segunda-feira, 18 de maio de 2009











arte: Fátima Queiroz
























Nação Goytacá

Reunião Dia 21 Maio das 19 às 22:00hs
Local - Bar Fórmula 1 - Av. Alberto torres
logo depois do Sesc

ferramenta

estilete no papel
por sobre a mesa posta
a pêra na maçã
a fruta fresca

lésbica leviana
lambe os olhos da irmã

sangue desce entre as coxas
tinge o chão do santo cristo

de leve passo
a língua pela trilha
evou sonhar que o dia
é outro dia

hoje não tem pão
mas tem punhal & poesia

arturogmes
http://braziliricas.blogspot.com/

Livros no Google

Mais do que digitalizar livros é importante colocarmos na pauta do debate a insuficiente democratização virtual e, por consequência, a restrição da disseminação cultural. Toda discussão acerca da informatização tecnológica ― que demanda custos razoáveis com equipamentos modernos e ágeis, provedores de acesso etc. ― nos remete à elitização da informação.
Wellington Machado de Carvalhoem 18/5/2009


Cultura, gelo e limão

Os profetas do apocalipse dizem que o fim está próximo: começará pelo CD, passará pelos jornais, chegará ao livro e ao cinema, arrastando também a TV e as rádios. A lógica é que a internet e as novas formas de distribuição dos produtos culturais vão eliminar as antigas "embalagens", e mudar para sempre a nossa forma de consumir músicas, filmes, narrativas, arte. Marta Barcellosem 15/5/2009


RECORDAR É VIVER

Com que se inspira para escrever?
O que é matéria para a poesia?
Quando escreve, qual o efeito estético visado?

Existe uma anedota bem conhecida, mas que vale a pena recordar: o pintor Paul Degas encontrou-se certa vez com Mallarmé, e disse que tinha muitas idéias para escrever poemas, mas que não conseguia realizá-los. Sem pensar duas vezes, Mallarmé respondeu: "Meu amigo, um poema não se faz com idéias, mas com palavras". Flaubert tinha opinião semelhante, em relação à prosa: o que importava mais para ele não era a história, mas o modo de escrevê-la.

Esta é a matéria da criação literária: a linguagem. Você pode planejar os recursos e efeitos que deseja obter num poema, seguindo a receita da Filosofia da Composição, de Edgar Allan Poe (método que já adotei em muitas peças), ou pode seguir a intuição, o acaso, e depois corrigir o texto, sem pressa, o que também traz resultados. Já me aconteceu de escrever linhas com aliterações ou paronomásias que não foram pensadas, mas que surgiram espontaneamente, e que ficaram bem colocadas na composição; também já sonhei com versos e estrofes que coloquei no papel, ao sair da cama.

O método pode ser mais intelectual ou espontâneo, o que conta é o resultado. Sobre a "inspiração", é algo bastante vago; às vezes, você pode olhar um quadro ou fotografia e ter a idéia para um poema; pode ler o noticiário sobre alguma tragédia internacional (como a situação no Oriente Médio) e já ter o insight para uma estrofe; outros se inspiram com a leitura de um bom livro, com marijuana, vodka, sexo ou chá de cogumelos, não importa.

Qualquer que seja o pretexto, o "estopim", esse é apenas a fagulha inicial; o que realiza o poema não é a inspiração, mas a expiração, o trabalho pesado com as palavras. Em tempo: o que me inspira é o jazz bebop, a ópera ou a leitura de algum poema que me pareça quase perfeito, como os de Paul Celan.


Quais são os vícios e as virtudes da poesia
brasileira moderna e contemporânea?

A poesia brasileira é uma das mais interessantes, hoje, e não apenas no continente americano: poucos países podem se dar ao luxo de ter autores como Augusto de Campos, Arnaldo Antunes, Duda Machado, Antônio Risério, Horácio Costa, Claudia Roquette-Pinto, Josely Vianna Baptista... não é pouca coisa! Agora, claro que em toda literatura, em qualquer momento histórico, há autores que trabalham seriamente com a linguagem e outros que, apesar do sucesso junto à mídia e à academia, apresentam resultados frágeis; a fama não se sustenta sozinha, é preciso estar acompanhada de obras consistentes, caso contrário, cairá no esquecimento.

