terça-feira, 12 de maio de 2009

poema dos rios desimportantes

banho de rio
acalma as tristezas
n o acúmulos das águas
que secam os afluentes
das iras contidas

quando imundo de silêncios
e destinos transbordados

angustio
a sede dos peixes
como espírito que em nada
conspira aos próprios tormentos

no invento de palavras
transpostas na fluidez
do inverso profundo

onde as corredeiras são frias
e barrentas

onde permanecem afogados
os olhos invisíveis do ocaso

) argúcia dos moluscos
na umidade ácida dos juncos


(poema vermelho – lau Siqueira)

Um comentário:

  1. Artur, amigo, obrigado pela sua sempre tão imensa generosidade. Um abraço carinhoso! Lau

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