sexta-feira, 29 de maio de 2009




Orávio comenta “Todos os homens do presidente” neste sábado na AIC

“Todos os homens do presidente” (EUA,1976) é o filme deste mês no projeto Cine Jornalismo AIC, da Associação de Imprensa Campista. A exibição será neste sábado, 30, às 16h, na sede da entidade, e terá como comentador o jornalista e professor Orávio de Campos Soares, secretário de Cultura de Campos e presidente da AIC.
O projeto Cine Jornalismo AIC consiste na exibição, sempre no último sábado de cada mês — entre março e novembro — de um filme que tenha como tema o universo jornalístico ou contenha significativa participação de personagens jornalistas. O objetivo é promover uma integração entre profissionais da área, estudantes e demais interessados na discussão das práticas e dos dilemas éticos do jornalismo.
Dirigido por Alan J. Pakula, “Todos os homens do presidente” mostra a saga de dois repórteres do jornal norte-americano Washington Post durante a investigação do lendário caso Watergate, que culminou com a queda do presidente Richard Nixon. O filme é baseado no livro dos jornalistas Bob Woodward e Carl Bernstein, que foram os responsáveis pela série de matérias investigativas, e são interpretados por Robert Redford e Dustin Hoffman.

A AIC fica na rua Tenente Coronel Cardoso, 460, Centro. A programação completa do Cine Jornalismo AIC e outras informações sobre a Associação estão disponíveis em http://associacaodeimprensa.blogspot.com/

E a obra vai para... (I)

Fontes informam que a Companhia Brasileira de Projetos e Obras (CBPO), incorporada ao Grupo Odebrecht, será a vencedora, às 9h da manhã de hoje, da concorrência pública nº 004/2009, para construção de 5.100 casas populares, no valor de R$ 357.963.677,57. No anexo VIII do edital da concorrência pública é exigido que as empresas participantes tenham executado edificações, simultaneamente, em pelo menos 10 diferentes localidades, critério estipulado para eliminar as construtoras de Campos da concorrência.
E a obra vai para... (II)

O Sindicato da Indústria da Construção Civil de Campos e a Associação dos Empresários da Construção Civil do Norte e Noroeste Fluminense ingressaram com ações no Ministério Público Estadual, alegando a ilegalidade dos critérios de exclusão, baseados na lei 8666/93, que rege as licitações. Ex-secretário de Obras e atual coordenador da mesma secretaria, Antonio José Petrucci Terra, o Tom Zé, trabalhou na Odebrecht antes de ingressar no governo municipal de Rosinha.
fonte: Ponto Final: http://www.fmanha.com.br/


Roupas e calçados doados "encalham" em Itajaí (SC);
toneladas vão para o lixo
Gabriela Sylos
Enviada especial do UOL NotíciasEm Itajaí (SC)
(fotos: acima)

As ruas de Itajaí (90 km de Florianópolis) guardam poucos sinais dos estragos causados pelas chuvas e enchentes de novembro e dezembro do ano passado. As avenidas tomadas pelas águas e as casas cheias de entulhos nas portas já estão limpas. Após seis meses, porém, uma situação persiste: ainda há pilhas de roupas e sapatos doadas sem dono. São nove contêineres cheios de donativos, volume que chega a aproximadamente 125 toneladas. Destas, cerca de 70 toneladas vão para o lixo, pois foram consideradas "podres" pela prefeitura. Parte destas roupas estava armazenada em um parque onde se realizava uma festa tradicional da região. O espaço, localizado na zona rural, costuma abrigar vacas e bois.
"As doações foram jogadas diretamente na terra. Aquela camada de roupa não foi aproveitada", afirma a secretária de Desenvolvimento Social, Rosane Casas, que culpa a gestão anterior, do prefeito Volnei Morastoni (PT), pelo mau armazenamento. "O galpão estava coberto apenas com uma lona, e não tinha paredes. Chovia, secava, chovia, secava", diz, referindo-se à exposição das peças. De acordo com a secretaria, um laudo da Vigilância Sanitária atestou que as roupas estavam sem condições de uso.

O presidente do diretório municipal do PT, Felipe Damo, afirma que, no fim do governo de Morastoni, as roupas foram mantidas menos de 15 dias na área rural porque "todos os outros possíveis locais estavam lotados". "A questão era provisória, o atual governo que manteve a roupa lá por mais quatro meses, até elas apodrecerem", acusa. O desperdício já causou polêmica no começo de maio, quando parte das peças estragadas foram encontradas em uma área destinada ao descarte de entulhos da construção civil. O governo afirma agora que aguarda autorização da secretaria de Obras para enterrar as peças em aterros sanitários. No auge da tragédia em Santa Catarina, cerca de 1.000 toneladas de roupas e calçados chegaram a ficar acumulados em 41 prédios públicos da cidade.
Acredita-se que as doações se concentraram em Itajaí devido ao acesso restrito a cidades vizinhas, como Ilhota e Blumenau. Em janeiro, as roupas foram reunidas em um galpão, que foi aberto não só aos atingidos pelas chuvas, mas a quem quisesse pegar os itens. Cerca de 50 municípios vizinhos se beneficiaram com os donativos, além de outros Estados do país, como São Paulo e Espírito Santo. Mesmo assim as pilhas persistiram. No final de março, uma empresa foi contratada para organizar as roupas. Selecionadas e dobradas, as peças ocupam agora dois contêineres.
Segundo Rosane Casas, um deles foi enviado ao Piauí - apenas um dos 11 Estados atualmente castigados pelas enchentes. O outro será "guardado" para futuras campanhas de doação, como a campanha do agasalho.
Além das roupas, ainda restam os sapatos. Eles lotam dois contêineres, totalizando cerca de 28 toneladas. Durante o trabalho que realizaram na seleção das peças, 30 mulheres, muitas no alto de uma pilha, tentavam encontrar um par no meio de tantos calçados. O galpão está aberto até o dia 30 deste mês para qualquer morador que queira procurar o seu. "O pessoal chega, pergunta se pode pegar. A gente permite, eles entram e vão pegando. E eles conseguem achar os pares", afirma Elisângela Pereira, 35 anos. Ela também trabalhou na triagem das roupas. "Tinha muita roupa suja, muito cheiro de mofo, roupa estragada, foi difícil", lembra.
As próprias trabalhadoras, moradoras de Itajaí e também vítimas das enchentes, já se beneficiaram das doações. "É tudo da enchente: esta calça, esta blusa", mostra Maria das Neves de Souza, 40 anos. Ela perdeu tudo: roupa, armário, cama, colchão, televisão. "Eu ainda estou dormindo no chão", conta. Questionada se as condições das roupas e sapatos são precárias, Maria nega. "Tem muita roupa boa, sapato bom. Eu achei uma aliança, teve gente que achou até ouro por aqui", relata.
Segundo a prefeitura, os sapatos que não forem recolhidos até este fim de semana serão encaminhados a empresas de reciclagem. Mas estas empresas ainda não foram encontradas.

Mataram a Poesia Álvaro Marcos Jura que Não Foi ele

Ligação
Teu beijo, marginal
Tua boca, imortal
Saliva doce, canibal.
Instinto seco, imoral.
Indecente, sensacional.
Ardente, animal.
Pedaços de nós no varal.
Só desejo, atemporal.
Sinal da cruz, espiritual.
Sinal de vida, lamaçal.
Olhar vermelho, castiçal.
Despojado, ritual.

Álvaro Marcos – 29-05-2009




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