos prepararmos para um retorno triunfal ou brilhar e fazer música em outro plano.
De qualquer maneira fique com essa letra do Lenine que sempre soprava pra Lalá tentando acalentar os suspiros que nos pedem PACIÊNCIA.

Mesmo quando tudo
pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de calma
A vida não para
Enquanto o tempo acelera
E pede pressa
Eu me recusa ,faço hora
vou na valsa
A vida é tão rara
Enquanto todo mundo espera
A cura do mal
E a loucura finge que
Isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é tempo
Que lhe falta pra perceber?
Será que temos esse tempo
Pra perder ?
E quem quer saber...
A vida é tão rara...
Tão rara...
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei a vida não para...
A vida não para não...
Será que é tempo
Que lhe falta pra perceber?
Será que temos esse tempo pra perder???
E quem quer saber...
A vida é tão rara...
Tão rara
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei a vida não para
A VIDA NÃO PARA NÃO..........

Lenine


Cris Dalana No Festival de São João da Barra

O músico, cantor e compositor gaúcho(Passo Fundo), radicado em Campos Cris Dalana, está classificado com duas músicas para a fase final do Festival de Música de São João da Barra. Autor de extremo bom gosto, Cris recentemente foi premiado no XXI FECAM Festival de Música de Cardoso Moreira, com a música Nó do Tempo, e todas as quintas e sábado pode ser ouvido no Bar e Restaurante Capixaba, no início da Pelinca.


Mamãe é Brega no Cronópios

O site de arte e literatura Cronópios, um dos mais importantes da categoria no país http://www.cronopios.com.br/ acaba de publicar dois textos do poeta Artur Gomes um deles, Mamãe é Brega Mas é Xique, que teve sua primeira publicação neste blog, foi publicado também no blog Discutindo Literatura http://discutindoliteraturacronicas.blogspot.com/ o outro texto que está no Cronópios é Jura Secreta 78 uma prosa poética que mistura realidade e ficção bem ao estilo do poeta quando explora sua lira do delírio.


Ai, rapaz, tomara que sim!

Semana passada a Deise do SESC já veio me dizer que esse ano não poderão mais "bancar" o festival. Ao mesmo tempo em que eu já estava meio preparado pra isso (pelo que muitas pessoas me diziam), tinha muita confiança de que poderia acontecer ainda esse ano porque eles me pediram pra refazer 3 x o release do projeto.Mas, enfim, vamos vendo isso, também estou em contato com um pessoal do Rio que demonstrou algum interesse.Me mantenha, por favor, informado sobre esses "meandros culturais campistas", porque ainda me sinto leigo em entender a mentalidade dessa cidade. E vamos seguindo, na fé (inclusive de que o Luiz sairá bem dessa!) e criatividade.Um abraço grande do esquizosônico!

Harlem "AlienAqtor"


Caro Artur Gomes,

parabéns pela sintaxe apresentada em "Mamãe é brega mas é xique!" Lancei recentemente o romance "A Hora dos Náufragos", Ed. Bertrand Brasil.Gostaria de tê-lo como leitor.
Para mim, o leitor é mais importante do que o autor.
Segundo o poeta e tradutor Ivo Barroso, "Pedro Maciel nos faz acreditar na possibilidade de que a literatura brasileira possa ainda nos apresentar alguma coisa de novo que, curiosamente, remonta à própria arte de escrever: o estilo. Seu livro "A Hora dos Náufragos" nos perturba pela força de sua linguagem. O que há de mais próximo desse livro seriam os famosos "fusées" de Baudelaire".