Nos anos 30, por exemplo, o "grande poeta" não era Drummond ou Murilo, mas Augusto Frederico Schmidt, que hoje ninguém mais lê. Não se pode bajular ou subornar o Tempo, que, como diz o amigo Fred Barbosa, é o maior dos críticos literários. Respondendo, enfim, a sua pergunta: creio que as principais virtudes da poesia brasileira são a sua capacidade de metamorfose, a vocação para a mescla de linguagens e culturas, a síntese antropofágica, a invenção. Em contraponto a esse estado de espírito mais jovem, aberto à inovação, temos os resquícios do passadismo, na diluição da poesia parnasiana e modernista; quando um autor não tem nada de original a dizer, repete o que já foi dito, de modo menos hábil.

Enfim, no final das contas, creio que o nosso "saldo bancário" ainda é positivo, ao menos na poesia: temos fundos suficientes para compensar o desperdício.

Claudio Daniel
poeta - Diretor Executivo da OS Poesis-SP


Livro pra quem precisa
Ivana Jinkings


Uma ameaça ronda o mundo dos livros: a ameaça do obscurantismo. A globalização econômica e financeira amplia a desigualdade entre ricos e pobres e os livros não escapam a essa lógica. Grupos estrangeiros compram editoras brasileiras e se estabelecem com planos avassaladores no mercado nacional. Grandes editoras brasileiras compram menores, acentuando o caráter de monopólio, agravando a tendência à homogeneização na produção de conhecimento e contribuindo para rebaixar o nível das publicações.


Enquanto isso, o poder público, que deveria cumprir papel regulador, reproduz as distorções do "mercado" nas aquisições de acervos para bibliotecas e escolas. Enfrentando contexto de forte concentração no setor, pequenos e médios editores –principais defensores do livro como um bem cultural (e não como simples mercadoria) e os que se dedicam a difundir idéias novas, descobrir autores e formar leitores– vêem-se obrigados a diminuir as tiragens e elevar o preço médio de suas publicações. Resultado, em parte, da política engendrada pelos conglomerados livreiros, que vendem espaços às megaeditoras e ocupam majoritariamente suas prateleiras com best-sellers –no mais das vezes volumes de auto-ajuda, esotéricos ou de mero entretenimento–, impondo o achatamento da oferta das obras ditas de conteúdo, cada dia mais dirigidas a uma reduzida elite intelectual.


A exigência de rentabilidade imediata faz com que a decisão sobre que livros publicar deixe de ser tomada pelos editores e passe às mãos das grandes livrarias (que escolhem as obras pelo seu potencial de venda, ditam o que comprar, de que forma, com que desconto!), ao que se rende parcela significativa de editores, fechando o ciclo do verdadeiro salve-se-quem-puder em que se transformou o mercado editorial.Não se trata, fique claro, de reivindicar aqui "reserva de mercado" para as pequenas editoras, mas de iniciar a discussão sobre como defender o patrimônio maior da nação, a cultura. Em um país onde apenas 20% dos habitantes lêem livros, não podemos deixar nas mãos do mercado a decisão do que merece ser publicado. Ou aceitar, atônitos, essa máxima de que o mercado se rege por leis naturais, universais, inevitáveis. O dinheiro não pode comandar processo tão importante.


Num país periférico, o editor (não o proprietário de editora, muitas vezes um comerciante como tantos outros, mas o profissional do mundo das letras) não pode abdicar do seu papel de agente cultural. O mesmo se aplica aos livreiros e editores dos suplementos literários, pois o que está em jogo é a identidade, a diversidade e o pluralismo.Mas tampouco os governantes compreendem seu lugar no mundo da cultura. Numa alarmante mistura entre o público e o mercado, as compras governamentais invariavelmente favorecem as mesmas grandes editoras. Sem um programa claro também nesse campo, o governo do PT mal tomou posse e fez a festa de 14 grupos editoriais, despendendo cerca de R$ 100 milhões, em 2003, na compra de coleções para escolas.


Interessante notar que, como o Ministério da Educação é o maior comprador de livros do país (quiçá do mundo), são justamente as editoras de didáticos que despertam primeiro a cobiça das empresas estrangeiras, atraídas pelas benesses desse negócio milionário. Para completar o triste quadro, temos ainda a mal ajambrada questão da "contrapartida social". A produção cultural no Brasil vive do dinheiro do contribuinte, mas não beneficia a sociedade na mesma proporção. Banqueiros e outros empresários posam de mecenas, lançam mão de conceitos elevados para financiar, às custas do erário, via Lei Rouanet, projetos editoriais luxuosos oferecidos como brindes e depois vendidos a peso de ouro. E, além de beneficiarem quem menos precisa, esses investimentos reforçam as desigualdades regionais, pois quase 90% deles convergem para os Estados do Sudeste, ficando regiões como Norte e Centro-Oeste com ínfimos 0,4% e 2,5% cada uma.


