terça-feira, 5 de maio de 2009



PARCERIAS; A VOZ DA POESIA.
BIBLIOTECA ALCEU AMOROSO LIM
-Rua Henrique Schalmann n. 777 – São Paulo-SP
sempre às 18:30 hs.

Idealizado pelo poeta Ademir Assunção, reunirá poetas e músicos para falar das palavras e cantar os sons
ALTAS CANTORIAS!!!

Vejam os parceiros que estarão por lá:

25 de abril-MADAN e MARIO BORTOLOTTO
09 de maio-ZECA BALEIRO E CELSO BORGES
23 de maio-EDVALDO SANTANA E ADEMIR ASSUNÇÃO
06 de junho-FERNANDA D'UMBA E MARCELO MONTENEGRO
20 de junho-CARLOS CAREQA E TADEU WOJCIECHOWSKI
04 de julho-NEUZZA PINHERO E RODRIGO GARCIA LOPES
18 de julho-VANESSA BUMAGNY E FREDERICO BARBOSA
08 de agosto-KLEBER ALBUQUERQUE E ANDRÉ SANT'ANNA

JOVINO MACHADO LANÇA “COR DE CADÁVER”

O poeta Jovino Machado lança o seu décimo primeiro trabalho poético hoje dia 5 de maio, a partir das 18:30 hs, no projeto Terças Poéticas, nos jardins internos do Palácio das Artes.Cor de Cadáver apresenta uma seleção de poemas de Jovino Machado, escritos no período de 1998 a 2008.Trata-se de uma coletânea-síntese do que de mais significativo o poeta produziu nos últimos dez anos. Este o resultado da intensa atividade poética espaço-tempo que sua voz hesitou entre diversos lados, do mais romântico ao mais sarcástico, do mais prolixo ao mais sintético, da agitação dos bares ao silêncio de sua biblioteca, enfim do mais literário ao mais existencial, como o próprio poeta define o novo trabalho.Jovino Machado nasceu no dia 03 de agosto de 1963, em Formiga, MG, foi criado em Montes Claros e vive em Belo Horizonte. Machado já publicou os seguintes livros: Só Poesias, 1981; Em Cantos e Versos, 1982; Uma mordida para cada língua, 1985; Deselegância Discreta, 1993; Trint'anos Proust"anos, 1995; Disco, 1998; Samba, 1999; Balacobaco, 2002; Fratura Exposta, 2005 e Meu Bar Meu Lar, 2009.Para se ter um gostinho do que é Cor de Cadáver, saboreie o poema abaixo:amo o que me ameaçae depois da trapaçasó o poema traçao início e o fim da desgraça


Postado por Eugênio Magno
Marcadores: Jovino Machado, poesia, terças poéticas

Noite do Vinil Especial

Nesta quinta-feira na Morada do Samba, Lene Moraes recebe o projeto Noite do Vinil pra homenagear as mães... BRASILEIRAS COMUNS.
Vai ser uma festa do samba para as mulheres.
Por ser muito grande o acervo para quarta-feira de discos que falam sobre mulheres e cantados por mulheres, vamos dar continuidade na quinta-feira na Morada do Samba. O samba não vai parar!!!
O Wellington já separou coisas fantásticas!!!!
E vc também pode levar o seu vinil e fazer uma homenagem as mamães e as mulheres do nosso Brasil em rítimo de SAMBA.

O samba na morada começa às 21h
Rua 28 de março – Campos dos Goytacazes (próximo ao trevo para as praias)

Texto de Aucilene Freitas para divulgação da
Noite do Vinil

Noite do Vinil faz homenagem ao Dia das Mães com as vozes femininas da MPB

Sabemos que a mulher em algumas civilizações, durante muitos anos teve um papel diferenciado, um tratamento direcionado ao seu papel de “responsável pela procriação e perpetuação da espécie” ou então, quando não respondia a esse papel era marginalizada, bem como aos que com elas se relacionassem.
Na poesia, na música, a mulher sempre foi uma musa inspiradora de grandes paixões, mas nem sempre foi homenageada de forma aberta, liberal. Enquanto musicista então, a mulher não tinha oportunidade, pois socialmente este papel cabia ao homem. .
Porém, em quaisquer das áreas da vida humana, há mulheres que marcam com maior intensidade (no Brasil e no mundo), quer pelo brilho de seu talento, quer pela firmeza de sua convicção, quer pela autenticidade de sua fé... E não seria diferente em nosso país. Temos a nossa Ivone Lara que quis que "seu sonho fosse buscar quem mora longe"... Chiquinha Gonzaga que "abriu alas", "Cortou Jacas" e chegou lá!... A grande e irrverente Rita que gritou "que não provocasse... que era mais mais macho que muito homem"...
E são esta maravilhosas mulheres, com "M" maiúsculo, da música brasileira que vamos ouvir nessa próxima Noite do Vinil - dia 06-05-09 -na Taberna Don Tutti, rua das palmeiras, 13 após as 22h. Leve o vinil de sua preferida e junte-se a nós. Aucilene vai levar os seus Lps: Marina Lima, Rita Lee, Elis Regina, Leila Pinheiro, Olivia Byington, Elza Soares, Nara Leão, Nana Caymmi, Marisa Monte, Maria Bethânia, Leny Andrade, Clementina de Jesus, Amelinha, Ângela Rô Rô, Alaíde Costa, Elba Ramalho, Joana, Gal Costa...