abraçosempre,
Pedro Maciel
Artur Gomes, meu caríssimo
obrigado pelo generoso retorno. O meu primeiro romance intitulado
"A Hora dos Náufragos", Ed. Bertrand Brasil pode ser encontrado em todas as livrarirasbrasileiras mas, caso a livraria não tenha um exemplar no momento, faça o pedido ao livreiro que ele pede ao distribuidor. Sim, meu amigo, eu estive em Batatais e estava sempre levando um papo com O Uilcon, Leonardo Fróes e o Mautner. Naveguei pelo seu blog e não encontrei o meu texto. Provavelmente deve ser um texto sobre Leminski, não?
Mas não colaboro mais para jornais ou revistas. Sites, como http://www.cronopios.com.br/, http://www.digestivocultural.com.br/, http://www.storm-magazine.com/, entre outros, apenas reproduzem os meus breves ensaios que eram publicados no JB, O Globo, Folha, Suplemento Litrerário de Minas Gerais e Revista Bravo. Desde o ano de 2003 que voltei-me totalmente para a literatura.
Há uma fala do meu personagem em "A Hora dos Náufragos" que diz o seguinte : "Sinto-me profundamente superfície". Era assim que eu me sentia quando exercia o jornalismo. O jornalismo é bom para o escritor mas ele tem que saber a hora de parar. Não desligue os canais.
abraçosempre,
Pedro
Ps; em agosto lanço o segundo romance intitulado "Como deixei de ser deus".
PS2: "Mamãe é brega mas é xique" é um 'puta' texto, diria mesmo que um texto muito poético.

Artur, li sua prosa no Cronópios, gostei, tem o rosto do Coletivo Dulcinéia Catadora, estamos procurando prosa, fomos publicando poesia, falta a prosa, vou fazer uma proposta pessoal, caso haja interesse envie algo em torno de 26 a 30 contos desses, para dulcineia.catadora@gmail.com, não deciso sozinho, mas terá meu esforço para ter seu texto por lá. Tudo sobre o projeto você pode encontrar na duas últimas indicações abaixo.
Carlos Pessoa Rosa (Carlos Alberto Pessoa Rosa)
visite:
Informações das Cigarras
SESC Santo André
O projeto, que acontece sempre na penúltima sexta-feira de cada mês (maio a dezembro), promove uma feira de troca de livros, integrada à uma programação paralela, a fim de abrir espaço para encontro de leitores, debate de ideias, oficinas, intervenções literárias e contações de histórias. Em princípio, as obras disponibilizadas contemplam os livros mais procurados pelos leitores que frequentam e utilizam o acervo da nossa biblioteca, na sua grande maioria composto por obras de literatura contemporânea, prosa e poesia, abrangendo ainda os infanto-juvenis e áreas como fotografia, artes plásticas, esporte, turismo, música e muito mais.
Feira de Troca
Dia(s) 19/06 Sexta, das 11h30 às 21h.
Segunda edição do evento onde o público interessado em algum título deve apenas deixar outro (em bom estado) no momento da troca. Biblioteca
Dia(s) 19/06 Sexta, às 19h.
Em comemoração ao Dia do Meio Ambiente (05 de junho), o grupo As Rutes faz de forma intimista e bem humorada, considerações relevantes sobre a importância da troca de livros para preservação do meio em que vivemos.
Com Beatriz Carvalho e Cristiana Ceschi. Biblioteca.

quarta-feira, 17 de junho de 2009















Banda Os Mutantes lança álbum de inéditas

A banda Os Mutantes lançará seu primeiro álbum de músicas inéditas, 35 anos depois de “Tudo Feito Pelo Sol”. Batizado de “Haih”, ele tem lançamento previsto para 8 de setembro nos EUA, pela gravadora americana Anti-, a mesma de Tom Waits e Booker T, segundo apurou o Folhateen.

Ainda não há previsão de lançamento do álbum no Brasil. Sérgio Dias é o único músico remanescente da formação original, já que Rita Lee deixou a banda em 1972 e Arnaldo Baptista fez o mesmo em 1973 e, mais uma vez, em setembro de 2007, pouco mais de um ano depois de a banda voltar para a gravação do CD e DVD “Mutantes Live at Barbican Theatre” e os shows da turnê que se seguiu.

Dias compôs a maioria das músicas do novo álbum, que também terá canções inéditas dos parceiros de tropicalismo Jorge Ben Jor (com “O Careca”) e Tom Zé e de Erasmo Carlos (“Singing the Blue”). Outro artista que participa do álbum é Mike Patton, vocalista do Faith No More (que voltou aos shows no último dia 10), na música “Dois Mil e Agarraum”. "Há 10 dias o contrato foi verbalizado, mas ainda faltavam alguns detalhes, mas se a gravadora confirma, está tudo certo”, diz Julio Quattrucci, produtor de shows da banda, ao ser informado pela reportagem do Folhateen que o disco já consta na seção de “próximos lançamentos” do selo.