O Ministério da Cultura começa a rever os critérios dessas leis, em muito boa hora. Acredito na capacidade e no direito que o Estado possui de intervir em questões culturais, de chamar à responsabilidade social, fomentar e criar condições para que a produção cultural se dê, transferindo para a área pública o papel assumido pelas empresas e seus gerentes de marketing. Sem se dobrar à gritaria dos que se rebelam contra o "dirigismo cultural" mas nunca se dignaram a discutir o sentido social da literatura, da música, do cinema, do teatro ou das artes plásticas. O que os agenciadores das verbas de incentivo temem no diálogo entre poder público e sociedade é ter de abrir mão de privilégios e práticas que confinam a cultura aos limites medíocres do entretenimento.


Gramsci dizia que todo homem é um intelectual. Independentemente de sua classe social, ele quer entender o mundo que o rodeia, a sociedade e a história que a precede e explica. O livro é uma ferramenta capaz de explicar a história, de transformar o panorama intelectual do país e do mundo. Para que isso seja possível, autores, editores, educadores e livreiros precisam deixar de ficar calados, de cabeça baixa e mãos no bolso; precisam se lançar à missão de fazer do livro um bem a ser democratizado, formando leitores críticos, comprometidos com um futuro mais justo para a humanidade.


Texto Originalmente publicado no jornal Folha de S. Paulo, a 4 de outubro de 2004.
Ivana Jinkings é editora da Boitempo e uma das fundadoras da Libre.


Prémio Luso-Brasileiro de Dramaturgia António José da Silva
Regulamentação3ª Edição


A Presidente do Instituto Camões e o Presidente da FUNARTE, tornam público, para conhecimento dos interessados, o presente Regulamento que estabelece as normas para a participação no Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia António José da Silva.


I – DO OBJECTO


1.1. Constitui objecto do Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia António José da Silva incentivar a escrita dramática em todos os seus géneros (teatro para adultos, teatro para a infância e juventude, etc) e o aparecimento de novos dramaturgos de língua portuguesa, reforçando as parcerias de desenvolvimento e cooperação cultural entre Portugal e o Brasil.



1.2. Os textos concorrentes serão seleccionados, numa primeira fase, em cada um dos países, por júris nacionais. Os oito textos concorrentes que passarem à segunda fase serão apreciados por um júri comum aos dois países que determinará o vencedor do Prémio.


II – DAS CONDIÇÕES – 1ª fase


2.1. Poderão concorrer ao Prêmio, cidadãos portugueses ou estrangeiros naturalizados.


2.1.1. É vedada a participação dos membros dos júris de selecção, de familiares destes e de funcionários do Instituto Camões, da Direcção-Geral das Artes e do Teatro Nacional de D. Maria II.


2.2. Não serão aceites obras póstumas e adaptações de obras de outro autor.


2.3. Cada concorrente poderá participar com um ou mais textos originais, em língua portuguesa, não editados e não encenados.


2.3.1. Os textos não poderão ser divulgados por quaisquer meios, total ou parcialmente, até à data da publicação do resultado da selecção.


2.3.4. Os textos deverão ser dactilografados ou digitalizados em Word for Windows, tipo Arial, corpo 12 (doze), em espaço 2 (dois), numa só face de papel, em perfeitas condições de legibilidade, folhas numeradas e encadernadas, utilizando-se formato tamanho A-4, não contendo nenhuma informação que possibilite a identificação do autor.


2.3.5. A capa de cada cópia do texto deverá conter o título da obra e o pseudónimo do autor


2.3.6. O envio deverá ser feito num único envelope, lacrado, contendo: 5 (cinco) cópias encadernadas do texto;§ um envelope lacrado§ contendo ficha de inscrição e cópia do bilhete de identidade.


2.3.7. O envelope deverá ser enviado para:
Instituto Camões Prêmio de Dramaturgia António José da Silva – 3ª Edição


Rua Rodrigues Sampaio, 1131150-279 LISBOA - PORTUGAL
e deverá mencionar:

Título da Obra: Pseudônimo do Autor

2.3.8. Somente serão aceitos envelopes que tiverem o carimbo do correio até à data de encerramento das inscrições.


III – DAS INSCRIÇÕES


3.1. As inscrições decorrem até 26 de Junho de 2009.


3.2. Não serão consideradas as inscrições apresentadas de forma diversa da descrita no Capítulo II e também as enviadas após terminar a data indicada no ponto aterior.


3.3. É interdita a escolha de pseudônimo que permita ou sugira a identificação do autor.