Teatro dos Oprimidos

Aos que acreditam que é possivel "aprender com os obstáculos, criar na dificuldade, sem jamais parar a luta."O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) divulgou a seguinte carta escrita em homenagem a Augusto Boal, falecido neste sábado, 2 de maio:

Companheiro Boal,

A ti sempre estimaremos por nos ter ensinado que só aprende quem ensina. Tua luta, tua consciência política, tua solidariedade com a classe trabalhadora é mais que exemplo para nós, companheiro, é uma obra didática, como tantas que escreveu. Aprendemos contigo que os bons combatentes se forjam na luta.Quando ingressou no coletivo do Teatro de Arena, soube dar expressão combativa ao anseio daqueles que queriam dar a ver o Brasil popular, o povo brasileiro. Sem temor, nacionalizou obras universais, formou dramaturgos e atores, e escreveu algumas das peças mais críticas de nosso teatro, como Revolução na América do Sul (1961).

Colaborou com a criação e expansão pelo Brasil dos Centros Populares de Cultura (CPC), e as ações do Movimento de Cultura Popular (MCP), em Pernambuco.Mostrou para a classe trabalhadora que o teatro pode ser uma arma revolucionária a serviço da emancipação humana.Aprendeu, no contato direto com os combatentes das Ligas Camponesas, que só o teatro não faz revolução,. Quantas vezes contou nos teus livros e em nossos encontros de teu aprendizado com Virgílio, o líder camponês que te fez observar que na luta de classes todos tem que correr o mesmo risco.Generoso, expôs sempre por meio dos relatos de suas histórias, seu método de aprendizado: aprender com os obstáculos, criar na dificuldade, sem jamais parar a luta.

Na ditadura, foi preso, torturado e exilado. No contra-ataque, desenvolveu o Teatro do Oprimido, com diversas táticas de combate e educação por meio do teatro, que hoje fazemos uso em nossas escolas do campo, em nossos acampamentos e assentamentos, e no trabalho de formação política que desenvolvemos com as comunidades de periferia urbana.Poucas pessoas no Brasil atravessaram décadas a fio sem mudar de posição política, sem abrandar o discurso, sem fazer concessões, sem jogar na lata de lixo da história a experiência revolucionária que se forjou no teatro brasileiro até seu esmagamento pela burguesia nacional e os militares, com o golpe militar de 1964.Aprendemos contigo que podemos nos divertir e aprender ao mesmo tempo, que podemos fazer política enquanto fazemos teatro, e fazer teatro enquanto fazemos política.Poucos artistas souberam evitar o poder sedutor dos monopólios da mídia, mesmo quando passaram por dificuldades financeiras.

Você, companheiro, não se vergou, não se vendeu, não se calou.Aprendemos contigo que um revolucionário deve lutar contra todas, absolutamente todas as formas de opressão. Contemporâneo de Che Guevara, soube como ninguém multiplicar o legado de que é preciso se indignar contra todo tipo de injustiça.Poucos atacaram com tanta radicalidade as criminosas leis de incentivo fiscal para o financiamento da cultura brasileira. Você, companheiro, não se deixou seduzir pelos privilégios dos artistas renomados. Nos ensinou a mirar nos alvos certeiros.Incansável, meio século depois de teus primeiros combates, propôs ao MST a formação de multiplicadores teatrais em nosso meio. Em 2001 criamos contigo, e com os demais companheiros e companheiras do Centro do Teatro do Oprimido, a Brigada Nacional de Teatro do MST Patativa do Assaré.

Você que na década de 1960 aprendeu com Virgílio que não basta o teatro dizer ao povo o que fazer, soube transferir os meios de produção da linguagem teatral para que nós, camponeses, façamos nosso próprio teatro, e por meio dele discutir nossos problemas e formular estratégias coletivas para a transformação social.Nós, trabalhadoras e trabalhadores rurais sem terra de todo o Brasil, como parte dos seres humanos oprimidos pelo sistema que você e nós tanto combatemos, lhes rendemos homenagem, e reforçamos o compromisso de seguir combatendo em todas as trincheiras. No que depender de nós, tua vida e tua luta não será esquecida e transformada em mercadoria.O teatro mundial perde um mestre, o Brasil perde um lutador, e o MST um companheiro. Nos solidarizamos com a família nesse momento difícil, e com todos e todas praticantes de Teatro do Oprimido no mundo.

Dos companheiros e companheiras do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra02 de maio de 2009
http://cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15971--

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