Com todas as músicas gravadas, Dias está ensaiando para o lançamento do disco nos EUA. Segundo Quattrucci, algumas datas já estão confirmadas e a previsão é que a banda faça 20 shows na turnê americana. A vocalista da banda segue sendo a cantora Bia Mendes – que entrou após a saída de Zélia Duncan, vocalista da fase 2006/2007. O baterista Dinho Leme, que tocou com a banda nos anos 60, também está no grupo.

No site da gravadora, Dias deu a seguinte declaração sobre “Haih”: “Viver a concepção e o nascimento desse álbum, como um indivíduo, foi a mais intensa experiência, porque foi como se o tempo tivesse parado de existir, e eu quicando de vida para vida, por décadas e décadas, revistando a mim mesmo como um garoto de 16 anos tocando guitarra e me sentindo tão livre e, como qualquer adolescente, indestrutível”.

Escrito por Tarso às 12h38
fonte: http://www.uol.com.br/



Traços estilísticos de Ferreira
Gullar em Poema sujo, 1976

Diogo Andrade de Macedo


Toda obra literária autêntica revela o poder de expressão de seu autor. Essa capacidade de transformar em linguagem a experiência interior requer, por parte do artista, sensibilidade para reconhecer a inseparável relação entre esse universo íntimo, de onde brota a verve, a habilidade pessoal de transmutar em linguagem esse magma disperso, e a experiência exterior, que servirá como alimento permanente desse fluxo de vida capaz de fazer do poeta um moinho a gerar sempre novos significados em sua relação com o mundo. É bem verdade que situações históricas relevantes foram imortalizadas em grandes obras por artistas que sabiam, como o poeta Ferreira Gullar, com o Poema Sujo, exprimir com mestria os sentimentos que a realidade suscita no homem sensível, sempre alerta e consciente de sua participação como ser social. Publicado em 1976, Poema Sujo é considerada a obra mais ousada de Ferreira Gullar.

Produzido no exílio, em Buenos Aires, surgiu da necessidade de, como ele mesmo afirmou, "escrever um poema que fosse o meu testemunho final, antes que me calassem para sempre". Numa época de forte repressão política, Gullar sentia-se acossado pela ânsia de rememorar o passado e a dificuldade de expressar, em linguagem poética, o universo interior, o que transparece, logo nos primeiros versos, no nível formal do texto:
turvo turvo
a turva
mão do sopro
contra o muro
escuro
menos menos
menos que escuro
menos que mole e duro
menos que fosso e muro:
(menos que furo
escuro
mais que escuro:
claro
como água?
Como pluma?
Claro mais que claro
claro:
coisa alguma
e tudo(ou quase)
um bicho que
o universo fabrica
e vem sonhando
(desde as entranhas
Há, nessa passagem, o uso consciente de vogais e consoantes que sugerem um conflito entre o desejo pela expressão exata e a impossibilidade de transpor para o verso as impressões da vida real. Esse embate repercute na utilização das consoantes oclusivas [t] e [p], que reproduzem sons fortes e pesados, mostrando que o poema começa a se revelar, mas ainda se acha à mercê dos óbices de transformar em linguagem poética a experiência profunda, armazenada como sentimentos, emoções e recordações. Por outro lado, as vogais [o] e [u] também causam a sensação de fechamento e escuridão, sem mencionar que a palavra muro realça esse labor com a linguagem.


Logo em seguida aparecem outros recursos estilísticos que demonstram a superação das primeiras barreiras. O jogo de antíteses (escuro x claro, menos x mais, mole x duro) reforça uma ambigüidade: ora a imagem emerge espontânea, ora se esconde no pensamento. No primeiro caso, brotam do interior como uma explosão, ou seja, "como um bicho que o universo fabrica e vem sonhando desde as entranhas". No entanto, em certo momento, os versos fluem com mais nitidez e as palavras revelam imagens mais consistentes:

Claro claro
Mais que claro
Raro
O relâmpago clareia
os continentes
passados

Em razão de uma originalidade sempre buscada (Gullar, de certa forma, antecipou o Movimento Concretista, de 1956, com os poemas do final do livro A Luta Corporal, de 1954), no Poema Sujo ele se esmera na coragem despudorada de revelar explicitamente a sordidez e a impureza do cotidiano humano em passagens insólitas, não raro pungentes, embora amparadas por uma consciência poética que torna esses rompantes expressivos alheios a um simples e pueril desejo de subverter ou chocar. Em alguns momentos, o poeta declara abertamente,

tua gengiva
igual a tua bocetinha
que parecia sorrir entre
(as folhas de banana
entre os cheiros
de flor e bosta
de porco aberta
(como uma boca
do corpo
(não como a tua
boca de palavras)
como um
(entrada para
acentuando uma fixação pelo corpo que se torna o instrumento essencial na interpretação do mundo. Um dos elementos que comprova o vigor poético do livro são as referências ao corpo, escritas numa linguagem prosaica e explosiva, como o que habilita o homem a conviver e explorar, simultaneamente, o mundo da cidade exterior e interior, enriquecendo a obra pela tensão causada pela conciliação de contrários. A matéria corporal contém, por associação ou comparação, os significados do mundo exterior. Assim, inscreve-se no corpo do poeta o que existe no mundo concreto:
e os carinhos mais
doces mais sacanas
mais sentidos
para explodir
como uma galáxia
de leite
no centro de tuas
coxas no fundo
de tua noite ávida
cheiros de umbigo
e de vagina
graves cheiros
indecifráveis
como símbolos
do corpo
do teu corpo
do meu corpo

São recorrentes então as relações entre o "corpo" da cidade e o corpo do poeta, aproximação que confirma ser o corpo aquilo que contém todo o mundo exterior e dele participa com autonomia. Essa presença do corpo em todos os acontecimentos é, na verdade, o reconhecimento de uma consciência formada pela junção de elementos reais e imaginários, concretos e abstratos, revelados numa belíssima metáfora:

meu corpo-galáxia aberto a tudo cheio
de tudo como um monturo
de trapos sujos
latas velhas
colchões usados
(sinfonias
sambas e frevos azuis

Assim, o corpo é o elemento intermediário entre o mundo e a consciência do poeta. Noutra
passagem, a tentativa de valorização do corpo como elemento salutar na descoberta do mundo ocasiona a busca, gradativa, pela especificação da própria individualidade:

Mas sobretudo meucorpo
nordestino
mais que isso
maranhense
mais que isso
sanluisense
mais que isso
ferreirense
newtoniense
alzirense

Por outro lado, a ausência de pontuação marca o fluxo associativo do pensamento que, muitas vezes, aproxima imagens logicamente desconexas. Assim, a eliminação da vírgula reflete a correlação entre os elementos mencionados, fundindo-os em blocos de imagens inusitadas. Como nem sempre se pode distinguir o que é memória e o que é fantasia ou imaginação, essas associações insólitas ocorrem com freqüência devido à natureza recordativa da obra. Na seguinte passagem, é evidente a enumeração caótica, conscientemente utilizada para evidenciar o tom febril e vigoroso do seu tempo:
Era a vida a explodir por todas as fendas da (cidade
Sob as sombras da Guerra
:A gestapo a wehrmacht a raf a feb a blitzkrieg

(catalinas torpedea-mentos a quinta-coluna os fascistas os nazistas os comunistas o repórter esso a discussão na quitanda o querosene o sabão de andiroba o mercado negro o racionamento o blackout as montanhas de metais velhos o italiano assassinado na Praça João Lisboa o cheiro de pólvora os canhões alemães troando nas noites de tempestade por cima da nossa casa. Stalingrado resiste.

É desse modo que o poeta amalgama, numa estrutura dissonante e fragmentária, evocações da infância e da juventude na cidade de São Luís do Maranhão, na tentativa de reviver o passado no presente para, assim, reconstituir um mundo em que a imaginação e a realidade se confundem de modo condensado e comovente. Tendo em vista a multiplicidade de lembranças e associações que ora atualizam o passado, ora relembram o presente, o poeta criou o que alguns críticos denominaram "poema do simultâneo", já que o limite entre a imaginação e a realidade se dissolve e tudo se atualiza em forma de diálogo interior.


Nesse sentido, mais uma vez os sinais de pontuação desaparecem em favor de uma técnica moderna de enumeração que transporta para a linguagem o fluxo sempre caótico da mente inconsciente, como na passagem que relembra
constelações de alfabeto
noites escritas a giz
pastilhas de aniversário
domingos de futebol
enterros corsos comícios
roleta bilhar baralho

ou então quando o poeta fixa imagens isoladas que rememoram um mundo primitivo e inocente, evocado pela presença constante do corpo como depósito da experiência vivida:

Mas a poesia não existia ainda
Plantas. Bichos. Cheiros. Roupas.
Olhos. Braços. Seios. Bocas.Vidraça verde, jasmim.
Bicicleta no domingo.
Papagaios de papel.
Retreta na praça.
Luto.
Homem morto no mercado
sangue humano nos legumes.
Mundo sem voz, coisa opaca.