IV – DA SELECÇÃO


4.1. A selecção será realizada por um júri composto por: um elemento designado· pelo Instituto Camões um elemento designado pela Direcção-Geral das· Artes um elemento designado pelo Teatro Nacional de D.Maria II·


4.1.2. O Presidente do Júri será nomeado pelo Instituto Camões e terá voto de qualidade


4.1.3. O júri seleccionará os 4 textos portugueses que integrarão, com os 4 textos seleccionados pela Funarte, no Brasil, o contigente final de candidatos ao Prêmio.


4.1.4. O júri que apreciará o contingente dos 8 textos finais será composto por 3 elementos portugueses designados pelo Instituto Camões e 3 elementos brasileiros designados pela FUNARTE.


4.1.5 O Presidente do Júri será designado pela instituição representante do país que realizará a cerimónia de atribuição do Prêmio e terá voto de qualidade.


4.1.6. Os prémios finais a atribuir serão decididos pelos júris dos dois países, após apreciação conjunta de todos os projectos seleccionados como finalistas. A reunião final do júri será realizada em sistema de vídeoconferência.


4.1.7. Os critérios para a escolha dos vencedores serão estabelecidos pelos júris respectivos, que são soberanos, não havendo recurso das suas decisões.


4.2. O Prémio de Dramaturgia António José da Silva tem coordenação geral da Presidente do Instituto Camões e do Presidente da Funarte.


4.3. O resultado final será divulgado através de informação conjunta do Instituto Camões e da Funarte e publicitado nos respectivos sítios na internet http://www.instituto-camoes.pt/ e http://www.funarte.gov.br/ devendo ocorrer até 90 dias após teminarem as inscrições.


V – PRÊMIOS


5.1. Serão concedidos os seguintes prémios:


Prémio de Dramaturgia António José da Silva· (obrigatoriamente atribuído)


Menção honrosa (caso o júri considere a sua· atribuição)


5.2. O Prémio de Dramaturgia António José da Silva tem o valor monetário de 15.000€.


5.3. A atribuição do Prémio implica a edição da obra premiada em Portugal e no Brasil, competindo ao Instituto Camões e à Funarte diligenciar para esse efeito.


5.4. A edição da obra faz parte integrante do Prêmio, não havendo assim lugar ao pagamento de Direitos de Autor.


5.5. Ao prêmio aplicam-se os descontos previstos na legislação em vigor.


5.6. A cerimónia de atribuição do Prêmio será realizada alternadamente em Portugal e no Brasil. A cerimónia de atribuição do Prêmio referente à 1ª edição foi realizada em Portugal.


5.7. Compete à Direcção-Geral das Artes, à Funarte e ao Teatro Nacional de D.Maria II, diligenciar para que a obra premiada seja apresentada em palco.


5.8. Para a representação da obra premiada a Direcção-Geral das Artes, a Funarte e o Teatro Nacional de D. Maria II, contribuirão com um financiamento a definir anualmente.


VI – DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

6.1. O Prêmio referido no item 5.2 será pago até 90 dias após o seu anúncio público.

6.2. O anúncio público do vencedor será feito obrigatoriamente até ao final do ano a que respeita o Prêmio.


6.3. O Instituto Camões e a Funarte inutilizarão as obras não selecionadas, garantindo o sigilo das mesmas.


6.4. A inscrição para a participação no Prêmio de Dramaturgia António José da Silva implica a aceitação das normas deste regulamento.


6.5. O presente Regulamento ficará à disposição dos interessados no Instituto Camões, Rua Rodrigues Sampaio, 113, Lisboa, na Funarte, Centro de Artes Cênicas, Rua da Imprensa, 16/5° andar – sala 501, Rio de Janeiro, podendo também ser consultado nos sítios das respectivas instituições na internet http://www.instituto-camoes.pt/ , http://www.funarte.gov.br/


6.5. Outros esclarecimentos podem ser obtidos pelo telefone 213109100


Instituto Camões
Postado por Versos & Acordes


toda nudez Não será castigada



roberta agora

só se for cainelli

bruna só se for polleto

vestido pode ser a pele

que encobre

a nudez do esqueleto


o beijo agora

só se for ao vivo

e-mail só se for inteiro

fantasiasó se for de tanga

camila deve ser pitanga

carnaval

a gente transaem fevereiro


black billyhttp://balckbilly.blogspot.com/





entre

o que tenho

trago e trouxe

duas coisas

me são caras:

mallarmè e baudelaire

um tem a cara dura

o outro

tem a minha cara


federico Baudelaire

viagens insanas

http://federicobaudelaire.zip.net/



















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