Mais que isso, essa simultaneidade de imagens e lembranças, capaz de fomentar um diálogo constante entre elementos do tempo e do espaço, tem um objetivo: a superação do tempo pela concretização de tudo aquilo que, cotidiano ou não, garante um olhar mais apurado e crítico da própria existência, daí a impossibilidade de separação entre o que é memória, fluxo de consciência e cronologia. É isso, aliás, que caracteriza a universalidade de Poema Sujo: a transcendência do espaço/tempo, fundidos na consciência e eternizados numa linguagem realista e ao mesmo tempo psicológica, lírica e cinematográfica, que aglutina o universo vivido.


Com um realismo quase sempre doloroso, Gullar elabora um dos temas mais caros de sua poética, também presente no Poema Sujo: a fragmentação e a temporalidade das coisas e dos homens, ou seja, a evidente submissão do homem ao tempo, que a tudo destrói impiedosamente. Por exemplo,

Numa coisa que apodrece -
tomemos um exemplo velho:
uma pêra - o tempo
não transcorre nem grita,
antes se afunda
em seu próprio abismo,
se perde
em sua própria vertigem,
mas tão sem velocidade
que em lugar de virar luz vira
escuridão;

A intertextualidade é evidente, nesta passagem, com o poema As peras, de A Luta Corporal:

As peras, no prato,
apodrecem.
O relógio, sobre elas, mede
a sua morte?
Paremos a pêndula.
De-teríamos, assim, a morte das frutas
Oh as peras cansaram-se
de suas formas e de
sua doçura !
As peras, concluídas,
gastam-se no fulgor
de estarem prontas
para nada.
O relógionão mede.
Trabalha no vazio:
sua voz desliza
fora dos corpos.(…)

Além disso, o isolamento deliberado de algumas palavras realça e concretiza cada uma delas, criando assim novos níveis de significação vocabular. Em alguns trechos, o autor se vale de recordações da infância em passagens que se assemelham a jogos infantis, verdadeiros momentos lúdicos em que a assimetria do texto acompanha a espontaneidade sempre presente nesses jogos, destituídos de qualquer rigor coercitivo:

café com pão
bolacha não
café com pão
vale quem tem
vale quem tem
vale quem tem
vale quem tem
nada vale
quem não tem
nada não vale
nada vale
quem nada
tem
neste vale

Percebe-se que o poeta distribui as palavras de acordo com o movimento melódico do verso, subtraindo as formas tradicionais de versificação. Por isso, as onomatopéias, recorrentes na obra, causam estranheza ao leitor desavisado, que se surpreende com certas reproduções auditivas, como

tarã TARÃ TARÃ TARÃ
tchi tchi tchi tchi tchi
TARÃ TARÃ TARÃ TARÃ
Lá vai o trem com o menino
Lá vai a vida a rodar(…)
VAARÃ VAARÃ VAARÃ VAARÃ
tuc tchuc tuc tchuc tuc
tchucIUÍ IUÍ IUÍ IUÍ IUÍ
tuc tchuc tuc tchuc tuc tchu
clará lará lararálará lará larará
lará lará larará lará lará larará

Esses recursos auditivos transmitem o despojamento de uma consciência poética atenta ao aspecto intuitivo, àquilo que não é pensado, mas sentido e, por isso, alheio a regras gramaticais. É a ousadia de reconhecer o valor imaginativo das associações sonoras porque, no Poema Sujo, nada é proibido, tanto que as lembrancimagens refletem o processo de simultaneidade responsável, em muito, pelo caráter polissêmico do livro.


Há quem reconheça a obra como um "poema da memória", embora não haja uma visão idealizada de sua cidade, nem a fuga em reconhecer que a miséria se esconde tanto nas relações sociais e políticas no interior do homem moderno, angustiado pelo eterno descompasso entre a realidade e o sonho que, embora suavize o sofrimento, ainda esconde, de certa forma, o real circundante. Esse descompasso se camufla em comparações que denunciam as correspondências entre as coisas e os homens, ou seja, uma coisa, de certa forma, está em outra:

O homem está na cidade
como uma coisa está em outra
e a cidade está no homem
que está em outra cidade.
mas variados são os modos
como uma coisa está em outra coisa:
o homem, por exemplo,
não está na cidade
nem como uma árvore
está em qualquer
uma de suas folhas

Assim, a vida vige no interior de cada objeto e de cada homem, emergindo, no poema, em imagens comparativas que tentam superar a dificuldade de esclarecimento tanto da linguagem quanto do sentido da existência humana. Por exemplo, no trecho

Nalgum ponto do corpo (do teu? do meucorpo ?) lampejao jasmim o isolamento de lampeja acentua o poder de significação desse vocábulo que se mostra, assim, marcado pela sensação do descobrimento abrupto de um enigma. Como bem afirmou o crítico Otto Maria Carpeaux, o Poema Sujo mereceria ser chamado de poema nacional, porque "encarna todas as experiências , vitórias, derrotas e esperanças da vida do homem brasileiro". É necessário, então, reconhecer Ferreira Gullar como um autêntico poeta que permeia o poema com o tom lírico humanizador vazado numa melodia que, como ele mesmo dizia, é capaz de "encontrar a expressão universal da coisa particular".


A força poética da obra gullardiana reside, portanto, na qualidade das sugestões psicológicas, no emprego inusitado da palavra e na capacidade de, como o próprio autor afirma, "explodir a linguagem" em versos que marcaram, pela singularidade, os rumos da criação poética brasileira. Isso sem mencionar a dignidade e sinceridade com que assume a dureza da existência humana e a transfigura em poemas que evocam não apenas o universo paradisíaco da infância, mas também inscrevem um novo sentido ético, que seguramente nos torna mais conscientes dos mistérios de existir num mundo que, como diz Gullar, "espanta e comove".

NOTAS
* Diogo Andrade de Macedo é estudante do Curso de Letras/Português da Universidade Federal do Piauí.

Referências Bibliográficas
BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira.

37 ed. São Paulo: Cultrix, 1994.


BUARQUE DE HOLANDA, Sérgio.
O espírito e a letra. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 1996, v. 1.


FERREIRA DE LOANDA, Fernando. Antologia da nova poesia brasileira.
Lisboa: Orpheu, 1967.


GULLAR, Ferreira. Poema Sujo. 7
ed. Rio de Janeiro: José Olímpio, 1995.


RODRIGUES, Antônio Medina.
Antologia da literatura brasileira. 7
ed. São Paulo: Marco, 1987.






Mataram a Poesia Torquato
Neto Jura Que Não Foi Ele

Pessoal e Intransferível


Escute, meu chapa: um poeta não se faz com versos. É o risco, é estar sempre a perigo sem medo, é inventar o perigo e estar sempre recriando dificuldades pelo menos maiores, é destruir a linguagem e explodir com ela.
Nada no bolso e nas mãos. Sabendo: perigoso, divino, maravilhoso. Poetar é simples, como dois e dois são quatro sei que a vida vale a pena etc. Difícil é não correr com os versos debaixo do braço. Difícil é não cortar o cabelo quando a barra pesa. Difícil, pra quem não é poeta, é não trair a sua poesia, que, pensando bem, não é nada, se você está sempre pronto a temer tudo; menos o ridículo de declamar versinhos sorridentes mestre de cerimônias, "herdeiro" da poesia dos que levaram a coisa até o fim e continuaram levando, graças a Deus. E fique sabendo: quem não se arrisca não pode berrar.

Citação: leve um homem e um boi ao matadouro.
O que berrar mais na hora do perigo é o homem, nem que seja o boi.

Adeusão.14/09/71 - 3ª feira
Torquato Neto

Viviane Mosé lança Resistência Tapuia na Capitania do Espírito Santo
Leia aqui http://goytacity.blogspot.com/

Meu Nome é Baby

quando estou no cio
qualquer cão entra na minha
não conheço pai nem mãe

meu nome é baby cadelinha
nunca rezei o padre nosso
nem aprendi salve rainha

baby cadelinha
http://mocidadepadreolivacio.blogspot.com/


O Concreto do Artefato


ser crítico
nesta mediocreCidade
é crime
eu já conheço este filme
desde outros carnavais
dos idos da tropicália
e se a gente
não avacalha
é como palhaço
sem circo
inocente
bobo da côrte
e
quem não tem
gesto concreto
vive no abstrato
não sabe da lânina
o corte
nunca leu faustino
ou neto
nunca ouviu
falar torquato
não sabe da linha
o destino
ou a trilha
do artefato

arturgomes
http://youtube.com/cinemanovo




por mais
que bebas
por diana


ou por outras
divinas gregas
bebas pela arte


por mais ordinário
que seja o teu pierre
e a tua frança


bebas
pela arte
por mais van goghs,
rimbauds ou baudelaires


bebas
pela arte
arte
mis
arte
misturas arte
mistérios


bebas
pela arte
e ainda que
absurdo
que abstêmio
absinta.


rodrigo mebs.




terça-feira, 16 de junho de 2009



AIC comemora 80 anos com eleições e show de Lene Moraes

Sábado, 20 de junho, será um dia duplamente importante para a Associação de Imprensa Campista (AIC). Além de realizar eleições para a Diretoria, a instituição comemora seus 80 anos.
A votação acontece das 8h às 18h, na sede da AIC, no Centro. Concorre uma única chapa, encabeçada pelo jornalista Orávio de Campos Soares, que é o atual presidente da entidade. Na composição há ainda Vitor Menezes (vice), Paulo Thomaz (Diretor Administrativo/Financeiro), Wellington Cordeiro (Diretor de Cultura), Alexandro Florentino (Diretor de Formação), Alicinéia Gama (Diretora de Comunicação) e Wilson Renato Heidenfelder (Diretor de Relacionamento Estudantil).

Na Suplência estão Herbson Freitas, Fernando da Silveira, Antônio Fernando Nunes, César Ferreira e Patrícia Bueno. A apuração dos votos e a proclamação da chapa vencedora acontecerão logo após a eleição, às 19h.

A parte festiva contará com uma edição especial do projeto Noite do Vinil e um show acústico com a sambista Lene Moraes e convidados. A noite terá ainda o lançamento da assinatura visual dos 80 anos e venda de camisas alusivas à data. Durante a festa, serão comercializados cerveja e aperitivos.


A renda será revertida para as obras de manutenção do prédio.

Mais informações podem ser acessadas no blog da AIC: http://www.associacaodeimprensa.blogspot.com/ ou por telefone:
(22) 2722-7372 (horário de 13h às 17h).



“O rock brasileiro é uma farsa comercial”

João Gordo

A energia e a irreverência das bandas de rock brasileiras dos anos 80 estará presente na próxima Noite do Vinil, quarta-feira dia 17 de junho. Bandas como Camisa de Vênus, Plebe Rude, Ultraje a Rigor, Leo Jaime, Inimigos do Rei... estarão no acervo de bolachões executados na quarta-feira na Taberna Dom Tutti, a partir das 22h.
Leo Jaime

Os anos 80 foi a década mais frutífera para o pop/rock brasileiro. Diversos cantores e bandas do gênero conheceram o apogeu do sucesso neste período e boa parte destes ainda continuam na ativa até hoje, influenciando gerações há vinte ou mais - parte do cancioneiro das bandas pop/rock da atualidade passa pela década de 80 e seus clássicos.

Um destes nomes mais significativos foi Léo Jaime que, com seu rock colegial, emplacou diversos hits e era um dos mais solicitados nas emissoras de rádio e festinhas juvenis da época. Uma das marcas registradas de suas músicas era o espírito retrô, meio anos 50/60, alternando letras pré-adolescentes como em "A vida não presta" e "As sete vampiras" com assuntos mais sérios, como "só" e "Nada mudou". Outra característica presente nas músicas de Léo era o sarcasmo. "O Pobre" e "Conquistador barato" são exemplos disso.
Ultraje a rigor

O Ultraje a rigor foi formado no final de 1980, inicialmente como uma banda de covers, principalmente Beatles, rock dos anos 60, punk e new wave. Nós vamos invadir sua praia - Seu primeiro LP, "Nós vamos invadir sua praia", lançado a seguir e puxado inicialmente por "Ciúme", foi um enorme sucesso. Foi o primeiro LP de rock nacional a conseguir discos de ouro e platina. Das 11 músicas do disco, 9 foram amplamente executadas e o Ultraje quebrou recordes de público em diversas casas de shows no Brasil inteiro.

Quem é Essa Mulher?
quem é essa mulher
essa cidade?
que fosse pedra
lama cama
buracos de rua
royalties de petróleo
no esgoto do canal
quem é esta cidade
entregue ao bacanal?
na esuridão
das esquinas
nas eleições nas escolas
onde a barbalha deita e rola
a cadela trai o cão
poema é vergonha na cara
arma voraz
escancara
devassa a corrupção

Artur Gomes
http://ladygumes.blogspot.com



ônibus da 1001 quebra e deixa passageiros a ver navios por mais de 40 minutos para chegar o socorro










Eu Quero Ter Um Milhão de Amigos





Eu não existo , eu não existo... Pedem o tempo todo que eu repita e acredite nisso. Eu estive em muitos Festivais e ganhei alguns e tenho que agredecer que isso me tenha levado aos bancos academicos... Tive a pretenção de me tornar oq o festival já havia me denominado "poeta" ... Cá estou na luta , numa cidade esquecida e vendida , tendo como ponta pesoas tão inóspidas que creio ,meu caro, não vale a pena conferir qualquer palavra de indignação ou telurico pensamento...
Sou meio faladeira e tenho me contido para não tornar pessoal o que penso . Falam tanto de nepotismo e na FTMT temos pai , filha, mãe... e Deus sabe mais quem ou o que nas funções... Mas estrela pooode .. mesmo de pouca luz...pooode !! Quero apenas poder me comunicar com quem acredito e fazer a minha palavra estar onde possa ser entendida...
Não se preocupe ,"Thu" ,somos e temos o melhor , somos para nós tão puros do que queremos que acabamos sabendo que no final ainda teceremos muitas pausas de risos para esta desconcertante PALHAÇADA...

Campos é a alma de quem sabe o que é ser dos Campos dos Goitacazes... Temos uma garra que vai alem dessa gentinha que se assolou em duvidas e dividas e que tenta fazer da minha mágica torrente um fluxo natural... borrado em lama... Somos mais...

Quiete sua alma... Temos razão e o conhecimento e , eles... apenas o "falso" poder..

Adriana Medeiros

quarta-feira, 10 de junho de 2009


Oi Gente,Tudo bom?

Estou passando para dar uma dica que achei importante:Começa na próxima segunda-feira dia 15/06, às 20h30min, na TV BRASIL, a minissérie documental TRAVESSIA.
Dividida em cinco capítulos, a série que conta com a assinatura de concepção, roteiro e direção do cineasta João Batista de Andrade, e traça um perfil reflexivo do que significou o Golpe Militar em termos de impacto para a sociedade brasileira, através do relato da 'Travessia' de alguns cidadãos brasileiros que tiveram suas vidas atingidas pelo golpe militar.

Com duração de 30min cada episódio, a minisérie será dividida em 'O Conflito', 'O Golpe', '1968', 'Memória' e 'Travessia'. O primeiro, 'O Conflito', mostra o contexto histórico e político em que se encontrava o país, pouco antes do golpe. Dois fatos que marcaram profundamente a época são analisados: o “Comício das Reformas” (ocorrido no Rio de Janeiro, em 13 de março de 64, considerado por muitos o conflito básico que acabou levando ao golpe) e as passeatas “Com Deus, pela Liberdade” (também de março de 64).

O episódio conta com entrevista da militante Maria Paula Caetano, organizadora das 'Marchas de Família', e de Almino Afonso Ministro do Trabalho do governo Jango (João Goulart). Intelectuais brasileiros, militantes de causas sociais, artistas e políticos dão depoimento e consistência à minisérie como: Augusto Boal - dramaturgo, Walmir Pomar - ex-dirigente do Partido Comunista Brasileiro (PCB), Gildo Marçal Brandão - Jornalista, historiador e ex-dirigente do PCB, Chico de Assis - Dramaturgo e um dos fundadores do primeiro Centro Popular de Cultura da UNE, Jean Claude Bernardet - historiador e crítico de cinema, Carlos Lyra - Músico, Djalma Batista - Cineasta, dentre outros.

Uma aula de Brasil. Excelente pedida, nessas noites frias... rs
É programa pra gravar, pra juntar um grupo e assistir com os amigos, debater, refletir, enfim, pensar..Beijo grande & bom feriado!

Sheila Fonseca (por e-mail)